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sexta-feira, 16 de maio de 2008

II - O que o nosso DNA mitocondrial Diz Sobre a Ascendência Humana?

mitocondria dna mitochondria female motherO DNA mitocondrial é muitas vezes apregoado tanto em revistas acadêmicas como na midia popular, como o registro histórico do nosso nascimento como espécie.

Algumas histórias da comunicação social até alegam que o MtDNA traça a nossa espécie através de migrações e de catastrófes em que quase sofremos extinção.

Spencer Wells, explorador da National Geographic e autor de The Journey of Man: A Genetic Odyssey (2002), disse em entrevista à CNN em 2008 que "Estudos utilizando o DNA mitocondrial, que é transmitido através das mães, traçaram os seres humanos até uma única 'Eva mitocondrial' que viveu em África."

Wells, que pensa que a nossa mãe comum data de há cerca de 200000 anos atrás, tem estudado o DNA mitocondrial dos povos Khoi e San da África, embora ele seja mais conhecido por outra teoria que capturou a atenção pública, o "Adão cromossomial-Y".

A Eva mitocondrial e o Adão cromossomial-Y

Todas as pessoas carregam o MtDNA em seus corpos, mas apenas as pessoas do sexo masculino tem um cromossoma Y. No The Journey of Man, Wells escreve sobre um potencial homólogo masculino para a Eva mitocondrial, o "Adão cromossomial-Y", que teria vivido muito mais tarde, há cerca de 60000 anos atrás:

Todos os pedaços de DNA em nossos corpos podem ser rastreados até uma fonte Africana. O cromossomo Y leva-nos de volta ao passado até à África Austral e Oriental, há cerca de 60000 anos atrás. Os actuais habitantes da Etiópia, do Sudão e da África do Sul carregam os sinais mais evidentes da nossa ascendência primitiva, sinais que se perderam no resto da humanidade. Portanto, eles dão-nos um vislumbre do Adão de 60000 anos de idade. O Adão teria sido totalmente moderno, tanto em termos de sua aparência como da sua função cerebral. Tratam-se de especulações, é claro, mas talvez os San Bushmen do Kalahari - que, em muitos aspectos são um modelo composto de características faciais de pessoas de todo o mundo - nos dêem um retrato do Adão e dos seus companheiros humanos do seu tempo.


Enquanto pesquisar o Adão cromossomial-Y possa também podem ajudar a traçar a pré-história humana, é a Eva mitocondrial, a mãe comum da raça humana, que tem realmente captado a atenção entre os meios de comunicação social e entre investigadores. A ideia central é que o DNA mitocondrial de uma criança é herdado da mãe, e não do pai. Assim, uma único Eva como mãe de todos os seres humanos vivos pode ser possível.

Esperma de Mamíferos também passa o MtDNA

Embora os mídia popular assumam que o MtDNA vem apenas das mães, como se observou na primeira parte, a herança de MtDNA paterno tem sido demonstrada em mamíferos. Por exemplo, um estudo Paternal Inheritance of mitochondrial DNA in the Sheep da autoria de Zhao Xingbo1 , Chu Mingxing2, Li Ning3 and Wu Chang demonstra a herança paterna de MtDNA em ovinos.

Equívocos sobre Mitocôndrias e Fertilização de Mamíferos: Implication for Theories on Human Evolution, por Friderun Ankel-Simons do Centro de Primatas da Duke University e Jim M. Cummins, afirma que "Na maioria dos mamíferos - inclusive nos seres humanos - as mitocôndrias do corpo central do espermatozoide podem ser identificadas no embrião, embora seu destino final seja desconhecido. "

Ankel-Simons e Cummins também pôem em causa estudos em roedores utilizados para reforçar a idéia da herança materna exclusiva de MtDNA. Por exemplo, Kaneda et. al. encontraram eliminação de MtDNA paterno em híbridos intraespécies de Mus musculus (rato "doméstico"), mas não em híbridos interespécies de musculus e Mus spretus, o rato argelino.

Para além disso, eles observam que os padrões de herança nos roedores diferem de hereditariedade humana. Por exemplo, o centrossoma dos roedores é herdado da mãe (mãe), mas nos seres humanos e outros vertebrados é herdado do pai (paterno) .*

Será que a herança materna do MtDNA predomina na descendência?

O óvulo provavelmente contribui com muito mais MtDNA para a descendência do que o espermatozoide. Por exemplo, o corpo central do espermatozoide contém 50-75 mitocôndrias, muito menos do que as 100000 a 100000000 do óvulo. Isso pode muito bem ser uma coisa boa. Os danos no MtDNA estão implicados em doenças mentais, distúrbios endócrinos e imunológicos, bem como no envelhecimento prematuro.

