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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Igreja Anglicana pede desculpas a Darwin

Como já sabem um biólogo da Royal Society, que também é sacerdote Anglicano, foi forçado a abandonar o seu cargo de Director de Educação daquela Academia de Ciências Britânica, por ter feito algumas declarações favoráveis a que as explicações alternativas ao Darwinismo pudessem ser discutidas nas salas de aula.

Canterbury Cathedral Abadia da CantuáriaE, por coincidência, ou não, agora a Igreja Anglicana resolveu pedir perdão a Darwin:

Na qualidade de alguém que esteve em luta com a Comunhão Anglicana toda sua vida adulta, e para quem a actual, óbvia, e lenta destruição de toda a histórica Igreja Anglicana não traz qualquer alegria, eu gostaria de fazer algumas observações sobre o pedido de desculpas antecipadas feito pela Igreja da Inglaterra, liderada pelo Arcebispo de Cantuária, Rowan Williams, a Charles Darwin. Apesar das indicações dadas em contrário, esta atitude foi claramente pensada, como o demonstra a secção de Darwin da Igreja de Inglaterra e o seu website:

Darwin Rowan Williams"Charles Darwin: 200 anos de seu nascimento, a Igreja da Inglaterra deve a você um pedido de desculpas por o termos compreendido mal, errando na nossa primeira reacção, e assim encorajando outros a interpretá-lo mal. "

1. Tal como observadores perspicazes já salientaram, não existe qualquer razão histórica para a Igreja da Inglaterra fazer um pedido de desculpas a Charles Darwin - lembre-se que foi-lhe atribuído um grau honorário de Cambridge, e que ele está enterrado na Abadia de Westminster. Não houve nenhuma perseguição, nenhuma censura, só debates. Daí que a desculpa seja pelo "compreendido mal".

2. Esse facto, então levanta a questão: Afinal o que é que se passa?


3. A resposta é que esta atitude procura conseguir três coisas. Em primeiro lugar, como é expressamente declarado, faz uma condenação da forma de pensar errada de algumas pessoas que acham que existe um conflito entre os ensinamentos cristãos e a teoria Darwinista ao "desculpar", em vez de fazer a declaração directamente. Em segundo lugar, tenta colocar a Comunhão Anglicana a par com a Igreja Católica Romana no que diz respeito à questão de Galileu. Em terceiro lugar, o artigo muito bem-escrito do site pelo Revd Dr Malcolm Brown orienta sobre o modo de como ser um cristão e um darwinista. Para o seu crédito, ele também discute o "lado negro" de Darwin, concluindo "sua teoria [de Darwin]… tem sido elevada a uma teoria geral do tudo - o que não só é errado, mas perigoso."

Rowan Williams4. A questão mais importante é o porquê de Rowan Williams e outras figuras eminentes na Igreja da Inglaterra sentirem que precisavam de fazer o pedido de desculpas. Depois de estudar as acções deste homem após ele se tornar arcebispo da Cantuária, a minha resposta a esta pergunta é a mesma que tenho para os motivos de inúmeras outras atitudes inexplicáveis que ele tomou: Não faz sentido e eu não consigo discernir uma liderança com pés e cabeça. A única coisa que consigo perceber é que a ideia parece boa para um determinado tipo de mentalidade, que põe a Igreja da Inglaterra nas notícias, e faz com que receba elogios de alguns em posições de autoridade secular (embora se verifique que aconteceu o contrário). Talvez ele tivesse pensando que tem havido um fluxo constante de más notícias sobre a Comunhão Anglicana na imprensa, e isto seria uma agradável pausa nesse fluxo. O que ele parece não ter percebido é que isto é precisamente o tipo de afirmação ridícula (independentemente do ponto de vista sobre teologia ou ciências do leitor) que é um sintoma do maior distanciamento da realidade que existe na maior parte da Igreja Anglicana da Inglaterra, nos E.U.A , e no Canadá.

A Igreja da Inglaterra pediu desculpas por ter compreendido mal Darwin. Se considerarmos a citação do Bispo Rayfield, "A Teologia e a Ciência cada uma têm muito a contribuir para a afirmação do salmista de que somos 'tremenda e maravilhosamente criados'", eu suspeito que a maioria dos biólogos Darwinistas iriam dizer que a Igreja da Inglaterra ainda hoje interpreta mal Darwin.


