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segunda-feira, 2 de março de 2009

Os gatos são uma obra extraordinária de design

É o que diz a National Geographic...

No último post mostrei um documentário da National Geographic sobre a origem dos gatos, em que a National Geographic assume uma posição evolucionista, dizendo que os gatos domésticos evoluíram a partir de gatos que viveram há milhares de anos atrás, apesar de os estudos indicarem que estes ancestrais teriam uma variabilidade genética superior (tal como a National Geographic reconhece nesse mesmo documentário).

É curioso que sobre este assunto dos gatos calhou deparar-me com uma página da National Geographic que diz que os gatos são uma história de design:

Vejam:
cats-designPodem consultar a página no link: http://www.nationalgeographic.com/features/97/cats/

Ali se diz:

GATOS - Projectos para a perfeição
Os gatos são animais em que a natureza acertou à primeira... a história dos gatos é em última análise uma história de design. National Geographic, Junho de 1997
E se clicarmos no "Enter", passamos para outra página que nos deixa a pensar outra vez na variabilidade genética dos gatos. Ali lemos:
"Um gato é um gato," escreveu E.E. Cummings.
A biologia confirma-o, as 36 espécies de gatos modernos são surpreendentemente similares, o esqueleto que vemos aqui, com ligeiras adaptações, daria suporte a um leão na savana, a um ocelote nas florestas tropicais, ou a gatinhos amorosos que espreitam pela janela de um apartamento.

É nestas alturas que os evolucionistas têm que repetir o mantra de Francis CricK:

"Os biólogos não se devem esquecer que o que vêem não foi projectado, mas que em vez disso evoluiu:"


Acho que o posicionamento da National Geographic é darwinista, mas agora lembrei-me de um post antigo:

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domingo, 1 de março de 2009

A Origem dos Gatos

cats Esta semana na RTP2 deu um documentário da National Geographic sobre a origem dos gatos domésticos.

O documentário, chamado "A Ciência do Gato", falava das diferentes raças de gatos. Que todas elas, todos os gatos do mundo, teriam descendido de alguns poucos grupos de gatos de há alguns milhares de anos atrás. Pelo meio mostrou o trabalho que uma equipa de cientistas da Universidade do Porto estava a levar a cabo em Portugal investigando os gatos selvagens do nosso país, de como eles se aproximam do homem e de como terá ocorrido e provavelmente continua a ocorrer, no presente, o entrecruzamento do gato doméstico com o gato selvagem.

Não vi tudo pois tive que sair a meio do programa, mas achei interessante algumas coisas que foram ditas acerca da origem dos gatos.

A procura da origem dos gatos levou a investigação ao Egipto, aonde existem gatos mumificados. As ossadas revelam que aqueles gatos domesticados eram grandes.

Mas, dizem, a melhor forma para procurarem a origem dos gatos, estava no seu DNA. Portanto segundo o que é dito naquele programa deveria ser procurado o local do mundo onde os gatos tivessem maior variabilidade genética, pois a partir desse local teriam, provavelmente, surgido os primeiros gatos que partiram à conquista do mundo.

Interessante essa questão da variabilidade genética. Faz lembrar a questão da variabilidade genética nos cães e de como ela é diminuída nos "cães de raça pura".

Ou seja os animais têm uma capacidade de variação extraordinária, mas as variações têm como resultado um empobrecimento do património genético. Esta questão parece apontar no sentido contrário ao que a evolução requer. Isto é evidência de perda de informação.

Afinal quando é que os evolucionistas aparecem com evidências de acumulação de informação ao longo do tempo? Quando é que eles aparecem com evidências de que a evolução gera variabilidade genética?

