Já que o jornalismo em Portugal não tem coragem de abordar certas questões, demitindo-se das suas funções de informar, aqui ficam 58 minutos em inglês, sobre as implicações éticas e consequências da ideologia darwinista:
sábado, 14 de fevereiro de 2009
De Darwin a Hitler
Darwinismo deve Morrer para que a Evolução possa Viver
Cientista propõe fim do "culto a Darwin":
"Só queres saber de dar tiros, de cães e de apanhar ratos", disse Robert Darwin ao seu filho, "e vais ser uma desgraça para ti próprio e para toda a tua família". No entanto o menino irresponsável está por toda parte. Charles Darwin recebe tanto crédito que já não conseguimos distinguir entre ele e a evolução.
Equiparar a evolução a Charles Darwin significa ignorar 150 anos de descobertas, incluindo a maior parte daquilo que os cientistas compreendem hoje sobre a evolução. Como por exemplo: os padrões de hereditariedade de Gregor Mendel (que deram à idéia de selecção natural de Darwin um mecanismo - a genética - pelo qual ela poderia funcionar); a descoberta do DNA (que propiciou um mecanismo à genética e permitiu que víssemos as linhagens evolutivas); a biologia do desenvolvimento (que propicia um mecanismo ao DNA); estudos documentando a evolução na natureza (que converteram hipóteses em factos observáveis); o papel da evolução na medicina e na doença (que propicia relevância imediata ao tópico); e muito mais.
Ao lançar o conceito 'Darwinismo', até mesmo os cientistas e os autores de textos científicos perpetuam a impressão de que a evolução gira em torno de um homem, um livro, uma"teoria". Lin Chi, um mestre budista do século 9, disse "se você encontrar o Buda na estrada, mate-o". A ideia é a de que fazer de um grande professor um ídolo sagrado de devoção falha a essência dos seus ensinamentos. Portanto, vamos matar Darwin.
Que toda a vida está aparentada por ancestralidade comum e que as populações mudam de forma ao longo do tempo são as pinceladas gerais e finas da evolução. Mas Darwin chegou tarde à festa. Seu avô e outros acreditavam que novas espécies evoluíam. Fazendeiros e criadores de animais continuavam a criar novas variedades de animais e plantas ao determinarem quem é que sobrevivia para procriar, fornecendo uma idéia a Charles Darwin. Tudo que Darwin percebeu foi que a selecção deveria funcionar também na natureza.
Em 1859, as percepções e a experiência de Darwin transformaram-se na "Sobre a Origem das Espécies por Meio da Selecção Natural, ou A Preservação das Raças Favorecidas na Luta pela Sobrevivência". Poucos percebem que ele publicou 8 livros antes e 10 depois do "Origem". Ele escreveu livros fundamentais sobre orquídeas, insectos, cracas e corais. Descobriu como se formam os atóis, e porque eles se localizam nos trópicos.
Reconheça-se o gênio de Darwin. Nenhuma mente correu com tanta liberdade, de forma tão ampla ou com tanto frescura pelas colinas e vales da existência. Mas existe um limite para o crédito que lhe podemos atribuir. Identificar a evolução com Darwin ignora os limites que existiam na sua era e todos os progressos realizados posteriormente.
A ciência era primitiva nos tempos de Darwin. Os navios não tinham motores. Só em 1842, seis anos depois da viagem de Darwin no Beagle, Richard Owen cunhou o termo 'dinossauro'.
Darwin era adulto antes de os cientistas começarem a debater se os germes causavam doenças e se os médicos deveriam limpar seus instrumentos. Na Londres da década de 1850, John Snow combatia a cólera sem saber que era uma bactéria que a causava. Apenas em 1857 Johann Carl Fuhlrott e Hermann Schaaffhausen anunciaram que uma ossada incomum encontrada no vale de Neander, Alemanha, talvez representasse os restos de uma raça humanóide muito antiga. Em 1860, Louis Pasteur executou experiências que negavam a 'geração espontânea', a idéia de que a vida emergia continuamente de coisas não vivas.
