Já aqui manifestei a minha surpresa por encontrar um livro de um crítico do darwinismo nas nossas livrarias.
Fiquei novamente surpreso por encontrar um livro que ataca o Darwinismo, de uma forma completamente directa e explicita, na biblioteca da cidade onde vivo. Este livro não é nenhuma novidade, não é nenhum lançamento recente, já tem mais de dez anos. Apresentava aspecto de ter tido bastante uso, de ter sido muito usado por todos os interessados pela prateleira das ciências da vida daquela biblioteca. Este livro prova também que, ao contrário das alegações de alguns darwinistas, as criticas ao darwinismo não são um fenómeno recente promovido pelo Dicovery Institute. Já há muitos longos anos que homens e mulheres da ciência criticam o darwinismo do ponto de vista cientifico.
Quantos destes livros não continuarão a ser impedidos de chegar até ao público pela selecção/censura dos darwinistas exclusivistas dominantes?
O livro que encontrei na biblioteca tem o título "Para Acabar o Darwinismo" e é da autoria de Rosine Chandebois.
Deixo aqui um pouco do Prefácio, por Marcel Schutzenberger:
Todos os anos são publicados vários livros consagrados ao darwinismo, que é apresentado como um dado adquirido da ciência, tão indubitável como a teoria atómica ou a função glicogénica do fígado. Aí se procurariam, em vão, respostas às múltiplas criticas que gerações de naturalistas opuseram a estas teses. Na melhor das hipóteses, os contraditores são ridicularizados por alguma anedota espirituosa. Na pior, são acusados de "fazer o jogo" de um grande satã da nossa época. A maior parte das vezes, verificar-se-á o silêncio. Assim, a bibliografia de um tratado muito recente, cujo autor respeito, contém uma dúzia de referências a P. Grassé. Mas, indo ao texto, o leitor apercebe-se que não passam de insignificantes remições e nem sequer verá mencionado os poderosos argumentos contra o darwinismo, desenvolvidos por aquele que foi um dos mestres da zoologia contemporânea no seu grande livro, l'Evolution du vivant. Não que estas criticas e outras mais antigas tenham sido invalidadas pelos progressos do conhecimento, mas é mais fácil esquecê-las do que responder-lhes. Elas provêm de todas as disciplinas das ciências da vida. As mais conhecidas foram formuladas pelos paleontologos, mas as mais graves, se bem que mais discretas, devem-se aos embriologistas. O enorme mérito do livro da professora Chandebois é o de reuni-las e enriquecê-las grandemente, com a competência que lhe confere uma frutuosa carreira de investigadora.
De que se trata? A tese fundamental comum às diversas versões actuais do darwinismo é que a evolução dos seres vivos resulta apenas do acaso, filtrado pela selecção natural. E para convencer, multiplicam.se os exemplos menores, que nada provam quanto à questão de fundo. Com efeito, ninguém tem coragem suficiente para negar que a selecção possa ter efeitos importantes. Não precisamos de Darwin para saber que a desertificação de uma zona fará desaparecer, em primeiro lugar, as variedades vegetais que necessitam de mais água. Mas isto não explica a génese das particularidades anatómicas e fisiológicas de que são dotadas as xerófitas. E em nada justifica que se atribua a sua origem ao simples acaso. Elaboraram-se narrativas comoventes destinadas ás crianças nas escolas. Veja-se a história dos cavalos. Eles começaram por ser criaturas gordas, como coelhos. Aquelas que tinham a sorte de ter nascido um pouco maiores corriam mais depressa e escapavam, assim, aos dentes dos animais perversos que as queriam comer. Por conseguinte, elas tinham mais descendentes e foi assim que segundo se diz ao longo de milhares de séculos, os cavalos atingiram progressivamente o seu tamanho actual. O emprego de termos mais eruditos permite evitar as questões que as crianças não devem colocar, ou seja, ter de fornecer o enunciado explicito das hipóteses, sem as quais o valor probante desta história é nula.
Marcel Schutzenberger, foi um matemático francês e doutorado em medicina. Vários teoremas notáveis na matemática levam o seu nome. A sua tese de doutoramento foi distinguida com um prémio pela Academia Francesa de Medicina.
Rosine Chandebois, é professora de Embriologia Experimental na Faculdade de Ciências, de Medicina e de Odontologia de Marselha. É autora de inúmeras publicações teóricas sobre o desenvolvimento.
Sinopse do livro na Wook:A elaboração de uma nova lógica do ser vivo, de acordo com os princípios da cibernética, que põe em causa a omnipotência concedida aos genes. Denunciando as falsificações, inconscientes ou voluntárias, que credibilizaram, durante mais de cem anos, o pensamento de Darwin, esta obra de grande fascínio preconiza o abandono da «teoria sintética da evolução». Rosine Chandebois empreende uma investigação dos mecanismos evolutivos. A sua análise apoiase nos factos científicos no seu conjunto, tendo em conta, nomeadamente, um grande número de obras postas de lado pelos darwinistas. Uma obra imprescindível para uma outra perspectiva sobre a vida e a sua evolução.