(por Lord Ickenham)

Não vejo o que eles ganhem com isso. Eles não vão ganhar nenhuma credibilidade aos olhos dos ateus new age pseudo-intelectuais, nem algum respeito da parte de fanáticos como Dawkins. Eu acho que vai ser interessante ver o que acontece quando os religiosos perceberem que eles não vão ganhar nenhum respeito por andar aos beijos com os materialistas.

(por Lord Timothy)

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Igreja Católica vai organizar debate sobre Deus e evolução

Papa Pope Bento XVIO TimesonLine, informa que um dia depois da Igreja da Inglaterra emitir um "pedido de desculpas" por ter "compreendido mal" o trabalho de Charles Darwin, o Vaticano anunciou que irá organizar um debate para discutir a difícil questão da fé Cristã e a teoria da evolução.

Dois palestrantes de Cambridge, o arqueólogo Lord Renfrew, e o paleontólogo e Simon Conway Morris, irão juntar-se a uma linha internacional de cientistas, teólogos, e filósofos para debater a fé e a evolução num evento patrocinado pelo Vaticano - em Roma. O encontro é de cinco dias, intitulado Evolução Biológica, Factos e Teorias. Uma avaliação crítica 150 anos depois de "A Origem das Espécies", o encontro foi calendarizado de forma a coincidir com o 150º aniversário da publicação do "Sobre a Origem das Espécies", trabalho seminal de Charles Darwin sobre a teoria da evolução. Quarenta e oito oradores vão falar na conferência, que começa dia 3 de Março de 2009.

Embora o artigo diga que a ideia do Design Inteligente vai ser explorada no debate, não é possível saber de vão lá estar presentes, ou se vão ser convidados, os proponentes do Design Inteligente.

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Trichoplax, primitivo ?

Há quem diga que o Trichoplax talvez até seja mais antigo do que as esponjas.

Este blog tem vindo a dedicar atenção aos estudos que vão sendo feitos aos animais considerados primitivos e àquilo que revelam seus genomas. Anemonas, ouriços-do-mar, medusas, esponjas... e agora o Trichoplax:

Trichoplax PlacozoaUma recente edição da Science Daily (8 de Setembro 2008) destaca o trabalho de biólogos em Yale que produziram a sequência completa do genoma do Trichoplax, um dos organismos multicelulares mais primitivos da natureza. O anúncio da Yale Press pode ser encontrado aqui.

"O Trichoplax tem um dos menores genomas nucleares encontrados numa criatura multi-celular. Ele contém sequências para a regulação de genes encontradas em animais mais complexos e nos seres humanos."
O Trichoplax é um animal marinho simples com uma cavidade corporal cheia de fluido com cerca de 0,5 milímetros de tamanho. É tão diferente de qualquer outra criatura que lhe foi atribuído um filo próprio, o filo Placozoa. Não tem órgãos internos nem a maior parte de outros tecidos. É composto por alguns milhares de células de quatro tipos diferentes, em três camadas distintas, com um único cílio que lhe permite mover-se.

Mansi Srivastava e os seus colegas publicaram o esboço do genoma na revista Nature em Agosto de 2008. Eles descobriram que o Trichoplax tem um dos menores genomas nucleares encontrados numa criatura multi-celular, com aproximadamente 98 milhões de pares de bases e 11500 genes codificantes de proteínas. Em contraste, os seres humanos têm cerca de 3 biliões de pares de bases de DNA com 20000 genes codificantes de proteínas. No entanto, homólogos de mais de 80% dos genes do Trichoplax também são encontrados no genoma humano:
"O Trichoplax partilha mais de 80% dos seus genes com os seres humanos," disse Dellaporta.
Até mesmo as mais simples formas de vida são incrivelmente complexas.