A ciência avançou. Mas a evolução parece ter estagnado no seu fundador. Não chamamos à astronomia 'Copernicismo', e nem chamamos à gravidade 'Newtonismo'. "Darwinismo" implica uma ideologia que adere aos ditames de um único homem, como o marxismo. E "ismos" (capitalismo, catolicismo, racismo) não são ciência. O "Darwinismo" implica que os cientistas da biologia "acreditem" na teoria de Darwin. É como se, desde 1860, os cientistas tivessem apenas acenado com a cabeça em concordância com as teorias de Darwin, em vez de desafiarem e testarem as suas idéias ou de acrescentar imensos conhecimentos ao seu trabalho.
Usar frases como "selecção darwiniana" ou "evolução darwiniana" implica que deva existir outra espécie de evolução a operar, um processo que poderia ser descrito com outro adjetivo. Por exemplo, a "física newtoniana" distingue a física mecânica que Newton explorou, da física quântica subatômica. Assim, evolução darwinana suscita uma questão: qual é a outra evolução?
E eis que esse vazio é ocupado pelo design inteligente. Não chego a afirmar que o darwinismo deu origem ao "criacionismo", ainda que os "ismos" traduzam uma equivalência. Mas o termo "darwiniano" montou o palco no qual o "inteligente" agora pode aproveitar os holofotes.
Charles Darwin não inventou um sistema de crença. Ele tinha uma idéia, não uma ideologia. A idéia gerou uma disciplina, e não discípulos. Ele passou mais de 20 anos recolhendo e avaliando evidências e implicações de criaturas similares, no entanto diferentes, separadas no tempo (fósseis) e no espaço (ilhas). Isso é ciência.
E é por isso que temos que nos livrar de Darwin.
Quase tudo que compreendemos sobre a evolução surgiu não de Darwin, mas depois dele. Ele nada sabia de hereditariedade ou genética, dois componentes fundamentais no estudo da evolução. E esta última não era nem mesmo idéia original dele.
O avô de Darwin, Erasmus, acreditava que a vida tinha-se desenvolvido de um único ancestral. "Será que podemos conjecturar que uma e mesma espécie de filamentos vivos foi a causa de toda vida orgânica?", ele questionava no "Zoonomia", em 1794. Mas não foi capaz de descobrir de que forma isso poderia ter decorrido.
Charles Darwin saiu em busca da explicação. Reflectindo sobre os métodos de plantio selectivo dos agricultores, e considerando a elevada mortalidade das sementes e dos animais selvagens, eleconcluiu que as condições naturais agiam como filtro para determinar que indivíduos sobreviviam para criar mais indivíduos como eles. Darwin chamou a esse filtro selecção natural. O que Darwin tinha a dizer sobre a evolução basicamente começa e acaba logo ali. Darwin deu um passo minúsculo para além daquilo que era do conhecimento comum. Mas porque ele percebeu - correctamente - um mecanismo pelo qual a vida se diversifica, sua percepção desenvolveu um imenso poder.
No entanto, ele não foi o único. Darwin vinha incubando sua tese há duas décadas quando Alfred Russell Wallace escreveu para ele do Sudeste Asiático, delineando a mesma idéia, que ele desenvolvera de forma independente. Temendo que ele perdesse a primazia, os colegas de Darwin organizaram uma apresentação pública na qual ambos os cientistas receberam crédito. Era uma idéia cuja hora havia chegado, com ou sem Darwin.
Darwin pode ter escrito a "obra-prima". Mas havia pontos fracos. Variações individuais ofereciam a base da idéia, mas o que criava essas variações? Pior, as pessoas imaginavam que traços de ambos os pais se combinassem nos descendentes - isso não significaria que um determinado traço viesse a desaparecer por diluição depois de algumas gerações? Porque Darwin e seus colegas eram ignorantes de genética e dos mecanismos da hereditariedade, não conseguiam compreender plenamente a evolução.
