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quarta-feira, 28 de maio de 2008

Expelled ainda não exibido e já tem impacto no Canadá

Expelled no intelligence allowed CanadaEnquanto apresenta seus comentários sobre o tema do filme de Ben Stein, Expelled (classificado em 5ºlugar em documentários políticos no momento em que escrevo) , o químico e escritor de sci-fi canadiano, Peter Kazmaier, remete para o episódio "Buscando a Verdade", de Listen Up, de Lorna Dueck, que inclui uma entrevista com Stein que você pode ver on-line. Veja parte da introdução:

Talvez o Papa ilustre melhor. Aos 81 anos de idade, a maior parte de sua carreira foi passada na universidade. Ele foi um especialista em explorar a fé e a razão, um fabuloso professor e autor. Ele é bem-vindo quase em todo o lado - mas recentemente foi rejeitado por académicos e estudantes. A prestigiada Universidade La Sapienza de Roma protestou contra a visita planeada do Papa, porque achavam que o papa tinha opiniões científicas que eram ofensivas.

A sua visita aquela universidade foi então cancelada, em nome da "natureza secular da ciência". É o tipo de interferência que lançou um documentário satírico de alto orçamento que diz que é precisamente essa "natureza secular" que prejudica a investigação científica.


Tem havido muito disso recentemente. Em 2005, vários neurocientistas tentaram, em nome do materialismo, impedir que o Dalai Lama falasse na conferência de neurociência. Host Dueck diz,

O programa de hoje faz-me lembrar que todos nós temos uma maneira de ver o mundo. Cada um de nós tem uma cosmovisão - é um quadro de pensamento e de ideias que nos ajuda a organizar as nossas crenças acerca de como a vida e o mundo funcionam. Hoje, será abordado o conflito entre a cosmovisão do mundo naturalista e a cosmovisão Cristã. A cosmovisão Cristã inclui Deus - uma força sobrenatural criativa no mundo. A cosmovisão naturalista diz que o Universo é a soma de tudo aquilo que é - um sistema auto-contido e auto-explicativo. Eu não sou anti-ciência, mas há algo que o naturalismo não pode explicar - por que é que existe alguma coisa em vez de não existir nada. E aquilo que eu faço com o mistério de existirem algumas coisas na minha vida a ciência não pode explicar. Penso que fomos construídos para responder perante Deus, e o debate sobre Design Inteligente é apenas mais uma ferramenta que Deus usa para nos chamar a atenção. É por isso que uma cosmovisão Cristã faz sentido para mim.


Kazmaier conclui seu pensamento com,

Enumerei a forma como a ciência de 2008 é ainda mais susceptível à supressão do que a ciência nos tempos de Galileu. Existem vantagens do lado daqueles que acreditam que estão a ser bloqueados? Sim, existem. Através da democratização do conhecimento, é muito mais fácil disseminar ideias hoje do que no tempo do Galileu. Pode-se contornar o processo de revisão das revistas e publicar as informações directamente através de livros, filmes, ou pela Internet.

Então, quais são as mensagens pessoais que eu posso tirar para mim? Em primeiro lugar eu preciso compreender e acompanhar as alegações feitas pelo filme Expelled. Em segundo lugar, como eu faço revisão de artigos, eu preciso estar consciente dos meus próprios preconceitos e tendências e não permitir que influenciem meus comentários. Por último, eu preciso de me opor sempre à supressão da liberdade de discussão de ideias científicas, independentemente da sua origem.


O Expelled, um alvo de controvérsia a partir do momento em que surgiu em Seattle, ainda nem sequer foi exibido nos cinemas no Canadá, em parte devido a um processo judicial interposto por Yoko Ono. O materialismo é na verdade, como disse Pamela Winnick, um "deus egoísta".

Quer venha alguma vez a ser exibido ou não no Canadá, o Expelled está a mostrar com clareza que nem todos os canadianos adoram o deus egoísta.

(por O'Leary)

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Download de Livro sobre Design Inteligente em PDF

The Mystery Of Life's OriginSoube que um dos primeiros livros sobre o Design Inteligente (possivelmente o primeiro), The Mystery of Life's Origin -, de Charles Thaxton, Walter Bradley e Roger Olson (1984), com prefácio por Dean Kenyon, tem estado há algum tempo sem ser publicado. Mas ele está disponível para download em formato "pdf", aqui (67,8 Mb, em inglês).