Esta questão da variabilidade genética, e também o facto de ossadas de gatos antigos (como as múmias do Egipto) mostrarem animais grandes, faz pensar no Ligre. Para quem não sabe o Ligre é um híbrido, resultante do cruzamento entre um leão macho e uma fêmea tigre. É um animal enorme, maior do que qualquer leão ou tigre. Será o ligre também um vislumbre de uma criatura com uma grande variabilidade genética, que terá existido num passado distante e que veio a dar origem aos tigres, leões e talvez a outros grandes felinos? Será que os tigres e leões descendem de um "ligre", de um animal com mais variabilidade genética, assim como o boxer e o caniche descendem de um lobo (com maior variabilidade genética do que qualquer raça de cão), assim como os gatos domésticos do mundo descendem de gatos com maior variabilidade?

Podem ver uma parte daquele documentário sobre a origem dos gatos AQUI.
Está em inglês. Para ter uma ideia do que ali se diz, leia:


De onde veio o gato?

Em Portugal uma equipa da Universidade do Porto pode estar a testemunhar em tempo real como o gato se domesticou.

Eles seguem o gato selvagem. Pode parecer um gato doméstico comum, mas este gato selvagem tem a sua própria espécie, Felis silvestris. Esta é a espécie a partir da qual o gato doméstico descendeu há milhares de anos atrás.

Por vezes estes animais são avistados surpreendentemente próximos das aldeias.

A equipa percorre o campo em busca de pistas que os ajudem a entender, a taxa de variação dos gatos.

A equipa coloca armadilhas e põe coleiras nos gatos selvagens para perceber os seus hábitos e recolher dados.

Descobriram que um gato selvagem abandonou a floresta e aproximou-se de uma casa ficando lá cerca de 2 horas.

Para uma criatura extremamente esquiva e tímida este é um comportamento estranho.

Uma teoria diz que os gatos procuram a abundância de roedores que existe na proximidade do homem. Ou talvez o homem esteja a ocupar os espaços/territórios destes animais levando a que ocorram estes "encontros".

Os gatos no passado teriam sido recompensados pelo homem por apanhar roedores, habituando-se à presença humana, e acabando por evoluir para uma nova espécie, o Felis catus, o gato doméstico.

É um dos poucos animais que se domesticou a si próprio.
Até hoje o gato permanece parcialmente domesticado.


Repararam na frase "acabando por evoluir para uma nova espécie, o Felis catus, o gato doméstico"? É engraçado como os evolucionistas vêm evolução em todo o lado. O gato doméstico até continua a cruzar-se com o gato selvagem... e para além disso, não está em causa aumento de variabilidade genética, mas ao que parece até se perdeu variabilidade genética... e eles chamam a isso evolução??!!!...
ok... daqui a pouco estamos a defender que o homem do campo evolui para Homo citadinus quando passa a viver em cidades e adquire novos hábitos, e porque vê mais noticiários e jornais até aumentou a informação, etc... Rsrs


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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Sete Sinais da Evolução em Acção

Como parte da celebração do 200º aniversário de Darwin, a MSNBC tem vindo a promover fracas evidências a favor da evolução. Na Parte 1, abordei o seu artigo que usava evidências fracas e controversas para documentar a alegada transição dos dinossauros para as aves. Nesta secção, eu vou discutir outro artigo que eles publicaram, "Sete Sinais da Evolução em Acção". Este artigo leva muito pouco tempo para rebater, e quem estiver familiarizado com a argumentação fraca utilizada para promover a evolução neste debate provavelmente será capaz de adivinhar os argumentos utilizados no artigo dos "Sete Sinais" simplesmente lendo a minha resposta àquele artigo. Na verdade, o interessante deste artigo não está tanto na minha resposta, mas na qualidade das evidências que MSNBC está a usar para promover a evolução:

7 Sinais de Microevolução em Acção

Sinal # 1: Os tentilhões de Darwin são evidência de microevoluções triviais.

Sinal # 2: Se são os seres humanos que estão a fazer a selecção, então não é a selecção natural - é a selecção artificial!

