Saturno não só tem uma misteriosa forma hexagonal gravada no seu pólo norte, mas tem também uma estrutura magnética única. Isso é o que sugerem os recentes dados da sonda Cassini da NASA que passou ao largo do pólo norte daquele planeta observando uma aurora ao longo de uma região enorme activa, muito maior e muito mais dinâmica do que aquilo que se esperava. Curiosamente, o anuncio da NASA à imprensa não relacionou a estranha aurora com a forma hexagonal que persiste na atmosfera do astro gigante. Poderá o hexágono ser formado por uma estrutura magnética única de Saturno? Ou podem ambos os fenómenos estar de alguma forma relacionados?
"Nunca tínhamos visto uma aurora como esta em lado nenhum. Não é apenas um anel de auroras como os que se observam em Júpiter ou na Terra. Esta aurora cobre uma área enorme ao longo do pólo. As ideias que temos sobre as causas da formação da aurora de Saturno faziam prever que esta região estivesse vazia, portanto encontrar esta aurora tão brilhante neste local é uma surpresa fantástica. "- Tom Stallard, cientista que trabalha com os dados da Cassini na Universidade de Leicester
Detalhes da Nasa sobre a imagem da aurora (em inglês):
This image of the northern polar region of Saturn shows both the aurora and underlying atmosphere, seen at two different wavelengths of infrared light as captured by NASA’s Cassini spacecraft.
Energetic particles, crashing into the upper atmosphere cause the aurora, shown in blue, to glow brightly at 4 microns (six times the wavelength visible to the human eye). The image shows both a bright ring, as seen from Earth, as well as an example of bright auroral emission within the polar cap that had been undetected until the advent of Cassini. This aurora, which defies past predictions of what was expected, has been observed to grow even brighter than is shown here. Silhouetted by the glow (cast here to the color red) of the hot interior of Saturn (clearly seen at a wavelength of 5 microns, or seven times the wavelength visible to the human eye) are the clouds and haze that underlie this auroral region. For a similar view of the region beneath the aurora see http://photojournal.jpl.nasa.gov/catalog/PIA09185 .
This image is a composite captured with Cassini’s visual and infrared mapping spectrometer. The aurora image was taken in the near-infrared on Nov. 10, 2006, from a distance of 1,061,000 kilometers (659,000 miles), with a phase angle of 157 degrees and a sub-spacecraft planetocentric latitude of 52 degrees north. The image of the clouds was obtained by Cassini on June 15, 2008, from a distance of 602,000 kilometers (374,000 miles) and a sub-spacecraft planetocentric latitude of 73 degrees north.
Como "O Mundo da Vida" de Wallace desafiava o Darwinismo
Será publicado brevemente! Alfred Russel Wallace (1823-1913), co-descobridor da selecção natural, só perdeu o titulo de melhor naturalista inglês do século 19 para Charles Darwin. Mas a sua crença no espiritualismo levou-o a ser ridicularizado e desprezado por muitos, tendo ficado com uma imagem comparativamente obscura e incompreendida. Neste volume Wallace é finalmente autorizado a falar em sua própria defesa através da sua grande síntese evolucionaria "O Mundo da Vida" publicado quase um século atrás, em 1910. Mais do que apenas uma reimpressão de um trabalho quase esquecido, Michael A. Flannery coloca Wallace no contexto histórico. Flannery expõe a agora famosa teoria da evolução de Charles Darwin, classificando-a como pouco mais do que uma cobertura naturalista de um materialismo filosófico extremo vendido como uma novidade pelos radicais de Edimburgo. Por outro lado relata de uma forma agradável o que ele chama da evolução inteligente de Wallace, uma alternativa teleológica exaustiva aos processos estocásticos de Darwin. Embora baseadas em formulações muito diferentes da selecção natural, a disputa Wallace/Darwin apresentada por Flannery mostra um choque metafísico de visões do mundo que é extensivo à teoria da evolução moderna - design e propósito versus aleatoriedade e acaso. Este livro será de grande utilidade para investigadores e estudantes que procuram compreender as raízes históricas e filosóficas de uma controvérsia que permanece actual.
Michael A. Flannery é Professor e Director Associado para as Colecções Históricas na Biblioteca de Ciências da Saúde de Lister Hill, Universidade do Alabama, em Birmingham (UAB). Natural de Cincinnati, Ohio, ele tem um mestrado em biblioteca da ciência na Universidade de Kentucky e um mestrado em história da Califórnia State University Dominguez Hills. Flannery publicou muitos trabalhos em história médica e bioética, ganhando o prestigiado Prémio Edward Kremers em 2001 para "distinção da escrita por um americano" atribuido pelo Instituto Americano da História da Farmácia e pelos Prêmios de 2006 para Publicações Arquivistas e Bibliotecários na História das Ciências da Saúde. Além de suas pesquisas e escrita, ele também ensina a história da medicina para a UAB. Este é seu sétimo livro.