Extracto do livro:

"A teoria da informação é um ramo especial de matemática que desenvolveu uma forma de medir a informação.
Resumindo, o conteúdo de informação de uma estrutura é o número mínimo de instruções necessárias para a descrever ou para a especificar, quer a estrutura seja uma pedra ou uma nave espacial, um monte de folhas ou um organismo vivo. Quanto mais complexo for uma estrutura, mais instruções são necessárias para a descrever." , Charles Thaxton, bioquímico.

(por O'Leary)




NOTA: Se aquele link para download não estiver a funcionar, pode-se ler alguns capítulos do livro neste link.



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domingo, 25 de maio de 2008

EXPELLED - opinião de William Dembski

william dembski expelled ben steinFIRST-PERSON: The difference 'Expelled' will make é um artigo da autoria de William Dembski sobre o filme Expelled. Foi escrito antes do filme ser exibido, mas agora, várias semanas após a sua estreia, continua a ser bem interessante a opinião dele sobre o filme, filme em que ele próprio é entrevistado:

Fort Worth, Texas (BP) - O novo filme de Ben Stein "Expelled: No Intelligence Allowed" estreia esta semana nas salas de cinema. Ele explora a perseguição generalizada - destruição dos meios de subsistência, carreiras e reputações - a cientistas que duvidam da teoria da evolução de Darwin e que pensam que é necessária inteligência para explicar a origem da vida e seu desenvolvimento.

Este filme está envolto em controvérsia. As críticas tendem a ser extremamente positivas ou extremamente negativas. Quem é que gosta dele? As pessoas que pensam que Deus pode ter tido algo a ver com a nossa existência neste mundo, e que por conseguinte acham razoável que Deus possa ter deixado evidências tangíveis da Sua participação na criação. Quem é que o odeia? Uma elite na ciência, na educação e nos meios de comunicação, que prefere que Deus não tenha tido nada a ver com isso e que pensam que a natureza tem que fazer toda a sua própria criação.

Quem é que está certo? Essa é a pergunta errada.
Qualquer pessoa que tenha estudado a história da ciência conhece a "indução pessimista". A indução pessimista diz que todas as teorias científicas do passado demonstraram estar erradas a determinado nível e precisaram ser modificadas (algumas estavam tão erradas que tiveram que ser abandonadas por completo). Nenhuma teoria científica está escrita em pedra. Nenhuma teoria científica deve ser venerada. Toda a teoria científica devia de vez em quando ser submetida a um escrutínio rigoroso. Isso é saudável para a ciência.

O filme Expelled, pelo contrário, realça o estado doentio da ciência contemporânea quanto às origens biológicas. A nossa elite intelectual isolou a evolução Darwinista do escrutínio científico. Para além disso institucionalizou a intolerância a qualquer crítica lhe seja feita. O Expelled documenta esta intolerância institucionalizada e desmascara assim a hipocrisia de uma classe intelectual que finge dar valor à liberdade de pensamento e de expressão, mas que a corta sempre que ela entra em conflito com os seus ideais seculares profundamente enraizados.

Felizmente, o Expelled também sugere uma forma de avançar no debate sobre as origens biológicas. A coisa mais surpreendente que os telespectadores aprendem ao assistir o filme é a fragilidade das evidências científicas quanto a se pensar que a vida pode ser explicada sem uma inteligência projectista . Tome-se como exemplo a opinião sobre o filme de Jeffrey Kluger na Time Magazine:

"Ele [Stein] comete todos os erros habituais que cometem todos os não-cientistas sempre que tentam deitar abaixo evolução, perguntando, por exemplo, como é que algo tão complexo como uma célula viva poderia ter surgido formada a partir da sopa primordial da Terra. A resposta é que não poderia - e não surgiu assim. Produtos químicos orgânicos precisam de ser agitados e cozinhados lentamente ao longo de eons antes que eles possam produzir compostos que possam começar a levar-nos a uma coisa viva. "

Como é que é? Tome alguns produtos químicos orgânicos, cozinhe-os lentamente, dê o tempo suficiente, e aparece vida? Esta não é uma teoria científica. Este é um artigo de fé especulativa.