(a azul, por TruthinScience)


Outros posts relacionados com a descoberta inesperada de genes de funções complexas encontrados em seres supostamente primitivos:



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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Foi EXPULSO o Director da Royal Society

Michael ReissO Professor Reiss, um ministro Anglicano, foi forçado a deixar a sua posição na Royal Society (Academia de Ciências do Reino Unido), por defender a discussão de questões sobre o design inteligente ou sobre o criacionismo nas aulas de ciência se as crianças as levantarem. Em resposta, alguns membros, incluindo Richard Dawkins, Sir Harry Kroto e Sir Richard Roberts, objectaram e exerceram todo seu peso de autoridade para defenderem a sua demissão. Agora os Darwinistas conseguíram o seu escalpe.

Ver o artigo BBC - ‘Creationism’ biologist quits job .

O Lord Robert Winston, professor de ciência e sociedade no Imperial College, em Londres, comentou: "Eu receio que, nesta acção, a Royal Society só se tenha diminuído a si mesma…. Este não é um bom dia para a reputação da ciência ou dos cientistas…. Este indivíduo só estava argumentando que deveríamos considerar e debater os equívocos públicos sobre a ciência - algo que a Royal Society deveria aplaudir".

Parece que eles conseguíram deitar por terra o lema da Royal Society, “Nullius in verba”, que significa que não devemos acreditar em ninguém, mas que temos que usar a ciência para estabelecer a "verdade das matérias cientificas através da experimentação em vez de através do recurso à autoridade".

Mas esses Darwinistas estão ficando cada vez mais nervosos e patéticos!...
Depois desse fogo amigo darwinista... esse Prof. Reiss deve-se estar perguntando a si mesmo "Com amigos desses quem precisa de inimigos?".



Veja o relato dos acontecimentos pela Truth in Science:


a 15 de Setembro:

Dawkins apela à expulsão de Reiss

Vários membros da Royal Society, incluindo Richard Dawkins, já apelaram para que o Prof Michael Reiss fosse demitido do seu posto, relata o Guardian . O Prof Michael Reiss, o Director de Educação da Sociedade, não é um criacionista, mas disse que os professores deviam estar dispostos a discutir o assunto com os alunos que são criacionistas. O Prof Reiss ensinou ele próprio ciência nas escolas secundárias e foi autor de manuais escolares. Ele está, portanto, muito consciente das situações enfrentadas pelos professores nas salas de aula.

O facto daqueles cientistas, tais como Richard Dawkins, Sir Harry Kroto e Sir Richard Roberts, terem reagido com tanta intolerância aos leves comentários do Prof Reiss é mais um exemplo do nível de discriminação que existe nos meios académicos contra quem quer que sequer mencione o conceito de questionar o Darwinismo. Outros exemplos são documentados no filme Expelled que será lançado em DVD no próximo mês.

A Royal Society continua a apoiar o Prof Reiss. "Os pontos de vista de Michael Reiss estão totalmente em sintonia com os da Royal Society", disse um porta-voz ao Guardian.


a 12 de Setembro:

A Royal Society apoia o Prof. M. Reiss

A Royal Society concorda com o seu Director de Educação, o Professor Michael Reiss, que é legítimo discutir criacionismo nas aulas de ciência. O Times de hoje relata :

"Um porta-voz da organização, que conta com 21 detentores de Prémio Nobel entre os seus membros, confirmou ontem que os pontos de vista do Professor Reiss representam os do seu presidente, o Lord Rees de Ludlow, e os da sociedade." No entanto, o Times afirma incorrectamente que isto "coloca o corpo da ciência em rota de colisão com o Governo". Mas na realidade, o Governo permite que os professores discutam o criacionismo e o design inteligente nas escolas se os alunos lhes fizerem perguntas. O Times também alega que os pontos de vista de Michael Reiss coloca-o em desacordo com Charles Darwin. Mas, tanto quanto sabemos, Charles Darwin jamais alegou que sua teoria deveria ser a única teoria das origens a ser ensinada nas aulas de ciência.


a 11 de Setembro:

O Diretor de Educação da Royal Society defende que se discuta o DI

O Diretor de Educação da Royal Society, o Professor Michael Reiss, publicou hoje um artigo no Guardian Science Blog apelando para a discussão do design inteligente nas aulas de ciências. Ele argumentou que a educação científica pode ser melhorada se os professores estivessem dispostos a discutir alternativas ao Darwinismo. Seus leves comentários, que ele também repetiu no British Association Festival of Science, "provocaram a fúria de algumas partes da comunidade científica", de acordo com uma notícia do Guardian sobre o assunto. O Daily Telegraph contactou o Departamento para as Crianças, Escolas e Famílias, para se manifestar sobre o sucedido. O porta-voz do governo "disse que os professores de ciência devem responder a perguntas sobre criacionismo se os alunos lhes perguntarem sobre".


