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Darwinismo

sábado, 30 de janeiro de 2010

Extremos do Planeta Terra

O Planet Earth Extremes é uma série que está a passar no canal Discovery e que tem imagens espectaculares, de seres vivos de paisagens e de cenas do mundo natural. Repare por exemplo nas imagens a partir do minuto 7:53 da primeira parte do vídeo, salte também para o abismo, para a descoberta do desconhecido, aventure-se, veja o vídeo:

Planet Earth Extremes - Summit to Abyss
Aventure-se numa viagem cheia de adrenalina, desde os picos do Monte Everest até ao fundo do oceano mais profundo. Viaje centenas de metros para baixo da terra, para um mundo impressionante, onde formas bizarras de vida se multiplicam num mundo de escuridão.

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Os extraterrestres chegaram


Acha que os animais deste vídeo são animações computorizadas? Sim?

Errado! Tudo o que pode ver neste vídeo foi filmado no mar profundo, entre 1000 e 5000 metros de profundidade.

A maior parte das criaturas são espécies completamente novas descobertas com um novo submarino que foi usado pela primeira vez para fazer este documentário.

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Design Inteligente em Espanhol

O inicio do ano de 2010 assiste a um novo blog em espanhol que explora as principais descobertas da ciência contemporânea que suportam a inferência de design inteligente. O blog Passeos Por La Naturaleza (Passeios pela Natureza) visa fortalecer ainda mais a influência global de que o movimento do Design Inteligente já goza, sensibilizar para a existência de importantes recursos acadêmicos que hoje estão a desafiar o darwinismo ortodoxo e revitalizar o apelo para uma nova perspectiva sobre o discurso científico.

O primeiro post pode ser encontrado em:

Evolucion de la comunicacion en ballenas las? Los Darwinistas deberian estar preocupados, por Robert Deyes e Deyes Carolina (trad: Evolução das Baleia? os Darwinista deveriam estar preocupados)

(por Robert Deyes)

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O fóssil Ardipithecus ramidus

O Ardipithecus ramidus foi promovido a uma das histórias de ciência do top de 2009.

Produzido por Robert Frederick e Michael Torrice.

Se hoje perguntássemos a alguém na rua qual seria o aspecto dos primeiros ancestrais dos humanos. Provavelmente diriam: bem, seria parecido com a "Lucy", e antes disso seria parecido com um chimpanzé. O que os fósseis que estão a ser descritos [o Ardipithecus ramidus] hoje na Science dizem é que essas duas conclusões estão incorrectas.

Mais de um milhão de anos mais antigo do que a "Lucy", o Ardipithecus ramidus possibilita uma visão das primeiras formas de vida hominídea. Estes vídeos têm entrevistas com o Co-director do Projecto, Tim White (University of California, Berkeley), a correspondente da Science, Ann Gibbons, e o paleoantropologo Andrew Hill (Yale University), e ainda C. Owen Lovejoy e Giday WoldeGabriel.

A Ida [Darwinius masillae] também foi anunciada como uma grande descoberta, que teria o mesmo impacto da queda de asteróide no mundo da paleontologia. A Ida foi chamada de monalisa, o fóssil, mas depressa caiu da sua ascensão meteórica, perdendo depois o estatuto de ancestral.

O Tiktaalik roseae foi anunciado como o fóssil de transição entre os peixes e os animais terrestres de quatro patas. Mas apareceu um tetrápode vindo de onde menos se esperava, de um período anterior ao suposto elo de transição dos evolucionistas, com quatro patinhas, num período onde era suposto haver só barbatanas. E lá ficou o Tiktaalik no charco e os darwinistas amuados por mais uma vez terem sido contrariados. rsrs

Por enquanto o Ardipithecus ramidus tem o mérito de já ter vindo desmanchar muitas fantasias produzidas anteriormente pelo pensamento darwinista para a evolução humana. Mas vamos ver por quanto tempo vão durar as novas fantasias que rapidamente foram produzidas para substituir as que foram destruídas por esta descoberta, vamos ver quanto tempo vai também permanecer o Ardi com o estatuto de grande descoberta cientifica.

Vejam também os posts:

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Evento "Signature in the Cell" transmitido em directo na internet

Neste momento está a decorrer o evento "Signature in the Cell" que pode ouvir em directo na internet. Uma discussão de duas horas sobre a evidência para o design inteligente e sobre os desafios que o DI lança à teoria evolucionaria moderna.
Estão presentes o autor do Signature in the Cell, Stephen C. Meyer, o conceituado céptico de Darwin e autor do The Deniable Darwin, David Berlinski, e o cientista, académico e escritor, Thomas Woodward, autor do Darwin Strikes Back.

O evento está neste momento a ser transmitido, entre as 00:00 e as 2:00 (hora portuguesa), na internet.

Ouça agora a discussão numa das seguintes rádios:

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EXPELLED agora disponível em DVD na Inglaterra

O Expelled: No Intelligence Allowed está agora disponível em DVD no Reino Unido numa nova edição ampliada com 44 minutos de entrevistas nunca antes vistas.

O interesse no design inteligente está a crescer na Grã-Bretanha. No início deste mês, Stephen Meyer, que aparece no Expelled, defendeu tanto o filme como o DI num debate com o ateu Peter Atkins.

O "Bad Boy UK Version" promete ser um sucesso num mercado que tem sido dominado por nomes como Richard Dawkins, cuja aparição no filme e a sua admissão surpreendente de que o design inteligente existe - desde que seja proveniente de extraterrestres, é claro - pode levantar algumas sobrancelhas na sua terra natal.

Qual é o velho ditado sobre profetas e sobre a honra na sua terra natal?

(por Anika Smith)

Num post recente deste blog vimos Richard Dawkins a sonhar com viagens no espaço entre mundos com vida. Mas na entrevista que Dawkins deu no Expelled as afirmações dele ainda são mais estranhas. Vejam Dawkins a admitir que investigar o design inteligente pode produzir resultados, e vejam Dawkins a admitir a hipótese de que extraterrestres inteligentes poderiam ter semeado a vida neste planeta:



Para ler uma tradução daquilo que Dawkins disse leia o post: Dawkins admite o Design Inteligente?


Comprar o DVD?


Ao comprar o Expelled: No Intelligence Allowed...

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Arca de Noé Congelada

Podem as espécies extintas e as que estão em perigo de extinção serem salvas através da investigação do DNA?

Betsy Dresser mantém um tipo diferente de zoo, um zoo congelado, onde ela recolhe pequenas amostras da pele de milhares de animais diferentes dentro destes tanques cheios de nitrogénio liquido.

Lesley Stahl: Portanto, se alguns destes animais viessem a ficar extintos você poderia trazê-los de volta?

Betsy Dresser: Em teoria eu acredito que podemos.

Lesley Stahl: Por outras palavras é uma espécie de Arca de Noé. Não é um Zoo é uma Arca.

Betsy Dresser: Sim é uma arca, verdadeiramente.

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Como são os extraterrestres ?

No post anterior o evolucionista fundamentalista mor, Richard Dawkins, já demonstrou como um darwinista pode levar a sua imaginação fértil ainda mais longe, criando historinhas de viagens espaciais entre mundos.

Mas vejam como os evolucionistas para além de conjecturarem e especularem sobre a vida neste mundo não resistem também em dar aos pedais, e levantar voo com seu extraterrestrezinho antropomorfo no cesto:

É provável que os extraterrestres se pareçam e comportem como nós
A vida extraterrestre, se existe, é provável que seja como nós, afirmou um conceituado cientista. Ele também acredita que os extraterrestres também partilhem as nossas fraquezas humanas como a ganância, a violência e a exploração dos outros.

Por Richard Alleyne, correspondente de ciência, 25 de Janeiro de 2010

O professor Simon Conway Morris na Universidade de Cambridge vai dar uma conferência sobre a vida alienígena para defender que os extraterrestres provavelmente evoluíram como os "terráqueos" e assemelham-se a nós com cabeça, membros e órgãos. Infelizmente, eles também terão evoluído as nossas fraquezas e falhas, o que os pode tornar perigosos se eles um dia visitassem a Terra.

