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sábado, 7 de junho de 2008

Papagaios no Cretáceo ?

Papagaios fossilizados implicam uma rápida radiação inicial na família de papagaios

Papagaio Verde Green ParrotEmbora os papagaios sejam aves que nos são familiares hoje, eles estão muito pouco representados no registo fóssil. Isto significa que aquilo que se possa pensar sobre eles não estava em grande parte fundamentado em dados. A descoberta de dois fósseis de papagaios do Baixo Eoceno da Dinamarca mudou significativamente esta situação. Os novos fósseis são considerados mais antigos do que o anterior "papagaio mais velho" em cerca de 40 milhões de anos.

Das duas aves fossilizadas, uma é considerada um membro do "grupo do caule" e a outra (Mopsitta tanta) um representante das espécies do "grupo da copa". A implicação é a de que as espécies do caule e de copa co-existiram.

"Mopsitta tanta é, em muitos aspectos, mais semelhante a Psittaciformes recentes do que a qualquer outro Psittaciforme do Paleogeno. Embora não seja absolutamente certo com base em características preservadas (morfologia do úmero não pode ser inteiramente diagnosticada a este nível), é altamente provável que o Mopsitta tanta seja um membro dos Psittacidae, dando assim mais suporte à hipótese de uma radiação de Psittaciformes no inicio do Eoceno (ou anterior); é provável que os Psittaciformes representantes do grupo-da-copa como o Mopsitta, tenham existido no início do Eoceno juntamente com seus homólogos do grupo-do-caule, os Pseudasturidae e os Quercypsittacidae ".


O foco principal deste post é a rapidez da radiação. Apesar de os Darwinistas gostarem de realçar o gradualismo, com um percurso lento ligando as espécies do caule às espécies da copa, aqui podemos encontrá-las juntas quase no início do Terciário (que é o mais cedo que muitos palaeontólogos as colocariam). É outra indicação de que a especiação não é darwiniana, e os mecanismos que explicam as radiações da fauna são actualmente desconhecidos.

Vale a pena revisitar o relatório de 1998 de Thomas Stidham acerca de um maxilar de papagaio do Cretáceo. A descoberta levantou muitas sobrancelhas por corresponder a um período de tempo muito mais cedo do que se pensava os papagaios terem surgido. O consenso parece ser o de que ele foi mal identificado. "Dyke e Mayr (1999) consideraram que as afinidades taxonómicas eram incertas devido à natureza fragmentada do material e à possibilidade de poder pertencer a qualquer número de outros táxons, tais como um dinossauro tetrápode caenagnathid". Embora a cautela se justifique, existe a possibilidade de que os julgamentos tenham sido influenciados pela baixa credibilidade de se encontrar um papagaio no Cretáceo. Com a presença confirmada de papagaios modernos no Baixo Eoceno, a credibilidade deve deixar de ser um problema.



Dois novos papagaios (psittaciformes), do Baixo Eoceno na Formação Fur da Dinamarca
DAVID M. WATERHOUSE, BENT E. K. LINDOW, NIKITA V. ZELENKOV, GARETH J. DYKE.
Palaeontology, 51(3), May 2008, 575-582 | doi:10.1111/j.1475-4983.2008.00777.x

Resumo: Dois novos fósseis de aves psittaciformes do Baixo Eoceno 'Mo Clay "(Fur Formation) da Dinamarca (c. 54 Ma) são descritas. Um espécime sem nome é atribuído à família do extinto grupo-caule de papagaios, Pseudasturidae (género e espécie incertae sedis), enquanto um segundo (Mopsitta Tanta gen. et sp. Nov.) É o maior papagaio fóssil conhecido. Ambos os espécimes são os primeiros registos fósseis destas aves na Dinamarca. Apesar de a posição filogenética do Mopsitta não ser clara (é classificad como família incertae sedis), esta forma está mais perto filogeneticamente a Pstittacidae recentes do que aos demais Palaeogene psittaciformes conhecidos e pode, por conseguinte, representar o grupo-coroa de papagaios mais antigo que se conhece.