O genoma mais pequeno contido no MtDNA, e a tendência a herdar o MtDNA principalmente da mãe pode ajudar a proteger as descendências dos danos no MtDNA.

Neste contexto, Ankel-Simons e Cummins também observam outra coisa: A contribuição materna para o MtDNA também é restrito a uma pequena amostra:

É intrigante que o MtDNA do ovócito venha de uma amostra muito pequena (talvez apenas uns cinco) de genomas mitocondriais precursores durante a ovogénese. Esta pressão selectiva, pode servir como um filtro genético selectivo contra genomas mitocondriais defeituosos, tal como pode explicar por que razão algumas mudanças intergeracionais podem ocorrer tão rapidamente.


Portanto, sabemos que o MtDNA paterno está lá, mas não podemos estar certos quanto ou quão pouca influência ele tem - ou melhor, não tão certos como provavelmente a cultura pop gostaria.

* Nota: O hamster chinês demonstra diferentes padrões de herança de outros mamíferos. De acordo com Ankel-Simons e Cummins, "A cauda e as estruturas centrais podem ser rastreadas por vários ciclos de divisão. A única excepção conhecida é o hamster chinês, C. griseus".


Recursos: Equívocos sobre Mitocôndrias e Fertilização de Mamíferos: Implicações para as Teorias de Evolução Humana.

Citação: Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America, Vol. 93, No. 24 (Nov. 26, 1996), pp. 13859-13863

Resumo:

Nos vertebrados, pensa-se que a herança das mitocôndrias é predominantemente materna, e a analise do DNA mitocondrial tornou-se numa ferramenta taxonômica padrão. De acordo com a opinião predominante da herança estritamente materna, muitas fontes afirmam que durante a fecundação, a cauda do esperma, com as suas mitocôndrias, fica excluído do embrião. Isso é incorreto. Na maioria dos mamíferos - inclusive os seres humanos - o corpo central das mitocôndrias pode ser identificado no embrião, embora seu destino final seja desconhecido. A história das 'mitocôndrias excluídas' parece ter sobrevivido - e proliferado - incontestada, num tempo de confronto entre as hipóteses de origem humana, uma vez que apoia o modelo da 'Eva Africana' da recente radiação do Homo sapiens para fora de África . Iremos discutir a infiltração da este erro nos conceitos de herança mitocondrial e de evolução humana.

Próximo: Parte III: A Eva Africana - quando a cultura pop se apixona pela ciência

Voltar para a Parte I: Mitocôndrias: uma peça no puzzle das nossas origens?

(por Jane Harris Zsovan)

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I - Mitocôndrias: uma peça no puzzle das nossas origens?

mitocondrias mitochondriaMitocôndrias - as baterias de energia das nossas células - podem produzir pistas não só para as doenças e para o envelhecimento, mas também para o nosso passado ancestral. No entanto, muito do que lemos sobre as mitocôndrias na mídia popular ou é exagerado ou simplesmente errado. Isso é muito mau, porque a verdade é tão fascinante como o mito. E por vezes a saúde humana depende de separarmos o facto da ficção.

mitocondria mitochondria cell célulaO que são as mitocôndrias?

As mitocôndrias fornecem energia às células.

Eles fazem-no através da respiração celular - transformando oxigénio e a glicose da nossa alimentação em energia.

As mitocôndrias já alguma vez foram formas de vida independentes?

Lyn Margulis, Ilustre Professora no Departamento de Geociências da Universidade de Massachusetts, pensa que sabe como é que as mitocôndrias (nos animais) e os cloroplastos (nas plantas) surgiram. Ela alega que descendem das bactérias que já foram antes formas de vida independentes, mas que mais tarde ficaram incorporadas em organismos mais complexos.

A sua teoria, chamada de simbiogénese, desafia um dos eixos centrais do neo-darwinismo, de que a maioria das principais mudanças ocorre através da concorrência entre organismos (isto é, selecção natural ou sobrevivência do mais forte/apto). A sua teoria atribui um papel fundamental à cooperação entre organismos. Uma discussão detalhada sobre a teoria da Margulis é encontrada no seu livro, Symbiosis in Cell Evolution: Microbial communities in the Archean and Proterozoic eons (second edition, 1993).

DNA mitocondrial (MtDNA)

O DNA (ácido desoxirribonucleico), que estabelece as instruções genéticas para construir os organismos vivos, é encontrado tanto no núcleo das células como nas mitocôndrias. O DNA das mitocôndrias, chamado MtDNA, tem um genoma distinto do DNA do núcleo. Este DNA no interior das mitocôndrias parece promissor para os investigadores, por duas razões. Os seus atributos exclusivos podem lançar luz sobre alguns problemas médicos e, segundo alguns pesquisadores, lançar luz sobre a ancestralidade humana. Destes atributos exclusivos inclui-se: A maioria dos mamíferos mostram uma tendência para herdar o MtDNA de suas mães.