Há também um relato do inicio dos acontecimentos em portugues pelo O Estado de S.Paulo

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Porque Deus não permanece morto ?

Esta é a descrição de uma palestra dada por um cientista inglês cristão, na qual ele aborda a temática do Design Inteligente na Ciência, o surgimento do ateísmo moderno e a questão de Deus:

No encerramento de sua palestra intitulada "Porque Deus não permanece morto?" John Walton recebeu prolongados aplausos de uma significativa plateia.

O professor John Walton é um homem muito modesto, pelo que surpreendeu bastante os seus ouvintes ao começar sua palestra com uma lista das suas habilitações académicas.
John C. Walton

Estas incluem dois doutoramentos: um B.Sc, um Ph.D e um D.Sc
(designações anglo-saxónicas). Actualmente ele é Professor de investigação em Química na Faculdade de Ciências da University of St Andrews. O Professor Walton é também um Membro da Royal Society of Chemistry e Membro da Royal Society of Edinburgh.

Ele disse que não enumerou as suas qualificações para se vangloriar, mas para mostrar que ele era um verdadeiro académico com tantas ou mais qualificações do que, por exemplo, o Dr. Dawkins que escreveu o seguinte: "Aqueles que rejeitam o cenário da evolução desde as moléculas até ao homem, são ignorantes, estúpidos, insanos ou retardados". O Professor Walton disse que já há muitos cientistas que aceitam o Design Inteligente, bem como a possibilidade de Deus.

O Professor Walton passou então a fazer uma revisão sobre a origem do ateísmo de Nietzsche, Darwin e outros, e seu percurso até ao momento presente, até ao livro The God Delusion de Dawkins.

Numa palestra em que abordou alguns assuntos em profundidade ele prosseguiu para mostrar que as probabilidades para a formação aleatória de uma sequência de DNA (ou RNA) biologicamente útil, necessária para a vida, são astronomicamente ínfimas. À medida que os cientistas foram descobrindo a afinação rigorosa e precisa que é necessária para sustentar a vida neste planeta, eles começaram a fazer perguntas tais como, 'Antes de tudo, qual é a proveniência das leis da física?' e 'Por que elas são tão rigorosamente afinadas de maneira a poderem sustentar a vida e a inteligência?'
Devido a estas perguntas, muitos cientistas da linha da frente começaram a chegar à conclusão de que deve haver um Projectista. O Professor Paul Davies escreveu: "É como se alguém
tivesse afinado os números da natureza para criar o universo. . . . A impressão de design é esmagadora. "

O Professor Walton passou então a dar fascinantes exemplos de design mostrando a concepção de máquinas biológicas de complexidade irredutível, tais como a coagulação sanguínea que já tinha que estar presente para a vida sobreviver e não poderia ter evoluído.
Embora muitos na plateia provavelmente lutassem para acompanhar esta profunda palestra, certamente foram encorajados ao ficarem a saber que as evidências de design levaram um dos ateus mais proeminentes do mundo, Andrew Flew, a mudar de ideias, e que ele agora acredita que "estas leis intrincadas do universo são uma manifestação daquilo a que os cientistas
chamaram a Mente de Deus".

O Professor Walton concluiu a palestra dizendo que o Design Inteligente não prova Deus necessariamente, mas tornou bem possível acreditar em Deus, e que sentiu que todos os que estão dispostos a seguir as evidências da natureza e da inspiração, onde quer que elas levem, descobrirão que Deus está vivo e recomenda-se.

(por Bob Rodd)

Pode ouvir o MP3 da palestra aqui.

