O Minnesota Public Radio colocou online um programa de uma hora de duração apresentando o actor, comediante, discursante, economista e historiador, Ben Stein. É uma entrevista deliciosamente engraçada. Stein fica no seu melhor quando lhe é permitido contar histórias engraçadas que são sempre bastante perspicazes.
Uma dessas melhores histórias é sobre a Modelo Mais Esperta da América da VH1 e da sua opinião de que hoje há uma crise da educação que não é culpa dos professores, mas sim culpa dos próprios alunos (a cerca de 10 minutos do inicio).
É uma ampla discussão, incluindo a Q & A no final, e só brevemente aflora o envolvimento de Stein no Expelled: No Intelligence Allowed (a cerca de 46:00 minutos de tempo).
Se uma hora parece ser demasiado longo, não o é pois Você rapidamente é apanhado em sua narração e antes de se dar conta passou a hora de tempo.
Se isso é demasiado intimidante para você, há outra opção. Para uma entrevista menos intelectual - mas não menos engraçada ou perspicaz - você poderá dar uma olhada na recente aparição de Stein no show pela noite dentro do seu colega Jimmy Kimmel:
(por Robert Crowther)
domingo, 2 de março de 2008
O Mundo Segundo Ben Stein
A irrelevância da Evolução de Darwin para a Resistência aos Antibióticos
De acordo com um relatório de 26 de Fevereiro de 2008 no ScienceDaily, uma equipe de cientistas franceses descobriu a estrutura de uma proteína que permite às bactérias ganharem resistência a vários antibióticos. Frédéric Dardel e seus colegas cristalizaram duas formas da enzima antibioticó-modificadora, a acetiltransferase, e mostraram que ela tem um local activo flexível que pode evoluir para permitir às bactérias cortar o efeito de vários antibióticos e torná-los inúteis. A pesquisa pode ajudar no design de novos antibióticos para lidar com este tipo de resistência, que está a tornar-se um sério problema médico.
Esta é uma óptima notícia! Infelizmente, os Darwinistas provavelmente vão alegar - tal como têm feito muitas vezes no passado - que a sua teoria foi indispensável para esta descoberta.
Ainda que a evolução de darwin nada tivesse a ver com ela.
Em primeiro lugar, acontece que algumas bactérias têm uma enzima muito complexa (acetiltransferase), cuja origem o Darwinismo realmente ainda não explicou. A maioria dos casos de resistência aos antibióticos (incluindo a resistência à penicilina) envolvem enzimas complexas, e as únicas "explicações" para elas apresentadas pelo Darwinistas são histórias "just-so" não testáveis sobre mutações imaginárias ao longo de escalas de tempo inimagináveis.
Em segundo lugar, a história da acetiltransferase é sobre pequenas alterações numa espécie existente de bactéria. Mas a teoria de Darwin, na verdade não é sobre como as espécies existentes mudam ao longo do tempo. As pessoas têm vindo a observar isso desde muito antes de 1859, e a maioria das novas descobertas que temos adquirido desde então têm vindo da genética, não do Darwinismo. A teoria da genética de Mendel contrariava a de Darwin, e os Darwinistas rejeitaram a genética Mendeliana por meio século. E enquanto o entendimento da genética é importante quando se lida com a resistência aos antibióticos, a teoria de Darwin, da origem das espécies pela selecção natural, não é.
Em terceiro lugar, Dardel e os seus colegas fizeram a descoberta usando cristalografia de proteínas. Eles não estavam a guiar-se pela teoria evolutiva de Darwin; na verdade, eles não precisaram dessa hipótese.
Em quarto lugar, a sua descoberta pode ajudar no design inteligente de novos antibióticos. As farmacêuticas vão tentar sintetizar novas drogas com um propósito, ao olharem para a frente para o objectivo pretendido e trabalhando para o alcançar. Nada de Darwinismos aqui.
Portanto exactamente como, é que a evolução darwinista é essencial para compreender e superar a resistência aos antibióticos - como os Darwinistas alegam que é?