O encontro na Royal Society, que vai contar com representantes da Nasa, da Agência Espacial Europeia e do Gabinete das Nações Unidas para Assuntos do Espaço marca o 5º aniversário do programa de Busca por Inteligência Extraterrestre (SETI). Lord Rees, presidente da Royal Society, também vai conduzir uma das sessões.

O Prof Paul Davies disse: Temos que abandonar a noção de que o ET nos está a enviar algum tipo de mensagem personalizada e adoptar uma nova abordagem".

Ele sugeriu que a procura poderia incidir sobre os desertos, respiradouros vulcânicos, lagos saturados de sal e vales secos da Antárctica - lugares onde a vida que conhecemos luta para sobreviver - para encontrar micróbios "estranhos" que pertencem a uma "biosfera sombra".

(por idnet.com.au)

Isto é ciência? Claro que não, apenas mais especulações e extrapolações darwinistas! ;)

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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A Viagem de Richard Dawkins


Reparem na musiquinha...
Já sabemos que a imaginação dos darwinistas é fértil e quando tem ateísmo fundamentalista à mistura então... Já neste blog questionei se Dawkins não seria raeliano, depois das historinhas de viagens espaciais deste vídeo-pregação, começo a ficar convencido que se ele não é raeliano então é uma coisa muito parecida...

Pelo menos ele diz alguma coisa acertada quando diz que este planeta é único. Até mesmo o papa dos ateus reconhece isso... Mas alguém com muito mais autoridade que Dawkins para falar sobre este planeta e sobre o universo, o astrónomo Guillermo Gonzalez, co-autor do livro The Previlleged Planet, foi descriminado por dizer algo muito parecido e por ter apresentado fortes evidências científicas a favor do design inteligente do universo. Vejam o que diz Dawkins no vídeo:

Vivemos num planeta que é perfeito para o nossa vida.

Comparado com a maior parte dos planetas isto é o paraíso.

Mas nós como indivíduos somos muito abençoados.

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Incentivar ainda mais o debate sobre a Evolução

Desde a sua publicação em 2007, o livro-didáctico de ciência inovador, Explore Evolution: The Case For and Against Neo-Darwinism (Explorar a Evolução: argumentos a favor e contra o neo-darwinismo) ajudou a conceber uma nova forma de ensinar sobre a evolução, baseada no próprio reconhecimento de Charles Darwin de que

“um resultado satisfatório só pode ser alcançado examinando e pesando os factos e argumentos de ambos os lados da questão.”
O objectivo original do Explore Evolution foi o de provocar a discussão sobre a evolução darwiniana, e esse objectivo tem sido alcançado!


Esta semana o Discovery Institute lança o extenso site “Further Debate” inspirado pelo livro na esperança de encorajar ainda mais a discussão. O novo site oferece respostas relevantes e convincentes a várias das críticas que foram feitas ao livro que foram escritas por darwinistas ao longo dos últimos dois anos, incluindo uma “critica” nada exacta montada pelo National Center for Science Education que defende o ensino exclusivo de Darwin.

O Explore Evolution tem sido alvo de ataques do lobby de Darwin porque ele promove o pensamento crítico e fornece uma discussão equilibrada da evidência científica. Os ideólogos pró Darwin estão com medo que os alunos pensem por si mesmos quando forem expostos a dados e visões científicas antagónicas. Eles têm razões para estar com medo, porque a abordagem do Explore Evolution está a resultar. O livro-didáctico foi adoptado para ser usado em 25 escolas secundárias e 11 em universidades. Educadores em mais 14 escolas e instituições educacionais usam o livro como um recurso suplementar. No Reino Unido, uma edição britânica do livro-didáctico foi lançada no inicio de 2009, e milhares de cópias do livro-didáctico foram distribuídas para bibliotecas no final do ano. Na Ásia, uma edição coreana do livro-didáctico está a ser preparada.

A maior parte dos darwinistas tem respondido ao livro Explore Evolution com a sua habitual mistura de ataques ad hominem e manobras de diversão. Dentre as quais a principal é a alegação falsa e gasta de que o livro Explore Evolution promove o “criacionismo.” Claro que não é assim. Nós esperamos que o novo site “Further Debate” vá encorajar os professores, estudantes, e outros interessados na evolução a explorarem as evidências e os argumentos por si próprios.

(por Robert Crowther)


No site "Further Debate" lê-se:

Uma das formas como os cientistas têm rompido com as fronteiras do conhecimento humano é através do debate espirituoso mas civilizado sobre o significado das evidências que estão acessíveis ao público. Frequentemente os cientistas debatem a melhor forma de interpretar as evidências disponíveis. A controvérsia na ciência não é nada de novo. Não é uma distracção, é normal. O Explore Evolution é parte do contínuo debate sobre o Neo-darwinismo. Nesta página, os autores do Explore Evolution juntamente com outros cientistas, continuam a discussão, respondendo a perguntas, comentários e críticas relativas aos assuntos abordados no livro didáctico. As respostas estão organizadas em duas formas: através de análise geral, e por secção/tópico do livro.

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Darwinismo e Marxismo

Darwin nú - Nildo Viana

O representante ideológico da chamada “sociobiologia”, expressão mais contemporânea do “darwinismo social”, escreveu um livro chamado O Macaco Nu (Morris, 1980). O objetivo do presente texto é fazer como a criança do conto de Andersen, A Roupa Nova do Imperador, ou seja, revelar que Darwin, tal como o rei, está nu. E este objectivo é concretizado através da perspectiva marxista, o que nos remete ao estudo das relações entre as teses de Darwin e dos seus seguidores e a teoria marxista.

A relação entre Darwin (e darwinismo) e o marxismo é muito mais complexa do que parece à primeira vista. Na área de influência marxista, a concepção hegemônica e mais divulgada é que as duas concepções são semelhantes e uma estaria ligada ao processo de evolução biológica enquanto que a outra seria expressão da evolução social. O darwinismo abordaria a luta pela sobrevivência, a evolução das espécies, enquanto que o marxismo abordaria as mudanças sociais. Darwin teria produzido uma teoria da evolução que seria um complemento e confirmação da teoria marxista e da dialética materialista, servindo, simultaneamente, para refutar as doutrinas religiosas e criacionistas e apresentar uma base biológica para a dialética.

Estas teses, no entanto, realizam uma simplificação de uma relação complexa e só se aplica a um determinado marxismo empobrecido, muito mais próximo ao positivismo, evolucionismo e metafísica do que ao pensamento de Marx e de alguns dos principais teóricos do marxismo. Por isso, se torna importante resgatar o debate entre Darwin e Marx, e, por conseguinte, entre darwinismo e marxismo, para demonstrar a incompatibilidade entre as duas concepções e contribuir com a retomada da crítica ao darwinismo e assim reavaliar o significado histórico da obra A Origem das Espécies, bem como da totalidade da obra de Darwin.

O elogio do darwinismo

A idéia de compatibilidade e complemento entre marxismo e darwinismo tem origem nas próprias ações e afirmações de Marx e Engels. É conhecido o fato de que Marx enviou carta para Darwin solicitando que ele escrevesse um prefácio para O Capital, o que foi recusado1. No seu escrito de homenagem ao funeral de Marx, Engels reforçou isto ao afirmar: “tal como Darwin descobriu a lei da evolução da natureza orgânica, assim também Marx descobriu a lei da evolução histórica humana” (apud Fromm, 1983, p. 220). Esta afirmação se tornou o elemento fundamental para os que se diziam adeptos do pensamento de Marx realizar o elogio do darwinismo e reproduzir a idéia de complemento entre as duas concepções e, nesta ideologia, Marx seria o grande teórico da evolução social e Darwin da evolução das espécies.