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sábado, 6 de setembro de 2008

Cães de Raça Pura - ou monstros mutantes ?

Tive a oportunidade de ver um documentário da BBC muito interessante que abordava o problema da procriação consanguínea entre cães com pedigree, chamado “Pedigree dogs exposed”. Embora o documentário não fosse anti Darwinista ele traz-nos algumas observações interessantes que na realidade vão bastante contra as explicações neo-darwinistas. Acabei por encontrar vários blogs de outras pessoas que viram o mesmo documentário e que revelaram ter tido muitos dos pensamentos que eu próprio tive quando o vi. Deixo aqui uma das descrições mais completas desse documentário com referência às implicações do mesmo:

Cães de Pedigree Expostos - implicações para a evolução

Pekingese winnerEu assisti a um interessante programa no canal televisivo BBC1 a noite passada que involuntariamente lançou luz sobre as reflexões de Darwin sobre 'variação na domesticação' e selecção natural. Se a BBC soubesse da evidência contra a evolução que o programa fornecia provavelmente não o teria difundido. Deixe-me explicar.

Pedigree dogs exposed” (traduzido seria 'Cães com Pedigree expostos') terá perturbado os amantes de cães ao mostrar como raças populares estão a sofrer uma acumulação de doenças genéticas causadas pelo processo de selecção, um processo sobre o qual Darwin escreveu e sobre o qual baseou a sua teoria da evolução.


Grandes problemas de saúde estão a afectar a maioria das raças e elas estão a piorar, conduzindo a contas de veterinário astronómicas - uma mulher gastou 40.000 libras (cerca de 50.000 €) na saúde de seu cão. O programa foi uma excelente vitrina de evidências para a fixidez das espécies e para a entropia genética, o processo pelo qual o genoma vai no sentido descendente até à extinção. Também nos revelou quão medonhas e exageradas as pessoas podem ser, mas isso já não é novidade.


Beleza ou deformações no spaniel?

Cavalier King Charles SpanielsOs Cavalier King Charles Spaniels, que dizem serem ideais como animais de estimação para crianças, foram criados selectivamente para terem focinhos amorosos com grandes olhos húmidos. No entanto, o pequeno e engraçado focinho traz consigo uma reduzida capacidade craniana. Uma vez que o cérebro mantém o seu tamanho, ele é comprimido dentro do crânio "como um pé tamanho 44, num sapato tamanho 38", provocando uma grave doença neurológica chamada siringomielia. Os Cavalier Spaniels agora estão sofrendo de siringomielia em grande escala, uma vez que esta característica parece estar ligada a traços visíveis que os criadores seleccionam. Vimos um cão ser submetido a cirurgia do cérebro para tentar aliviar o problema, ele morreu apesar da operação. Via-se outro cão de família contorcendo-se com dores de cabeça devido a compressão intra-craniana. Cavalier King Charles SpanielsUma mulher tinha visto seu amado spaniel morrer de forma horrível e estava agora lutando contra a excessiva reprodução selectiva destinada às exibições caninas. Os criadores, disseram-nos, odiavam-na por isso. E, assim, se desenrola uma história tão antiga como a do profeta Jeremias e Cassandra, algumas pessoas vão-se organizar contra você por você falar uma verdade impopular.