Sinal # 3: Os seres humanos não estão a evoluir - nós estamos apenas a ficar mais altos / mais fortes / mais saudáveis devido a uma melhor alimentação/condições de vida, etc. Uma vez que este tipo de alterações não afectam o nosso ADN, não é uma verdadeira "evolução", a não ser que se seja Lamarckiano. É por esta razão que muitos cientistas têm proclamado que a evolução humana agora terminou efectivamente!

Sinal # 4: A resistência bacteriana é uma forma comum e trivial de evolução.

Sinal # 5: pernas de sapos mais compridas? Novamente, isto é microevolução. E as pernas eram apenas 6% mais compridas - quando estamos a falar de pernas que só têm poucos centimetros de comprimento, estamos a falar de milímetros de mudança. Isso não é evolução impressionante.

Sinal # 6: Quanto à evolução das solhas, esse assunto foi debatido há muito tempo na National Geographic Finds Opportunity to Conflate Intelligent Design with Creationism while Misreporting Fish Fossil.

Sinal # 7: Um tipo de lagarto que está a deixar "cair os seus membros"? Ignorando a verdade inconveniente que os "skinks" australianos têm membros bem funcionais, na melhor das hipóteses, isto dá indícios de perda de função. Que tal explicarem o ganho de função?

No final da terceira e quarta parcelas, vou abordar o artigo mais longo da MSNBC que empurra para o público formas alegadamente de transição a partir do registo fóssil.

(por Casey Luskin)

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Foi Darwin que inventou o design inteligente

Olavo de CarvalhoNo recente artigo de opinião de Olavo de Carvalho ele diz entre outras coisas que foi Charles Darwin que inventou o "design inteligente"; que o darwinismo é genocida, desde a sua própria raiz; e mostra os escritos de Darwin que demonstram que o racismo e a apologia do genocídio estiveram presentes na teoria da evolução desde o seu inicio.

Do que diz Olavo destaco os seguintes parágrafos que achei particularmente interessantes, com os quais concordo e até me identifico:

O darwinismo é uma idéia escorregadia e proteiforme, com a qual não se pode discutir seriamente: tão logo espremido contra a parede por uma nova objeção, ele não se defende – muda de identidade e sai cantando vitória. Muitas teorias idolatradas pelos modernos fazem isso, mas o darwinismo é a única que teve a cara de pau de transformar-se na sua contrária e continuar proclamando que ainda é a mesma.

Notem bem: não sou contra a hipótese evolucionista. Do que tenho observado até hoje, devo concluir que sou o único ser humano, no meu círculo de relações próximas e distantes, que não tem a menor idéia de se a evolução aconteceu ou não aconteceu. Todo mundo tem alguma crença a respeito, e parece disposto a matar e morrer por ela. Eu não tenho nenhuma.

Recomendo a leitura do artigo completo:

Por que não sou um fã de Charles Darwin

As festividades bilionárias em comemoração aos duzentos anos de nascimento de Charles Darwin tornam momentaneamente invisíveis alguns fatos essenciais da vida e da obra desse homem de ciência.

Desde logo, Darwin não inventou a teoria da evolução: encontrou-a pronta, sob a forma de doutrina esotérica, na obra do seu próprio avô, Erasmus Darwin, e como hipótese científica em menções inumeráveis espalhadas nos livros de Aristóteles, Sto. Agostinho, Sto. Tomás de Aquino e Goethe, entre outros.

Tudo o que ele fez foi arriscar uma nova explicação para essa teoria – e a explicação estava errada. Ninguém mais, entre os autoproclamados discípulos de Darwin, acredita em “seleção natural”. A teoria da moda, o chamado “neodarwinismo”, proclama que, em vez de uma seleção misteriosamente orientada ao melhoramento das espécies, tudo o que houve foram mudanças aleatórias. Que eu saiba, o mero acaso é precisamente o contrário de uma regularidade fundada em lei natural, racionalmente expressável. O darwinismo é uma idéia escorregadia e proteiforme, com a qual não se pode discutir seriamente: tão logo espremido contra a parede por uma nova objeção, ele não se defende – muda de identidade e sai cantando vitória. Muitas teorias idolatradas pelos modernos fazem isso, mas o darwinismo é a única que teve a cara de pau de transformar-se na sua contrária e continuar proclamando que ainda é a mesma.