No filme Expelled, Stein entrevista cientista ateu após cientista ateu, e todos eles admitem que não fazem a mínima ideia de como a vida surgiu. Não existe nenhuma teoria materialista da origem da vida, e quem sugerir o contrário está a fazer bluf. Ao criar espaço conceptual para o Design Inteligente, Stein, e não os defensores dogmáticos de Darwin, luta pela verdadeira liberdade de pensamento e de expressão.

Vai o filme ter sucesso na abertura dos debates sobre a evolução e o Design Inteligente? Aqui temos que ser realistas. Tal como Thomas Kuhn, no seu "Structure of Scientific Revolutions", claramente documentou, aqueles que apoiam o status quo raramente alteram os seus pontos de vista (e o Darwinismo é o status quo). Ou, como diz Kuhn, um novo paradigma científico (neste caso o Design Inteligente) tem sucesso com os túmulos da guarda antiga. Não espere que a comunidade científica e as elites intelectuais se virem para o Design Inteligente em resposta a este filme. Se há alguma coisa a esperar, é uma reacção adversa.

Mas OK. As massas, nas quais eu me coloco a mim mesmo, vão adorar o filme. As pessoas comuns, que frequentemente pagam o salário dos Darwinistas através dos seus dólares de impostos, irão ficar justamente revoltados. Eles vão ver que basta: Eles já não vão ser intimidados por um Richard Dawkins, que lhes diz que se não assinarem por baixo da evolução darwinista, que eles são estúpidos, ímpios, ignorantes ou dementes. Eles vão começar a exigir que a evolução seja ensinada honestamente - com verrugas e tudo. E os jovens serão incentivados a assumir carreiras na ciência para restabelecer a sua saúde e integridade.

O impacto do Expelled será sentido imediatamente. Mas os seus efeitos a longo prazo serão ainda maiores. O filme começa com imagens do Muro de Berlim a subir e acaba com ele a vir abaixo. O dia em que o darwinismo e o Design Inteligente poderem ser discutidos sem medo de represálias representa a remoção de uma barreira ainda maior do que a do Muro de Berlim. Quando futuros historiadores intelectuais descreverem os principais eventos que levaram à queda do "Muro de Darwin", o Expelled de Ben Stein estará no topo da lista.


Realmente é engraçado o que diz esse tal Jeffrey Kluger na Time Magazine. E ilustra bem o tipo de raciocínio produzido pela maior parte dos evolucionistas/materialistas/naturalistas no que diz respeito à muleta do tempo:

"Produtos químicos orgânicos precisam de ser agitados e cozinhados lentamente ao longo de eons antes que eles possam produzir compostos que possam começar a levar-nos a uma coisa viva."

O autor acha que está a ser inteligente e que está a mostrar a ignorância de Ben Stein de um elemento essencial e garante do processo - eons de tempo. Mas ele não faz mais do que ilustrar bem a substituição de evidência de dados empíricos por fé científica - coisa que os não-cientistas, sem falar nos cientistas, certamente considerarão objectável.



Mais alguns posts sobre o filme Expelled:

EXPELLED - trailer ( LEGENDADO )


Clip do Filme Expelled - As Mutações Genéticas

Clip do Filme Expelled - A Célula

Clip do Filme Expelled - A Informação

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O movimento do Design Inteligente

O artigo The Intelligent Design Movement é da autoria de William Dembski. Ele proporciona algum enquadramento histórico ao Design Inteligente e contém este parágrafo:

scrabble design inteligente intelligentO que é então o Design Inteligente? O Design Inteligente começa com a observação de que causas inteligentes podem fazer coisas que causas naturais não direccionadas não podem. Causas naturais não direccionadas podem colocar peças do jogo Scrabble num tabuleiro, mas não podem arranjar as peças em palavras ou frases com um determinado significado. Para obter um arranjo de peças com significado é preciso uma causa inteligente. Essa intuição, de que há uma distinção fundamental entre causas naturais não direccionadas de um lado, e causas inteligentes do outro lado, tem servido de base aos argumentos pró-design dos séculos passados.