Normas de Criação do Kennel Club


Fotos de exemplares de cães de há 100 anos atrás foram comparados aos espécimes de hoje, mostrando como as características seleccionadas, tais como pregas de pele, pernas curtas, focinho achatado, etc, têm sido deliberadamente acentuadas. Estas características seleccionadas trouxeram consigo uma vasta gama de doenças genéticas que afectam a imunidade, a pele, o coração, os olhos, o cérebro e as articulações. O Kennel Club, que tem uma sede de 24 milhões de libras em Londres, foi considerado culpado, uma vez que prescrevia normas de criação para os cães serem exibidos em concursos e ganharem prémios para os seus donos.
Rhodesian RidgebacksCachorros que não respeitavam as normas da raça, tais como o Rhodesian Ridgebacks nascido sem uma faixa saliente no seu dorso, eram abatidos logo após nascerem. A faixa saliente no dorso é uma característica da raça (um criador disse "Se não tiver uma faixa saliente não é um Ridgeback"), mas é também um marcador de uma doença genética, a espinha bífida e uma tendência para seios dolorosos, de forma que do ponto de vista do bem-estar do animal deviam ser seleccionadas características CONTRA, e não a favor da faixa dorsal saliente. Seguir essas regras religiosamente levou a uma concentração de doenças genéticas e os cães estavam em sofrimento, e de acordo com a opinião de vários especialistas, algumas variedades estavam na eminência da extinção. Um beco sem saída genético parece limitar a vã ambição do homem de levar os cães ainda mais longe da sua forma original. Parece haver limites para a variação e um envelope rígido da espécie que não pode ser transposto, e se tal não pode ser feito por uma intensa e prolongada criação inteligente de raças por mais de 100 anos, porque é que deveríamos acreditar que tal pode acontecer pelo "acção" do acaso? Isto é absolutamente devastador para o sonho de Darwin de uma árvore da vida ligando todas as espécies.


Boxer epiléptico


Vimos uma cena perturbadora de um cão boxer em sofrimento numa prolongada crise epiléptica. A epilepsia é hoje um problema comum com esta raça que exige uma medicação de longo prazo.
german shepherdOs Pastores Alemães (Alsacia) também foram criados mais para concursos do que para trabalhar ou para terem saúde, e vimos um par numa exposição que claramente tinha dificuldade em caminhar - sofrem de uma doença genética, a ataxia, que afecta a sua marcha. Os Basset Hound são criados de modo a ter pernas tão curtas que mal podem caminhar, um exemplar em exibição tinha grandes pregas de pele penduradas por todo o lado que foram descritas como "ornamentos" pelo criador. Basset HoundÉ "comum agora os Basset sofrerem de artrite." Vimos um cão chamado de Mastiff Neapolitan cujas grande pregas de pele penduradas o tornavam parecido com o Jabba the Hutt, não sei qual é o tipo de pessoa que iria escolher criar um animal como esse ou que ia gostar de ser dono de um. É um estranho mundo.

Mastiff Neapolitan

O Pequinês Asfixiado

Vimos o "Melhor do Concurso" Cruft de 2003, vencedor de prémio, um Pequinês (ver imagem no inicio), que era como uma bola animada de pêlos electrificados em torno de um focinho achatado com olhar diabólico (não se conseguia ver as pernas ou o corpo) que parecia o traseiro de uma vaca com hemorróidas. Ele dificilmente poderia respirar ou andar, e por isso esteve assentado sobre um pacote de gelo no pódio pois estava ficando sobreaquecido por baixo de todos aqueles pêlos depois de ter caminhado apenas alguns metros. Foi-nos dito que tinha precisado de cirurgia antes do concurso para evitar que entrasse em asfixia devido às suas vias respiratórias deformadas. Este pequeno medonho e indecente ganhou o primeiro prémio em meio a grandes aplausos no concurso de cães mais importante do mundo, e tem (não me pergunte como) gerado numerosas ninhadas. Essas criaturas estão doentes, e eu estou preocupado também com os cães.



Transformação de crânio


Vimos uma animação em que um crânio se ia deformando para mostrar o quanto o crânio de determinada raça se tinha modificado ao longo de um século de reprodução selectiva. Foi interessante ver o focinho a encurtar-se e a achatar-se, o crânio subir, alterando o esquema do crânio, pelo menos em 30%. O grau de mudança que vimos foi comparável com mudanças que se dizem ter ocorrido ao longo de centenas de milhares de anos à medida que criaturas parecidas com macacos alegadamente se transformaram em seres humanos, mas as mudanças que observámos ocorreram ao longo de pouco mais de um século. Mas o animal ainda é um cão, e um cão da mesma raça. O que é que isso nos diz sobre a forma como os "especialistas" interpretam o significado dos fósseis de crânios?