O MtDNA danifica-se facilmente, o que pode desencadear doenças crónicas e envelhecimento prematuro nos seres humanos.

O genoma mais pequeno contido no MtDNA, e o facto das formas de vida terem tendência a herdar o MtDNA principalmente da mãe, podem ajudar a proteger a descendência dos danos no MtDNA.

Danos no MtDNA e a saúde

A danificação do MtDNA está relacionado com doenças crónicas e envelhecimento prematuro.

Late life Prenatal Programming of Depression and Schizophrenia?, (publicado em Neuroembriologia) Manuel Dafotakis1, Jochen Vehoff1, Hubert Korr, e Christoph Schmitz do Departmento de Anatomia e Biologia Celular, RWTH Universidade de Aachen, Aachen, Alemanha, examina a danificação pré-natal do MtDna como causa de algumas doenças mentais.

Pode o MtDNA ser usado para traçar a ancestralidade humana?

Muitos biólogos evolucionistas consideram o MtDNA uma ferramenta valiosa para a detecção da evolução humana. Se o MtDna oferece uma perspectiva rigorosa do que herdamos das nossas mães (linha materna), ela apoia a teoria da "Eva Africana", segundo a qual, toda a humanidade partilha uma ligação genética que os cientistas podem traçar para o passado até uma mulher que teria vivido em África há mais de 150000 anos atrás.

A Eva Africana é popular em vários grupos da sociedade, por razões que são fáceis de compreender e com as quais simpatizar. Ela reforça a nossa humanidade comum, e apoia o relato Bíblico de uma única mãe da humanidade. No mínimo, ela oferece a esperança de esclarecer o nosso passado distante. No entanto, como veremos, há problemas com o traçar da nossa ascendência através do MtDNA.

O caminho da Herança do MtDNA

É uma crença generalizada que, durante a fecundação, a cauda do espermatozoide é excluída do ovo, excluindo assim o material genético mitocondrial do progenitor masculino (linha paterna). Mas isso não é correcto. Em todas as espécies de mamíferos conhecidas, excepto no hamster chinês, a cauda e a parte da bainha mitocondrial entra na fertilização do ovo e pode ser rastreada por várias divisões celulares. Assim, embora a maior parte do MtDNA possa vir através da linha materna, ele é herdado tanto da linha materna como da linha paterna na maioria dos mamíferos.

Por exemplo, de acordo com a Shagli (1994) e Ankel-Simmons (1996), o esperma contribui com mitocondrias para o ovo. Gyllensten et. al constatou que "Herança paterna de MtDNA significa também que as filogenias de MtDNA não são exclusivamente matriarcais". Não sabemos ainda, no entanto, qual o papel que o MtDna do espermatozoide desempenha no embrião. Por agora, vamos analisar o papel que ele tem desempenhado no sentido de ajudar os pesquisadores a entender as nossas origens.


Parte II: O que o nosso DNA mitocondrial Diz Sobre a Ascendência Humana?

Parte III: A Eva Africana - quando a cultura pop se apixona pela ciência

(por Jane Harris Zsovan)

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terça-feira, 6 de maio de 2008

Como surgiu o sexo ?

Cão veterinário dog doctor vetUma coisa que eu - como leiga - tenho notado na teoria darwinista é a forma descuidada como os mecanismos e benefícios são misturados nas explicações que nos dão. O resultado é uma tese que se parece para o público leigo muito mais sólida do que realmente é.

Quando eu pergunto "como é que a reprodução sexual evoluiu", um darwinista frequentemente explica a razão pela qual se supõe que ela é uma vantagem. Mas, o que eu queria saber era COMO ela evoluiu, e não porque é que ela é uma vantagem.

Talvez ele assuma que algum dia o "como" irá ser explicado pelo Darwinismo, e que então o que todos nós precisamos por agora é de uma explicação plausível para o porquê. Que pensamento descuidado esse.

Pergunto-me o que aconteceria se alguém tentasse essa abordagem com uma notícia nos nossos dias, ao invés de uma história de um passado remoto? Poderia ser algo como isto:

Eu: Você diz que a pessoa tem um cachorro que é veterinário? Então, como é que o cachorro fez para passar pela escola de veterinária?

Ele: Porque ele sempre quis muito, muito ser um veterinário, para ajudar outros cães.

Eu: Não, mas ...

Ele: Sabe, é que a teoria de Darwin pode também explicar o altruísmo. Essa foi uma grande descoberta recente, fundamentando ainda mais a síntese neo-darwinista ... Tem tudo a ver com os genes egoístas, sabe ...