Todos os celebrantes do ritual darwiniano, neodarwinistas inclusos, rejeitam como pseudocientífica a teoria do “design inteligente”. Mas quem inventou essa teoria foi o próprio Charles Darwin. Isso fica muito claro nos parágrafos finais de A Origem das Espécies, que na minha remota adolescência li de cabo a rabo com um enorme encantamento e que fez de mim um darwinista, fanático ao ponto de colocar o retrato do autor na parede do meu quarto, rodeado de dinossauros (só agora compreendo que ele é um deles). Agora, graças à amabilidade de um leitor, tomei conhecimento dos estudos desenvolvidos por John Angus Campbell sobre a “retórica das ciências”. Ele estuda os livros científicos sob o ponto de vista da sua estratégia de persuasão. Num vídeo fascinante que vocês podem ver em http://www.youtube.com/watch?v=_esXHcinOdA,



ele demonstra que o “design inteligente” não é apenas um complemento final da teoria darwinista, mas a sua premissa fundamental, espalhada discretamente por todo edifício argumentativo de A Origem das Espécies. O “design inteligente” é, portanto, a única parcela da teoria darwiniana que ainda tem defensores: e estes são os piores inimigos do darwinismo.

É certamente um paradoxo que o inventor de uma explicação falsa para uma teoria preexistente seja celebrado como criador dessa teoria, porém um paradoxo ainda maior é que a premissa fundante da argumentação darwiniana seja repelida como a negação mesma do darwinismo.

Puramente farsesco, no entanto, é o esforço geral para camuflar a ideologia genocida que está embutida na própria lógica interna da teoria da evolução. Quando os apologistas do cientista britânico admitem a contragosto que a evolução “foi usada” para legitimar o racismo e os assassinatos em massa, eles o fazem com monstruosa hipocrisia. O darwinismo é genocida em si mesmo, desde a sua própria raiz. Ele não teve de ser deformado por discípulos infiéis para tornar-se algo que não era. Leiam estes parágrafos de Charles Darwin e digam com honestidade se o racismo e a apologia do genocídio tiveram de ser enxertados a posteriori numa teoria inocente:

“Em algum período futuro, não muito distante se medido em séculos, as raças civilizadas do homem vão certamente exterminar e substituir as raças selvagens em todo o mundo. Ao mesmo tempo, os macacos antropomorfos... serão sem dúvida exterminados. A distância entre o homem e seus parceiros inferiores será maior, pois mediará entre o homem num estado ainda mais civilizado, esperamos, do que o caucasiano, e algum macaco tão baixo quanto o babuíno, em vez de, como agora, entre o negro ou o australiano e o gorila.”

Imaginem, durante as eleições americanas, a campanha de John McCain proclamar que Barack Hussein Obama estava mais próximo do gorila do que o candidato republicano!

Tem mais: “Olhando o mundo numa data não muito distante, que incontável número de raças inferiores terá sido eliminado pelas raças civilizadas mais altas!”

Para completar, um apelo explícito à liquidação dos indesejáveis:

“Entre os selvagens, os fracos de corpo ou mente são logo eliminados; e os sobreviventes geralmente exibem um vigoroso estado de saúde. Nós, civilizados, por nosso lado, fazemos o melhor que podemos para deter o processo de eliminação: construímos asilos para os imbecis, os aleijados e os doentes; instituímos leis para proteger os pobres; e nossos médicos empenham o máximo da sua habilidade para salvar a vida de cada um até o último momento... Assim os membros fracos da sociedade civilizada propagam a sua espécie. Ninguém que tenha observado a criação de animais domésticos porá em dúvida que isso deve ser altamente prejudicial à raça humana. É surpreendente ver o quão rapidamente a falta de cuidados, ou os cuidados erroneamente conduzidos, levam à degenerescência de uma raça doméstica; mas, exceto no caso do próprio ser humano, ninguém jamais foi ignorante ao ponto de permitir que seus piores animais se reproduzissem.”

