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segunda-feira, 9 de junho de 2008

Fóssil de peixe revela que a viviparidade é antiga

Peixe viviparo live birth fishParir é um processo de nascimento 200 milhões de anos mais antigo do que anteriormente se supunha, de acordo com um relatório recente acerca de um peixe de 380 milhões de anos de idade (um placodermo) que tem um embrião ainda ligado por um cordão umbilical:

Até agora, os cientistas pensavam que as criaturas destes tempos só eram capazes de desenvolver as suas crias no interior de ovos.

- "Fóssil revela o nascimento mais antigo" por Rebecca Morelle, da BBC News (28 de maio de 2008)

Fóssil de peixe com embriões live birth fossil fish
O placodermo recém-encontrado data da era Devoniana, chamada por alguns A Idade do Peixe.

Outro fóssil desenterrado em 1986 foi reexaminado como resultado desta descoberta:

Revelou ter três embriões no interior que foram considerados evidência de um nascimento vivíparo. No passado, os cientistas tinham tendência para assumir que os pequenos peixes encontrados no interior dos grandes haviam sido comidos por estes, como Carina Dennis explica, em "A mais antiga mãe grávida" (Natureza News, 28 May, 2008):

Os pesquisadores identificaram um único embrião num novo gênero de peixe Gogo, e três embriões num espécime anteriormente descrito. "Quando você encontra um pequeno peixe dentro de um grande peixe, você tem tendência para pensar que aquele era o jantar deste", diz Long. Mas os investigadores concluíram que os ossos eram de embriões, e não de restos ingeridos, porque não foram esmagados ou marcados por ácidos digestivos. O que tirou as dúvidas, de acordo com Long, foi a identificação de uma estrutura umbilical e de um saco vitelino.


Descobertas como esta desafiam a crença generalizada que dar à luz é uma inovação relativamente recente, e de que pôr ovos é mais antigo e talvez mais primitivo.

(por O'Leary)


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domingo, 8 de junho de 2008

O ouriço do mar e os genes humanos

Ouriços do Mar sea urchinsO ouriço do mar já foi mencionado anteriormente neste blog a respeito do facto do seu genoma conter genes que são conhecidos por estarem associados nos seres humanos a funções de visão, audição e olfacto. Num artigo mais recente foi dito:

Veja, quando Sherman salienta que o ouriço do mar tem, não-expressos, os genes para os olhos e para anticorpos (genes que são bem conhecidos e plenamente activos em espécies muito posteriores), como podemos não concordar com ele quando ele diz que o neo-darwinismo canónico não pode começar a explicar esses factos?


E embora este artigo não seja novo, pode-se ler também:

O desenvolvimento embrionário no ouriço do mar exige acções tróficas dos mesmos neurotransmissores que participam na composição do cérebro dos mamíferos (PDF do estudo aqui)


E tem também este artigo, em português, que também não é novo (é da altura em que foi sequenciado o genoma do ouriço do mar) e que, para além de frisar as semelhanças com o genoma humano, salienta também a importância que pode ter o conhecimento do seu genoma para o tratamento de doenças humanas:

DNA de ouriço-do-mar é semelhante a de humanos

Um grupo internacional de cientistas decifrou a seqüência do genoma do ouriço-do-mar e confirmou que sua genética é muito parecida com a do ser humano, revelou um estudo divulgado hoje pela revista "Science".

Os ouriços têm um extraordinário e complexo sistema imunológico
Segundo os cientistas, o conhecimento da seqüência genética do animal marinho pode ajudar na busca de tratamentos para doenças como câncer, infertilidade, cegueira e distrofia muscular.

A decodificação dos 23,3 mil genes das 814 milhões de bases de nucleotídeos dos cromossomos foi realizada durante um projeto de três anos, comandado pelo Centro de Seqüência do Genoma Humano do Colégio Baylor de Medicina, no Texas, informou a revista.

Segundo James Coffman, cientista do Laboratório Biológico Mount Desert Island, de Bar Harbor (Maine), a conformação genômica dos ouriços é parecida com a dos humanos. As duas espécies compartilham a maior parte das famílias genéticas.

Em outro artigo --de uma série de seis, publicados pela "Science"--, os cientistas afirmam que os ouriços compartilham 7.077 genes com o ser humano. Geneticamente, eles estão mais próximos do homem do que os vermes e os insetos.

Os ouriços têm "um extraordinário e complexo sistema imunológico", que não se baseia em anticorpos, como em alguns vertebrados, mas é eficaz o suficiente para proporcionar uma longevidade de cem anos, ou mais, segundo o estudo.