Fonte:
Alfred Russel Wallace (1823-1913), co-discoverer of natural selection, was second only to Charles Darwin as the 19th century’s most noted English naturalist. Yet his belief in spiritualism caused him to be ridiculed and dismissed by many, leaving him a comparatively obscure and misunderstood figure. In this volume Wallace is finally allowed to speak in his own defense through his grand evolutionary synthesis The World of Life published nearly a century ago in 1910. More than just a reprinting of a near-forgotten work, Michael A. Flannery places Wallace in historical context. Flannery exposes Charles Darwin’s now-famous theory of evolution as little more than a naturalistic cover for an extreme philosophical materialism borrowed as a youth from Edinburgh radicals. This is juxtaposed by his sympathetic account of what he calls Wallace’s intelligent evolution, a thoroughly teleological alternative to Darwin’s stochastic processes. Though based upon very different formulations of natural selection, the Wallace/Darwin dispute as presented by Flannery shows a metaphysical clash of worldviews coextensive with modern evolutionary theory itself – design and purpose versus randomness and chance. This book will be of value to scholars and students alike seeking to understand the historical and philosophical roots of a controversy that still rages today.
Michael A. Flannery is Professor and Associate Director for Historical Collections at the Lister Hill Library of the Health Sciences, University of Alabama at Birmingham (UAB). A native of Cincinnati, Ohio, he has a master of science in library science degree from the University of Kentucky and a master’s degree in history from California State University at Dominguez Hills. Mr. Flannery has published extensively in medical history and bioethics, winning the prestigious Edward Kremers Award in 2001 for distinguished writing by an American from the American Institute of the History of Pharmacy and the 2006 Publications Award of the Archivists and Librarians in the History of the Health Sciences. In addition to his research and writing, he also teaches the history of medicine for UAB. This is his seventh book.
Estas são as imagens de alta resolução captadas pela Cassini nas missões de 2007 e 2008. Imagens do magnífico e misterioso padrão gravado nas nuvens em torno do pólo norte de Saturno. O hexágono (quase) perfeito é observado desde 1980 quando a sonda Voyager 1 passou pelo planeta, e o mesmo padrão ainda existe hoje, 28 anos depois. Portanto, trata-se de um padrão estável, que permanece inalterado mesmo quando grandes e poderosos ciclones fustigam as fronteiras do hexágono.
Saturno, o planeta do sistema solar mais bizarro e magnifico, fica assim ainda mais misterioso.
Sonda vê misterioso hexágono em Saturno
Um estranho desenho em favo de mel circundando todo o pólo Norte de Saturno capturou o interesse de cientistas da sonda Cassini, da Nasa. O hexágono tem quase 25 mil quilômetros (quase quatro Terras) e foi visto pela primeira vez pelas sondas Voyager 1 e 2, há mais de vinte anos. As novas imagens feitas agora pela Cassini indicam que o misterioso fenômeno é duradouro e mostram ainda um novo hexágono, mais escuro que o primeiro.
"Nunca vimos nada como isso em nenhum planeta", afirmou Kevin Baines, especialista na atmosfera saturnina, da equipe de mapeamento visual e infravermelho da Cassini. "A densa atmosfera de Saturno é dominada por ondas em formas circulares e é o último lugar onde você esperaria encontrar uma figura geométrica de seis lados como essa, mas ali está ela," diz ele.
O hexágono pode ser uma variação de um fenômeno comum na Terra, o vórtice polar, onde ventos sopram de forma circular em torno dos pólos.
Agora, os cientistas aguardam o fim do inverno no pólo Norte do planeta para poder analisar o mistério mais facilmente.
e um artigo mais recente sobre este assunto num blog em inglês:
Saturn’s Hexagonal North Pole: What is Causing It?
The mystery of Saturn’s hexagonal shape embedded in its violent north polar cyclone just became more intriguing.
NASA’s Cassini probe has been orbiting the ringed gas giant for four years and has just returned some of the most detailed images of the planet’s stormy atmosphere to date. The south pole has been mapped and the north polar region has been imaged in near-infrared wavelengths. The north pole is currently facing away from the Sun, so by observing the atmosphere in these wavelengths, Cassini scientists can see Saturn’s cloud formations silhouette against the background glow of the gas giant’s internal heat. This provides the perfect opportunity to see the hexagon in unprecedented detail.