Eu: Mas isso não é o que me interessa agora. O que eu queria mesmo saber era COMO o cachorro teve sucesso ao passar por um curso tão difícil de...

Ele: Bem, você como jornalista DEVERIA estar preocupada com o altruísmo! A evolução futura de todas as espécies ... blá, blá, blá ... os males da especiação ...

Eu: Posso fazer-lhe uma pergunta simples? Qual é, exactamente, o QI daquele cão?

Ele: Esse é exactamente o tipo de questão que apenas um criacionista pergunta! E eu não discuto com criacionistas. Uma perda de tempo. Esta entrevista terminou.

Me: (Mais tarde, para mim própria, no autocarro ...) No tempo do meu avô, eram cavalos na folha de pagamentos. Agora são cães no registo de veterinários. Com uma diferença: Como se expõe o escândalo ao público NESTA atmosfera? Eu corro riscos, só de questionar as credenciais do cachorro. ...

Enfim. Acho que vou fazer a cobertura daquela vara de suínos voadores enquanto estou para isso.

(por O'Leary)


Ver também os posts:

Selecção sexual falseada no caso das penas do pavão

Predições falhadas de Darwin, Parte 8

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A Nature e o ensino da evolução no Reino Unido

Nature Cover 453 Magazine RevistaA revista de ciência líder mundial publicou hoje um artigo chamado "O ensino da ciência tem que evoluir" que concorda com várias das críticas feitas pela Truth in Science ao actual ensino escolar de ciência no que diz respeito à evolução. O artigo apela para que os educadores deixem de utilizar várias formas de evidência já criticadas pela Truth in Science, e em vez disso se concentrem na evidência do DNA para a evolução molecular.

Ao longo de mais de um ano, a Truth in Science criticou o uso generalizado das semelhanças na forma dos organismos como evidências de evolução. Hoje, a Nature escreve: "A filogenia baseada na semelhança da forma é fundamentalmente infundada devido à adaptação e evolução convergente que se observa na natureza." Esta declaração é mais directa e controversa do que as críticas moderadas da Truth in Science, mas estamos satisfeitos pelo facto de a Nature estar agora basicamente a concordar connosco.

Desde Setembro de 2006, a Truth in Science alegou que as teorias para a origem da vida ensinadas nas escolas estão erradas. Hoje, a Nature escreve: "Especulações sobre as origens químicas da vida são quase universalmente abordadas nos currículos escolares sob o tema da 'Evolução', apesar da questionável relevância do assunto para a evolução, e sua ainda mais incerta base científica... está longe de ser uma teoria evolucionária bem fundada". Mais uma vez, estamos satisfeitos por agora concordarmos com a prestigiada revista britânica sobre este assunto.

A Nature também critica o ensino baseado no registro fóssil (abordado pela Truth in Science aqui), escrevendo: "Pior ainda, o entendimento que eles [os alunos] têm - com base no registro fóssil - é presa fácil para os argumentos falaciosos de movimentos anti-ciência". Parece que agora o registro fóssil é visto como evidência vulnerável. Na Truth in Science rejeitamos argumentos falaciosos de movimentos anti-ciência, mas na verdade defendemos que há críticas cientificas válidas à evidência fóssil que é usada para dar suporte às teorias de selecção natural e ancestral comum universal.

O artigo da Nature, escrito por Andrew Moore da Science & Society Programme, na European Molecular Biology Organization, sugere que muitos professores têm problemas com conceitos básicos de evolução molecular. Ele argumenta que os professores precisam ser re-educados: "muitos professores não são cientificamente capazes de ensinar a evolução utilizando abordagens modernas", afirma ele.

Enquanto a Truth in Science se congratula com o facto de algumas das suas críticas às evidências da evolução estarem a ser ouvidas, parece que um desejo simples de veracidade não é a única motivação do Dr. Moore. Ele mantém que a confiança em Darwin é uma questão muito séria. Após discutir a necessidade da biologia molecular estar presente desde cedo no ensino da biologia, ele escreve: "Há algo mais sério em jogo: a erosão da confiança do público na original teoria da evolução de Darwin pela selecção natural face a 'teorias alternativas' do movimento do Design Inteligente".

Esperamos que o artigo da Nature resulte num novo impulso para a remoção das evidências
falsas e enganadoras de evolução das escolas britânicas, e aguardamos com interesse podermos analisar novos recursos escolares sobre evolução molecular.

Fonte: Truth in Science, 1 de Maio de 2008

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segunda-feira, 5 de maio de 2008

E você ? Consegue manter uma MENTE ABERTA ?

Este post vem na sequência do post anterior que era sobre a controvérsia "Design Inteligente x Evolução".

