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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Professores a favor do ensino do Criacionismo

Criacionismo nas Aulas de Ciências - Creationism in science classesA Press Association noticiou ontem os resultados de uma nova sondagem feita aos professores no Reino Unido:
Três em cada 10 professores acham que o criacionismo devia ser ensinado nas aulas de ciência, de acordo com uma nova sondagem.

Mais de um terço (37%) dos professores primários e secundários, em geral são da opinião que o criacionismo deveria ser ensinado a par com a evolução e com a teoria do Big Bang.

A sondagem Ipsos Mori de mais de 900 professores primários e secundários na Inglaterra e no País de Gales concluiu que, enquanto quase metade (47%) acham que não deveria ser ensinado nas aulas de ciências, dois terços (65%) concordam que o criacionismo deveria ser discutido nas escolas.
Isto aumenta para três quartos os professores (73%) com a ciência como na sua especialidade. Dois em três especialistas em ciência (65%) não acham que o criacionismo deveria ser ensinado nas aulas de ciência. Mas poucos professores pensam que o criacionismo como ideia deveria ser imediatamente posta de lado.

Apenas um em cada quatro (26%) concordam com a opinião expressa pelo Professor Chris Higgins, vice-chanceler da Universidade Durham que o "criacionismo é totalmente indefensável como teoria, e que a única razão para mencionar o criacionismo nas escolas é o de permitir aos professores demonstrarem por que razão a ideia é um disparate científico e não tem base em evidências ou no pensamento racional. "

Fiona Johnson, chefe de pesquisa em educação na Ipsos Mori e directora da Ipsos Mori Teachers Omnibus, afirmou: "Os nossos resultados sugerem que muitos professores estão a tentar adoptar uma abordagem ponderada a esta controversa questão, uma abordagem que procura não só explicar as diferenças essenciais entre as teorias cientificas e outros tipos de "teoria", mas que também procura reconhecer que - independentemente da, ou mesmo apesar da, "ciência" - os alunos podem ter uma variedade de firmes convicções, e de crenças baseadas em fé igualmente defensáveis"

O Prof Higgins disse: "O Criacionismo, como uma alternativa à evolução das espécies, há muito que foi completamente desacreditado através da análise rigorosa dos dados. Claro que, se um aluno levanta o criacionismo como uma hipótese, então uma breve discussão sobre o motivo por que o criacionismo está errado pode ser apropriada como parte de uma educação intelectualmente integra e de pensamento racional.

"Mas isso iria pôr em causa qualquer sistema de ensino para que propositadamente se ensinassem ideias desacreditadas que só são perpetuadas por ignorância ou por um pensamento errado - poderia-se também ensinar astrologia, que a terra é plana, alquimia ou um universo geocêntrico."

Uma sondagem de TV a 1200 professores, publicada no mês passado, revelou que um terço dos professores acreditam que ao criacionismo devia ser dado o mesmo estatuto que à evolução na sala de aula. Em Setembro, o biólogo de renome, o Rev Professor Michael Reiss demitiu-se do cargo de director de educação da Royal Society uns dias após ter sugerido que o criacionismo devia ser incluído nas aulas de ciência.

Falando no Festival da Associação Britânica da Ciência na Universidade de Liverpool, o Prof Reiss - um ministro ordenado da Igreja da Inglaterra - disse que era melhor para os professores de Ciências não verem o criacionismo como um "equívoco", mas como uma "visão do mundo". A Ipsos Mori questionou 923 professores nas escolas primárias e secundárias na Inglaterra e no País de Gales entre 5 de Novembro e 10 de Dezembro.

A Truth in Science está convencida que se as questões fossem colocadas em relação ao Design Inteligente, um grande número de professores teria apoiado o ensino desta teoria científica nas aulas de ciências. Há um verdadeiro debate científico por fazer sobre a capacidade dos mecanismos darwinistas para produzirem o mundo vivo como o conhecemos hoje. O Design Inteligente defende que a aparência de design, que toda a gente concorda que é encontrado no mundo vivo, é exatamente o que parece ser: o trabalho de uma inteligência projectista.