Um arranjo de partes com um determinado significado caracteriza os objectos de design conhecido. A escrita é um exemplo. A disposição dos símbolos com determinado objectivo é característico de design. Tem também o seguinte:

Dizer que causas inteligentes são empiricamente detectáveis é dizer que existem métodos bem definidos que, com base nas características observáveis do mundo, são capazes de distinguir de forma fiável causas inteligentes de causas naturais não direccionadas. Muitas ciências especiais já desenvolveram tais métodos para produzir esta distinção, nomeadamente a ciência forense, criptografia, arqueologia, e a busca de inteligência extraterrestre (como no filme Contacto).

Sempre que esses métodos detectam causalidade inteligente, a entidade subjacente que eles revelam é a informação. O Design Inteligente correctamente formulado é uma teoria da informação. Dentro de tal teoria, a informação passa a ser um indicador fiável de causalidade inteligente, bem como um bom objecto para a investigação científica. O Design Inteligente, torna-se assim uma teoria para detectar e medir a informação, explicando a sua origem, e traçando o seu fluxo. O Design Inteligente não é, portanto, o estudo das próprias causas inteligentes, mas dos percursos tomados pela informação, percursos induzidos por causas inteligentes.


A geração de informação armazenada e transportada dentro de sistemas simbólicos é um indicador de design. Símbolos alfanuméricos têm os seus homólogos na área da biologia - codões compostos de "letras" nucleótidas.

(por William Bradford)

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sábado, 24 de maio de 2008

Mitocôndria no comando ?

Levedura dá origem a novo conceito: o combustível da célula é o "cérebro" por trás da divisão

mitocondria levedura yeast mitochondria cellCom o custo da gasolina e do gasóleo a ficar mais perto do salário mínimo por hora, é pena que o combustível não faça mais trabalho - como decidir o caminho a tomar ou pressionar o acelerador.

Embora não seja provável que este conceito funcione para o combustível dos veículos, um novo estudo descobriu que isso é, na realidade, o que acontece nas células de levedura.

De acordo com os bioquímicos do Texas AgriLife Research, descobriu-se que a mitocôndria, o combustível da célula, é o "motorista" da divisão celular. Esta descoberta, dizem eles, pode desempenhar um grande papel na procura da cura para muitas doenças humanas.

Os bioquímicos estudaram as células da levedura e constataram que a mitocôndria, que gera 90 por cento da energia da célula, pode ser o factor decisivo - o "cérebro" - por trás de quão rápido as células se dividem.

A descoberta realizada pelo Dr. Michael Polymenis e Dr. Mary Bryk e seus grupos de pesquisa no departamento de bioquímica e biofísica da Texas A & M University foi publicada hoje no jornal de acesso livre Public Library of Science-Genetics. A pesquisa foi financiada pelo National Institute of Health.

"A descoberta muda a perspectiva tradicional da mitocôndria que era vista como um 'depósito de energia' ao serviço da célula que a acolhe, para um 'comando central' que dirige a divisão celular", disse Polymenis.

Os pesquisadores utilizaram fermento corrente de padaria - de uso corrente em pães, vinho e para fazer cerveja - porque muitos dos processos celulares da levedura são semelhantes aos das células humanas, de acordo com Bryk.

"Desde a levedura unicelular até aos mamíferos complexos, o processo é o mesmo", disse Bryk. "O objectivo de uma célula é dividir-se e crescer. O metabolismo traz 'alimento' e transforma-o em combustível e blocos de construção para a replicação do DNA e para a expressão genética. "

Mas quando estes processos falham, podem surgir doenças. Demasiada divisão celular ocorrendo muito rapidamente, por exemplo, é típico de células cancerígenas, salientou Polymenis. Por outro lado, um metabolismo deficiente - decorrente de deficiências mitocôndriais - está na raiz de danos causados a vários órgãos tais como o cérebro, coração, fígado e músculos esqueléticos.

"Todos os processos corporais que requerem uma grande quantidade de energia são afectados por esta", acrescentou Polymenis. "De fato, pelo menos 1 em cada 4000 pessoas no mundo sofrem de deficiências mitocôndriais que resultam em problemas com o desenvolvimento normal, com o controlo motor, visão, audiência, ou com a função do fígado e rins. "

Por outro lado, há momentos em que acelerar a divisão celular pode ser útil, como na cicatrização de feridas e na produção ou colheita de plantas, observou Bryk.