Pode comprar o livro na Wook.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Para Acabar com o Darwinismo
quinta-feira, 12 de março de 2009
Homo erectus com sapiência para superar condições extremas

Quem nunca ouviu falar em técnicas de sobrevivência?
Penso que todos já ouvimos falar sobre os conhecimentos e estado de espírito que são necessários para um humano moderno suportar e sobreviver a condições extremas de frio.
Mesmo um Homo sapiens completamente equipado pode perecer no meio do frio e gelo se não for conhecedor de algumas técnicas de sobrevivência. Existem manuais de sobrevivência específicos para enfrentar o frio e a neve e voltar vivo para contar o feito. As técnicas de sobrevivência são ensinadas aos militares. Forças especiais são treinadas com estas técnicas para que possam sobreviver alguns dias em condições climatéricas extremas se as missões assim o exigirem.
E o que tem isso a ver com o Darwinismo?
Os evolucionistas sempre procuraram elos de ligação entre seres primitivos simiescos e os humanos. Ou seja, na sua lógica invertida, em que a evolução humana é promovida a facto à partida, todas as ossadas, todos os fragmentos de crânio, que divergissem um pouco das características ósseas daquilo que conhecemos hoje como "ser humano", eram classificadas pelos darwinistas como pertencendo a formas mais primitivas que o Homo sapiens, situadas algures no percurso evolutivo desde o alegado "primata primordial".
Isso aconteceu inúmeras vezes. Aconteceu por exemplo com o Homo neanderthalensis, que foi imediatamente representado pelos evolucionistas como sendo um ser mais primitivo, embrutecido e com pouca sofisticação. Esta noção demonstrou afinal estar errada, de tal forma que muitos especialistas já defendem que ele seria um homem como todos nós, e que talvez nem devesse ser classificado como uma espécie distinta da nossa.
Aconteceu por exemplo com o Homo floresiensis em que recentemente cientistas espanhóis e australianos vieram dizer que afinal não se trata de outra espécie, que as particularidades do seu esqueleto não se devem a adaptações ao seu habitat, mas sim a malformações.
E é interessante verificar que afinal também o Homo erectus não era tão estúpido, embrutecido e primitivo como os evolucionistas o pintaram.
Estudos recentes dizem que o Homem de Pequim (Homo erectus) é mais antigo do que aquilo que se pensava. E que isto significa que o Homem de Pequim, para além do uso de fogo e de ferramentas, foi também capaz de habitar por muitas gerações em condições climáticas das mais inóspitas da terra, sobrevivendo não a uma, mas a várias glaciações. Vejam:"Pode-se objectar que umas centenas de milhares de anos não é muito, à escala paleontológica. Mas esta nova estimativa da idade dos fósseis pinta um outro retrato do Homem de Pequim - o de um homem que conseguiu sobreviver, em latitudes setentrionais, em condições climáticas extremas. "
"A nova datação do Homem de Pequim, feita com uma técnica mais fiável pela equipa de Guanjun Shen, da Universidade Normal de Nanjing, significa duas coisas. Por um lado, que este homem primitivo conseguiu sobreviver no clima frio e seco de uma série de glaciações que atingiram o seu habitat naquele período. Por outro, põe em causa o percurso dos homens primitivos desde o seu berço africano."
Fonte: Público
Homo erectus... A sobrevivência duma espécie primitiva? Ou a sobrevivência do "Homem de Pequim sapiens"?
P.S. - Ver também os posts:
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quarta-feira, 11 de março de 2009
Como Criar Arquivo do Blog Num Post
Se gostava de ter o arquivo do seu blog publicado num post, como no arquivo do Design Inteligente, só tem que copiar e colar o seguinte código no modo "Editar HTML" do Blogger:
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- isto "start-index=1&max-results=500"
- por isto "start-index=501&max-results=1000"
NOTA: É preferível hospedar o ficheiro javascript "arquivo.js" (clique para fazer download) num site da sua preferência. Se o fizer não se esqueça de alterar o endereço do ficheiro no código acima. Continuar a Ler >>
terça-feira, 10 de março de 2009
Conan Doyle e Darwin - celebração conjunta
"Quando olhei no microscópio pela primeira vez vi a necessidade absoluta de humildade perante a Natureza. Eu não sei se existe um Deus, mas o que eu sei é que o homem não é substituto". Estas foram as palavras do Professor Challenger na adaptação para o cinema, por Tony Mulholland e Adrian Hodgesde, da obra de Sir Arthur Conan Doyle, The Lost World, em que ele preparou uma aventura que iria levá-lo às zonas mais profundas da Amazônia brasileira em busca de vida pré-histórica (Ref 1 ). A obra The Lost World de Conan Doyle revelou-se um bestseller retumbante no seu primeiro ano. Publicado durante o aniversário do centenário do Origem das Espécies, esta aventura cheia de acção capturou claramente a imaginação do público. Embora muito tenha sido feito neste ano do bicentenário Darwin, é um facto pouco conhecido que este mês também se comemora o 150º aniversário do nascimento de Conan Doyle através de leituras públicas do seu livro icónico (Ref. 2). 