Isto foi reforçado pelos principais representantes da suposta “ortodoxia marxista”, tal como Kautsky. Este discute a “ética darwinista” e ressalta a sua grande contribuição para a compreensão da origem do homem – não sem grande confusão e sem entender o verdadeiro cerne da concepção darwiniana, tal como se vê em sua referência a Espinas, antagônica à concepção competitiva de Darwin, e que para Kautsky seria a mesma – afirmando que, no entanto, “antes que Darwin demonstrasse sua teoria revolucionária, já havia nascido a doutrina que também desvelara o segredo do ideal moral: a doutrina de Engels e Marx” (Kautsky, 1980, p. 69). Aqui não só se atribui a Darwin uma “teoria revolucionária”, como a confunde com a concepção de ética em Marx e Engels, um equívoco colossal, derivado da má compreensão tanto da concepção darwiniana quanto da marxista.

Porém, Kautsky, após a morte de Engels, era a grande referência do suposto marxismo que se organizara na Segunda Internacional e é por isso que suas concepções influenciaram gerações, e até pensadores com maior autonomia intelectual, como o futuro espartaquista Franz Mehring e o austro-marxista Otto Bauer, que não irão refutar este equívoco na compreensão da relação entre marxismo e darwinismo (Bauer, 1980; Mehring, 1980).

Isto se reproduziu na nova ortodoxia dita marxista estabelecida por Lênin e depois ampliada e reproduzida por Stálin e a III Internacional, com o processo de bolchevização dos partidos comunistas. Nos regimes estabelecidos sob inspiração bolchevista, tal como no capitalismo estatal cubano, Darwin recebe as mesmas glórias que nos países capitalistas privados:

“No socialismo real da atualidade, encontramos nos livros didáticos da Biologia de Cuba, a mesma linha básica da história oficial do darwinismo dos americanos. Darwin é elogiado como sendo ‘o grande naturalista inglês que derrubou a idéia de que as espécies são imutáveis’, criadas por um Deus, e que elaborou o princípio da seleção natural. Nenhuma alusão é feita nem mesmo à crítica de Marx e Engels” (Marco, 1987, p. 77).

Neste sentido, o que temos é a apologia do darwinismo e sua atribuição de “teoria revolucionária”, a grande “teoria da evolução” não questionada e, para alguns, inquestionável. Estas teses, no geral, seriam defendidas por Marx e Engels2. No entanto, as coisas não são assim tão simples e se torna necessário averiguar que a relação entre marxismo e darwinismo é marcada por posições críticas, que serão apresentadas a seguir.

Crítica ao darwinismo

A aparente adesão de Marx e Engels aos postulados de Darwin consiste num exagero e em um desconhecimento da verdadeira posição e ação destes autores. Marx realmente considerou a possibilidade de Darwin prefaciar sua grande obra, O Capital? Na verdade, há aqueles que afirmam isso, mas sem a devida fundamentação. Outra versão da história diz que Marx leu A Origem das Espécies em 1860 e a considerou, tal como colocou em carta para Engels, que sua obra oferecia a “base histórico-natural de nossa concepção”, “apesar de todas as suas insuficiências”. Porém, em que pese Marx considerar que Darwin trazia uma certa contribuição ao desenvolvimento da compreensão da natureza – especialmente a superação da teleologia na natureza – e assim fornecer elementos de crítica e superação de ideologias conservadoras, ele não era acrítico em relação às suas teses e, na verdade, o que ele teria feito3, foi, segundo alguns, solicitar autorização de Darwin para dedicar-lhe o volume 2 de O Capital.

Isto, contudo, é refutado por outros, baseando-se em pesquisas sobre as cartas recebidas por Marx. O que ocorreu, na verdade, foi uma carta de Edward Aveling, genro de Marx, solicitando a autorização de Darwin para dedicar-lhe sua obra (e não a de Marx) intitulada Darwin para Estudantes, de caráter anti-religioso, e por isso houve a recusa do famoso naturalista, que encaminhou a mesma para Marx e se encontrava junto com suas correspondências e por isso não havia referência à qual obra se referia o seu autor, o que permitiu a confusão estabelecida e que se tornou a versão verdadeira da história até 19754.

Assim, as teses de Darwin realmente seriam aprovadas por Marx, com ressalvas, o que foi possível neste momento, devido ao contexto e seu possível potencial crítico5, mas após uma segunda leitura, verificou os aspectos problemáticos de A Origem das Espécies, a principal obra de Darwin e a mais conhecida. Segundo Marx, em carta enviada para Engels:
“Darwin, que estou relendo, diverte-me quando diz que aplica a teoria de Malthus nos animais e também nas plantas, como se em Malthus não fosse brincadeira aplicar a teoria, inclusive da progressão geométrica, não às plantas e animais, mas aos homens. É notável ver como Darwin encontra nos animais e nas plantas sua sociedade inglesa, com a divisão de trabalho, a competição, a abertura de novos mercados, as ‘invenções’ e a ‘luta pela existência’ de Malthus” (apud. Marco, 1987, p, 75-76)6.

Nélio Marco também cita a crítica que Engels realiza a Darwin em A Dialética da Natureza. Nesta obra, Engels afirma que até o advento da obra de Darwin e idéia de harmonia na natureza predominava e as mesmas pessoas passaram a “só ver luta por toda a parte”, sendo ambas as concepções unilaterais e estreitas. Segundo Engels
“Toda a teoria de Darwin baseada na luta pela vida é simplesmente a transferência, da sociedade para a natureza animada, da teoria de Hobbes do bellum omnium contra omnes e mais ainda: da teoria burguesa da livre competição e da teoria malthusiana sobre a superpopulação. Uma vez levada a cabo essa proeza (cuja justificação incondicional é ainda muito problemática, especialmente no que se refere à teoria malthusiana) é muito fácil transferir de volta essas teorias, passando-as da história natural para a história da sociedade; e, afinal de contas, é uma grande ingenuidade pretender, com isso, haver demonstrado essas afirmações como sendo leis eternas da sociedade” (Engels, 1985, p. 163).

Engels realiza outras observações críticas mais específicas a Darwin, mas aqui cabe destacar apenas estes elementos, derivados dos argumentos de Marx na carta endereçada a Engels, tal como citamos anteriormente.

A crítica de Marx e Engels a Darwin tem dois elementos principais, que são complementares e possuem a mesma fonte: o primeiro elemento é a inspiração malthusiana das teses de Darwin, especialmente a idéia da sobrevivência dos mais aptos e o segundo elemento é a transposição para a natureza das relações sociais capitalistas em consolidação na Inglaterra na época em que este pensador escrevia7.

Esta crítica será desenvolvida também por Anton Pannekoek em sua obra Marxismo e Darwinismo, no início do século 20, bem como por alguns outros pensadores marxistas e, no entanto, foi esquecida ou silenciada e, em seu lugar, uma adesão sem ressalvas foi produzida e se tornou a verdade sobre o darwinismo no interior do que se denominou marxismo-leninismo.

A implicação da crítica de Marx a Darwin abre espaço para se pensar criticamente a história da biologia (e das ciências naturais em geral) e entender a teoria da consciência desenvolvida pelo autor de O Capital. Assim, iremos a seguir destacar as conseqüências teórico-metodológicas da crítica de Marx e, a partir disto, retomar o significado e a importância de A Origem das Espécies e sua tese da luta pela sobrevivência no contexto do desenvolvimento da consciência da natureza e da sociedade, o que nos remeterá também à sua outra obra, A Origem do Homem.

Análise marxista do darwinismo

Retomando os pontos essenciais da crítica de Marx a Darwin, temos os seguintes elementos: a) Darwin transpõe a sociedade de sua época para o mundo natural; b) Darwin se inspira em Malthus para defender sua tese da luta pela sobrevivência. Engels também destacará o caminho de volta realizado por Darwin, ou seja, uma vez atribuído à natureza as características da sociedade de sua época, depois se faz o caminho de retorno, afirmando que a lei natural se manifesta também na sociedade (Engels, 1985)8. Posteriormente, ao discutir a obra de Pierre Trémaux, Marx afirmará outra deficiência, agora mais no interior da própria argumentação darwiniana, referente ao postulado de uma evolução casual que é superada por este outro autor ao enfatizar o papel do solo no processo evolutivo. Este último aspecto possui caráter metodológico que destacaremos posteriormente.