A mandíbula inferior de um papagaio do Cretáceo
Thomas A. Stidham
Nature 396, 29-30 (5 de Novembro de 1998) | DOI: 10.1038/23841

Todas as aves fósseis conhecidas do Cretáceo representando táxon moderno superior são dos grupos aquáticos Anseriformes, Gaviiformes, Procellariiformes e Charadriiformes. Aqui eu descrevo uma sínfise (fusão maxilar) dental aviária desprovida de dentes, do final do Cretáceo de Wyoming, Estados Unidos. Esta sínfise parece representar o mais antigo papagaio conhecido e é, tanto quanto eu saiba, o primeiro fóssil conhecido de um grupo de aves modernas 'terrestre' do Cretáceo. A existência deste fóssil suporta a hipótese de que, com base em dados de divergência molecular, a maior parte ou a totalidade dos principais grupos de aves modernas estavam presentes no Cretáceo.

(por David Tyler)

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sexta-feira, 6 de junho de 2008

O que é o Darwinismo ?

Darwin Evolução Humana Human evolutionO Darwinismo não é "evolução". É um ponto de vista amplamente patrocinado pelos mídia que pretende explicar tudo aquilo que nos rodeia através de relatos do que supostamente aconteceu na evolução. A maior parte das vezes, os relatos são feitos sem oferecer qualquer evidência válida, mas apenas uma história plausível. Isto é especialmente verdade no que diz respeito à evolução humana.

O matemático agnóstico, David Berlinski, defeniu-o bem no seu comentário de Março de 2003:

O termo "darwinismo" transmite a ideia de uma ideologia secular, um sistema de crenças global. A teoria de Darwin, foi utilizada de várias formas - por biólogos darwinistas - para explicar o desenvolvimento da marcha bípede,
a tendência para rir quando nos divertimos, a obesidade, a anorexia nervosa, as negociações comerciais, a preferência por paisagens tropicais, as raízes evolutivas da retórica política, amor materno, infanticídio, formação de clãs, casamento, divórcio, alguns sons cómicos, ritos fúnebres, a formação de formas verbais regulares, altruísmo, homossexualismo, feminismo, ganância, amor romântico, ciúme, guerra, monogamia, poligamia, adultério, o fato dos homens serem porcos, exibicionismo sexual, arte abstracta, e crenças religiosas de todos os tipos.


Não aceitar estas explicações não é a mesma coisa que duvidar que a evolução ocorreu. É a marca de um pensador crítico.

(por O'Leary)

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quinta-feira, 5 de junho de 2008

A resistência da vida

Chryseobacterium greenlandensis bacteria resiliencyEm seu livro, Vital Dust, o Nobel laureado, Duve Chritian, escreve, "Uma bioengenharia tentando construir uma célula projectada para proliferar o mais rapidamente possível não podia aparecer com nada melhor do que uma célula bacteriana". De facto, como eu saliento no Design Matrix, a reprodução é o meio pelo qual um designer "front-loading" pode perpetuar designs muito para o futuro. No entanto, a simples perpetuação do design através da reprodução não seria suficiente. A célula, como um veículo que transporta e que expressa o design, seria projectada com resistência suficiente para persistir ao longo da profundidade do tempo. É esta resistência inerente que impede o relojoeiro cego de confiar inteiramente em mutações e na reprodução de tal forma que os designs originais seriam apagados ao longo da profundidade do tempo devido a inúmeras pressões selectivas. A resistência, na sua essência, representa um espaço fenotípico aonde o relojoeiro cego não é necessário. Esta combinação (equilíbrio?) da proliferação reforçada com a resistência permitiria às formas de vida projectadas propagarem uma rede de raízes profundas para o interior da Terra e por toda a Terra, assegurando assim que muitas populações existentes estejam significativamente vinculadas aos seus estados ancestrais originais - o estado projectado (ou seja, front-loading).

Recentes descobertas sobre a resistência da vida bacteriana continuam a impressionar os cientistas. Uma espécie recentemente descoberta, a Chryseobacterium greenlandensis, é bastante notável:

Na Gronelândia, uma equipe de perfuração patrocinada pela National Science Foundation descobriu bactérias latentes sobrevivendo a 1,8 milhas (cerca de três quilómetros) abaixo da enorme cobertura de gelo da ilha. Loveland-Curtze descreveu o achado num encontro da Sociedade Americana de Microbiologia em Boston.