Gregor Mendel, um monge austríaco, descobriu que nas plantas das ervilhas, a herança de traços individuais seguia padrões determinados. Apenas depois de a genética redescoberta por Mendel encontrar a selecção natural de Darwin, na síntese moderna dos anos 20, a ciência deu um gigantesco passo à frente quanto à compreensão da mecânica da evolução. Rosalind Franklin, James Watson e Francis Crick propiciaram o próximo salto: o DNA, a estrutura e mecanismo das variações e da hereditariedade.
O intelecto e presciência de Darwin, bem como sua humildade (é sempre aconselhável perceber claramente a nossa ignorância), espantam ainda mais à medida que os cientistas esclarecem, em detalhes que ele jamais imaginou, o quanto suas idéias estavam certas.
Mas de pois de Darwin a nossa compreensão de como a vida funciona não poderá mergulhar na piscina comum das idéias até que ponhamos um fim ao darwinismo como culto. Só quando reconhecermos plenamente o século e meio de contribuições valiosas poderemos apreciar plenamente tanto o gênio de Darwin quanto o facto de que a evolução é a força propulsora da vida, com ou sem Darwin.
Carl Safina, doutorado em Ecologia pela Rutgers University. Carl Safina é membro da MacArthur, professor na Stony Brook University e presidente do Blue Ocean Institute. Escreveu os livros “Música para o Oceano Azul” ,“Olho do Albatroz” e “A Viagem da Tartaruga”.
Fonte: The New York Times
Vejam também os posts:
O Fanatismo do Culto a Darwin
Estas gravações são evidências gritantes da verdadeira natureza do Darwinismo. Não vemos ninguém fazer estas cenas, estes louvores, adulações, bajulações, no aniversário de cientistas noutras áreas da ciência.
Estas atitudes fundamentalistas demonstram bem que a essência do darwinismo não é cientifica, e que é na verdade uma ideologia naturalista que faz tudo por sobreviver.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
A Evolução de Darwin - Fundação Calouste Gulbenkian
Exposição
A Fundação Calouste Gulbenkian inaugura a 12 de Fevereiro de 2009, data do bicentenário do nascimento de Charles Darwin, a exposição A Evolução de Darwin, que celebra também os 150 anos da publicação do livro A Origem das Espécies, obra fundadora da teoria da evolução.
A exposição dará a conhecer a teoria da evolução de Darwin - uma das mais importantes conquistas da história da ciência - bem como as suas ligações à biologia e à medicina contemporâneas.
Com a Evolução, Darwin explica pela primeira vez, em pleno século XIX, a diversidade da vida na Terra. Testada pelos métodos da observação e da experimentação, a Evolução é hoje uma evidência cientifica, como o são a existência dos átomos ou o movimento da Terra em torno do Sol.
Com implicações em praticamente todas as áreas do conhecimento, a compreensão do mundo natural de Darwin está na base do desenvolvimento de áreas como a farmacologia, a optimização das espécies agrícolas e a sustentabilidade ecológica.
Paralelamente a esta iniciativa, decorrerão outras actividades organizadas para o público de todas as idades, incluindo dois ciclos de colóquios, um programa educativo aberto a todas as escolas do ensino básico e secundário, e ainda a discussão diária de temas sobre evolução no blogue.
O Professor Niles Eldredge, curador da exposição Darwin organizada pelo American Museum of natural History de Nova Iorque, fará a inauguração do ciclo de colóquios A Evolução de darwin.
Esta exposição inclui elementos da exposição DARWIN organizada pelo American Museum of Natural History, New York (www.amnh.org), em colaboração com Museum of Science, Boston, The Field Museum, Chicago, Royal Ontario Museum, Toronto, Natural History Museum, London.
Programa EducativoPacote Escola
No âmbito do Programa Educativo será oferecido um Pacote-Escola a todos os grupos escolares, do 1º ciclo do Secundário) inscritos nas visitas guiadas à exposição.