"Se pudermos entender o processo básico que regula a divisão celular, nós poderemos pensar em maneiras de refinar as diferentes etapas desse processo com terapêuticas para ajudar as pessoas que têm problemas com esses órgãos de alta energia", disse ela.

Polymenis disse que a investigação mostrou que quando a mitocondria de uma célula de levedura decidiu 'ligar o interruptor', o núcleo da célula - que carrega a maior parte do material genético - recebeu a mensagem e a divisão celular começou.

"Portanto, agora temos de estabelecer essa ligação," disse Polymenis. "Temos de entender como e quando a mensagem é enviada. Se soubermos como a mensagem é enviada a partir do mitocôndrias, talvez a possamos controlar."

FONTE: EurekAlert


Outros posts sobre a mitocôndria:

I - Mitocôndrias: uma peça no puzzle das nossas origens?

II - O que o nosso DNA mitocondrial Diz Sobre a Ascendência Humana?

III - A Eva Africana - quando a cultura pop se apaixona pela ciência

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sexta-feira, 23 de maio de 2008

Evolução reversa? Ou um bom Design Inicial?

Esganagata Gasterosteus aculeatus threespine sticklebackOs criadores de animais do século XX, como os irmãos Heck, tentaram recriar espécies extintas através do processo de backbreeding (processo oposto ao crossbreeding - cruzamento com obtenção de híbridos) . No decorrer do processo eles criaram raças anteriores duvidosas como aconteceu com a reconstituição que fizeram dos Tarpan. Mas a esperança de recriar espécies extintas permanece.

Por exemplo, David Haussler, professor de engenharia biomolecular da Universidade da Califórnia Santa Cruz, tenta recriar um caminho evolutivo de volta a um ancestral comum através de um programa de computador. Ele analisa as sequências genéticas dos mamíferos, à procura de porções do genoma que sejam idênticas. Assume que as porções do genoma inalteradas vieram até nós através do ancestral comum a todos os mamíferos. [Ver post anterior]

Mas, muito melhor que simulações humanas de computador, é o facto de algumas formas vida aparentemente poderem reverter a sua própria evolução. Mas afinal o que é isso de reverterem a evolução?

Evolução reversa de bactérias?

Recentemente, Daniel Falush e sua equipa na University College Cork, na Irlanda, relataram que duas espécies de bactérias que causam intoxicação alimentar, a Campylobacter coli e a C. jejuni, aparentemente, estão convergindo através do intercâmbio de seus genes. O nível de diferenças do genoma sugere que elas estão separadas por cerca de 100 milhões de anos, mas pensa-se que elas estão a combinar-se num ritmo quatro vezes superior. Um problema, porém, é que - como os próprios investigadores salientam em seu resumo - os limites das espécies bacterianas "permanecem controversos". As definições convencionais de espécie assumem uma relação ancestral-descendente, mas bactérias podem trocar os seus genes, tal como estes dois grupos de bactérias estão a fazer. Portanto, só o modo de determinar como é que as bactérias são espécies separadas já não é assim tão linear. Além disso, o que deve ainda ser determinado, tal como outros pesquisadores observaram, é se as bactérias que convergirem vão ser melhores
a provocar a intoxicação alimentar do que as suas antecessoras.

Retraçando o espinhoso Esganagata

O mais notável exemplo de aparente evolução reversa é um pequeno peixe em Washington, nos E.U.A. O Esganagata (Gasterosteus aculeatus) tem três espinhos no seu dorso. Mas à medida que o Lago Washington de Seattle foi-se tornando altamente poluído ao longo dos anos, a população da truta predatória mal podia ver os Esganagatas. Muitos Esganagatas conseguíam escapar à truta mesmo com um dorso pouco espinhoso.

No entanto, quando o lago foi limpo durante meados do século XX, a truta passou a ver melhor. A armadura corporal do Esganagata desenvolveu-se uma vez mais o que o tornou novamente desagradável para as trutas. Ele recorreu ao código genético para recuperar traços de sobrevivência num nicho genético em mudança.