As células eram tão pequenas que 1,5 mil milhões de células caberiam numa colher. Aparentemente elas sobreviveram alimentando-se de nutrientes presentes em minúsculos veios de água no interior do gelo. O seu metabolismo mal era suficiente para preservar o seu DNA, e elas tiveram energia suficiente para se dividirem apenas uma única vez em milhares de anos.

"Sabemos que elas sobreviveram durante pelo menos 120.000 anos", disse Loveland-Curtze numa mensagem de e-mail. "A prova de que elas estavam vivas é que elas desenvolveram-se em laboratório". Este é um teste científico padrão e o mesmo teste que os jardineiros aplicam às sementes.


Que notável exemplo de resistência! Evidentemente que o melhor é aguardar que o estudo seja publicado, mas assumindo que tudo isto tem bases sólidas, surge uma questão. Será esta capacidade de sobreviver, basicamente mantendo as coisas a um nível suficiente para a reprodução a cada poucos milhares de anos, uma adaptação? Ou esta capacidade é uma pré-adaptação?

(por Mike Gene)



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terça-feira, 3 de junho de 2008

Cadeias alimentares do Cambriano semelhantes às actuais

Cambriano cambrianUm grupo de investigação liderado por Jennifer A. Dunne, do Santa Fe Institute, investigou cadeias alimentares da era Cambriana, e descobriu que elas são muito semelhantes às cadeias alimentares que se encontram entre as espécies de hoje.

As muitas semelhanças entre as cadeias alimentares do Cambriano e as de hoje apontam para restrições surpreendentemente fortes e duradouras na organização de interacções alimentares complexas entre as espécies de metazoários.


Apenas alguns conjuntos de animais de Chengjiang e de Burgess Shale da era Cambriana (cerca de 540 a 525 milhões de anos atrás) estavam suficientemente bem preservados para permitir tal estudo. Mas entre estes descobriram que

As regularidades observadas reflectem uma estrutura de dependência sistemática no número de táxons e ligações numa cadeia alimentar. A maior parte dos aspectos da estrutura da cadeia alimentar do Cambriano estão bem caracterizados por um "modelo de nicho" simples, que foi desenvolvido para cadeias alimentares modernas e tem em conta este nível de dependência.


As poucas diferenças que os pesquisadores observaram nestes casos podem estar relacionados com o facto de o número de filos (planos corporais básicos) ser sensivelmente o mesmo centenas de milhões de anos mais tarde, mas existem muitas outras espécies dentro de alguns filos hoje. Aqui estão algumas outras histórias sobre a era Cambriana:

Director da Smithsonian x Explosão Cambriana

Animais aparecem subitamente... e depois nada mais acontece... Porquê?


Controvérsia : A Explosão do Câmbrico

(por O'Leary)

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Recusado o Processo de Copyright movido por Yoko Ono contra o EXPELLED

Yoko Ono ExpelledPode consultar a decisão do Tribunal Distrital dos EUA aqui. O Law Blog do The Wall Street Journal também relata a história.

Segundo a Associated Press:

Yoko Ono perdeu a batalha legal de Manhattan para impedir a utilização da canção "Imagine" de John Lennon num filme que contesta a teoria da evolução.


A EMI ainda tem um processo estadual em Nova Iorque contra a Premise Media pela inclusão da "Imagine" no filme Expelled que pode ser resolvido de uma forma ou de outra. A Premise agora olha para norte com planos de lançar o "Expelled: No Intelligence Allowed" por todo o país no Canadá no final deste mês.

(por Robert Crowther)

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Juiz diz a Yoko Ono: Imagine um Uso Moderado

A acção judicial de Yoko Ono, por infração de direitos de autor, contra os produtores do Expelled: No Intelligence Allowed por terem utilizado 15 segundos da canção "Imagine" de Lennon foi atirada para fora do tribunal. Claro que todos nós sabíamos que não era mais do que uma acção para incomodar porque Ono não aprovou a visão negativa do filme acerca da filosofia expressa na "Imagine".