A imunidade inata se deve a um conjunto de proteínas que detectam aspectos de uma bactéria, por exemplo, e avisam as células do organismo sobre a presença do intruso. O mecanismo poderia proporcionar novos instrumentos na luta contra muitas doenças infecciosas, dizem os cientistas no relatório.

Defesa

Os animais marinhos também apresentam uma enorme capacidade para enfrentar ameaças químicas em seu ambiente graças a uma seqüência de genes que permite captar e eliminar substâncias tóxicas. Sem a reação, agentes químicos, como metais pesados, poderiam causar envelhecimento precoce, doenças e até morte.

Em outro artigo, um grupo de cientistas afirmou que a análise do genoma do ouriço-do-mar tem amplas implicações para o conhecimento das bases genéticas da imunidade nos vertebrados.

Segundo o geneticista Gary Litman, um dos autores do artigo, a decodificação do genoma "pode revelar aspectos importantes sobre a forma como interagem nossos sistemas imunológicos [inato e adaptado] e, assim, explicar como os genes trabalham para a manutenção da saúde".

O projeto, patrocinado pela Fundação Nacional das Ciências e pelos Institutos Nacionais da Saúde dos EUA, contou com cientistas do Canadá e Estados Unidos.


No post anterior vimos um ser cujo genoma é um mosaico genético de características de aves, répteis e mamíferos: o ornitorrinco. E agora temos este ser tão primitivo, o ouriço do mar, sem olhos, sem ouvidos, sem nariz, mas que tem os mesmos genes, não-expressos, que são fundamentais para nós, seres humanos, vermos, ouvirmos e cheirarmos!!...

Informação genética não respeita cladogramas evolutivos!... Realmente espantoso!


Ver também os posts:

Genes Humanos nos Ouriços do Mar ?

Como é que as anémonas têm genes humanos?


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Genoma do ornitorrinco é um mosaico

Genoma do Ornitorrinco é um caleidoscópio, tal como o é o próprio animal

Ornitorrinco Platypus Duck BilledO Ornitorrinco é tão estranho que quando os primeiros espécimes foram enviados para a Europa no século 19, os cientistas pensaram que se tratava de uma fraude. Mistura na sua aparência o bico de um pato, os olhos de uma toupeira, os ovos de uma ave e uma cauda de castor.

Nativo do leste da Austrália, o Ornitorrinco (Ornithorhynchus anatinus) é considerado um mamífero. No entanto ele põe ovos como um pássaro. Mas, cuida das suas crias como um mamífero, com leite.

O macho do ornitorrinco tem também um esporão venenoso nas suas pernas traseiras, o que é mais característico de répteis.

E agora tudo isso foi mapeado, e o genoma do Ornitorrinco revela ser uma mistura tal como o próprio animal.

Diz o pesquisador Mark Batzer da Louisiana State University:

"Uma grande surpresa foi a natureza do genoma que mistura características das aves, dos répteis e dos mamíferos".


De particular interesse foram os genes para o esporão venenoso dos machos:

Esporão Venenoso Ornitorrinco platypus spur venomOs cientistas estavam também ansiosos por saber como a produção de veneno se tornou uma parte do genoma do Ornitorrinco. Quando os investigadores começaram a analisar as sequências genéticas responsáveis pela produção no veneno do macho do Ornitorrinco, eles fizeram uma descoberta surpreendente. Eles descobriram que o veneno produzido pelo macho do ornitorrinco surgiu de duplicações em determinados genes ao longo do tempo evolutivo que lhes tinham vindo de genomas de ancestrais reptilianos. A linhagem reptiliana exibe uma duplicação de genes de veneno semelhante, mas essa duplicação parece ter ocorrido de forma independente durante a evolução dos répteis, dando-lhes poderes semelhantes para produzir veneno.

-- "Publicada a Seqüência do Genoma do Ornitorrinco", National Institutes of Health (7 de maio de 2008)


O Ornitorrinco é um dos poucos sobreviventes de uma classificação de mamíferos chamado monotremados, encontrados hoje somente na Austrália e na Nova Guiné.

É mais conhecido pelo seu bico electrosensivel, que ele usa para localizar coisas debaixo de água, uma vez que mantém os seus olhos fechados quando submerso.

(por O'Leary)



Vejam o bichinho em acção no seu meio aquático:



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sábado, 7 de junho de 2008

Papagaios no Cretáceo ?

Papagaios fossilizados implicam uma rápida radiação inicial na família de papagaios

Papagaio Verde Green ParrotEmbora os papagaios sejam aves que nos são familiares hoje, eles estão muito pouco representados no registo fóssil. Isto significa que aquilo que se possa pensar sobre eles não estava em grande parte fundamentado em dados. A descoberta de dois fósseis de papagaios do Baixo Eoceno da Dinamarca mudou significativamente esta situação. Os novos fósseis são considerados mais antigos do que o anterior "papagaio mais velho" em cerca de 40 milhões de anos.