Em 2006, a Truth in Science enviou um DVD para todos os departamentos de ciências das escolas secundárias do Reino Unido, que definia a teoria do design inteligente. O debate sobre o design inteligente, como muitos professores sabem, não é sobre ciência versus "crenças baseadas em fé", nem é sobre a ciência versus "ideias desacreditadas". É sobre a ciência versus ciência.

A opinião da Truth in Science sobre a recente controvérsia que envolve o Prof Reiss e a Royal Society pode ser encontrada aqui.

(por Truth in Science)

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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Entrevista com Caroline Crocker

Caroline Crocker expelledDarwin ou Design, com o Dr. Tom Woodward, é um podcast sobre o Design Inteligente e Apologética, apresentado pela C.S. Lewis Society.

O Dr. Woodward entrevista Caroline Crocker sobre os obstáculos com os quais ela se tem deparado ao ensinar na George Mason University e ao prosseguir ajudando a coordenar os clubes IDEA por todo o país. (por Tom Magnuson)

Clique aqui para ouvir.


Caroline Crocker é uma imunofarmacologista americana defensora do design inteligente.
Formação académica: um B.Sc. em microbiologia e virologia da Universidade de Warwick, Reino Unido, em 1979, um M.Sc. em microbiologia médica da Universidade de Birmingham, Reino Unido, em 1993, e PhD em Imunofarmacologia na Universidade de Southampton, Reino Unido, em 1999. (designações académicas anglo-saxónicas)


No Discovery Institute pode ainda ler-se sobre Crocker:

A Drª Caroline Crocker leccionava biologia numa grande universidade pública quando mencionou o design inteligente numa aula e viu em consequência disso a sua liberdade académica espezinhada. Crocker foi proibida de ensinar o design inteligente juntamente com evolução, e subsequentemente o seu contrato não foi renovado. (texto completo em inglês aqui)

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domingo, 21 de dezembro de 2008

O Fantasma do Criacionismo e o Tabu do DI

macacos shimps chimpanzésTodos nós já nos habituámos a ver o Design Inteligente ser confundido propositadamente com o Criacionismo. Mas muitas vezes o DI é completamente ignorado/eliminado do debate em torno da Teoria da Evolução, como se não existisse. O síndrome do não ouvi, não vi e não falo ainda se encontra por aí no que diz respeito ao DI.

Foi o que aconteceu mais uma vez, desta feita num artigo do semanário de distribuição gratuita, o SEXTA, de 19 de Dezembro de 2008. Na página 10 daquele semanário encontramos um artigo que pretende abordar a temática do Criacionismo em Portugal em contraponto à Teoria da Evolução de Darwin.

O artigo presta um péssimo serviço informativo no tocante ao Criacionismo e à Teoria da Evolução pois limita-se a lançar algumas opiniões soltas de alguns adeptos de ambos os lados.

Mas o que demonstra que este artigo de Rui Passos Rocha é de facto de muito péssima qualidade é a forma como ele resume o debate apenas a Criacionismo versus Teoria da Evolução.

Como é possível falar do debate em torno da Teoria da Evolução sem sequer referir o Design Inteligente?

Como é que se pode pretender fazer um trabalho de informação sério sem informar os leitores de que a Teoria da Evolução está actualmente a ser seriamente posta em causa no campo da ciência? Como é que se pode tentar passar a ideia de que a Teoria da Evolução está do lado da ciência, em oposição à fé dos criacionistas (como se na ciência só houvesse espaço para uma visão darwinista), se muitos cientistas e académicos, alguns deles até agnósticos e ateus, se manifestam a favor do Design Inteligente e lançam fortes críticas à Teoria de Darwin?

Ou é ignorância e o jornalista não investigou, não se informou convenientemente, antes de informar os outros, o que não abona nada a seu favor. Ou então o jornalista não conseguiu que a imparcialidade imperasse sobre as suas próprias opções em torno do debate sobre a Teoria da Evolução, o que volta a não abonar nada a seu favor.
E assim vamos todos nós ficando empobrecidos com os nossos media ainda presos a uma Teoria do século XIX.

Aqui fica o artigo publicado esta semana no SEXTA:


Adão e Eva nos blogues
Criacionismo Há 150 anos, Darwin chocou o mundo ao dizer que as espécies evoluem e os humanos são parentes dos macacos. Ainda hoje, há quem mantenha a certeza da criação divina. Ciência e fé são conciliáveis?

