O filme Expelled: No Intelligence Allowed, com Ben Stein como protagonista, estreou nos cinemas por todo o Canadá. Pode visitar o site oficial do filme em www.expelledthemovie.com para acompanhar as notícias sobre o filme e o seu lançamento no Canadá.
Para mais informações sobre o filme, mais opiniões, e comentários de proeminentes cientistas e académicos, visite a página do Expelled Explicado do Discovery Institute. Para mais informações sobre o design inteligente e sobre investigação científica que desafia a evolução darwiniana, visite www.intelligentdesign.org.
(por Robert Crowther)
sábado, 28 de junho de 2008
EXPELLED estreia no Canadá
Vitória da Liberdade Académica na Louisiana
Governador Jindal Assina Lei Histórica Para a Educação da Ciência quanto à Evolução e Outras Controvérsias
O Governador da Louisiana, Bobby Jindal, assinou a Lei da Educação da Ciência na Louisiana, garantindo aos professores do estado o seu direito de ensinar a evidência científica contra e a favor da evolução darwiniana. Surpreendentemente o projecto lei recebeu apoio esmagador dos legisladores. Foi aprovado por unanimidade pelo Senado Estadual da Louisiana, e passou na Câmara dos Representantes do Estado com uma votação de 93-4.
(por Robert Crowther)
Ben Stein recebe Prémio de Liberdade de Expressão
Ben Stein foi reconhecido pela Entertainment Merchants Association (Associação de Comerciantes do Entretenimento) pelo seu corajoso trabalho no Expelled:
O Prémio de Liberdade de Expressão da EMA, que anteriormente foi atribuído a George Carlin e aos Smothers Brothers, reconhece indivíduos associados à industria do entretenimento que falaram sobre importantes assuntos políticos, sociais, e culturais, muitas vezes com grandes riscos profissionais.Em sua mais recente obra cinematográfica, Ben Stein com ousadia e sem equívocos, adopta uma postura de liberdade de expressão e de uma visão do mundo diferente na discussão do design inteligente versus evolução. Ele teve um profundo impacto no livre discurso público, e a EMA tem a honra de atribuir-lhe o nosso Prémio de Liberdade de Expressão".
FONTE: Home Media
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quinta-feira, 26 de junho de 2008
O flagelo bacteriano pode estar equipado com uma embraiagem
Uma embraiagem nanotecnológica desengata a cauda do flagelo do motor que lhe fornece a energia de rotação (fonte aqui)
Há muitas espécies de bactérias com dois modos de vida: um em que as bactérias se movem nadando através de propulsão de flagelos rotativos, e o outro modo de vida é séssil em que as bactérias fazem parte de um biofilme. O que acontece quando elas mudam do modo de natação livre para o modo fixo?
"A seguir geralmente acontecem duas coisas. As células param de expressar os genes que codificam os componentes do flagelo, e elas segregam uma matriz pegajosa de polissacarídeos que as mantêm agregadas na superfície. Uma vez numa superfície, a natação pode ser um inconveniente ao invés de uma ajuda, e uma relação inversa entre natação e fixação tem sido observada em muitas e diversas espécies. No entanto, os detalhes moleculares subjacentes a esta detenção na mobilidade não foram inteiramente percebidos. Os flagelos são expelidos ou desmontados? Se não são, eles mantêm-se rodando até que sejam travados pela matriz pegajosa recém-formada?"
Acontece que nenhuma destas possibilidades se aplica. Uma pesquisa recente por Blair et al. demonstrou que há um "dispositivo para desligar a rotação". Este dispositivo utiliza uma proteína especial, a EpsE.
"Para saber se a EpsE funciona como um travão que bloqueia o motor, ou como uma embraiagem que deixa o rotor girando livremente, Blair et al. ligaram as bactérias a um substrato pelos seus filamentos e observaram a rotação dos corpos celulares em torno de motores flagelares únicos. Sob a influência da EpsE, as células pararam de girar, mas continuavam a sofrer movimento browniano de rotação livre, indicando um mecanismo de embraiagem. "
Esta constatação foi uma surpresa:
Pensava-se que as bactérias abrandavam desligando os genes que formam os flagelos, diz Richard Berry, um físico da Universidade de Oxford, Reino Unido, que estuda os motores moleculares.