Das duas aves fossilizadas, uma é considerada um membro do "grupo do caule" e a outra (Mopsitta tanta) um representante das espécies do "grupo da copa". A implicação é a de que as espécies do caule e de copa co-existiram.

"Mopsitta tanta é, em muitos aspectos, mais semelhante a Psittaciformes recentes do que a qualquer outro Psittaciforme do Paleogeno. Embora não seja absolutamente certo com base em características preservadas (morfologia do úmero não pode ser inteiramente diagnosticada a este nível), é altamente provável que o Mopsitta tanta seja um membro dos Psittacidae, dando assim mais suporte à hipótese de uma radiação de Psittaciformes no inicio do Eoceno (ou anterior); é provável que os Psittaciformes representantes do grupo-da-copa como o Mopsitta, tenham existido no início do Eoceno juntamente com seus homólogos do grupo-do-caule, os Pseudasturidae e os Quercypsittacidae ".


O foco principal deste post é a rapidez da radiação. Apesar de os Darwinistas gostarem de realçar o gradualismo, com um percurso lento ligando as espécies do caule às espécies da copa, aqui podemos encontrá-las juntas quase no início do Terciário (que é o mais cedo que muitos palaeontólogos as colocariam). É outra indicação de que a especiação não é darwiniana, e os mecanismos que explicam as radiações da fauna são actualmente desconhecidos.

Vale a pena revisitar o relatório de 1998 de Thomas Stidham acerca de um maxilar de papagaio do Cretáceo. A descoberta levantou muitas sobrancelhas por corresponder a um período de tempo muito mais cedo do que se pensava os papagaios terem surgido. O consenso parece ser o de que ele foi mal identificado. "Dyke e Mayr (1999) consideraram que as afinidades taxonómicas eram incertas devido à natureza fragmentada do material e à possibilidade de poder pertencer a qualquer número de outros táxons, tais como um dinossauro tetrápode caenagnathid". Embora a cautela se justifique, existe a possibilidade de que os julgamentos tenham sido influenciados pela baixa credibilidade de se encontrar um papagaio no Cretáceo. Com a presença confirmada de papagaios modernos no Baixo Eoceno, a credibilidade deve deixar de ser um problema.



Dois novos papagaios (psittaciformes), do Baixo Eoceno na Formação Fur da Dinamarca
DAVID M. WATERHOUSE, BENT E. K. LINDOW, NIKITA V. ZELENKOV, GARETH J. DYKE.
Palaeontology, 51(3), May 2008, 575-582 | doi:10.1111/j.1475-4983.2008.00777.x

Resumo: Dois novos fósseis de aves psittaciformes do Baixo Eoceno 'Mo Clay "(Fur Formation) da Dinamarca (c. 54 Ma) são descritas. Um espécime sem nome é atribuído à família do extinto grupo-caule de papagaios, Pseudasturidae (género e espécie incertae sedis), enquanto um segundo (Mopsitta Tanta gen. et sp. Nov.) É o maior papagaio fóssil conhecido. Ambos os espécimes são os primeiros registos fósseis destas aves na Dinamarca. Apesar de a posição filogenética do Mopsitta não ser clara (é classificad como família incertae sedis), esta forma está mais perto filogeneticamente a Pstittacidae recentes do que aos demais Palaeogene psittaciformes conhecidos e pode, por conseguinte, representar o grupo-coroa de papagaios mais antigo que se conhece.



A mandíbula inferior de um papagaio do Cretáceo
Thomas A. Stidham
Nature 396, 29-30 (5 de Novembro de 1998) | DOI: 10.1038/23841

Todas as aves fósseis conhecidas do Cretáceo representando táxon moderno superior são dos grupos aquáticos Anseriformes, Gaviiformes, Procellariiformes e Charadriiformes. Aqui eu descrevo uma sínfise (fusão maxilar) dental aviária desprovida de dentes, do final do Cretáceo de Wyoming, Estados Unidos. Esta sínfise parece representar o mais antigo papagaio conhecido e é, tanto quanto eu saiba, o primeiro fóssil conhecido de um grupo de aves modernas 'terrestre' do Cretáceo. A existência deste fóssil suporta a hipótese de que, com base em dados de divergência molecular, a maior parte ou a totalidade dos principais grupos de aves modernas estavam presentes no Cretáceo.

(por David Tyler)

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sexta-feira, 6 de junho de 2008

O que é o Darwinismo ?