(por Jonathan Wells)
Reexaminando a Teoria de Darwin como Dogma
Em ciência, as teorias são quase constantemente testadas e debatidas. Por muito estranho que possa parecer, há cientistas que ainda estão a investigar a gravidade. Mas isso não é tão absurdo quanto se possa pensar. Embora ninguém duvide que massa atraí massa, e que as maçãs caem para baixo e não para cima, os cientistas ainda estão a discutir a natureza das leis físicas subjacentes e as partículas fundamentais que provocam a atracção gravitacional.
Há sempre cientistas curiosos sobre um aspecto ou outro de qualquer teoria que está sob escrutínio, e dessa forma eles a desafiam. Não há nada de errado nisso; na verdade, é da própria natureza da ciência desafiar coisas.
Excepto no que diz respeito ao neodarwinismo. Neste caso, espera-se que os cientistas se calem, não façam perguntas, não desafiem nada. Isso não é ciência. Nem mesmo é o que Darwin imaginou para a ciência.
Darwin escreveu:
Um resultado justo apenas pode ser obtido relatando e pesando inteiramente os factos e argumentos de ambos os lados de cada questão
Parece que o próprio Darwin teria ficado profundamente desapontado com o que nestes dias é considerada uma ponderação justa da evidência. Na Flórida houve recentemente um vigoroso debate sobre a forma de como a evolução deveria ser ensinada. Os darwinistas dogmáticos estão insistindo que a evolução darwiniana seja apresentada sem qualquer tipo de análise crítica, como se estivesse 100% acima de descrédito, como se ela fosse uma lei natural que não tenha deixado dúvidas. Isso pode ser a forma como eles querem que ela seja apresentada, mas está bem longe da verdade.
A revista Wired reportou que:
As resoluções foram padronizadas após a resolução do condado de St. Johns, que pede para “ensinar os pontos científicos fortes e fracos da teoria em vez de se ensinar a evolução como um facto dogmático.”
Os críticos dizem que a linguagem da resolução é criacionismo disfarçado — tanto no sentido bíblico estrito, como na mais moderna versão do “design inteligente” que apoia o uso da metodologia científica para provar a intervenção divina.
Deixemos de lado esta asserção ridiculamente falsa de que os proponentes do DI estão a tentar usar a metodologia científica para provar a intervenção divina. O que aqui é perturbador é o esforço de rotular novamente qualquer questionamento à teoria de Darwin como sendo o mesmo que o criacionismo. Que conveniente. A corte suprema já decidiu que o criacionismo não é permitido nas salas de aulas, de modo que os darwinistas passaram simplesmente a rotular qualquer questionamento ou desafio à sua teoria-de-estimação como sendo criacionismo.
Isto não é bem uma táctica nova. A auto-proclamada bióloga evolucionista Patricia Princehouse já a adoptou em 2005/06. Mais recentemente, no Texas, tornou-se uma prática o afirmar constantemente que qualquer crítica à evolução é o mesmo que advogar o design inteligente.
Isso seria provavelmente uma novidade para o grande número de cientistas (muitos deles são evolucionistas) que questionam algumas partes da evolução darwinista.
(por Robert Crowther)
Reexaminando a ligação Darwin-Hitler
Na calor da luta sobre o ensino da evolução no estado da Flórida, alguns têm sugerido que o darwinismo é perigoso. Alegam que ele tem produzido ideologias odiosas, sendo a mais proeminente, o Nazismo. Michael Ruse criticou aqueles que tentam conectar o Darwinismo e o Nazismo no seu artigo para o Tallahassee Democrat ", "Darwin and Hitler: A Not-Very-Intelligent Link" (6 de Fevereiro).
Ruse, um filósofo por profissão, afirma que os anti-evolucionistas "não são muito bons historiadores". No entanto, ele próprio comete algumas gaffes históricas graves, minando as suas alegações de que estaria a apresentar o registo correcto.
Antes de mais nada, uma vez que Ruse é um filósofo, não um historiador, gostaria de abordar aquilo que me parece ser um erro filosófico no seu breve artigo: a falácia do espantalho.
Ruse desafia duas ideias-chave que eu não vi ninguém defender neste debate: 1), que a ideologia de Hitler era baseada unicamente no Darwinismo; e 2), que o Darwinismo conduz inevitavelmente ao Nazismo. Pode até ser que alguns anti-evolucionistas algures possam efectivamente defender estas posições, mas Ruse ignora a posição histórica muito mais forte com a qual eu avanço no meu livro From Darwin to Hitler: Evolutionary Ethics, Eugenics, and Racism in Germany (Palgrave Macmillan, 2004).