Agora que já viu o post anterior veja este vídeo (leia a tradução) e pense na forma como se sentiu ao ver/ler o anterior:






tradução:

Esta semana toda foi sobre ter uma mente aberta. Devido aos prazos e limitações de vídeo e de dinheiro, tivemos que, ocasionalmente, pintar com pinceladas largas, não é possível cobrirmos todos os pontos possíveis de cada ponto de vista em menos 6 minutos. Obrigado pela compreensão.

Mas, conseguimos. Nós atacamos com vigor alguns dos temas mais controversos e complexos que existem. Agora pare a guerra de fogo por um segundo e pergunte-se a si mesmo o seguinte: Como correu com você? Você conseguiu manter uma mente aberta?

Alguns de vocês conseguíram. E alguns de vocês podem ter chegado tarde à festa e perdido o primeiro vídeo. Pelo menos é o que eu espero. Para quem não concordou com algumas das coisas que dissemos, estou bastante seguro de que toda a gente ficou incomodada em algum momento. O que se passou na sua cabeça enquanto você viu o vídeo? Você experimentou alguma reacção? Estas são algumas questões sensíveis. São questões que mexem com as pessoas. Quão desapaixonado você foi capaz de ser? Talvez o seu sangue esteja a ferver novamente e você esteja pensando: "Ter uma mente aberta não significa que tenho de concordar com você!" Você tem razão. Mas nós nunca lhe pedimos para concordar. Em vez disso tentámos que você olhasse objectivamente para o lado oposto. Para que de uma forma desapaixonada você visse se há um espelho para o argumento que os outros estavam fazendo, independentemente da forma como você se sentia em relação ao assunto em causa. E, uma vez que você tenha feito isso, ter todo o direito de discordar. E para quem abanou a cabeça e sorriu para aquilo que nós dissemos, lembraram-se daquela citação? Você começou por fazer alguma investigação por sua própria iniciativa ou começou por verificar os números ou citações que lhe apresentámos? Você realmente tentou encontrar o outro lado da questão e procurou vê-la na sua melhor luz antes de embarcar no carro da banda? Quer você compare teorias religiosas, políticas ou científicas você precisa comparar as melhores com as melhores. É fácil mostrar os argumentos mais fracos do outro ponto de vista e, em seguida confrontá-los com os pontos fortes do seu próprio ponto de vista, mas cabe-lhe a si como ouvinte analisar objectivamente a informação que lhe é dada. Nós somos tão rápidos a concordar com coisas que nós acreditamos e tão rápidos a condenar coisas que nunca considerámos, e quando expressamos as nossas opiniões com competição e raiva a busca pela verdade termina e só a guerra de fogo permanece.
Para quem conseguiu manter um espírito aberto, gostaria que o mundo estivesse cheio de pessoas como vocês, porque vocês entendem que é bom concordar em discordar.
Para aqueles de vocês que esta semana nos criticaram fortemente, e depois, tiveram uma experiência de "abrir os olhos" após ver o vídeo, esperamos que seja algo que vocês se possam lembrar por muito tempo.
E, finalmente, para aqueles que continuam a fechar as suas mentes para as opiniões diferentes e para as ideias dos outros, que argumentam continuamente com declarações beligerantes, eu posso discordar com o que vocês dizem, mas vou defender até à morte o vosso direito a dizê-lo.


Os videos são provenientes do site What You Ought To Know (O Que Você Deve Saber)


o mesmo texto em inglês:

This whole week was about having an open mind. Due to time limits and video limits and money limits, occasionally we had to paint with broad brush strokes, we can't possible cover every point of every argument in under 6 minutes. Thanks for understanding.

So we did it. We blasted through some of the most controversial and complex subjects out there. Now stop the flame war for a second and ask yourself this: How did you do? Did you keep an open mind?
Some of you did. And some of you might have come late to the party and missed the first video. At least that's what I'm hopping. To those of you that didn't agree with some of the things we said, I am pretty sure we offended everybody at some point. What happened in your head as you watched? Did you experience a reaction? These are some sensitive issues. Issues that people feel very strongly about. How dispassionate were you able to be? Maybe your blood's boiling again and you're thinking: "Having an open mind doesn't mean I have to agree with you!" You're right. But we never asked you to. Instead we tried to get you to objectively look at the other side. To dispassionately see if there is any mirror to the argument they were making, no matter how strong you felt about the subject. And once you've done that then feel free to disagree. And to those of you who nodded your heads and smiled to what we said, did you remember the natty quote? Did you start by doing any digging of your own or verifying number or quotes we gave you? Did you really tried to find the other side of the issue and look it into its best light before you jumped on the band wagon? Whether you were comparing religion, politics or scientific theories you need to compare bests with bests. It's easy to show another point of view's weakest arguments and then match that to your strong points, but it's your job as a listener to objectively examine the information you are given. We are so quick to agree with things we believe and so quick to condemn things you we haven't considered, and when we voice our opinions with contention and anger the search for truth ends and only the flame war remains.
For those of you who kept an open mind I wish the world was full with people like you, because you understand it's ok to agree to disagree.
For those of you who flamed us or others this week and then had an eye opening experience after seeing this video, we hope it will be something you remember for a long time.
And finally, to those who continue to close your minds to different opinions and the ideas of others, who continually argue with beleaguering statements, I may disagree with what you say, but I'll defend to the death your right to say it.