O fato de Darwin transpor as relações sociais da sociedade inglesa, capitalista, para o mundo natural é algo que possui importância fundamental. Darwin apresenta sua teoria da evolução a partir da reprodução na natureza da divisão social do trabalho, da competição, da abertura de mercados, etc. Para a teoria da consciência de Marx, a consciência não é mais que o ser consciente (Marx e Engels, 2002; Viana, 2007) e, neste sentido, este ser expressa suas relações sociais. Porém, não se trata de relações sociais abstratas, mas concretas, e os seres humanos não vivem as mesmas relações, nas quais elementos comuns, em determinados lugares e épocas, coexistem com elementos distintos, oriundo principalmente da divisão social do trabalho e posição de classe dos indivíduos.

Darwin expressava a consciência burguesa e assim reproduzia as relações sociais burguesas em suas teses sobre a evolução (Viana, 2001; Viana, 2003; Marco, 1987), e era atraído pela leitura que reforçava tais idéias (Herbert Spencer, Thomas Malthus, etc.) e só conseguiu o sucesso e que sua teoria da evolução suplantasse as demais, tais como as de Lamarck, Wallace e Bates, porque produzia idéias que correspondiam à sociedade de sua época e atendiam aos interesses dominantes (Viana, 2003).

Cabe destaque, neste aspecto, o papel da competição, que é um elemento estrutural da sociedade capitalista. A sociabilidade na sociedade capitalista é dominada pela competição e isto será reconhecido e trabalhado por inúmeros pesquisadores. Mannheim (1990) irá destacar a reprodução da competição na esfera do mundo das idéias; Wright Mills (1971) irá analisar a “personalidade competidora”, e outros autores (Viana, 2008) irão desenvolver idéias sobre a importância da competição e seu caráter estruturante da sociedade capitalista.

Isto revela uma questão básica: as idéias produzidas pelas ciências naturais – assim como por qualquer outra produção cultural humana – são produtos sociais e históricos que – caso não assumam uma perspectiva crítica, condição para a não naturalização das relações sociais existentes – tendem a reproduzir tais relações, realizando o processo de justificação, universalização e naturalização das relações sociais existentes. E isto é comum nas ciências naturais, o que significa que, além dos limites técnicos, de financiamento e interesses por detrás da produção científica, ela não é “livre de valores” e nem “exata”, o que provoca a necessidade da crítica e da dúvida em relação à grande parte de sua produção.

A inspiração em Malthus (entre outros) é apenas mais um capítulo desta história, pois as ideologias (da ciência econômica, no caso) influenciam e reforçam a produção de outras ideologias em outras áreas (na biologia, no caso de Darwin). Logo, as relações sociais existentes produzem representações cotidianas e ideologias que, por sua vez, influenciam na reprodução de representações cotidianas e outras ideologias que se reforçam reciprocamente, confirmando e reforçando tais relações sociais. E este foi o aspecto colocado por Engels, ao colocar a ação de retorno da ideologia darwinista, que transpõe as relações sociais na natureza, agora apresentada como “lei natural”, sobre a sociedade capitalista, legitimada, universalizada e naturalizada. E isto se manifesta exemplarmente na obra de Darwin.

Um outro elemento, de caráter metodológico, é a percepção de que a evolução das espécies está relacionada com o solo, ou seja, com as mudanças geológicas, tal como defendido por Trémaux e retomado por Marx. Isto residia no fato de que a abordagem de Darwin não conseguia responder a determinadas questões e fornecia a primazia evolutiva ao processo de luta pela sobrevivência em intraespécies e não extraespécies, tal como Wallace e Bates (Ferreira, 1990; Viana, 2003). Ao focalizar a luta pela sobrevivência no interior das espécies – oriunda da lei da população de Malthus – e de acordo com a competição capitalista, o mecanismo evolutivo precisa de um complemento e este foi a teoria da herança dos caracteres adquiridos, especialmente a sua concepção de pangênese, que não seria apresentada em A Origem das Espécies, mas em um texto seu pouco conhecido. O que Marx encontra em Trémaux é uma análise mais próxima do método dialético, na qual o concreto é o resultado de suas múltiplas determinações e não produto do acaso, tornando sua obra, desta forma, mais útil do que a de Darwin.

O sucesso de “A Origem das Espécies”

Se Darwin não tivesse publicado sua obra mais famosa, A Origem das Espécies, isto mudaria sensivelmente a história da cultura ocidental e a evolução da sociedade moderna. Afinal de contas, “ao estabelecer a teoria da Evolução, Darwin trouxe a mais vasta contribuição até hoje feita por um único homem” e, assim, “pode, realmente, ser chamado o Newton da Biologia” (Huxley, 1960, p. 25). Porém, este tipo de colocação não se justifica. Em primeiro lugar, é necessário reconhecer a existência de várias concepções de evolução antes de Darwin, embora a maioria não tão sistemática quando a dele, e várias outras que surgiram ao mesmo tempo que a dele (Wallace, Bates), bem como as posteriores (excluindo as que nasceram influenciadas pelo darwinismo ou em antagonismo com ele, pois não existiriam nesta situação hipotética). É preciso deixar claro que diversas outras “teorias da evolução” foram produzidas (Marco, 1987; Guyénot, 1955), para romper com a falsa idéia exposta por livros didáticos e biólogos com formação deficiente segundo a qual a teoria de Darwin seria a “definitiva” e “verdadeira” ou, ainda, “inquestionável”. De qualquer forma, o estabelecimento de uma concepção da evolução hegemônica e influente como a de Darwin dificilmente teria surgido.

Mas qual é a importância desta obra na atualidade? Além do valor histórico que assumiu e de sua influência social posterior, a obra de Darwin ganha importância como exemplo de processo de produção de ideologia, no reino das ciências naturais. Agora, se a pergunta se centra no conteúdo de sua obra, aí torna-se necessário descobrir o que da teoria da evolução de Darwin continua vivo ou o que pode ser considerado uma contribuição duradoura e ainda válida. Um balanço geral seria bastante negativo para quem parte de uma perspectiva crítica. Neste sentido, resta explicar as razoes do sucesso de tal obra. Já fizemos isto em outro lugar (Viana, 2003) e por isso realizaremos apenas uma síntese desse processo de sucesso da concepção darwinista e, mais especificamente, do livro A Origem das Espécies.

A esfera científica é formada por um conjunto de cientistas de várias áreas e que se organizam em instituições, fundam grupos de afinidades, criam interesses e valores próprios, e disputam entre si o direito de definir o que é ciência e qual é a melhor produção científica, numa competição bastante darwinista9. O processo segundo o qual Darwin acabou vencendo a luta com as concepções concorrentes é explicado por sua posição social superior aos dos dois principais adversários (Wallace e Bates), o que lhe trazia recursos financeiros, amizades influentes, entre outras vantagens competitivas, por um lado, e a maior estruturação de sua obra, bem como adequação ao mundo das representações cotidianas e das ideologias dominantes de sua época. Em relação à Lamarck, a obra de Darwin tinha a nítida vantagem competitiva de se fundamentar numa episteme mecanicista, dominante na época, enquanto que o seu concorrente era, como todos sabem, um vitalista:
“O vitalismo, tão evidente em algumas de suas leis, estava em oposição ao materialismo do pensamento científico, e tirava a esperança de novos conhecimentos através da investigação em linhas materialistas. É verdade que alguns dos biologistas eram vitalistas, especialmente entre os alemães, mas o materialismo da Ciência Física estava ficando na moda e estendendo-se aos cientistas de outros grupos” (Carter, 1959, p. 33).

Aqui reside uma das determinações sociais do pensamento científico, que é a hegemonia de determinadas idéias e concepções, que acabam influenciando toda uma época. O dito materialismo acima citado é o mecanicista que, naquela época, dominava a Física, que era a ciência em destaque naquele período.