Rui Passos Rocha

Adão e Eva Adam EveO criacionismo ainda não chegou às escolas portuguesas, por isso contenta-se, para já, com a blogosfera. É aí que Jónatas Machado ataca o método científico, a sua falibilidade e a ausência de provas da teoria da evolução das espécies. Em declarações escritas ao SEXTA, o professor de Direito da Universidade de Coimbra refere que o facto de que a ciência «nunca pode chegar à verdade absoluta, porque todo o conhecimento científico é provisório», é motivo suficiente para se acreditar no Génesis, que «é verdadeiramente fiável».

As descobertas científicas transformaram Adão e Eva, a Arca de Noé e os Dez Mandamentos de Moisés, entre outras histórias bíblicas, em figuras de estilo. A Igreja Católica não mais ousa impor sobre os seus fiéis a interpretação literal da Bíblia; os cristãos, na sua maioria, concebem aqueles episódios como metáforas da experiência terrena. Mas há uma minoria que se apoia no Livro Sagrado e «a verdade não é definida pela maioria ou pela minoria» ? diz Jónatas.

Sérgio Mats, anfitrião de www.darwinismo.wordpress.com, argumenta que «o propósito da teoria da evolução é o de demonstrar que Deus não é necessário como explicação para a origem da biosfera». O criacionismo não é, então, «rejeitado por razões científicas», porque «o que há são razões ideológicas». Daí a conclusão: «Como Jónatas costuma dizer, religião por religião mais vale ficar com a cristã. Ao menos essa faz sentido no mundo em que vivemos.»

Marcos Ferreira (www.alogicadosabino.wordpress.com) vai mais longe: «O ateísmo é uma consequência da acção do Diabo» e «a Evolução promove o ateísmo», que «é o que o Diabo pretende». A ciência, garante, «mistura observação empírica com observações de fé», está «sujeita a especulação, interpretação, dedução». «Os manuais científicos são escritos e reescritos», mas «a palavra de Deus é imutável», remata.

O método científico faz-se de testes, verificação e discussão, e isso distingue-o do criacionismo, esclarece Ludwig Krippahl, o animador de Que Treta! (www.ktreta.blogspot.com). Segundo o professor da Universidade Nova de Lisboa, a reduzida aposta no conhecimento leva a que o cidadão comum não saiba como rejeitar a tese criacionista de que o mundo tem 6000 anos. «Os criacionistas aproveitam-se disso para apresentar a sua fé como uma hipótese ao nível das teorias científicas modernas. À superfície, parecem semelhantes. Só quem escava é que vê que o criacionismo é só a superfície ? acaba logo na Bíblia.»

Ao contrário do que afirmam os criacionistas, a teoria da evolução não se diz 100 por cento certa. «A questão é saber se há alguma alternativa teórica mais plausível, e não apenas possível logicamente», diz Desidério Murcho (www.dererummundi.blog spot.com), professor de Filosofia na Univ. Federal de Ouro Preto, Brasil. Completa Krippahl: «As teorias aceites na ciência moderna têm profundos alicerces em resultados experimentais e ramificações tecnológicas.» Trocada por linguagem futebolística, a distância que separa o criacionismo da ciência «é a diferença entre o fã que diz que o seu clube é o maior e o treinador que procura aperfeiçoar os treinos de forma a optimizar o rendimento dos atletas», diz Krippahl. Na mesma linha, Desidério Murcho adverte: «O pior que se pode fazer ao suposto debate sobre a teoria da evolução é pensar que se trata realmente de um debate intelectual. Para isso é preciso que quem debate esteja interessado em descobrir a verdade, e não apenas em fazer pressão política.»

Fonte: O semanário SEXTA (link directo para o texto).