Interpretar crânios e outros fósseis


Tal como o Dr. Vij Sodera escreveu na sua definitiva e completa refutação do Darwinismo "One Small Speck to Man- The Evolution Myth"
(ver http://www.onesmallspeck.com/onesmallspeck.com3.html) os cães são um grupo de animais derivados do lobo original (ou antepassado similar), com várias variações devido à selecção de criadores de cães. Ele sugeriu que se os cães sofressem a extinção e fossem esquecidos, e alguém descobrisse um fóssil de um Pequinês e um fóssil de um Dogue Alemão, Great Daneeles seriam classificados como animais completamente diferentes em diferentes salas do Museu Histórico Nacional, e provavelmente seria-nos dito que um tinha evoluído a partir do outro ou de um ancestral comum não identificado durante milhões de anos através de inúmeros "elos perdidos". E, no entanto, sabemos que o Pequinês e o Dogue Alemão são da mesma espécie, com apenas algumas gerações de intervalo. Estes factos sugerem que muito daquilo que nos é dito sobre o significado dos fósseis são puras conjecturas - seriam o homem de Piltdown e o homem de Nebraska (as falsas interpretações mais do que as fraudes reais) apenas a ponta do iceberg?


Não gosta de evidências? Negue-as!


Os criadores, donos e funcionários que nos foram apresentados negaram que houvessem quaisquer problemas reais. Evidentemente que o realizador pode ter sido influenciado por quem foi entrevistado, mas não se pode negar que a Crufts e os concursos de cães são um grande negócio com milhares de pessoas a participar activamente e muitas mais assistindo com prazer, assim isto não é algo que acontece em pequena escala algures num canto remoto. Parece que a vida destas pessoas gira em torno de seus cães e concursos, alguns deles estão evidentemente a fazer boas somas de dinheiro com a venda de cães de raça acima de £500 cada um, e eles não gostam que lhes digam que estão errados e que devem mudar os seus comportamentos. É claro que eles não vão sair à rua a dizer que não se importam com o sofrimento dos animais causado pela sua procura pela "perfeição" na criação de cães, de forma que eles ignoram e negam a evidência. Agora, aonde é que eu já me tinha deparado com isso antes?



O mecanismo universal da negação


Negação é um mecanismo de defesa universal quando somos confrontados com factos que não nos agradam. É fácil de criticar a negação nos outros, mais difícil é admitirmos fazê-lo nós próprios. Dawkins acusa pessoas como eu de negarem evidências que não nos agradam, porque temos as nossas mentes já feitas sobre o que nós gostaríamos de ser verdade, e eu acuso-o exactamente a mesma coisa. Nós não podemos estar
os dois certos, mas uma vez que todos nós sofremos influências das ideias de outros, quem é que poderá julgar entre nós? A maioria? Um tribunal? Uma comissão? Um governo? Quem nomeia os juízes? Com desacordos sobre o bem-estar dos animais ou sobre as origens humanas e destinos, no final é você quem tem que examinar as evidências, ou pelo menos algumas delas, ou a interpretação que alguns fazem delas, ou as evidências que lhe permitem ver, e, em seguida, fazer as suas escolhas. Mas escolhas têm consequências, tal como este doGumentario (desculpem não pude resistir o trocadilho) demonstrou, e as pessoas continuarão a interpretar a evidência de acordo com a forma como eles acham que o mundo deve ser em vez de como ele realmente é.


Limites de variação

Não sou um amante de cães, mas tenho sentimentos pelos animais que estão sofrendo e com seus donos, especialmente as crianças. No entanto, para mim esse espectáculo foi mais esclarecedor pela sua exibição do mundo real da reprodução animal, a "variação na domesticação", como Charles Darwin intitulou um capítulo de seu livro "A Origem das Espécies", que aponta para pressupostos fatalmente errados no cerne daquele livro. Sim Charles, a reprodução selectiva pode fazer coisas muito notáveis, mas os factos sobre a reprodução de cães, que você mencionou superficialmente, mas que este programa examinou com muito mais detalhe, mostram-nos, que há limites intransponíveis para a variação dentro de uma espécie. Não demora muito a você chegar a uma parede, e a não poder ir mais longe. Isso é o que mostra a evidência, negue-a se você puder. Você cria um cão com um belo focinho, mas tem epilepsia ou grandes problemas de alergia, você cria um cão com um grande sentido de olfacto, mas tem artrite e problemas oculares.