Ver também o post "Mantendo uma mente aberta"

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domingo, 4 de maio de 2008

Design Inteligente x Evolução



tradução:

A semana da "Mente Aberta" continua, e o tópico de hoje é: "Darwin versus Deus", mas vamos chamar-lhe "Intelligent Design" porque queremos ver este vídeo nas salas de aula. Antes fizemos um vídeo sobre o método científico, ele ganhou destaque no youtube, e a guerra de fogo começou, tudo o que tentámos dizer foi que muitas das coisas que são chamadas de ciência não são verdadeiramente científicas, e algumas pessoas começaram a tratar a ciência como uma religião. Mas ninguém realmente prestou atenção àquilo que realmente dissemos, e tudo degenerou num debate de discussões..., não, numa luta de gatos, sobre a evolução versus design inteligente, mas eu vou-me basear na minha afirmação inicial de que algumas pessoas realmente tratam a ciência como uma religião, e entre eles está o biólogo evolucionista, Richard Dawkins, que é como o "poster child" para o Neo-Darwinismo, você sabem, ele está como o papa para o catolicismo, ou como o Tom Cruise para a Cientologia..ismo, ele é também quem disse:

"Como cientista eu sou bastante hostil a uma doutrina rival".

Doutrina rival? Eu procurei a palavra "doutrina" no meu dicionário, ela está definida como "uma crença ou conjunto de crenças de uma igreja, partido político ou outro grupo". Mas incidindo a atenção para o início, "doutrina é uma crença", tal como qualquer outro fundamentalista religioso Dr. Dawkins é hostil às crenças opostas, como o criacionismo, e o Design Inteligente, porque Criacionismo e Design Inteligente são a mesma coisa, não é? Pois bem, não! Não são a mesma coisa! E quem é que eu chamo para ser a minha testemunha especializada? O Dr. Richard Dawkins.
Numa entrevista com Ben Stein para o filme Expelled ele afirmou muito claramente que ninguém sabe como começou a vida e que existe uma possibilidade real de a vida neste planeta ter sido semeada ou influenciada por formas de vida superiores, tais como extra terrestres ou algo assim,... Portanto ele concorda que a vida poderia ter sido influenciada ou criada por alguém que não é de cá. Então para quê toda esta discussão? Semântica. Sabem, é que o Dr. Dawkins não gosta quando as pessoas chamam Deus aos extra terrestres. Provavelmente porque quando ele era miúdo levou umas reguadas na Escola de Domingo. Óptimo, o debate acabou. Nós resolvemos a guerra "Design Inteligente x Evolução", agora podemos ser amigos novamente, e agora as pessoas podem ensinar o Design Inteligente nas escolas. Algumas pessoas esperam usar isto como um trampolim para ensinar o criacionismo nas salas de aula, mas pensem bem no assunto, vocês realmente querem que a Bíblia seja ensinada nas escolas? Lembro-me o que os professores do liceu fizeram com o Tom Sawyer,... foi arruinado, para sempre. Vocês realmente querem fazer o mesmo com o vosso rito sagrado? Talvez devêssemos apenas cingir-nos aos ABCs, 123s, e a coisas que fervem nos tubos de ensaio. Para além disso eu tenho um verdadeiro problema com o design inteligente, não é ciência. Pelo menos, até à data ninguém foi capaz de me mostrar a teoria sob uma verdadeira luz cientifica. Eles dizem que algumas coisas são complexas, tão complexas que elas devem ter sido criadas de forma inteligente em vez de terem surgido acidentalmente. Ok. Mas até que ponto de complexidade? Quer dizer, aonde você coloca o limite? Parece ser arbitrário e não muito científico. Hum, talvez não deva ser ensinado como ciência, talvez como filosofia ou qualquer coisa assim. Mas existem outras filosofias que são ensinadas nas aulas de ciência, como a Evolução ... Wow camarada, não se meta com a doutrina de Dawkins! Vamos analisar os factos em torno da Evolução. Se ela alguma vez teve lugar, não sabemos, pelo menos não de maneira que alguém possa demonstrar. E as chances de isso acontecer são realmente muito, muito, muito, escassas. Se os cientistas e educadores conseguíssem assumir isto estou certo que o DI nunca teria sequer aparecido, mas a maior parte das pessoas que acreditam na Evolução não estão dispostas a admitir o quão improvável ela é porque isso enfraquece dramaticamente os seus argumentos. E se você discordar que a Evolução é improvável então você coloca-se noutra situação difícil porque, se ela é provável, então agora espera-se que você tenha visto evidências dela, evidências concretas. As pessoas gostam de chamar a atenção para a selecção natural e para a especiação que dela resulta como sendo provas da evolução, porque há uma montanha de dados que suportam ambas no campo da ciência testável e observável. Mas não se esqueça! Nós definimos o que é uma espécie! E nenhuma quantidade de cinza em árvores fez as mariposas escuras ou claras tranformarem-se numa abelha ou num pássaro. Eles também gostam de invocar as mutações bacterianas como evidências da evolução, mas eu vejo problemas nisso também. Temos vindo a observar esses pequenos seres desde a invenção do microscópio há mais de 300 anos atrás, e enquanto elas se modificaram geneticamente e se adaptaram como bactérias, elas nunca evoluíram para uma nova e superior forma de vida! Pense sobre isso: Se a geração de uma bactéria é de 20 minutos e uma geração humana é de 20 anos, então elas deveriam estar evoluindo 525,000 vezes mais rápido do que nós estamos. E se levou 3,2 milhões de anos para o Lucy, o alegado elo perdido, se tornar um homem moderno, deveríamos esperar ver semelhantes avanços evolutivos nas bactérias num período de apenas 6 anos. Fiuuuu ... UAU!... E estou a falar de evolução a sério! Não apenas ligeiras alterações no DNA ou aquisição de imunidades a isto ou àquilo, mas transformações, evoluírem realmente para algo mais complexo, uma nova forma de vida. Uma forma de vida superior. Elas tinham que ter as suas próprias civilizações, e bactautomóveis, e ... pelo menos já serem insectos por esta altura, não sei!