"Isso é uma coisa completamente desconhecida", diz ele. "Anteriormente pensava-se que os flagelos girariam para sempre."
Fazendo uma retrospectiva, o mecanismo de embraiagem faz todo o sentido:
"A inibição directa da rotação do motor pela EpsE representa um mecanismo de controlo recém-descoberto para a natação bacteriana. Os flagelos bacterianos são grandes complexos de proteínas que requerem cerca de 40 a 50 genes para serem montados. Assim, a vantagem mais óbvia do mecanismo da EpsE sobre o controlo da transcrição dos genes flagelares é a velocidade. Na B. subtilis, apenas uma proteína, a EpsE, tem que ser expressa para parar o motor. Presumivelmente, isso é importante se as células tiverem que parar o seu movimento nas primeiras fases da formação do biofilme. Contudo, as vantagens de uma embraiagem sobre um mecanismo de frenagem não são tão claras. Talvez a livre rotação dos flagelos - ou, alternativamente, a reduzida mobilidade durante a transição para o estado inibido pela EpsE seja importante para a formação de biofilmes bem estruturados. Ou talvez uma embraiagem seja simplesmente mais fácil de fazer do que um travão."
Os pesquisadores comparam a estratégia de desligar a síntese do flagelo com a alternativa da embraiagem, e apresentam uma consideração adicional - a eventual necessidade de reactivar o motor flagelar:
"O flagelo é uma máquina molecular elaborada, durável, energicamente cara, e desligar simplesmente desde o inicio a síntese do flagelo não detém necessariamente a mobilidade. Quando a expressão genética flagelar é inactivada, vários ciclos de divisão celular podem ser necessários para segregar flagelos pre-existentes até à sua extinção nas células filhas. Em contraste, a embraiagem exige a síntese de apenas uma única proteína para inibir a mobilidade. Além disso, se a formação do biofilme é abortado prematuramente, o flagelo desactivado pela embraiagem poderá ser reactivado, permitindo às células evitar o novo investimento em síntese flagelar. Enquanto a expressão do flagelo e sua montagem são processos complexos e lentos, o controle pela embraiagem é simples, rápido e potencialmente reversível. "
A "solução" da embraiagem é, por conseguinte, um mecanismo limpo, efectivo e potencialmente reversível. Os autores descrevem-no como "simples", o que está correcto se o significado é o de que apenas um componente é necessário para desengatar o motor flagelar. No entanto, esta simplicidade conceptual em nada colide com o entendimento deste sistema em termos de informação complexa especifica. Os pesquisadores identificaram um gene epsE responsável por produzir a proteína EpsE a qual está envolvida na transmissão crítica do torque ao flagelo e na remoção da ligação à fonte do binário. A medida da complexidade está na forma única da proteína EpsE e na sua capacidade de intervir na proteína de transmissão do torque de maneira que o binário já não seja transmitido. A equipe está agora "à procura de uma proteína que desengate a embraiagem e torne a ligar o motor". Isso contribuiria para desagregar os biofilmes e poderia conduzir a importantes aplicações médicas. Uma medida da "simplicidade" é a facilidade de se encontrar tal proteína. A minha previsão é que os pesquisadores não irão usar a palavra "simples" para descrever esta fase da investigação. A comunidade científica está bem consciente de que os êxitos das nanotecnologias são alcançados apenas através da aplicação de ciência sofisticada e de engenharia de design inteligente.
Uma Embraiagem Molecular Inactiva os Flagelos no Biofilme da Bacillus subtilis
Kris M. Blair, Linda Turner, Jared T. Winkelman, Howard C. Berg, e Daniel B. Kearns
Science 320, 20 de Junho de 2008: 1636-1638.