Projecto de Uso Moderado da Escola de Direito de Stanford: Negada acção judicial movida por Yoko Ono contra os produtores do "Expelled"

(por Dave Scot)



Veja também o post "10 dias depois de EXPELLED e imagine Yoko"


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segunda-feira, 2 de junho de 2008

Evolução Humana - grande FIASCO evolucionista ?

Já aqui tínhamos falado de uma descoberta de dentes de gorila tão antigos que abriram um "grande rombo na evolução humana", ao levarem a que a divergência entre macacos-antropóides e humanos fosse atirada para lá dos 11 milhões de anos atrás, deitando por terra a crença dos evolucionistas de que esta divergência teria acontecido há cerca de 6 milhões de anos atrás. Abriu-se assim um novo imenso período de tempo para o qual os evolucionistas não têm quaisquer elos de ligação, para o qual eles provavelmente terão que construir toda uma nova série de novos hominídeos de transição para preencher o dito período e manter assim as suas crenças evolutivas.

Agora foi a vez de uma pegada humana, descoberta na Bolívia, pregar uma partida aos evolucionistas! Vejam:
Pegada humana Bolivia human footprintE o que tem essa pegada de especial? Ela é também antiquíssima! Segundo a noticia da descoberta a pegada tem entre 5 e 15 milhões de anos.
Ora, o problema é que, segundo os evolucionistas, o primeiro ser a pisar a terra, pertencente à espécie Homo, teria vivido no máximo há 2,4 milhões de anos, e não teria vivido na América do Sul (onde a pegada foi encontrada) mas em África. Confirmem no seguinte quadro da Filogenia da Evolução Humana:

Filogenia Humana human phylogeny(Imagem proveniente de Human Evolution Archaeology)


Pois é... Parece que a Teoria da Evolução Humana já teve dias melhores... Na noticia sobre a pegada podemos ler:

"Se eles estiverem certos, o registro nega a teoria da evolução humana e provaria a existência de 'outras humanidades', anteriores à atual."

"A teoria da evolução teria muitas dificuldades com esta evidência que estamos mostrando agora" disse Arce.


Aqui está a notícia completa e mais fotos da pegada:

Pegada encontrada pode mudar teoria da evolução

Pegada humana Bolivia human footprintUm grupo de pesquisadores da Bolívia anunciou hoje a descoberta do que pode ser a pegada mais antiga do mundo encontrada próximo ao lago Titicaca. Se eles estiverem certos, o registro nega a teoria da evolução humana e provaria a existência de "outras humanidades", anteriores à atual. O registro teria entre cinco e 15 milhões de anos, o que provaria a existência de uma humanidade anterior à atual.

De acordo com a agência EFE, o grupo, liderado por Jorge Miranda e Freddy Arce, apresentou a teoria no Ministério de Relações Exteriores e quer a opinião de especialistas internacionais.

A pegada de um pé esquerdo de 29,5 cm está em uma rocha de arenito. Segundo os pesquisadores, teria sido feita por um ser humano de 1,7 m, com peso de 70 kg, que caminhava ereto.

Pegada humana Bolivia human footprint

"A teoria da evolução teria muitas dificuldades com esta evidência que estamos mostrando agora" disse Arce. A rocha foi encontrada na localidade de Sullkatiti, onde é objeto de culto. Os moradores da região acreditam que o objeto é uma pegada de seus antepassados, conhecida popularmente por "pisada do inca".

Pegada humana Bolivia human footprint

A pegada foi encontrada no ano passado e é estudada desde então. O objeto, que está petrificado, mostra cinco dedos cuja forma demonstra que o ser que o gerou era bípede, segundo o podólogo Guillermo Lazcano disse à agência ANSA.

FONTE: Noticias Terra, 29 de Maio de 2008



P.S. - Ver também os posts:


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A origem da vida não é consensual. A evolução dos seres vivos não é consensual. A teoria de Lamarck, a teoria de Darwin, e outras, propuseram a transformação dos seres vivos ao longo do tempo.

Mas o evolucionismo e o darwinismo não explicam de forma satisfatória a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.


Este blog trata da Teoria do Design Inteligente, Darwinismo e Teoria da Evolução