Darwin Evolução Humana Human evolutionO Darwinismo não é "evolução". É um ponto de vista amplamente patrocinado pelos mídia que pretende explicar tudo aquilo que nos rodeia através de relatos do que supostamente aconteceu na evolução. A maior parte das vezes, os relatos são feitos sem oferecer qualquer evidência válida, mas apenas uma história plausível. Isto é especialmente verdade no que diz respeito à evolução humana.

O matemático agnóstico, David Berlinski, defeniu-o bem no seu comentário de Março de 2003:

O termo "darwinismo" transmite a ideia de uma ideologia secular, um sistema de crenças global. A teoria de Darwin, foi utilizada de várias formas - por biólogos darwinistas - para explicar o desenvolvimento da marcha bípede,
a tendência para rir quando nos divertimos, a obesidade, a anorexia nervosa, as negociações comerciais, a preferência por paisagens tropicais, as raízes evolutivas da retórica política, amor materno, infanticídio, formação de clãs, casamento, divórcio, alguns sons cómicos, ritos fúnebres, a formação de formas verbais regulares, altruísmo, homossexualismo, feminismo, ganância, amor romântico, ciúme, guerra, monogamia, poligamia, adultério, o fato dos homens serem porcos, exibicionismo sexual, arte abstracta, e crenças religiosas de todos os tipos.


Não aceitar estas explicações não é a mesma coisa que duvidar que a evolução ocorreu. É a marca de um pensador crítico.

(por O'Leary)

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quinta-feira, 5 de junho de 2008

A resistência da vida

Chryseobacterium greenlandensis bacteria resiliencyEm seu livro, Vital Dust, o Nobel laureado, Duve Chritian, escreve, "Uma bioengenharia tentando construir uma célula projectada para proliferar o mais rapidamente possível não podia aparecer com nada melhor do que uma célula bacteriana". De facto, como eu saliento no Design Matrix, a reprodução é o meio pelo qual um designer "front-loading" pode perpetuar designs muito para o futuro. No entanto, a simples perpetuação do design através da reprodução não seria suficiente. A célula, como um veículo que transporta e que expressa o design, seria projectada com resistência suficiente para persistir ao longo da profundidade do tempo. É esta resistência inerente que impede o relojoeiro cego de confiar inteiramente em mutações e na reprodução de tal forma que os designs originais seriam apagados ao longo da profundidade do tempo devido a inúmeras pressões selectivas. A resistência, na sua essência, representa um espaço fenotípico aonde o relojoeiro cego não é necessário. Esta combinação (equilíbrio?) da proliferação reforçada com a resistência permitiria às formas de vida projectadas propagarem uma rede de raízes profundas para o interior da Terra e por toda a Terra, assegurando assim que muitas populações existentes estejam significativamente vinculadas aos seus estados ancestrais originais - o estado projectado (ou seja, front-loading).

Recentes descobertas sobre a resistência da vida bacteriana continuam a impressionar os cientistas. Uma espécie recentemente descoberta, a Chryseobacterium greenlandensis, é bastante notável:

Na Gronelândia, uma equipe de perfuração patrocinada pela National Science Foundation descobriu bactérias latentes sobrevivendo a 1,8 milhas (cerca de três quilómetros) abaixo da enorme cobertura de gelo da ilha. Loveland-Curtze descreveu o achado num encontro da Sociedade Americana de Microbiologia em Boston.

As células eram tão pequenas que 1,5 mil milhões de células caberiam numa colher. Aparentemente elas sobreviveram alimentando-se de nutrientes presentes em minúsculos veios de água no interior do gelo. O seu metabolismo mal era suficiente para preservar o seu DNA, e elas tiveram energia suficiente para se dividirem apenas uma única vez em milhares de anos.

"Sabemos que elas sobreviveram durante pelo menos 120.000 anos", disse Loveland-Curtze numa mensagem de e-mail. "A prova de que elas estavam vivas é que elas desenvolveram-se em laboratório". Este é um teste científico padrão e o mesmo teste que os jardineiros aplicam às sementes.


Que notável exemplo de resistência! Evidentemente que o melhor é aguardar que o estudo seja publicado, mas assumindo que tudo isto tem bases sólidas, surge uma questão. Será esta capacidade de sobreviver, basicamente mantendo as coisas a um nível suficiente para a reprodução a cada poucos milhares de anos, uma adaptação? Ou esta capacidade é uma pré-adaptação?

(por Mike Gene)



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A origem da vida não é consensual. A evolução dos seres vivos não é consensual. A teoria de Lamarck, a teoria de Darwin, e outras, propuseram a transformação dos seres vivos ao longo do tempo.

Mas o evolucionismo e o darwinismo não explicam de forma satisfatória a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.


Este blog trata da Teoria do Design Inteligente, Darwinismo e Teoria da Evolução