"A evolução tem sido observada. O que acontece é que não tem sido observada ao mesmo tempo que está a acontecer." diz Dawkins.

"É um pouco como um detective que se aproxima do local do assassinato depois deste ocorrer. ... E você... o detective, na realidade não viu o assassinato acontecer, como é óbvio. Mas o que você vê é um indício enorme. ... Enormes quantidades de evidências circunstanciais. Que podem também ser expressas por palavras em Inglês".

Mas, wooo ... wooo ... Dr. Dawkins ... posso falar... posso falar!
Evidência circunstancial é sujeita a interpretação, e que não prova necessariamente alguma coisa. É como ver dois ossos no chão afastados 12 metros e assumir que eles vieram do mesmo animal: Osso do crânio! ... osso da coxa! ... Java Man!
A evidência da evolução pode, de facto, expressar uma mensagem em Inglês simples: Nós nunca a vimos a acontecer! Não se pode provar que aconteceu! Nós não a podemos reproduzir! Mas é a melhor explicação que temos, pelo que temos de acreditar nela. Mas ela assim qualifica-se de forma muito pobre para ser ensinada como facto inegável a mentes jovens impressionáveis. Porque não nos limitamos a ensinar a verdade? Nós não sabemos como a vida surgiu. Porque é que isso é tão ameaçador? Você não pode provar que a evolução aconteceu ou que não aconteceu. Está para além da capacidade actual da ciência tirar conclusões com algum grau de certeza. E se fôssemos sujeitar a teoria evolutiva aos mesmos rigores que alguns cientistas querem impor ao DI, ela provavelmente também não passava no teste para ser classificada como ciência.


E agora que já viu este post veja o vídeo seguinte e descubra até que ponto você consegue manter uma "mente aberta".



o mesmo texto em inglês:

Open Your Mind Week continues and today's topic is "Darwin versus God", but we are going to call it Intelligent Design because we want to get this video into classrooms. Well back we made a show on the scientific method, it got featured on the youtube, and the flame war began, all we were trying to say was that lots of stuff is labeled science that isn't really scientific, and some people have started to treat science like a religion. But no one really paid attention to what we actually said, the whole thing just degenerated into a discussion debate..., no, cat fight, about evolution versus intelligent design but I'm going to stick by my original assertion that some people do treat science like a religion, and among them noted evolutionary biologist Richard Dawkins he is like the poster child to Neo-Darwinism, you know, he is like the pope to Catholicism, or Tom Cruise to Scientology..ism, he's also the guy who said:

"As a scientist I am pretty hostile to a rival doctrine."