Este pacote contém:
O Pacote-Escola começará a ser distribuído a partir de 15 de Janeiro aos grupos escolares que efectuarem a sua inscrição nas visitas guiadas à exposição.
Visitas GuiadasPúblico em geral:
Terça-feira a Sexta-feira, às 13H15 e às 16h30
Sábados e Domingos, às 11h00, 12h00, 14h30 e 16h30
Grupos Escolares:
Terça-feira a Sexta-feira, das 10h00 às 16h30
As visitas guiadas têm uma duração de cerca de 50 minutos
Ciclo de conferências: No Caminho da EvoluçãoOutubro de 2008 a Janeiro de 2009
18h00
Aud. 2
Entrada livre
15 Outubro 2008
Darwin: entre a Terra e o Céu
Carlos Marques da Silva
Universidade de Lisboa
5 Novembro 2008
Evolucão e Desenvolvimento: variações a dois tempose muitas cores
Patrícia Beldade
Universidade de Leiden
instituto gulbenkian de ciência
16 Dezembro 2008
Evolução e Biogeografia: porque há tantas
espécies na Terra?
Nuno Ferrand
Universidade do Porto
21 Janeiro 2009
Como nos tornámos humanos?
Eugénia Cunha
Universidade de Coimbra
Ciclo de conferências: A Evolução de DarwinFevereiro a Maio 2009
18h00
Aud. 2
Entrada livre
Auditório 2 | 18h00
Transmissão em circuito vídeo nos espaços adjacentes
Videodifusão http://live.fccn.pt/fcg
13 Fevereiro 2009
Darwin: Discovering the Tree of Life
Darwin: À Descoberta da Árvore da Vida
Niles Eldredge, American Museum of Natural History, NY, USA
25 Fevereiro 2009
The Cambridge years: Henslow's legacy, Darwin's inheritance
Os anos de Cambridge: o legado de Henslow e a herança de Darwin
John Parker, Cambridge University, UK
11 Março 2009
Glad to have evolved
Ainda bem que evoluímos!
Olivia Judson, Imperial College, UK
25 Março 2009
Just Before Darwin: the question of species during the 1850's
Antes de Darw in: o conceito de espécie em meados do Séc. XIX
Pietro Corsi, Oxford University, UK
14 Abril 2009
Evolution on a Gaia Planet: Darwin's legacy
Evolução no Planeta Gaia: o legado de Darwin
Lynn Margulis, University of Massachussets, Amherst, USA
29 Abril 2009
Human Evolution: The Molecular Perspective
A Evolução Humana: uma Perspectiva Molecular
Mark Stoneking, Max-Planck Institute for Evolutionary Anthropology, DE
13 Maio 2009
Evolution and Human Affairs
Evolução e Relações Humanas
David Sloan-Wilson, Binghamton University, USA
24 Maio 2009
Evolution of Darwin's Finches
A evolução dos Tentilhões de Darwin
Rosemary e Peter Grant, Princeton University, USA
Fonte: Fundação Calouste Gulbenkian
Pronto, já deixei aqui o programa de doutrinação completo da "maior exposição do mundo" de Darwin (como diz o seu comissário José Feijó).
Vejam também os posts:
Fundamentalismo Darwinista na SIC
No último post vimos aqui um exemplo de falta de isenção jornalística num programa da RTP 2. Agora foi a vez da SIC que colocou no ar uma noticia que evidencia bem a forma servil como alguns jornalistas se colocam ao serviço do darwinismo. A cumplicidade dos meios de comunicação que ajudam à doutrinação do público.
Aqui fica mais um exemplo triste de um jornalismo que deixa de seguir os parâmetros mínimos de isenção e embarca no apoio incondicional e tendencioso à ideologia naturalista/materialista do darwinismo. Vejam:
Darwin, o novo Jesus
Diz o jornalista:
Na ciência pode dizer-se que há um antes e um depois de Darwin, tal como no Cristianismo o tempo é marcado por Jesus. Charles Darwin nasceu há 200 anos e há 150 escreveu a obra com que mudaria o curso da história.