Seleção natural - um mecanismo conservador


Tal como Darwin comentou sobre as plantas cultivadas selectivamente, poucas ou nenhumas sobreviveriam durante muito tempo no estado selvagem. Variantes que resultam de forte pressão selectiva são menos adaptadas, é como puxar tiras de borracha de uma bola de borracha - você só consegue puxar até ao ponto em que rebentam, e se você as largar elas voltam para o centro. A selecção natural CONSERVA o estado original de espécies como o lobo com adaptações e mudanças principalmente cíclicas. O homem tem criado muitas variedades a partir do lobo, mas elas se tornam menos aptas à medida que se afastam do design original. A selecção natural não tem o poder de produzir novas espécies. Nenhum desses "cães brinquedo" conseguiria sobreviver 5 gerações na selva, quando a mão do criador de cães é removida, as espécies revertem para a média. Esta é uma pedra fria de verdade observável, e é o OPOSTO daquilo que a evolução exige.

Darwin alegou que porque os criadores selectivos humanos podiam alcançar muito, a Natureza poderia fazer muito mais, mas isso é o oposto daquilo que observamos. Só os pressupostos evolucionistas nos levam a crer que a selecção ocorrendo através de eras passadas no "tempo profundo" que não podemos ver, se comporta de forma fundamentalmente diferente da selecção que podemos observar directamente. Esses cães com pedigree não se estão transformando em novas espécies, estão sofrendo as consequências da procriação consanguínea que lhes confere a sua diferença, e eles estão a ficar cada vez menos aptos a sobreviverem.
A explosão de novas variedades de cão ao longo dos últimos 100 anos está agora a esbarrar contra uma parede, com uma acumulação de deficiências genéticas que já está causando vários problemas de saúde e em breve irá provavelmente levar à extinção. A solução oferecida por especialistas, como o porta-voz do RSPCA e geneticista evolutivo, Steve Jones, foi a proibição de procriação consanguínea e o tornar menos restritas as normas do Kennel Club, o que parece razoável. Um veterinário muito emocionado disse que este nível de reprodução era comparável em termos de crueldade animal a bater num cão com um pau.

PORTANTO, Charles e Richard, novamente errados. EXISTEM limites para saber até aonde as variações reais, em oposição às imaginárias, podem ir. A selecção natural faz correcções; eliminando o menos apto para IMPEDIR o tipo e de problemas abordados em detalhe neste documentário, mantendo as espécies fixas para todos os efeitos práticos.


O documentário "Pedigree dogs exposed" mostrou que a criação selectiva de cães tal como é praticada no Reino Unido (não vejo nenhuma razão para pensar que seria fundamentalmente diferente noutro local) acaba por causar a rotura do genoma bem antes de qualquer candidato a uma nova espécie ser atingido. Os factos observados não nos levam a acreditar que este processo pode ter sido responsável pela origem das espécies. Nós podemos chegar ao apuramento de algumas características, mas à medida que os criadores de cães as foram empurrando até ao limite máximo, nós vemos animais menos aptos para sobreviver, com variações, mas ainda assim pertencendo à mesma espécie. Darwin estava completamente errado na sua suposição central de que a variação poderia avançar sem limite. As evidências estão aí para aqueles que têm olhos para ver.


Espantosamente, os apaixonados por cães (serão apaixonados ?) no documentário continuaram a reproduzir a partir de animais geneticamente doentes e negando o problema. Você pode levar as pessoas às evidências, mas não pode fazê-las aceitá-las.

FONTE: Question Darwin


Alguns vídeos estão disponíveis no site da BBC:

Video Clip 1
Video Clip 2
Video Clip 3


Veja também um post que trata igualmente da diversidade das raças de cães:

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A origem da vida não é consensual. A evolução dos seres vivos não é consensual. A teoria de Lamarck, a teoria de Darwin, e outras, propuseram a transformação dos seres vivos ao longo do tempo.

Mas o evolucionismo e o darwinismo não explicam de forma satisfatória a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.


Este blog trata da Teoria do Design Inteligente, Darwinismo e Teoria da Evolução