Notem bem: não sou contra a hipótese evolucionista. Do que tenho observado até hoje, devo concluir que sou o único ser humano, no meu círculo de relações próximas e distantes, que não tem a menor idéia de se a evolução aconteceu ou não aconteceu. Todo mundo tem alguma crença a respeito, e parece disposto a matar e morrer por ela. Eu não tenho nenhuma.

No entanto, minha abstinência de opiniões a respeito de uma questão que considero insolúvel não me proíbe de notar a absurdidade das opiniões de quem tenha alguma. Há muito tempo já compreendi que os cientistas são ainda menos dignos de confiança do que os políticos, e os paradoxos da fama de Charles Darwin não fazem senão confirmá-lo. Meus instintos malignos impelem-me a pegar os darwinistas pela goela e perguntar-lhes:

– Por que tanta onda em torno de Charles Darwin? Ele inventou o “design inteligente”, que vocês odeiam, e a seleção natural, que vocês dizem que é falsa. Ele pregou abertamente o racismo e o genocídio, que vocês dizem abominar. Para celebrá-lo, vocês têm de criar do nada um personagem fictício que é o contrário do que ele foi historicamente. Não vêem que tudo isso é uma palhaçada?

Olavo de Carvalho, Diário do Comércio, 20 de Fevereiro de 2009
FONTE: http://www.olavodecarvalho.org/semana/090220dc.html

Uma verdadeira pedrada no charco de águas estagnadas do darwinismo fundamentalista das festividades, efemérides, adulações e bajulações!

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O mito darwinista do cérebro humano

Ensinaram-nos na escola que o homem evoluiu desenvolvendo o seu cérebro, que à medida que os supostos antepassados primatas evoluíam ficavam com um cérebro cada vez maior, transformando-se assim em hominídeos cada vez mais inteligentes.

Os darwinistas vivem repetindo essa ideia. Os fósseis de crânios continuam ainda a ser apresentados numa disposição que pretende confirmar isso mesmo, numa sequência que vai desde uma capacidade craniana menor para uma capacidade cada vez maior, até o ser mais inteligente, o culminar da evolução humana, o Homo sapiens.

Mas essa ideia já foi um pouco abalada quando se confirmou que um suposto antepassado do homem, o Homo neanderthalensis, supostamente mais primitivo e embrutecido do que o Homo sapiens, tinha uma capacidade craniana bem superior à do homem moderno.

Agora foi a vez de uma equipa brasileira deitar por terra esse mito de que "a maior capacidade cognitiva do ser humano se deve a seu cérebro relativamente avantajado":

cérebro humano macacosUm estudo brasileiro acaba de contestar uma ideia largamente aceita desde o século 19: a de que a maior capacidade cognitiva do ser humano se deve a seu cérebro relativamente avantajado. Os resultados mostram que o tamanho e o número de neurônios do cérebro humano são compatíveis com os de um primata de nosso porte – nem maiores, nem menores do que o esperado.

Figura - A imagem mostra cérebros de primatas: de cima para baixo, galago, sagui, macaco-da-noite, macaco-de-cheiro, macaco reso e homem. O tamanho do cérebro humano coincide com o de um primata de seu porte.


Os pesquisadores, liderados pela neurocientista Suzana Herculano-Houzel, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), descobriram que o cérebro humano tem 86 bilhões de neurônios – e não 100 bilhões, como se acreditava anteriormente. Esse número – na verdade apenas uma estimativa de ordem de grandeza – era amplamente difundido até então, tanto que batiza um livro e a coluna que Roberto Lent – professor da UFRJ e co-autor do trabalho – mantém na CH On-line.