[muito interessante esse paralelo e revelador - darwinismo é religião disfarçada de ciência! Já tem redentor, uma data para marcar a contagem do tempo, e uma obra para livro sagrado - o evangelho darwinista]
Quem sabe um dia comecem todos a colocar o pinheirinho e a reunir a família para celebrar a natividade de 12 de Fevereiro... Rsrsrs
Fanatismo de José Feijó
Este darwinista já nos tinha brindado com uma evidência de que a Teoria da Evolução, que tantos gostam de dizer que é ciência, afinal tem pretensões a invalidar questões de carácter transcendente, quando disse na RTP 2:
A Teoria invalidou o carácter divino dado à espécie humana!
Pois é! Como é que uma Teoria que fosse cientifica, poderia invalidar o divino do que quer que fosse??? Acho que esse José Feijó deve ser um teólogo disfarçado de biólogo!
Mas, ainda não viram nada. Reparem no que ele diz agora na SIC:
A partir do momento que a ciência diz: "não há intervenção divina na criação do homem", retiramos Deus da criação divina.
Como é que é???? A ciência pode dizer essas coisas??? Claro que não! Agora o darwinismo pode, por isso é que darwinismo não é ciência!
Hehehehe... essa de retirar Deus da criação divina... acho que o darwinismo está a fazer mal ao raciocionio lógico deste darwinsta. É o que dá dedicar-se a especulações e fantasias transformistas...
Já desiludiu como biólogo, agora parece que nem para teólogo tem jeito!... Parece que só tem futuro como darwinista mesmo! rsrs
José Feijó confirma que o Darwinismo não é ciência
Depois de mais um serviço de desinformação por parte do jornalista da SIC quando abana com o espantalho do criacionismo dizendo:
Num momento em que há zonas do mundo como os Estados Unidos onde o evolucionismo continua a ser substituído pelo criacionismo no ensino escolar.
Que eu saiba nos Estados Unidos o que está em causa é se deve ser ensinada ou não aos alunos a controvérsia em torno da Teoria da Evolução, se os alunos devem ou não ter conhecimento dos problemas e falhas da Teoria da Evolução, e não só ensinar virtudes como aconteceu comigo nas aulas de biologia e como penso que ainda acontece por essas escolas deste país. É lógico que ao ensinar uma perspectiva mais realista sobre a Teoria da Evolução obriga ao ensino de outras perspectivas cientificas tais como o Design Inteligente, o que retira o monopólio do ensino aos darwinistas e a exclusividade da Teoria da Evolução como possibilidade de explicação dos fenómenos biológicos e da vida.
Mas esses fundamentalistas só sabem é recorrer ao bicho papão do criacionismo, em vez de informarem com isenção e profissionalismo.
E José Feijão dá um tiro no próprio pé:
"Nos Estados Unidos tem a ver com o facto de haver cerca de 50 e tal por cento da população a acreditar que Deus criou o mundo em 7 dias e ter uma visão bíblica da criação, isto é um problema cultural, não é um problema cientifico. São tentativas de enfiar uma perspectiva religiosa e uma tendência religiosa no ensino da ciência. Seria o fim da ciência como é óbvio. Se a ciência não é factual e não é empírica não é ciência."
Ou seja, darwinismo não é ciência, pois não é factual nem empírico (particularmente em relação ao pressuposto fundamental do antepassado comum a todos os seres vivos). O que é óbvio é que uma tendência religiosa já se enfiou na ciência e no ensino há muito tempo, e é mesmo celebrada todos os anos a 12 de Fevereiro. E a presença do darwinismo na ciência, para além de um problema cultural é um problema cientifico, pois tem condicionado a ciência, colocando limites nas linhas de investigação que "têm que ser darwinistas para serem cientificas", e não permitindo que os limites/limitações da Teoria da Evolução, e as suas falhas, sejam convenientemente estudadas e divulgadas.