Porém, além das vantagens pessoais e adequação à ideologia mecanicista, havia um outro elemento que tornava a teoria de Darwin mais aceita do que as demais: enquanto Wallace e Bates pregavam uma concepção de luta pela sobrevivência interespécies, ou seja, entre as espécies, a dele apontava para a luta intraespécie, ou seja, no interior de uma mesma espécie. Lembrando que Marx já havia afirmado que Darwin apenas realizava a transposição da sociedade capitalista para o mundo natural, então se tornava mais aceitável tal teoria e, além disso, ainda permitia explicar a própria sociedade humana. A inspiração na lei da população de Malthus já era uma explicação neste sentido e Darwin, uma vez generalizando a tese malthusiana, também a naturaliza e, assim, pode aplicá-la, de volta, à espécie humana.

Sem dúvida, muitos dirão que Darwin não aplicou suas teses ao mundo humano. Porém, tal como alguns já colocaram, isto não é verdade (Marco, 1987; Viana, 2001; Viana, 2003). Em A Origem das Espécies, Darwin está tratando de uma lei geral e que, portanto, se aplica a casos particulares. Se a luta pela sobrevivência é uma lei geral da evolução das espécies, então ela se aplica, normalmente, aos seres humanos. O próprio Darwin deixa isto explícito ao discutir a concepção malthusiana da luta pela sobrevivência devido ao aumento populacional em progressão geométrica:
“Todo indivíduo que, durante o estado natural da vida, produz muitos ovos ou muitas sementes, deve ser destruído em qualquer período de sua existência, ou durante uma estação qualquer, porque, de outro modo, dando-se o princípio do aumento geométrico, o número dos seus descendentes tornar-se-ia tão notável, que nenhuma região os poderia alimentar” (Darwin, 1979, p. 70).
“Não há exceção alguma à regra que se todo o ser organizado se multiplicasse naturalmente com tanta rapidez, e não fosse destruído, a terra em breve seria coberta pela descendência de um só par. O próprio homem, que se reproduz tão lentamente, veria o seu número dobrado cada vinte e cinco anos, e, nesta proporção, em menos de mil anos, não haveria espaço suficiente no globo onde se conservasse de pé” (Darwin, 1979, p., 70).

Obviamente que ainda é possível afirmar que isto não é tão evidente assim e que a aplicação das teses darwinistas à sociedade humana é produto do darwinismo social. Porém, ao ler as outras obras de Darwin, como cartas, sua autobiografia e outras produções não é mais possível desconsiderar que ele é o criador do “darwinismo social”, ou melhor, ele é o criador do darwinismo e, portanto, da aplicação de suas teses à sociedade humana. Isto fica mais que evidente em sua obra A Origem do Homem e a Seleção Sexual.

Da Origem das Espécies à Origem do Homem

A obra mais conhecida de Darwin, A Origem das Espécies, é a onde ele expõe sua teoria da luta pela vida e da sobrevivência dos mais aptos e é a fonte ideológica de suas demais obras, entre elas, A Origem do Homem. Curiosamente, esta última não teve a fama e o impacto da obra dedicada à ideologia da seleção natural. Sem dúvida, tendo em vista que A Origem das Espécies é muito citada e aclamada, mas pouco lida, inclusive por especialistas da área, seria normal saber que A Origem do Homem é pouquíssimo conhecida e lida. No entanto, era de se esperar que tal obra tivesse o mesmo impacto que a anterior, inclusive por sua temática.

Na introdução de A Origem do Homem, Darwin confirma nossa afirmação anterior. Ele diz que considerou suficiente ter indicado em A Origem das Espécies que tal obra “irradiaria luz sobre a origem do homem e sua história” e que “o homem deve ser incluído com os demais seres viventes em qualquer conclusão geral que seja, no que tange ao modo de aparecimento sobre a terra” (Darwin, 1974, p. 11). Infelizmente, por questão de espaço, não poderemos abordar tal obra detalhadamente e por isso apenas faremos algumas referências breves aos aspectos mais importantes para nossa discussão. O que importa destacar é que Darwin aplica sua concepção exposta na sua grande obra sobre a evolução das espécies ao caso do ser humano. A tese da seleção natural e seleção sexual é apresentada nesta obra e junto com a exposição das teses se observa um conjunto de afirmações racistas e sexistas. Eis apenas um exemplo que nosso espaço permite:
“A distinção principal nos poderes mentais dos dois sexos reside no fato de que o homem chega antes que a mulher em toda ação que empreenda, requeira ela um pensamento profundo ou então razão, imaginação, ou simplesmente o uso das mãos e dos sentidos. Se houvesse dois grupos de homens e mulheres que mais sobressaíssem na poesia, na pintura, na escultura, na música (trate-se da composição ou da execução), na história, nas ciências e filosofia, não poderia haver termos de comparação. Baseados na lei do desvio da média, tão bem ilustrada por Galton em seu livro Hereditary Genius, podemos também concluir que, se em muitas disciplinas os homens são decididamente superiores às mulheres, o poder mental médio do homem é superior àquele destas últimas” (Darwin, 1974, p. 649).

Desta forma, Darwin considera que o homem é superior, naturalmente, à mulher e para isso não hesita em citar Francis Galton, seu primo e principal idealizador da eugenia, a purificação da raça, posteriormente levada a cabo pelos nazistas. Muitos já denunciaram o racismo de Darwin (Marco, 1987; Prenant, 1940). O seu racismo fica mais evidente em suas cartas, tal como na endereçada a W. Graham em 1881, nas quais o preconceito racial está intimamente ligado com suas teses expostas em A Origem das Espécies:
“Poderia discutir e mostrar que a seleção natural fez e faz, todavia, mais pelo progresso da civilização do que você está disposto a admitir. Recorda o perigo que correram há poucos séculos as nações européias de ser superadas pelos turcos, e como parece ridícula em nossos dias semelhante idéia. As raças, mais civilizadas, às chamadas caucasianas, derrotaram os turcos completamente na luta pela existência. Lançando um olhar pelo mundo, sem deter-se num futuro longínquo, quantas raças inferiores serão prontamente eliminadas por outra que alcançaram um grau de civilização superior!” (Apud. Prenant, 1940, p. 139).

É por isso que ele também irá afirmar que preferia descender dos “selvagens” do que dos macacos (Marco, 1987; Darwin, 1974). Enfim, o homem não descende dos macacos, mas dos “bárbaros” (Darwin, 1974; George, 1985), ou seja, semelhantes aos nativos das tribos indígenas. O pensamento de Darwin, além do racismo e do sexismo, mostra sua indissolúvel ligação com os valores e idéias dominantes, o que foi transposto para suas teses biológicas. Eis que a obra de Darwin carrega não somente o “espírito da época”, é um homem de seu tempo, mas também o faz de uma determinada forma, pois nem todos nessa época eram racistas e sexistas e muito menos produziam teses supostamente científicas que reforçariam tais preconceitos. Um pensador só tem valor se for ousado, se tiver coragem para dizer a verdade, mesmo que seja impopular ou contra as idéias dominantes, caso contrário não passa de um ideólogo. Assim, A Origem das Espécies é que nem a “roupa nova do imperador”: todo mundo elogia, mas ninguém a vê realmente. Mas a razão não é a cegueira dos olhos e sim algo bem pior: a mente limitada pelas relações sociais, pela hipocrisia, pressão, conveniência ou censura social, tornando-a incapaz de transcender sua limitada condição social e histórica e dizer que a roupa invisível do imperador é uma farsa. Daí a produção de pensadores que não pensam como deveriam pensar. Outros tantos como Darwin.