Resumo: Os biofilmes são agregados multicelulares de bactérias sésseis cobertas por uma matriz extracelular e são importantes clinicamente como uma fonte de micróbios resistentes aos medicamentos. Na Bacillus subtilis, descobrimos que um operão necessário para a biossíntese da matriz do biofilme também codifica um inibidor da mobilidade, a EpsE. A EpsE detém a rotação flagelar de um modo semelhante ao de uma embraiagem, ao desengatar os elementos geradores de força do motor nas células incorporados na matriz do biofilme. A embraiagem é uma forma de controlo de mobilidade simples, rápida e, potencialmente reversível.
Veja também:
Berry R.M. e Armitage, JP, Como as Bactérias Mudam a Velocidade, Science 320, 20 de Junho de 2008: 1599-1600.
Whitfield, J. Motores bacterianos têm as suas próprias embraiagens, news@nature.com, 19 de Junho de 2008 | DOI: 10.1038/news.2008.903
(por David Tyler)
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quarta-feira, 25 de junho de 2008
Bem Vindo ao Mundo das Máquinas Moleculares
Mais uma viagem desde o espaço interestelar, mergulhando em direcção ao nosso planeta, penetrando no corpo humano, espreitando o interior das células vivas e observando fantásticas máquinas moleculares em funcionamento, o ribossoma e o flagelo bacteriano.
Tudo com a música de fundo dos Pink Floyd: "Welcome To The Machine".
P.S. - Vejam também o post "Universo Macro - Micro"
terça-feira, 24 de junho de 2008
Simples, Primitivas? Não as Medusas
As medusas têm sido tradicionalmente consideradas simples e primitivas. Quando se observa uma medusa num aquário, não é difícil perceber porquê.
A medusa tal como os seus familiares (a anémona e o coral) parece um animal desprovido de muitos acessórios. Não tem cabeça, sem parte da frente ou de trás, sem lado esquerdo ou direito, sem pernas ou barbatanas. Ela não tem coração. O seu intestino, em vez de um tubo, é uma bolsa cega, pelo que a sua boca serve também como ânus. Em vez de um cérebro, ela tem uma rede difusa de nervos.
Um peixe ou um camarão pode-se deslocar rapidamente nadando de forma determinada; uma medusa desloca-se de forma preguiçosa através de impulsos lentos.
Mas novas pesquisas fizeram os cientistas perceber que eles têm subestimado a medusa e seus parentes - conhecidos como cnidários. Por baixo do seu exterior aparentemente simples reside uma notável colecção de genes sofisticados, incluindo muitos que deram origem à anatomia complexa dos seres humanos.
[….]
Muito para sua surpresa, os cientistas descobriram que alguns genes activados nos embriões eram quase idênticos aos genes que determinavam o eixo cabeça-cauda dos bilatérios, que inclui os seres humanos. Mais surpreendentemente, os genes activam-se no mesmo padrão cabeça-cauda dos bilatérios.
Estudos adicionais mostraram que os cnidários utilizavam outros genes do kit de genes dos bilatérios. Os mesmos genes que conferem o padrão de frente-trás dos embriões dos bilatérios, por exemplo, foram produzidos em lados opostos do embrião da anémona.
As descobertas levaram estes cientistas a perguntarem-se por que razão os cnidários um conjunto tão complexo de genes de construção corporal se os seus órgãos acabam por se formar assim tão simples. Eles concluíram que os cnidários podem ser mais complicados do que parecem, particularmente no que diz respeitos aos seus sistemas nervosos.
[….]
De certa forma, os cnidários são um modelo melhor para a biologia humana do que as moscas da fruta. Por muito estranho que pareça, observar uma medusa num aquário é muito como nos olharmos ao espelho.
FONTE: The New York Times
Ver também os posts:
Cientistas chocados: o primeiro animal não era simples mas complexo
Ctenophora - Mais uma surpresa para os evolucionistas
Genes Humanos nos Ouriços do Mar ?
Como é que as anémonas têm genes humanos?
Mas o evolucionismo e o darwinismo não explicam de forma satisfatória a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.
Este blog trata da Teoria do Design Inteligente, Darwinismo e Teoria da Evolução