Darwin o génio?
Quando a artista francesa disse que tiveram várias dificuldades porque não tinham o crânio de Darwin para fazerem a reconstituição, não pude deixar de me lembrar que o cérebro de Einstein foi removido para preservar 7 horas depois de sua morte. Einstein é um bom exemplo de um génio cientista cujas teorias mudaram efectivamente a ciência, que trouxe algo realmente novo à ciência, mas de quem não se faz comparações com Jesus, não há um einsteinismo, nem um dia de Einstein para celebração mundial. Isto mostra bem que o tratamento diferenciado a Darwin, em detrimento de tantos grandes cientistas, ultrapassa a ciência, esconde motivações filosófico-ideológicas que nada têm a ver com ciência.
Vejam também o post:
DARWIN, 200 ANOS DEPOIS
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
DARWIN, 200 ANOS DEPOIS
No último Câmara Clara, programa da RTP 2, a jornalista Paula Moura Pinheiro convidou José Feijó e Maria de Sousa (ambos darwinistas) para falarem de Darwin.
Este programa revelou não acrescentar muito [talvez nada] ao assunto do darwinismo e da controvérsia que envolve a Teoria da Evolução. Revelou sobretudo servir de propaganda às exposições, mostras, conferências e palestras, que vão ocorrer estes dias para as comemorações de Darwin. Serviu por isso o darwinismo e a ideologia naturalista/materialista que sustenta uma teoria que, apesar de tantos buracos, ainda predomina em muitos meios científicos, como verdade suprema inquestionável, com a cumplicidade dos meios de comunicação que ajudam à doutrinação do público.
Mas, apesar de só terem sido convidados darwinistas, não deixa de ser interessante ouvir o que eles têm para dizer. E se estivermos atentos pode ainda ser mais interessante aquilo que eles não dizem.
A catedral darwinista de Lisboa
O grande destaque do programa vai para a exposição [José Feijó afirma que é a maior do mundo] que será inaugurada na Fundação Calouste Gulbenkian, na próxima Quinta-Feira e que, nos dizem que é o núcleo duro do Museu de História Natural que está pensado para Oeiras . João Caraça, que é o Director do Serviço de Ciência da Gulbenkian, diz algumas coisas curiosas:
"A essência da mensagem Darwiniana [mensagem?? hum... já começou a evangelização darwinista?!] é que há uma profunda unidade em todos os seres vivos e a natureza, ou seja, que HÁ, UM, ANTEPASSADO COMUM. [esta última parte da frase foi proferida com uma entoação diferente, com um ênfase especial. Rsrs porque não dois, três quatro, ... antepassados? Ah pois, é uma questão de principio, dogma inquestionável do darwinismo!]
A exposição é o antes, durante, a sua vida, pensamento, a ideia revolucionária, e depois de Darwin (século XX). [Pera aí! e a parte do século XXI? o pós-darwinismo?! Rsrs]
Temos uma escada do DNA que se pode subir e da qual se pode descer pelo escorrega do RNA." [Ah.. para terminar a mensagem nada melhor do que brincar de escorrega! Acho que o darwinismo já entrou no RNA! rsrs]
José Feijó é tão célere a afirmar que a exposição é a maior do mundo como a se declarar crente devoto de Darwin e da selecção natural. E explica que ela será a maior "em termos de área, de percurso expositivo, em termos de cobertura conceptual e histórica, em termos de objectos expostos e em termos de pontos interactivos". Das duas uma, ou ele olha para a exposição com os mesmos óculos distorcidos com que olha para o mundo natural, ou então a exposição é mesmo a maior do mundo. Bem, se for mesmo a maior do mundo, não percam! Se quiserem assistir a um acontecimento único no mundo vão até Lisboa pois ela estará transformada no centro de peregrinação darwinista por excelência, com a maior catedral de ovação, evangelização e doutrinação.