So what is generating this mysterious six-sided shape?
According to today’s NASA press release, the new high-resolution images of Saturn’s polar regions have just rejuvenated the Saturn hexagon mystery:
"The entire north pole of Saturn is now mapped in detail in infrared, with features as small as 120 kilometers (75 miles) visible in the images. Time-lapse movies of the clouds circling the north pole show the whirlpool-like cyclone there is rotating at 530 kilometers per hour (325 miles per hour), more than twice as fast as the highest winds measured in cyclonic features on Earth. This cyclone is surrounded by an odd, honeycombed-shaped hexagon, which itself does not seem to move while the clouds within it whip around at high speeds, also greater than 500 kilometers per hour (300 miles per hour). Oddly, neither the fast-moving clouds inside the hexagon nor this new cyclone seem to disrupt the six-sided hexagon". - NASA Press Release (Oct. 13)
IMAGE: The Saturn hexagon as seen by Voyager 1 in 1980 (NASA)
The shape was originally spotted in 2006 by Cassini as it made a pass over Saturn’s north pole (although preliminary observations were made by Voyager 1 in 1980, but confirmation had to be gained from Cassini). At the time, the sight of such a symmetrical pattern stirred up a lot of interest, but it was generally thought that this feature might have been something transient, perhaps a chance observation of a developing pattern. However, it appeared to be stable, turning with the circulation of Saturn’s atmosphere.
Today, it appears that the shape is far from being a short-lived feature. Since its original discovery in 1980, the hexagon is still there, approximately the same size, with six sides. Now with these higher resolution near-infrared images, we can see far more detail. The beautiful hexagonal shape is highly structured, with concentric circles of clouds inside and outside. Small-scale storm systems rotate with velocities of several hundred km/hr, pushing against the straight sides without interfering with the pattern. It would appear the small-scale systems are what maintains the hexagon.
So what is it? I’ve read a few engrossing accounts that the hexagon may be of extraterrestrial origin (touching on the deranged and convoluted hyperdimensional theory), a signal for the human race to discover when we are capable of observing such a shape. After all, the north pole of Saturn is very hard (nigh-on impossible) to view from Earth as we can only observe Saturn along the plane of the ecliptic, we’d need to send a spaceship over Saturn’s pole to see the symbol. There’s also been the connection between the hexagon and the Lucifer Project. Although these are interesting theories, I suspect a far more mundane explanation (unless we observe a heart-shape in Neptune’s north pole in the distant future, I think we can skip the ET idea).
IMAGE: The north and south poles of Saturn as imaged by Cassini in near-infrared (NASA)
In planetary atmospheres, many waves propagate. On Earth, we have small-scale waves in the form of sound waves, and we have planetary-scale waves such as Rossby waves. Usually, waves travelling through our atmosphere are excited due to some atmospheric disturbance, whether it be a change in temperature, pressure or altitude forcing (i.e. air passing over a mountain, it drops and then oscillates). Looking at the hexagonal shape above Saturn’s north pole, I’d take the guess that it is down to a planetary-wide oscillation. The closest analogue we have on Earth is the Rossby wave that is excited by a combination of the Earth’s rotation (i.e. the Coriolis force) and high-altitude winds. These high altitude winds meander as they travel around both hemispheres, encompassing the poles. This meander is known as a Rossby wave.
Terrestrial Rossby waves are variable depending on the time of the year and has a huge effect on the jet stream, thereby influencing the weather down below. Perhaps Saturn has a similar wave, only on a larger scale. Due to a higher atmospheric density, perhaps Saturn’s planetary-scale waves evolve into a more stable, standing wave form? Perhaps the dynamic atmosphere is shaped by this wave, forcing it into the hexagonal pattern we see from Cassini? In this case, the six-sided shape actually represents six wavelengths. Perhaps there is a natural atmospheric resonance at this planetary latitude?
This is all guesswork, but I think it is a little more likely than an extraterrestrial form of communication, with no hyperdimensional thingies in sight…
As Principais Noticias de Ciência de 2008 Deixam Darwin de Fora, mas Apontam Para o Design Inteligente
No início de 2008, a Academia Nacional de Ciências dos E.U. afirmou no seu relatório Ciência, Evolução, e Criacionismo, que a "Biologia evolutiva tem sido e continua a ser uma pedra angular da ciência moderna". Parece que aquela afirmação não se enquadra muito bem com o resto do ano de 2008. Duas organizações publicaram recentemente listas das melhores noticias de ciência e descobertas cientificas para 2008: A Access Research Network e a revista Science. Nenhuma das principais noticias seleccionadas surgiram como resultado da biologia evolutiva.