Referências

BAUER, Otto. Marxismo y Etica. In: KAUTSKY, Karl. Etica y Concepción Materialista de La História. 2ª edição, México, PYP, 1980.
BOURDIEU, Pierre. O Campo Científico. In: ORTIZ, Renato (org.). Bourdieu. 2ª edição, São Paulo, Ática, 1994.
BUICAN, Denis. Darwin e o Darwinismo. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1987.
CARTER, G. S. Cem Anos de Evolução. A Verdade Sobre o Darwinismo. São Paulo, Ibrasa, 1959.
DARWIN, Charles. A Origem das Espécies. São Paulo, Hemus, 1979.
__________. A Origem do Homem e a Seleção Sexual. São Paulo, Hemus, 1974.
ENGELS, Friedrich. A Dialética da Natureza. 4ª edição, Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1985.
ENGELS, Friedrich. Anti-Düring. 3ª edição, Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1979.
FATALIEV, K. O Materialismo Dialético e as Ciências da Natureza. Rio de Janeiro, Zahar, 1966.
FERREIRA, Ricardo. Bates, Darwin, Wallace e a Teoria da Evolução. Brasília, Edunb, 1990.
FROMM, Erich. Conceito Marxista do Homem. 8ª edição, Rio de Janeiro, Zahar, 1983.
GEORGE, Wilma. As Idéias de Darwin. São Paulo, Cultrix, 1975.
GUYÉNOT, Emile. A Origem das Espécies. Lisboa, Europa-América, 1955.
HUXLEY, Julian. O Pensamento Vivo de Darwin. São Paulo, Martins, 1960.
KAUTSKY, Karl. Etica y Concepción Materialista de La História. 2ª edição, México, PYP, 1980.
MANNHEIM, Karl. Sociologia do Conhecimento. Lisboa, Rés, 1990.
MARCO, Nélio. O Que é Darwinismo. São Paulo, Brasiliense, 1987.
MARX, Karl e ENGELS, Friedrich. A Ideologia Alemã (Feuerbach). 2ª edição, São Paulo, Hucitec, 2002.
MARX, Karl. Elementos Fundamentales Para La Crítica de la Economia Política (Grundrisse). v. 2, 10. ed. México: Siglo Veintiuno, 1985.
MEHRING, Franz. Etica Socialista. In: KAUTSKY, Karl. Etica y Concepción Materialista de La História. 2ª edição, México, PYP, 1980.
MONTALENTI, Giuseppe. Charles Darwin. Lisboa, Edições 70, 1984.
MORRIS, Desmond. O Macaco Nu – Um Estudo do Animal Humano. 9ª edição, Rio de Janeiro, Record, 1980.
PANNEKOEK, Anton. Marxism and Darwinism. In: http://www.marxists.org/archive/pannekoe/1912/marxism-darwinism.htm Acessado em 28 de março de 2009.
PRENANT, Marcel. Darwin. México, Ediciones Quetzal, 1940.
VIANA, Nildo. A Teoria da População em Marx. Boletim Goiano de Geografia. UFG, v. 26, n. 2, jul.dez./2006.
__________. Darwin e a Competição na Comunidade Científica. Fragmentos de Cultura. Ifiteg/UCG, V. 13, n. 1, jan/fev. 2003.
__________. Darwinismo e Ideologia. Pós – Revista Brasiliense de Pós-Graduação em Ciências Sociais. UnB. Brasília, ano 5, n. 5, dez. 2001.
__________. Escritos Metodológicos de Marx. Goiânia, Alternativa, 2007.
__________. Universo Psíquico e Reprodução do Capital. São Paulo, Escuta, 2008.
WRIGHT MILLS, C. Poder e Política. Rio de Janeiro, Zahar, 1971.


Fonte: Revista Espaço Académico, Abril de 2009

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sábado, 23 de janeiro de 2010

Criando a Animação do Interior da Célula

Este é um vídeo em que David Bolinsky fala da criação da animação do interior da célula da Universidade de Harvard (animação que já foi por mais do que uma vez exibida neste blog).


(para ver com legendas em português clique em "View subtitles")

  • A verdade e a beleza
  • Explorar a célula
  • Micromáquinas
O animador de filmes médicos, David Bolinsky, apresenta uma animação espectacular, de 3 minutos de duração, que mostra a vida frenética que existe dentro de uma célula.

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Cinesina


Cinesina a caminhar sobre um microtúbulo. Esta é uma animação de biologia celular que explica como a troca de energia se combina com eventos de ligação para criar o movimento que permite à cinesina avançar sobre um microtúbulo.

As cinesinas são motores protéicos que têm a capacidade de se locomover sobre microtúbulos.

Veja também a cinesina em acção numa animação do interior da célula da Universidade de Harvard:


ou então veja a cinesina nesta animação de biologia celular para crianças:


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Animação do Interior da Célula


Este é uma curta animação que criámos com os alunos da Atkins High School, em Winston Salem NC. O objetivo era levar as crianças mais jovens até à biotecnologia, bem como ao mundo interior da célula, dando uma personalidade às diferentes organelas. Neste caso, o Sr. Twist que na realidade é o biomotor Cinesina [motores protéicos que têm a capacidade de se locomover usando microtúbulos como trilhos], apaixona-se pela menina DNA que vive no interior do núcleo, e convida-a para sair da sua casa nuclear para um mundo cheio de aventura no Citosol [liquido que preenche o citoplasma]. O projecto levou 7 meses para terminar e os estudantes conseguiram uma experiência em primeira mão do que é trabalhar numa escala de produção de animação 3D com um tema de biotecnologia que está bem além de sua educação do liceu.

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Hope For Haiti Now

Hope For Haiti Now é uma gala de beneficência para ajudar as vítimas do sismo do Haiti.

George Clooney e Wyclef Jean apresentam esta gala que está a ser transmitida neste momento a partir de dois locais (Los Angeles e Nova Iorque).

A gala contará com a presença de artistas como Alicia Keys, Bono, Bruce Springsteen, Coldplay, Justin Timberlake, Shakira, Sting Beyoncé, Madonna, Keith Urban, e Stevie Wonder.

Várias estações de televisão de todo o mundo estão a emitir esta gala: ABC, CBS, NBC, FOX, CNN, BET, The CW, HBO, MTV, VH1, CMT, MTV Networks International, CNN International e NGC International. Em Portugal pode ser visto na SIC em directo.

É altura de ajudar.

100% dos recursos angariados irão para aliviar os esforços no Haiti. Além disso, a Entertainment Industry Foundation renunciou a todas as taxas administrativas.


Um enorme terremoto de magnitude 7,0 atingiu o Haiti perto da capital de Port-au-Prince na terça-feira, 12 de Janeiro. Os danos nos edifícios são extensos e o número de feridos ou mortos é estimado em mais de 100.000.

A sua oferta vai ajudar em suprimentos de emergência aos sobreviventes desta catástrofe. A sua oferta vai agora ajudar a distribuir os suprimentos de emergência que salvam vidas, incluindo alimentos, água potável, cobertores, medicamentos e tendas para crianças e famílias atingidas pelo tremor de terra e réplicas do Haiti.

Obrigado pela sua generosa oferta neste momento de necessidade.

1. Para onde vão as minhas ofertas?

As doações feitas ao Hope For Haiti Now ["Esperança para o Haiti Agora"] irão beneficiar as seguintes organizações sem fins lucrativos para que assistam as vitimas do terremoto do Haiti:

  • The Clinton Bush Haiti Fund: www.clintonbushhaitifund.org
  • United Nations World Food Programme: www.wfp.org
  • Oxfam America: www.oxfamamerica.org
  • Parceiros em Saúde: www.pih.org ou www.standwithhaiti.org
  • Cruz Vermelha: www.redcross.org
  • UNICEF: www.unicef.org
  • Yele Haiti Foundation: www.yele.org

2. Que parte da minha doação vai directamente para ajudar as pessoas no Haiti?

100 por cento de todos os donativos obtidos junto do público irão directamente para organizações de socorro no terreno no Haiti. Não há custos administrativos nem outros custos do programa serão cobrados pelo Hope For Haiti Now ["Esperança para o Haiti agora"].

Faça a sua OFERTA AQUI:

Para outras formas de doar em Portugal e Brasil visite:
Como Fazer Doação Para Ajudar as Vitimas do Haiti




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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Vídeo dos Sismos Registados no Mundo

Sismos no mundo entre 2003 e 2008:

Mapa de todos os terremotos de magnitude igual ou superior a 4.5 registados entre 1/1/2003 e 20/5/2008.