Para além daquela exposição são divulgadas outras iniciativas de adulação a Darwin. Entram no rol:
Mas, não pensem que são só estas as cerimónias de bajulação. Dizem-nos que "são muitíssimas as iniciativas por todo o país [já agora por todo o mundo, pois darwinismo é religião globalizada] que celebram a revolução de Darwin".
A beleza dos textos sagrados do mestre
José Feijó mostra-se deslumbrado pelas palavras do redentor darwinista. Ele diz:
quando chegou aos trópicos e disse: "descrever tudo o que vejo seria como tentar descrever a cor a um cego". Ele escreve muitíssimo bem. [sim? onde?] Aliás, já a autobiografia é um livro fabuloso, de escrita quase perfeita [perfeita? sim? onde? será que perdi essa parte? rsrsrs]. Por exemplo a última frase do Origem das Espécies: "um número incontável das mais belas e maravilhosas formas evoluíram e estão a evoluir" [Realmente é belo! maravilhoso! rsrsrs, só mesmo um darwinista para ver alguma coisa de especial ali...]
Evolução já não é uma Teoria. Agora é um Facto, FACTO, ouviram bem? um FAAAACTTOOO CIEEEENNTTIIIIFIIICOOO
É triste quando o jornalismo deixa de seguir os parâmetros mínimos de isenção e embarca em declarações erradas e tendenciosas, marcadas por um ênfase excessivo o que só por si já demonstra a fragilidade cientifica do suposto facto. Vejam:"A ideia de que as espécies evoluíram umas a partir das outras já não é uma teoria. É um facto cientifico."
Diz ainda Paula Moura Pinheiro:"Aquilo que há 150 anos era uma teoria polémica é hoje um facto cientifico."
Gosto muito da forma como esta senhora apresenta seus programas mas acho que desta vez ela "errou feio". Não custava nada ela se informar um pouco para assim poder informar os telespectadores, em vez de os desinformar de forma tão básica. Bastava ela pesquisar um pouco para descobrir que a teoria é cada vez mais polémica e é hoje mais contestada do que nunca precisamente no campo cientifico. Informe-se cara jornalista, e informe com CLARAeza!
A irmandade do darwinismo
Para quem ainda tem dúvidas que o darwinismo é um movimento evangélico-naturalista, uma religião mascarada de ciência, reparem bem no caminho da conversa com Maria de Sousa:
"para mim é realmente um ponto muito importante porque se nós percebermos bem o que ele está a dizer na tal última frase [na tal que o outro darwinista tanto se deliciou! :)] da 1ª edição do Origem das Espécies, nós de facto..., no fundo ele revela uma natureza em que somos irmãos, das moscas, dos peixes, das plantas, porque partilhamos bocados que são idênticos no fundo. E esse sentimento acho que... se um dia as pessoas perceberem bem o significado disto [qual é mesmo o significado??!!], e perceberem que somos irmãos no sentido Franciscano, São Francisco é a pessoa que que diz isto, nem Cristo, Cristo não fala nem de cães nem de gatos" [já o redentor darwinista, esse fala de cães, de gatos e muito mais! rsrs]
E aqui José Feijó lembra que algumas religiões orientais já o faziam!
E a Maria de Sousa responde:"Sim, pois..., exactamente..."
JACKPOT! Esses darwinistas parecem mais druidas do que cientistas verdadeiros! Hehehehehehehehe
Teoria da Evolução invalidou carácter divino do ser humano
O nosso darwinista das grandezas afirmou o seguinte:A Teoria invalidou o carácter divino dado à espécie humana, passa a ser uma espécie como as outras não é!
[BINGO!!! Uma Teoria que se diz cientifica com pretensões a invalidar questões de carácter transcendente???!! Rsrs... todos devemos estar agradecidos ao senhor da maior exposição darwinista do mundo, por deixar aqui em evidência que o darwinismo tem motivações que vão muito para além do reino natural, biológico, observável, e que é por isso mesmo que não é ciência!]