O novo número de neurônios do cérebro humano – calculado oficialmente pela primeira vez – permanece maior do que o de nossos parentes evolutivos, mas é bem próximo do previsto para um cérebro primata do tamanho do nosso, com cerca de 1,5 kg.

Além disso, o estudo mostrou que a quantidade de células gliais (responsáveis pelo suporte e nutrição dos neurônios e pela manutenção das sinapses) no cérebro é quase a mesma dos neurônios – 84 bilhões. A conclusão derruba outro mito amplamente consolidado: o de que haveria no cérebro humano dez células gliais para cada neurônio.

O cálculo do número total de neurônios no cérebro só foi possível graças a um método – chamado de fracionador isotrópico – desenvolvido no Laboratório de Neuroanatomia Comparada da UFRJ. Até então, era difícil estimar com grande precisão a quantidade dessas células, pois a contagem era feita com base em amostras do cérebro, que tem uma distribuição de neurônios muito heterogênea.

O novo método supera esse obstáculo, pois o cérebro é transformado em uma mistura homogênea. Primeiro, o órgão é picado em pedaços e amassado em detergente até que todas as suas células se desfaçam e seus núcleos sejam liberados e fiquem em suspensão. Em seguida, a mistura é agitada até ficar homogênea.

Uma amostra dessa “sopa” é então colhida e analisada ao microscópio para que o número de núcleos presentes seja contabilizado. Os núcleos de neurônios são marcados com corante para serem identificados. A partir da quantidade de neurônios existente na amostra, os pesquisadores conseguem estimar o número dessas células em todo o cérebro.

Nem maior, nem menor
Os resultados, que serão publicados em breve no Journal of Comparative Neurology, são compatíveis com as regras que orientam o processo de formação do cérebro de primatas. Em estudo anterior, feito em parceria com pesquisadores da Universidade de Vanderbilt (Estados Unidos), a equipe mostrou que o cérebro de primatas cresce linearmente à medida que ganha neurônios, uma vez que o tamanho médio dessas células nervosas não se altera.

Com base nessas regras, os pesquisadores concluíram que um primata com 86 bilhões de neurônios deveria ter o cérebro exatamente do tamanho do nosso, com 1,5 kg. Isso significa que “o cérebro humano é apenas um cérebro grande de primata”, como conclui Herculano-Houzel em seu blog, no qual apresentou recentemente os resultados de sua pesquisa.

A ideia amplamente aceita de que o cérebro humano seria maior do que o esperado baseia-se na estrutura física de gorilas, orangotangos e chimpanzés. Esses animais têm o corpo maior do que o nosso, mas seus cérebros são bem menores.

Os pesquisadores brasileiros propõem agora uma hipótese alternativa: todos os primatas – incluindo os humanos – têm cérebros formados do mesmo modo. A diferença é que os corpos de orangotangos, gorilas e chimpanzés cresceram exageradamente em relação ao cérebro que possuem. “Nosso cérebro é feito à semelhança do cérebro dos demais primatas – apenas maior”, enfatiza Herculano-Houzel.


Fonte: Ciência Hoje On-line, 19/02/2009


O artigo é claramente darwinista, e é bem patente a plasticidade da visão darwinista que consegue sempre contornar as novas evidências e interpretá-las segundo a essência transformista.

Mas o que ressalta destas descobertas recentes é que muito do que se tornou amplamente aceite, foi promovido (e estabelecido desde o século 19) não por evidências empíricas e observáveis mas por crenças e fantasias geradas por mentes com necessidade de explicar o mundo natural através das palas darwinistas.