  • Q1 - pontos brancos (magnitude 4.5-4.9)
  • Q2 - pontos azuis (magnitude 5.0-6.4)
  • Q3 - pontos amarelos/vermelhos (magnitude igual e superiores a 6.5)


Sismos no mundo entre 1973 e 2008:

Mapa com os terremotos desde 1973 até 2008 que tiveram uma magnitude igual ou superior a 6.5. Cada grupo tem um som diferente e cada magnitude tem o seu próprio tom. Terremotos mais fortes têm tons mais altos.
  • branco - magnitude igual e superior a 7.0 (tons mais longos)
  • amarelo - 6.5 a 6.9 (tons mais curtos)

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domingo, 17 de janeiro de 2010

Stephen Meyer debate Peter Atkins

Stephen Meyer, o autor do livro Signature in the Cell, debate o químico e "novo ateu" da Universidade de Oxford, Peter Atkins na Premier Radio UK. O programa de rádio vem a propósito do Expelled: No Intelligence Allowed, que está para ser lançado em DVD no Reino Unido este mês.

Ouvir o DEBATE:


Hoje, a Premier Radio UK colocou no ar um debate gravado no início desta semana entre o autor do livro Signature in the Cell, Stephen Meyer, e o químico de renome da Universidade de Oxford e "novo ateu", Peter Atkins. O debate faz parte do pontapé de saída da promoção do documentário Expelled: No Intelligence Allowed, que chega ao Reino Unido em DVD este mês.

O Dr. Atkins, é um crítico notável do design inteligente e autor que apareceu no Expelled, afirmando: "A religião, é apenas uma fantasia ... e é o mal também". De acordo com um artigo de 1992, por Atkins na New Scientist, "Darwin efectivamente varreu o propósito para o lado no mundo vivo", e "todas as re-imposições do propósito são artifícios dos religiosos para alimentarem a sua fé". Ele defende que a religião tem muito pouco para dar, afirmando que ela só oferece "soluços vazios e flatulência verbal que passa por exposição teísta". No ponto de vista de Atkins,"A humanidade deve aceitar que a ciência eliminou a justificação para crer no propósito cósmico". No seu livro Creation Revisited 1993, Atkins afirma que a razão da existência do universo é porque "Por acaso houve uma flutuação" no "vazio". (p. 149)

O Dr. Meyer é o autor recente do Signature in the Cell, um dos livros de ciência mais vendidos no Amazon.com em 2009, também nomeado um dos "Livros do Ano" pela Times Literary Supplement (TLS) em Londres.

(por Anika Smith)


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sábado, 16 de janeiro de 2010

Como Fazer Doação Para Ajudar as Vitimas do Haiti

Quem quiser ajudar as vitimas do terremoto que devastou a capital do Haiti, Port-Au-Prince, pode fazê-lo pela internet, através de donativos.

Há uma mobilização geral das organizações de ajuda humanitária através das quais é possível ajudar os sobreviventes da tragédia causada pelo terremoto no Haiti.

Deverá no entanto ter cuidado com sites falsos oportunistas que aparecem a pedir doações. Se quer doar dinheiro procure pois fazê-lo a instituições reconhecidas, de preferência através do site dessas mesmas instituições.

Segue-se uma lista das organizações pelas quais poderá ajudar as vitimas do terremoto do Haiti. Escolha e faça também a sua doação:

Organizações portuguesas que estão a aceitar donativos para o Haiti:

Cáritas Portuguesa – pode fazer donativos na conta "Cáritas Ajuda Haiti", com o NIB 003506970063000753053 da Caixa Geral de Depósitos

Cruz Vermelha Portuguesa – pode fazer donativos para o Fundo de Emergência da organização em vários bancos, indicados no site http://www.cruzvermelha.pt/cvp_t/, ou por telefone para o número 760 20 22 22 de atendimento automático (custo da chamada é de 0,60€ + IVA)

Ajude a Missão de emergência da AMI no Haiti – contribua para esta missão através do NIB: 0007 001 500 400 000 00672 Multibanco: Entidade 20909 Referência 909 909 909 em Pagamento de Serviços

Associação Amurt – contribua para esta organização através da conta na CGD. NIB: 0035 2168 00020393630 21 ou cheque à ordem de Amurt - Associação de Apoio Social e Humanitário, enviados para Rua Visconde de Santarém, nº 71 3º andar, Sala 1 1000 - 286 Lisboa. Mais informações em http://www.amurt.pt/donativos

Angariação de Fundos "Emergência no Haiti" da Oikos – contribua para esta campanha com transferências bancárias para o NIB: 0035 0355 00029529630 85, em conta da Caixa Geral de Depósitos.

Associação para a Cooperação, Intercâmbio e Cultura – os donativos poderão ser feitos através do número bancário 0033.0000 45207093568 05 e os bens alimentares não perecíveis e medicamentos devem ser entregues na sede da associação, na Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, em Lisboa.

Associação Adventista para o Desenvolvimento, Recursos e Assistência – foi aberta uma conta destinada a recolher donativos para respostas de emergência (0046 0017 00600031123 74).

Rede Miqueias (de igrejas evangélicas) – campanha SOS Haiti – donativos para a conta 0697 6358 596 30, da Caixa Geral de Depósitos (NIB - 0035 0697 0063 5859 63074)

Campanha de angariação de fundos "SOS Haiti" para apoiar a Cruz Vermelha, da Bolsa de Valores Sociais, projecto promovido pela Euronext Lisbon, pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Fundação EDP – pode contribuir registando-se na plataforma, em www.bvs.org.pt, como investidor social, seleccionar a opção "SOS Haiti" e escolher montande a doar e a forma de pagamento que pretende utilizar

FONTE: O Público


Para ajudar no Brasil:
A embaixada do Haiti no Brasil recebe doações em dinheiro por meio da conta corrente abaixo. Os recursos serão recebidos diretamente pela embaixada e administrados por ela, segundo o Banco do Brasil. Podem ser feitos depósitos ou transferências de qualquer banco e até mesmo de fora do Brasil para a conta corrente.
Nome: Embaixada da República do Haiti
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1606-3
CC: 91000-7
CNPJ: 04170237/0001-71

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) também recebe doações só em dinheiro. Segundo Silvia Backes, coordenadora do CICV no Brasil, a entidade não recebe outros tipos de doações, como roupas, devido à dificuldade de enviá-las ao país. Ela diz que há uma equipe de ajuda emergencial da Cruz Vermelha saindo de Genebra com toneladas de doações e com equipes de médicos.
Para doar ao CICV, use a conta corrente abaixo:
Nome: Comitê Internacional da Cruz Vermelha
Banco: HSBC
Agência: 1276
CC: 14526-84
CNPJ: 04359688/0001-51
No caso de doações por meio de transferências bancárias, é preciso acrescentar o código 00200 no campo finalidade.
[Pode também fazer uma doação atravéd o site da CICV]

O Movimento Viva Rio informou que abriu uma conta para receber doações que serão usadas para compra de alimentos, água e medicamentos.
Presente desde 2004 no Haiti, o Viva Rio mantém uma equipe de mais de 400 pessoas trabalhando nos projetos, sendo nove brasileiros. Doações podem ser feitas na conta:
Nome: Movimento Viva Rio
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1769-8
CC: 5113-6
CNPJ: 00343941/0001-28

Yelé Haiti: O músico haitiano Wyclef Jean recebe doações para ajudar as vítimas do terremoto por meio de sua ONG, a Yelé Haiti. Para doar, acesse o site do Yelé Haiti, clique em "Donate", escolha o valor da doação e forneça os dados do seu cartão de crédito.
[Pode também doar através do site Yele]

A ActionAid, organização internacional sem fins lucrativos, também está recebendo doações. Para ajudar as vítimas do terremoto no Haiti, o interessado pode fazer uma doação pelo telefone 0300 789 8525, das 10h até as 18h, de segunda a sexta-feira, ou pelo site da entidade (www.ajudeohaiti.org.br). A doação mínima é de R$ 10.