Concordo com Ruse que a ideologia de Hitler não foi construída apenas sobre o Darwinismo. No entanto, Ruse parece não perceber que o darwinismo era o princípio central e orientador da ideologia Nazi, especialmente da visão do mundo do próprio Hitler. Richard Evans, historiador da Cambridge University, explicou, "O verdadeiro ponto central das crenças Nazis fundamenta-se na fé na ciência como base para a acção que Hitler proclamou no seu discurso de Setembro de 1938 em - a visão Nazi da ciência. A ciência exigiu o desenvolvimento dos interesses não de Deus, mas da raça humana, e acima de tudo, da raça alemã e do seu futuro, num mundo dominado por inevitáveis leis de concorrência Darwinista entre as raças e entre os indivíduos". Esta não é uma reivindicação controversa da parte dos anti-evolucionistas, mas é comummente reconhecida por estudiosos que estudam o Nazismo.
Os Nazis não abandonaram o Darwinismo devido às suas implicações raciais igualitárias. De facto, a grande maioria dos Darwinistas nos inícios do século XX argumentava que o Darwinismo revelava a desigualdade racial. Darwin alegou no capítulo dois do seu livro The Descent of Man que havia grandes diferenças na disposição moral e intelectual entre as "raças mais altas" e as "menores selvagens". Mais tarde no Descent ele declarou: "Em algum período no futuro, não muito distante se medirmos em séculos, as raças do homem civilizado irão quase certamente exterminar e substituir por todo o mundo as raças selvagens". A desigualdade racial foi construída sobre a análise de Darwin desde o início.
Haeckel, a quem Ruse correctamente cita como o mais proeminente alemão Darwinista dos finais do séculos XIX e início do século XX, até alegou que a humanidade devia ser dividida em doze espécies distintas e em quatro géneros separados. Ele declarou várias vezes que a distância entre os humanos mais altos e os mais baixos era maior do que a distância entre os seres humanos e os símios.
Esta desigualdade racial baseada no Darwiniano era uma visão predominante entre os cientistas e académicos alemães do inicio do século XX. Antes e durante o período Nazi, os antropólogos e de renome e eugenistas - Eugen Fischer, Fritz Lenz, Otmar von Verschuer, Hans FK Guenther, e muitos outros - todos eram ávidos Darwinistas e todos eles acreditavam que o Darwinismo implicava desigualdade racial. A afirmação de que os "ideólogos nazis rapidamente perceberam o quão completamente antitética era toda a ideia da evolução para a sua própria ideologia" está tão longe da realidade quanto poderia estar.
Além disso, devo referir que Haeckel foi também a primeira pessoa na história alemã que avançou a ideia de que as pessoas com deficiências deveriam ser mortas, um programa que os Nazis implementaram. A maioria dos eugenistas e médicos que promoveram a "eutanásia" para os deficientes - e a maior parte dos que o levaram a cabo ao abrigo do Nazismo - usaram abertamente justificações Darwinistas para ela.
Agora, Ruse está certo de que o Darwinismo tem sido utilizado por muitas pessoas para avançarem várias posições, algumas das quais são antitéticas. Não estou a dizer que o Darwinismo conduz inevitavelmente ao Nazismo. No entanto, como já salientei no meu artigo "Does Darwinism Devalue Human Life", muitos Darwinistas têm admitido que o Darwinismo tem implicações filosóficas que afectam o valor da vida humana.
Peter Singer, o bioeticista da Princeton University, que apoia o infanticídio e a eutanásia para os deficientes, por exemplo, admite que o Darwinismo está subjacente à sua demissão do carácter sagrado da vida humana. Richard Dawkins também alega que o Darwinismo apoia a eutanásia.
A tentativa de Ruse de branquear a ligação histórica entre o Darwinismo e o Nazismo pode fazê-lo sentir-se melhor sobre o Darwinismo, mas isso não corresponde à realidade histórica.