O maior acontecimento cientifico de 2008 segundo a Science foi o método em que os cientistas descobriram como colher células estaminais a partir de pacientes vivos, uma descoberta que tem um enorme potencial para tratar doenças. Na verdade esta é uma descoberta científica muito importante, mas ela não tem nada a ver com a biologia evolutiva. De facto, a comunicação à imprensa desta descoberta afirma que "se os cientistas puderem dominar a reprogramação celular de maneira que seja controlada de uma forma mais fina, eficiente e segura, os pacientes podem um dia ser tratados com versões mais saudáveis das suas próprias células". Tenha em mente que na opinião deles, os investigadores estão simplesmente "reprogramando" uma entidade que surgiu através de processos cegos e não direccionados. De facto, o principal artigo na Science intitulava-se "Reprogramação de células", mas só o simples facto das células poderem ser "programadas" e "reprogramadas" já não aponta para uma origem não inteligente e não direccionada. O mesmo artigo admite que os investigadores não entendem completamente o modo como a reprogramação acontece: "Apesar de dezenas de laboratórios terem utilizado a técnica, o que se passa no interior das células reprogramadas permanece um mistério". Embora a Science nunca fosse admiti-lo, o seu principal acontecimento de 2008 mostra que os cientistas estão estudando as células tratando-as como se elas funcionassem com base em programas de software que podem controlar a forma física, e o input/ouput do hardware celular. Eles estão tentando "dominar" um sistema de programação que nem sequer compreendem totalmente, mas que eles acreditam que tenha surgido através de processos naturais cegos e não direccionados. Parece que todos os progressos que estão a ser feitos neste domínio resultam de cientistas que tratam as células como se fossem projectadas. (ver aqui VIDEO sobre a reprogramação celular)
Também é interessante notar que nenhuma das 10 maiores noticias cientificas seleccionadas pela Science para 2008 vêm da biologia evolutiva. As suas outras descobertas científicas "top" abordam temas científicos fascinantes, que vão desde a detecção de planetas extrasolares, à compreensão do porquê que algumas células se tornam cancerosas, a se encontrar métodos para novas formas de geração de electricidade utilizando a água, mas não há nenhuma que tenha a ver com a biologia evolutiva.
As Top 10 Novidades de Ciência para 2008, seleccionadas pela Access Research Network, mostram também - embora de uma forma mais explícita - que é cada vez mais difícil fazer-se boa ciência sem o design inteligente (DI) e que as velhas noções de evolução estão a falhar. O mais importante acontecimento cientifico da ARN foi a reunião do verão de Altenberg 16, uma conferência de cientistas "que reconhecem que a teoria da evolução, que a maioria dos biólogos activos aceita e que é ensinada hoje nas salas de aula, é insuficiente para explicar a nossa existência". Outros acontecimentos "top" de ciência da ARN para 2008 incluiu o facto de ateus e agnósticos estarem cada vez mais defendendo o DI, o lançamento do Stylus pelo Biologic Institute como um método melhorado de usar os computadores para simular a evolução, a embraiagem molecular descoberta nos flagelos, e biólogos de renome maravilhando-se com a complexidade irredutível do ribossoma. A ARN também registou o recurso crescente dos engenheiros à Biomimética - em que os engenheiros mimetizam a natureza para melhorar a tecnologia. De acordo com a ARN, as "Metodologias baseadas no Design em Biomimética estão produzindo resultados tangíveis".
Com 2009 sendo o aniversário do bicentenário do nascimento de Darwin, sem dúvida os Darwinistas vão procurar dar um grande empurrão no próximo ano para promoverem as glórias da evolução darwinista. Mas, se 2008 foi de alguma indicação, parece perfeitamente possível fazer boa ciência sem a evolução neo-darwinista. Como membro da Academia Nacional de Ciências, Phil Skell escreveu na The Scientist, em 2005:
Evolução darwinista - quaisquer que sejam as suas outras virtudes - não fornece uma heurística frutífera em biologia experimental. Isto torna-se particularmente claro ao compará-la com uma enquadramento heurístico tal como o modelo atómico, que abre a química estrutural e leva a avanços na síntese de uma multiplicidade de novas moléculas de utilidade prática. Nada disto demonstra que o Darwinismo é falso. Mas quer, no entanto, dizer que a alegação de que é a pedra angular da biologia moderna experimental será recebida com muito cepticismo por parte de um número crescente de cientistas em domínios onde as teorias realmente servem como pedras angulares para fazer avanços concretos.