Rival doctrine!? I've looked at 'doctrine" in my dictionary, it's defined as "a belief or set of beliefs held by a church, political party or other group" but focus on the beginning, "doctrine is a belief", so just like any other religious zealot Dr. Dawkins is hostile to opposing beliefs, like Creationism, and Intelligent Design, because they are the same thing, right? Well, no! They're not! And who do I call as my expert witness? Dr. Richard Dawkins. In an interview with Ben Stein for the movie Expelled he stated quite clearly that no one knows how life started and that there's a real possibility that life on this planet may have been seeded or influenced by higher forms of life, like aliens or something, I've told you that they were here, I've got to make this thing to a hat somehow. so he agrees that life could have been influenced or created by someone not from around here. So what are we fighting about? Semantics. You see, Dr. Dawkins doesn't like it when people call the extra terrestrial, God. Probably because he got paddled in Sunday School as a kid. Great, the debate is over. We solved the "Intelligent Design x Evolution" war, now we can be friends again, and now people can teach Intelligent Design in schools. Some people hope to use that as a stepping stone to teach creationism in the classroom, but think about that, guys, do you really want the Bible taught in schools? I remember what high school teachers did to Tom Sawyer, ruined, forever. Do you really want them doing that with your holy rite? Maybe we should just stick to abcs, 123s, and boiling things in test tubes. Beyond that I have one real major issue with intelligent design, it´s not science. At least, no one to date has been able to show me the theory in a truly scientific light. They say some things are complex, so complex that they must have been created intelligently rather than accidentally. Ok. But at what point of complexity? I mean, where do you draw the line? It seems arbitrary and that's not very scientific. Hum, maybe we shouldn't teach it as science, maybe philosophy or something. But there are other philosophies that are taught in science class, you know, like Evolution... Wow buddy, don't tangle with the Dawkins' doctrine! Let's examine the facts around Evolution. If it ever did take place it isn't known, at least not that anyone can demonstrate. And the odds of it happening are really really really long. If scientists and educators could hold up to that I'm sure that ID never would have even came up, but most people who believe in Evolution aren't willing to admit how unlikely it is because it dramatically wicken their argument. And if you disagree that it is unlikely then you are in another pickle because if the odds are good then you are figured to have seen evidences of it by now, like concrete evidences of it. People like to point out natural selection and resulting speciation as evidence of evolution because there's a mountain of data that support both of those as testable and observable science. But don't forget! We define what a species is! And no amount of ash on trees has ever turned the moths dark or light into a bee or a bird. They also like to point bacterial mutations as evidence of evolution, but I have an issue with that too. We have been watching those little guys since the invention of the microscope over 300 years ago, and while they've changed genetically and adapted as bacteria they've never evolved into a new higher form of life! Think about this: If a bacteria generation is 20 minutes and a human generation is 20 years, then they should be evolving 525.000 time faster than we are. And if it took 3.25 million years for Lucy, the alleged missing link, to become modern man, we should expect to see similar evolutionary advancements in bacteria in a period of just 6 years. Fiuuuu... Uau!... And I’m talking about real evolution! Not just slight alterations to DNA or building up immunities to this or that, but transforming, actually evolving into something more complex, a brand new form of life. A higher form of life. They had to have their own civilization, and bactomobiles, and... at least be insects by now, I don't know!

"Evolution has been observed. It's just that it hasn't been observed while it's happening." says Dawkins.

"It is rather like a detective coming on a murder after the scene. And you... the detective hasn't actually seen the murder take place, of course. But what you do see is massive clue. ... Huge quantities of circumstantial evidence. It might as well be spelled out in words of English."

But, wooo... wooo... Dr. Dawkins... pick me... pick me!
Circumstantial evidence is subjected to interpretation and it doesn't necessarily prove anything. It's like seeing two bones on the ground 40 feet apart and assuming that it came from the same animal: Skull Cap!... thigh bone!... Java Man!
The evidence of evolution may indeed spell out a message in plain English: We've never seen it happen! We can´t prove it happened! We can't reproduce it! But it's the best we've got, so we have to believe it, which is a pretty poor qualifier for teaching it as an undeniable fact to impressionable young minds. Why don't we just teach the truth? We don't know how life came about. Why's that so threatening? You can't prove that evolution happened or that it didn't. It's beyond the current capacity of science to draw conclusion with any degree of certainty. And if we were to subject evolutionary theory to the same rigors that some scientists want to impose on ID, it probably wouldn't pass the test to be classified as science either.


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A origem da vida não é consensual. A evolução dos seres vivos não é consensual. A teoria de Lamarck, a teoria de Darwin, e outras, propuseram a transformação dos seres vivos ao longo do tempo.

Mas o evolucionismo e o darwinismo não explicam de forma satisfatória a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.


Este blog trata da Teoria do Design Inteligente, Darwinismo e Teoria da Evolução