A Caixa Econômica Federal lançou nesta sexta-feira (15) uma campanha de ajuda às vítimas do terremoto. Os depósitos serão encaminhadas para o Programa Mundial de Alimentação (PMA) da Organização das Nações Unidas (ONU) e para o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assistência Humanitária (OCHA, sigla em inglês).
Doações podem ser realizados em toda a rede da Caixa e não há valor mínimo. Os dados para fazer depósito são os seguintes:
Nome: PNUD - Haiti
Banco: Caixa Econômica Federal
Agência: 0647
Operação: 003
Conta: 600-1

FONTE: Globo


Outras organizações:
O American Jewish World Service criou o Haiti Earthquake, fundo de serviço social para enfrentar a crise por meio do apoio de uma rede de organizações com as quais trabalha.

A AmeriCares prometeu enviar US$ 5 milhões para auxílio ao povo haitiano, e está solicitando doações para um fundo geral de emergência para levantar a quantia.

A Care está enviando trabalhadores para o trabalho de socorro na cidade de Porto Príncipe, capital do Haiti, e precisa de recursos para suprir seus esforços. As doações sugeridas vão de US$ 50 a US$ 1000, mas você pode escolher o valor de sua preferência.

A Catholic Relief Services tem um escritório no Haiti, que por sorte não foi afetado com o terremoto. A organização está aceitando doações de qualquer valor.

A Direct Relief International se comprometeu com US$ 1 milhão para o auxílio ao país por meio de dois parceiros locais e está enviando containers com material médico.

A Oxfam possui 200 pessoas no local para lidar com a crise, e deu início aos esforços para tentar conseguir água potável para as vítimas do terremoto. Uma de suas equipes gravou um podcast descrevendo a situação. Você pode doar por meio do site americano ou inglês, dependendo da sua localização.

FONTE: Tecnologia msn


Organizações e descrição em inglês:
  • American Red Cross - The ARC is sending tarps, hygiene items and cooking sets for approximately 5,000 families and is helping the injured who may need blood. Thousands of local Red Cross volunteers are already aiding their fellow Haitians and ARC Disaster management specialists are scheduled to be on the ground soon.


  • Americares - Sending $5 million of medical aid to survivors including antibiotics, pain relievers, bandages and medical supplies for survivors with trauma injuries.


  • CARE - Deploying emergency team members to Port-au-Prince and will be distributing food. Over 100 staff members on the ground coordinating with U.N. agencies.


  • Convoy of Hope - Setting up an emergency command center just outside Port-au-Prince where food, water and supplies are being distributed.


  • Direct Relief International - Arranging an emergency airlift containing over $2 million in medicines and medical supplies that will depart on January 15.


  • Doctors Without Borders - Currently treating people on the ground and will be operating an inflatable hospital.


  • Food for the Poor - Accepting cash donations, canned eats, fish, condensed/evaporated/powdered milk, and water. Almost 100 containers of urgently needed medical supplies, rice and canned food from Food For The Poor are ready to be distributed to the people of Haiti. Another 300 containers are planned as a part of the initial relief effort.


  • Partners in Health - Has been working in Haiti for 20 years. They are organizing medical personnel volunteers and gathering supplies.


  • Save the Children - Has worked in Haiti for 25 years with 100 staff on the ground. Will be providing food, water, shelter and child-friendly spaces. Because Save the Children's offices did not suffer the structural damage of other non-governmental organizations, other aid workers have taken refuge in the agency's compound, where operations are being run out of offices and tents.


  • Water Missions International -Raising funds so they can directly provide safe water to earthquake survivors. Has full-time staff on the ground in Port-au-Prince and are poised to respond as quickly as possible to the survivors of the quake.


FONTE: Charity Navigator


[ACTUALIZAÇÂO: Outra forma de ajudar é através do site da HOPE FOR HAITI NOW]

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Neandertais eram inteligentes e artistas

"Parece que todos nós temos sido culpados por difamarmos o homem de Neandertal", declarou um recente editorial no The Guardian. Este comentário veio na sequência de um relatório documentando a evidências da utilização de pigmentos e de conchas decorativas pelos neandertais.
Isto teria ocorrido muitos anos antes de qualquer contacto directo com os seres humanos modernos, comprometendo assim qualquer ideia de que os artefactos realmente não representam a cultura dos neandertais. Adornos pessoais, utilizando uma variedade de cores, implica um sentido estético e uma valorização do simbolismo. Uma vez que os neandertais têm sido frequentemente apresentados como não tendo essas características "modernas", a nova pesquisa exige que se faça uma reavaliação.


Imagem: Concha decorativa que terá adornado o pescoço de um Neanderthal (Imagem de João Zilhão)

Nós temos sido expostos desde há muito tempo à ideia de que os neandertais eram sub-humanos. Eles têm sido apresentados como lentos, pesados, estúpidos e brutos! A maioria das pessoas tendem a pensar que os neandertais não tinham capacidade de usar palavras para falar. Será que a novas pesquisa vai mudar estas ideias?

"É muito difícil apagar a imagem embrutecida do pensamento popular", o professor Stringer disse à BBC News. "Quando os fãs de futebol se comportam mal, ou os políticos defendem posições reaccionários, são invariavelmente chamados de 'neandertais', e eu não estou a ver os tablóides a mudar as suas manchetes brevemente."

A situação em que nos encontramos surgiu porque a explicação Darwinista da origem humana tem sido adoptada pela nossa cultura. O mito das origens de Darwin exige uma evolução gradual tanto da anatomia como da cultura - desde o macaco até ao homem. O homem de Neandertal tem sido parte dessa história - ele é o intermediário arquetípico. Apesar de muitas evidências em contrário, pouco tem sido feito para acabar com o mito. Indicações de sofisticação cultural foram interpretadas como tendo sido negociação de artefactos dos neandertais com os seres humanos modernos, ou daqueles imitarem estes sem compreenderem o que faziam. Este é um bom exemplo do "salvar o paradigma" no sentido kuhniano, em que o velho paradigma se apega ao modelo teórico aceito contra as evidências contrárias. É hora de se desfazer a mentalidade Darwinista que pressupõe uma evolução gradual. Deixemos os pesquisadores serem livres para abordar as evidências com múltiplas hipóteses de trabalho e participarem de um programa mais rigoroso de testes de hipóteses e análise.

(por David Tyler)

Symbolic use of marine shells and mineral pigments by Iberian Neandertals
Joao Zilhao, Diego E. Angelucci, Ernestina Badal-Garcia, Francesco d'Errico, Floreal Daniel, Laure Dayet, Katerina Douka, Thomas F. G. Higham, Maria Jose Martinez-Sanchez, Ricardo Montes-Bernardez, Sonia Murcia-Mascaros, Carmen Perez-Sirvent, Clodoaldo Roldan-Garcia, Marian Vanhaeren, Valentin Villaverde, Rachel Wood and Josefina Zapata
Proceedings of the National Academy of Sciences, published online before print January 11, 2010 | doi:10.1073/pnas.0914088107

Abstract: Two sites of the Neandertal-associated Middle Paleolithic of Iberia, dated to as early as approximately 50,000 years ago, yielded perforated and pigment-stained marine shells. At Cueva de los Aviones, three umbo-perforated valves of Acanthocardia and Glycymeris were found alongside lumps of yellow and red colorants, and residues preserved inside a Spondylus shell consist of a red lepidocrocite base mixed with ground, dark red-to-black fragments of hematite and pyrite. A perforated Pecten shell, painted on its external, white side with an orange mix of goethite and hematite, was abandoned after breakage at Cueva Anton, 60 km inland. Comparable early modern human-associated material from Africa and the Near East is widely accepted as evidence for body ornamentation, implying behavioral modernity. The Iberian finds show that European Neandertals were no different from coeval Africans in this regard, countering genetic/cognitive explanations for the emergence of symbolism and strengthening demographic/social ones.

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