E a Maria de Sousa questiona:"Ha!... uma espécie como as outras!..."
E o José Feijó responde:"Do ponto de vista biológico, atenção!"
[incrível não é?! O homem já mete os pés pelas mãos! Tenta emendar. Mas costuma-se dizer pior emenda que o soneto! é só deixá-los falar!...]
Implicações éticas da Teoria de Darwin
A entrevistadora diz:"E agora vamos falar das implicações da Teoria de Darwin. Desde logo as implicações são éticas?"
Pois é! Também fiquei alerta para ouvir o que ia sair dali! Esta questão prometia! Muito se podia falar sobre as implicações e consequências éticas do darwinismo sobre as sociedades, de Hitler à opressão das ideologias totalitárias comunistas, e muito mais! Mas desenganem-se! Pois daquela questão não saiu senão mais do mesmo. Ou seja, sobre as implicações éticas da teoria que favorece o mais forte/apto, nada, não saiu NADA! Aonde está o jornalismo corajoso de ir até às últimas consequências e abordar os temas mais complicados?
O santo Darwin
O darwinista José Feijó não se poupa nos elogios e atributos ao mestre. Reparem só, acerca da rivalidade da teoria de Darwin com a de Wallace, ele diz:Darwin recebe uma carta de Wallace. Wallace ao contrário de Darwin trabalhava para viver. Wallace pede a opinião de Darwin. Darwin que era uma pessoa com um carácter de grande nobreza recebe a carta e pôe-se naquele dilema: "Eu para ser honesto tenho que mandar a carta e perco a originalidade de uma coisa que eu ando a trabalhar à mais de 20 anos, mas se deito a carta para o lixo e publico a minha teoria estou a ser desonesto", o que obviamente era uma coisa que ele nunca admitiria fazer.
E os leitores perguntarão? Como é que o darwinista das grandezas sabia o que ia na mente de Darwin naquela situação? Como ele sabe que Darwin nunca faria aquilo?
Eu respondo: nunca duvidem da imaginação fértil de um darwinista, da sua capacidade de acreditar, da capacidade de um darwinista ver aquilo que quer ver!
Cientista? Esse senhor é mais um bajulador de Darwin, que diz aquilo que os seus pares (e talvez ele próprio) querem ouvir!
A novidade do pensamento de Darwin
Paula Moura Pinheiro pergunta:Qual é a efectiva novidade do pensamento e da ideia de Darwin?
José Feijó responde:Há uma enorme variabilidade na natureza, somos todos diferentes, e Darwin aplica a isso a teoria de Malthus que diz que devido à taxa de reprodução ser muito superior àquilo que é a capacidade do meio ambiente suster essa população, necessariamente parte da população vai ter que morrer porque não há recursos. Então Darwin aí, e wallace da mesma maneira, pensam, se calhar a parte da população que sobrevive é aquela que a variabilidade os ajuda a sobreviver. Então se são esses, essas características vão ser transmitidas à descendência. A descendência vai ser levemente diferente e se esse processo for repetido milhares de vezes... E aí o conceito da idade da terra é fundamental, então esta acumulação de pequenas variações ao longo de...
Ou seja, o conceito caduco da selecção natural como motor de biodiversidade (mais tarde associado às mutações ao acaso), mecanismo que parece explicar tudo mas que afinal não explica nada, que está a ser fortemente contestado pelas investigações mais avançadas, continua a merecer o aplauso servil de tantos fundamentalistas. A fé desses darwinistas tem que ser do tamanho desses tantos biliões de anos que eles tanto precisam para encaixar todas as transformações possíveis e imaginárias, e as impossíveis.
Darwinistas e as suas vãs filosofias!
É só deixá-los falar! Rsrsrs...
Mas o evolucionismo e o darwinismo não explicam de forma satisfatória a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.
Este blog trata da Teoria do Design Inteligente, Darwinismo e Teoria da Evolução