O motivo da mudança é relativamente fácil de compreender. Os Esganagatas mais saborosos eram os que tinham o menor número de espinhos, e eles foram comidos assim que as trutas os passaram a avistar. É claro, que isso deixou os Esganagatas mais espinhosos, que continuaram a existir em muito menor número, para se reproduzirem. Portanto, agora, a população do lago reverteu para a o design espinhoso dos seus antepassados de água salgada.

O programa de rearmamento do peixe, uma forma de evolução reversa, criou celeuma entre os investigadores no Fred Hutchinson Cancer Research Center que esperam que possa ter implicações relevantes para o estudo da doença nos seres humanos. O estudo, "Evolução Reversa" Rápida e Dramática Documentada em Pequenas Espécies de Peixes, foi publicada em 20 de Maio de 2008, artigo da Current Biology.

Um desafio à teoria darwinista?

Catherine Peishal da Hutchinson Cancer Center Lab diz que as descobertas "estabeleceram o Esganagata como um novo modelo para o estudo das características genéticas complexas". Ela acrescenta que "ter uma grande variação genética numa população significa que se o meio ambiente mudar pode haver alguma variante de gene com melhor desempenho que o anterior, e assim a natureza o selecciona. A variação genética aumenta as chances de sobrevivência global de um espécie ", diz ela.

Peishal ainda sugere que a reversão do Esganagata desafia directamente uma explicação de especiação rápida: plasticidade fenotípica.

De acordo com esta explicação, o ambiente pode levar um animal a expressar um gene existente de forma diferente. Depois de várias gerações, podem ocorrer variações genéticas suficientes para que os descendentes do animal evoluam para uma espécie diferente. O Meio Ambiente desempenha um papel fundamental em despoletar adaptações de curto prazo embora as alterações genéticas sejam mais morosas.

Mas, segundo a equipa de Peishal, isso não aconteceu ao Esganagata, cujo registo temos desde há algumas décadas. A diversidade genética existente entre os Esganagatas do Lago Washington de Seattle desempenhou um papel maior do que causou o meio ambiente no que diz respeito a rápidas mudanças físicas. O Esganagata reverteu para a armadura completa, uma adaptação que ainda estava presente em seus genes e que foi uma vez mais favorecida pelas circunstâncias.

Por outras palavras, as características mais espinhosas do Esganagata não "evoluíram". Maior número de Esganagatas eclodiram com aquela característica que já se encontrava disponível anteriormente.

Não é surpresa para os proponentes do DI

Pois bem, a "evolução reversa" do Esganagata não deveria surpresa para grande parte dos leitores deste blog. Nós explorámos a diversidade genética entre bovinos, caninos, e equinos, e o que é que temos encontrado? Tal como o Esganagata, estas espécies mantêm um nível de diversidade genética durante um longo período de tempo que lhes permite adaptar a nichos diversos, inesperados, ou até mesmo hostis.

Muitas vezes, animais como o Cavalo Canadiano e o Cão da Carolina recuperam e baseiam-se em traços latentes para se adaptar. É o sopro do código genético, e não especialização genética ou o desenvolvimento de novos traços, que ajuda os seres vivos a sobreviverem a mudanças ecológicas. E, como vimos, mesmo após milénios de separação, o bisonte e Bisonte-europeu parecem ser capazes de se reproduzirem, o que sugere que espécies bem sucedidas não perdem facilmente características ancestrais.

Muitas espécies bem sucedidas possuem um património genético diversificado que lhes permite adaptar ao longo de poucas gerações a um ambiente em mudança. Longe de evoluírem rapidamente novos traços, os seus códigos genéticos conservam traços que parecem inúteis. Mas quando as circunstâncias mudam, essa "bagagem genética" muitas vezes se revela ajudando na sobrevivência. Será que essa bagagem genética é uma parte do seu design?

(por Jane Harris Zsovan)


P.S. - Ver também o post "De onde vêm tantas RAÇAS de CÃES ??!"

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A origem da vida não é consensual. A evolução dos seres vivos não é consensual. A teoria de Lamarck, a teoria de Darwin, e outras, propuseram a transformação dos seres vivos ao longo do tempo.

Mas o evolucionismo e o darwinismo não explicam de forma satisfatória a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.


Este blog trata da Teoria do Design Inteligente, Darwinismo e Teoria da Evolução