Será interessante ver se no próximo ano, as descobertas científicas na verdade vêm como resultado de os cientistas empregarem os princípios subjacentes à evolução darwinista, ou aos que estão por trás do design inteligente.
Aprenda sobre como chegamos até aqui com o a aula do Dr. Ateu, o melhor professor ateu que eu já vi! Ele explica a origem do universo, da vida e da espécie humana e também algumas coisas sobre a natureza da ciência, imperdível!
Eu postei esse vídeo para mostrar como os militantes ateus incorporaram a palavra “ciência” em seu arsenal de erística. Na verdade, o que eles fazem é trocar a palavra ateísmo/naturalismo/materialismo/fisicalismo por “ciência”. Isso pode estar acontecendo na sua escola ou universidade…
"Ao invés de se empenharem por uma nova ideia, os cientistas tendem a ir com a maioria"
A jornalista de ciência Suzan Mazur tem vindo a relatar extensivamente sobre as dúvidas dos cientistas quanto à evolução darwinista e quanto a uma futura mudança paradigmática - uma mudança que certas pessoas como Eugenie Scott nos asseguram que não está para vir, que não existe, e que é simplesmente uma jogada dos "criacionistas". Scott, e outros dogmáticos como ela, continuam a insistir que não há controvérsia, que não há discordância entre os cientistas sobre os mecanismos que Darwin defendeu, nomeadamente a selecção natural agindo sobre as mutações aleatórias. As entrevistas de Mazur sublinham aquilo que já temos vindo a dizer. Existe uma controvérsia, e ela merece ser ouvida.
Mazur e quem ela entrevista não são simpatizantes da ideia do design inteligente. Numa viragem interessante, essas pessoas encontraram-se elas próprias sob o ataque da ortodoxia darwinista, mas ao mesmo tempo parecem incapazes de ver que eles próprios estão a tratar os cientistas pró-ID de maneira semelhante. Ou talvez eles o vejam, mas não saibam como lidar com isso sem parecerem demasiado abertos a novas e perigosas ideias. Mazur foi recentemente entrevistada pelo progressivo locutor de rádio, Jeff Farias, e apresentou algumas ideias muito interessantes sobre tudo isso. Ela relata como as suas histórias sobre Altenberg 16 foram recebidas e do modo como alguns cientistas reconhecem os problemas que existem com a moderna teoria evolucionista, mas insistem que seria melhor atacar criacionistas do que lidar com essas questões, e de como os cientistas se grudam politicamente uns em torno dos outros quando está em causa financiamentos e publicação.
Suzan Mazur: Mas parte do problema é "o ciclo de submissão", tal como Lima-de-Faria coloca a questão. Quando você tem um processo de revisão por pares para percorrer. Se você tem uma teoria muito pouco ortodoxa, mas algo que você vê como uma sólida ideia, você pode não ter muito sucesso quando a tentar enviar para uma revista, para aprovação. Porque os cientistas apoiam-se uns nos outros, eles querem garantir financiamento. Caso obtenham a aprovação dos seus pares, então isso torna mais fácil obter financiamentos, etc. Ao invés de se empenharem por uma nova ideia, os cientistas tendem a ir com a maioria. E a ciência não avança tanto como poderia.
A origem da vida não é consensual. A evolução dos seres vivos não é consensual. A teoria de Lamarck, a teoria de Darwin, e outras, propuseram a transformação dos seres vivos ao longo do tempo.
Mas o evolucionismo e o darwinismo não explicam de forma satisfatória a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.
Expelled O documentário que mostra a discriminação de que é vitima quem discorda do darwinismo. Veja agora! www.expelledthemovie.com
Duvidar de Darwin Mais de 700 cientistas já declararam publicamente o seu cepticismo em relação ao Darwinismo. E vc? Já assinou a lista ? www.DissentFromDarwin.org
O que é Design Inteligente? A Teoria do Design Inteligente é uma nova abordagem para um velho problema: a complexidade da vida.
Defende que a especificidade biológica deixa transparecer um projecto inteligente que não pode ser fruto do acaso. Mais...
ATENÇÃO:
Não é objectivo deste blog servir de fórum de debates entre apologistas do Design Inteligente e Darwinistas. Existem vários fóruns na internet para esse efeito, aonde os Darwinistas Fundamentalistas poderão continuar a atacar, em massa, como tem sido habitual, todos os que não partilham da sua fé evolucionista.