Richard Weikart, é professor de história na Califórnia State University, Stanislaus, e autor de From Darwin to Hitler: Evolutionary Ethics, Eugenics, and Racism in Germany.
Ben Stein liga o Darwinismo ao Imperialismo
É claro que com o filme Expelled a chegar aos cinemas em Abril provavelmente vamos ouvir mais sobre Ben Stein, sobre o que ele pensa de Darwin e da teoria evolucionista moderna. Naquilo que ele escreveu ultimamente sobre o tema no News Blaze, Stein afirma que Darwin criou "uma teoria científica que racionalizou o imperialismo".Darwin ofereceu o argumento mais atraente para o imperialismo. Ele não era bom nem mau, nem liberal nem conservador, era simplesmente um facto da natureza. Ao dominar África e a Ásia, a Grã-Bretanha estava simplesmente a agir em conformidade com os ditames da própria vida. Ele foi o último vendedor de rua do imperialismo.
Agora, sabemos que o imperialismo teve uma curta vida. O imperialismo era um sistema que não tinha em consideração as realidades da condição humana. Os seres humanos não gostam de ter os seus países no poder de pessoas de longe vestidas com peles. Eles gostam de se governar a si próprios.
O imperialismo teve uma história curta, mas odiosa - de repressão e assassinatos.
Mas os seus dias acabaram.
O darwinismo ainda está muito vivo, dominando completamente a biologia.
Este é um tema no qual Stein tem muito interesse, e que se percebe em algumas partes do filme Expelled. Você pode ler o resto aqui.
(por Robert Crowther)
Os telhados de vidro da Evolução
O Membro Sénior do Discovery Institute, David Klinghoffer, tem um interessante artigo seu publicado na recente revista Townhall Magazine, em que ele analisa se os cientistas realmente são ou não são livres para investigarem o design inteligente. É evidente que os críticos do DI alegam que a liberdade académica reina de forma suprema:
Perguntei a líderes das críticas ao DI se aqueles que duvidam de Darwin enfrentam obstáculos, para além da força ou fraqueza do próprio DI, para pesquisarem e testarem as suas ideias. Kenneth Miller, um biólogo da Brown University, enviou-me um email com uma resposta assoladora: "A conclusão do 'Design' deve seguir-se a uma investigação bem-feita em genómica comparativa, biologia molecular, expressão genética e bioquímica. Não há, como certamente sabe, nenhum obstáculo a essa investigação."
Francisco Ayala, um biólogo da Universidade da Califórnia, Irvine, foi categórico: "Não posso imaginar qualquer cientista sério ou administrador académico a tentar dissuadir ninguém de levar a cabo qualquer projecto de investigação bem concebido."
Mas os cientistas que sofreram as consequências de terem desafiado o dogma darwinista contam uma história muito diferente.Quem ainda não tem estabilidade académica concedida pela instituição vai, em regra, falar apenas sob a condição de que nem o nome deles nem o da sua instituição apareçam. Perguntei a um desses cientistas se se sentiu livre para seguir com os seus interesses de investigação relacionados com o DI. Ele disse, "Não, absolutamente não. Isso representa um problema para mim."
E,Outro biólogo contou como, imediatamente após o seu interesse no design inteligente se tornar conhecido, ele ficou sem o seu espaço de laboratório. O assistente do director do estabelecimento enviou-lhe um email dizendo que, devido a imprevistas "limitações de espaço", ele tinha de saír dali a duas semanas.
Questionado sobre as declarações dos críticos do DI de que a investigação crítica de Darwin pode ser realizada livremente, o biólogo riu-se. "Essa é uma grande piada", disse. Ele explicou que a ciência profissional é "movida pelo prestígio e os [cientistas] não querem uma 'falha' no seu prestígio. É bom para si impressionar seus pares, pelo que você acaba se mostrando relutante em comprometer isso".
Você pode ler o artigo todo aqui.
E se você quiser fazer alguma coisa para ajudar, você pode assinar a Petição de Liberdade Académica.
(por Robert Crowther)
Mas o evolucionismo e o darwinismo não explicam de forma satisfatória a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.
Este blog trata da Teoria do Design Inteligente, Darwinismo e Teoria da Evolução