Dava jeito à teoria darwinista que o cérebro humano se explicasse apenas pela soma de neurónios ao longo de gerações e gerações. Mas... parece que afinal a diferença do cérebro humano relativamente aos animais não está tanto em parâmetros quantitativos, mas qualitativos. Quem estuda seriamente o cérebro humano já há muito que abandonou explicações simplistas para o funcionamento da mente humana. A mente humana é de uma complexidade extraordinária. Claro que esta complexidade complica ainda mais as explicações darwinistas para a aquisição das capacidades cognitivas humanas ao longo de um suposto percurso evolutivo...
A Teoria da Evolução vai-se complicando cada vez mais fazendo lembrar as teorias geocêntricas, até que estas foram finalmente substituídas por um modelo bem mais simples e real!

Quanto daquilo que ainda é aceito actualmente como um facto também não passará de crenças e fantasias darwinistas?




Ver também os posts:




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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Foi descoberta a Atlântida nas imagens do Google Ocean?

Situado numa área chamada Planície Abissal da Madeira, a grelha foi localizada pelo engenheiro aeronáutico Bernie Bamford enquanto explorava o oceano com o Google Ocean.

Bernie, de 38 nos, de Chester, disse: "Parece um mapa aéreo de Milton Keynes. Tem que ser obra do homem."

atlantis google earth ocean

(clique na imagem para ampliar)

Aquilo é um excerto da noticia de primeira página do tablóide britânico "The Sun" na passada sexta feira.

Apesar do teor sensacionalista, estamos na presença de mais um exemplo claro de inferência de design. Ou seja, todos nós somos capazes de reconhecer que aqueles padrões não podem ter surgido por obra do acaso, através de processos naturais.

De acordo com aquela noticia, e conforme podemos confirmar nós próprios no Google Earth, o "local fica a cerca de 1000 km da costa ocidental de África, próximo das Ilhas Canárias - um local que parece ter sido sugerido pelo filósofo antigo Platão. Ele acreditava que era uma civilização insular que foi assolada por terremotos e submersa há cerca de 12 mil anos atrás.".

Vejam a localização na seguinte imagem:

atlantis location google earth

Vê-se um rectângulo perfeito do tamanho do País de Gales repousando no fundo do Oceano Atlântico a cerca de 5,6 Km de profundidade.

Uma quadricula de linhas perpendiculares, que parece um mapa de uma grande metrópole, está no meio daquele rectângulo.

Elas parecem demasiado extensas e organizadas para terem surgido por fenómenos naturais.

O Google apressou-se a esclarecer que "Dados batimétricos (ou relativos ao terreno do fundo do mar) são frequentemente recolhidos por navios com sonar para medições do fundo do mar".

"As linhas reflectem a passagem do navio à medida que vai recolhendo dados."

O que é interessante neste caso é que independentemente das interpretações que se possam fazer quanto à origem daqueles desenhos (se são vestígios de uma civilização antiga submersa ou se são "rastos" das sondagens de navios modernos, ou mesmo se são desenhos introduzidos por alguém no Google Ocean sem que existam na realidade), de uma coisa ninguém tem dúvidas, é que aquilo não é resultado de processos naturais, mas de um planeamento inteligente. Ou seja todos fazemos a inferência de design. Todos reconhecemos ali a presença de informação complexa especifica.

E o que dirão os darwinistas?

Eu respondo. Os darwinistas dizem: "Dêem-lhes tempo suficiente e puff":
Monkey Nasca Nazca


Vejam outro caso mediático de uma inferência de design:

Desvendado Padrão de Círculos nas Colheitas da Inglaterra


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A origem da vida não é consensual. A evolução dos seres vivos não é consensual. A teoria de Lamarck, a teoria de Darwin, e outras, propuseram a transformação dos seres vivos ao longo do tempo.

Mas o evolucionismo e o darwinismo não explicam de forma satisfatória a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.


Este blog trata da Teoria do Design Inteligente, Darwinismo e Teoria da Evolução