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sábado, 20 de dezembro de 2008

O que nos trouxe o caso Kitzmiller v. Dover

Julgamento de Dover

Comemora-se hoje o terceiro aniversário da tentativa do juiz John Jones de proibir as discussões do design inteligente nas aulas de ciências no caso Kitzmiller v. Dover. Nos três anos desde que a decisão de Jones foi anunciada, ela não ficou muito bem vista. A critica supostamente devastadora do Juiz Jones ao design inteligente revelou ser uma cópia exacta (com erros factuais e tudo) de um documento escrito por advogados que trabalham com a ACLU. Professores da Lei (incluindo alguns que se opõem ao design inteligente) têm classificado a embaraçosa opinião judicial de Jones como uma argumentação pobre e não persuasiva. E muitos dos alegados factos sobre as quais o Juiz Jones assenta o seu parecer foram refutados. Entretanto, o interesse do público pelo design inteligente tem continuado a crescer, assim como o apoio à liberdade académica de se questionar o darwinismo (sem dúvida incentivado pelo documentário cinematográfico deste ano - o Expelled). Os Darwinistas, infelizmente, ainda têm de aprender a futilidade de tentar vencer debates científicos através de ordens de tribunal e de intimidação. Não importa - embora os Darwinistas possam não acreditar na liberdade de expressão e de debate, a grande maioria dos americanos acreditam.

(por John West)

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O Contributo do Darwinismo para a Medicina e para a Ciência

Professor Michael EgnorReivindicar créditos pelos avanços que para os iniciantes parecem credíveis é comum na área da medicina e da ciência. Os Darwinistas têm um hábito aborrecido de atribuírem todos os tipos de avanços da medicina e da biologia à teoria de Darwin. Os Darwinistas já afirmaram que a genética, a genética molecular, a taxonomia, a microbiologia, a genética populacional, e muitos outros campos da medicina e da biologia teriam sido impossíveis se não fosse pela visão de Darwin ('os sobreviventes sobrevivem'). Mesmo uma rápida olhada em muitos destes campos (por exemplo, a genética molecular) revela que o darwinismo obviamente não teve nada a ver com eles;

A elucidação da estrutura e função do DNA, não teve absolutamente nada a ver com a 'selecção natural' (excepto o facto de Watson e Crick terem praticado a 'sobrevivência do mais forte/apto' ao concorrerem com Linus Pauling e seu tratamento de Rosalind Franklin). A descoberta do código genético teve tudo a ver com a bioquímica, biofísica, e com a biologia molecular. Os contos de fadas do Século XIX sobre a origem das espécies podem ter fornecido algum alívio cómico. Mas não tiveram nada a ver com a ciência.

(por Michael Egnor, Professor, neurocirugião norteamericano)


Ver também os posts:


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Consequências de Só Ensinar um Lado da Evolução

Aqui fica um podcast especial no ID The Future com o pai de Jesse Kilgore, jovem de 22 anos que se suicidou depois de ler o The God Delusion de Richard Dawkins :

Clique aqui para ouvir.


Jesse KilgoreEste episódio de ID The Future conta a história de Jesse Kilgore, um estudante universitário cuja perda da fé e o seu subsequente suicídio tem sido associado à sua aula de biologia e ao The God Delusion ( em português 'Deus, Um Delírio' ou 'A Desilusão de Deus') de Richard Dawkins. Depois do seu professor o ter desafiado a ler o livro anti-teísta e excluir a possibilidade da existência de Deus, tendo em vista as evidências a favor da evolução, Jesse experimentou uma crise de fé. Agora o pai dele defende a liberdade académica a favor do design inteligente e a favor das criticas à teoria de Darwin. Escute como ele e outros explicam como Jesse foi afectado pela leitura deste livro.
A tragédia da morte de Jesse Kilgore afecta-nos a todos. Nossos pensamentos e orações estão com aqueles que o conheciam e amavam.

Parafraseando Clarence Darrow, porque razão haveria a vida deste rapaz de estar associada a Richard Dawkins, esse cruzado britânico contra a religião? Não sei.

Só sei que está.

(por Anika Smith)

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A origem da vida não é consensual. A evolução dos seres vivos não é consensual. A teoria de Lamarck, a teoria de Darwin, e outras, propuseram a transformação dos seres vivos ao longo do tempo.

Mas o evolucionismo e o darwinismo não explicam de forma satisfatória a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.


Este blog trata da Teoria do Design Inteligente, Darwinismo e Teoria da Evolução