Situados na Grã-Bretanha do início do século 20, The Lost World conta a história de quatro homens que se aventuraram numa viagem de descoberta em busca de um planalto que, como defendia o Professor Challenger, albergava uma infinidade de dinossauros (Ref. 3, p.56) . As reivindicações de Challenger foram inicialmente recebidas com absoluta descrença e foram ridicularizadas quando ele apresentou seu ponto de vista ao Instituto Zoológico de Londres. Ele começou a planear a expedição ao planalto por entre criticas e acusações de má conduta científica (Ref. 3, p.72). Challenger sabia que aquilo que ele defendia teria que ser rigorosamente testado, e que a sua carreira como um cientista respeitado pelo público estava em risco se ele voltasse da expedição de mãos vazias.
Foi assim que, no meio de um ambiente de total desconfiança não só do "establishment" científico, mas também dos membros de sua expedição (Ref. 3, p.93, pp.102-103), Challenger partiu para a aventura de uma vida. Ele estava determinado a regressar com as evidências que ele achava lhe iriam permitir ganhar uma posição como um dos "profetas" da ciência, a par com personalidades como Galileu e Darwin (Ref. 3, p. 73). Como os seus companheiros de viagem lhe lembraram, "ele era um homem cuja veracidade estava sob julgamento", um homem que, "andou entre os seus próprios juízes" (Ref. 3, p.122). Seu momento de triunfo veio quando a expedição descobriu "os mais terríveis monstros que já andaram pela terra" (Ref. 3, p.214). Com Iguanodons, Megalossaurps, Plesiossauros e pterodáctilos que Challenger e seus juízes observaram (Ref 3, pp.174-216, p.261), a expedição reuniu as provas que precisava.
Se a expedição de Challenger tivesse regressado sem a mínima centelha de evidências observáveis após terem vasculhado toda a selva amazónica pelo planalto pré-histórico, as suas reivindicações teriam sido classificadas como não-comprovadas. Mas os intrépidos viajantes voltaram triunfantes. A expedição foi recebida por uma multidão de jornalistas e repórteres ávidos para serem os primeiros a verem as evidências que os viajantes tinham trazido (Ref. 3, p.291). Quando o Instituto Zoológico reunia-se para ouvir todos os pormenores da expedição, com os pesos pesados da ciência conspicuamente presentes na audiência, os quatro homens - o Professor Challenger, o Professor Summerlee, Lord Rockston e o Sr. Malone - fizeram a sua entrada, acompanhada por uma ovação em pé da multidão (Ref. 3, pp.292-294).
Summerlee começou com um pedido de desculpas por seu cepticismo em relação às reivindicações de Challenger sobre a existência desse mundo misterioso. Ele então continuou para fazer um relato detalhado da incrível diversidade de fauna pré-histórica que tinham encontradas (Ref. 3, pp.295-297). Ainda assim, o público fez a difícil, mas razoável exigência de evidências sólidas que apoiassem os relatos de Summerlee - afinal de contas a ciência precisa de dados empíricos sólidos para testar suas hipóteses, e não apenas ideias e inferências com base em desejos pessoais: "a natureza humana era muito complexa. Mesmo Professores poderiam ser enganados pelo desejo de notoriedade"(Ref. 3, p.299).
Quando Challenger apresentou um caixote, de entre os seus objectos mais valiosos, apareceu uma criatura tão "maliciosa, horrível, com dois pequenos olhos vermelhos tão brilhantes como brasas" - um pterodáctilo capturado no planalto da Amazónia (Ref. 3, p .295). Com o pânico a instalar-se na multidão, aqueles que tinham olhado para Challenger com desprezo não podiam fazer nada senão ficar resignados. Os membros da expedição afinal não tinham sido vitimas dos seus desejos de notoriedade, mas tinham regressado com provas sólidas para apoiarem os seus relatos. As observações de encerramento de Challenger foram pungentes: "Não serve de nada levantar esperanças e depois ter que as baixar. Mas são factos, e não esperanças, aquilo que vos apresentamos agora" (Ref. 3, p. 315).
Podemos aprender com o thriller de Conan Doyle, talvez a lição mais importante é que a absoluta necessidade de fortes evidências empíricas e rigor na ciência. Ironicamente essa lição é inteiramente relevante para as discussões sobre a aparente solidez dos "factos" da evolução darwinista. Embora a teoria de Darwin seja descrita de forma famosa como "uma das mais iluminantes ideias científicas de todos os tempos" (Ref. 4), há um crescente corpo de respeitados cientistas, que hoje são cépticos quanto aos aspectos macro-evolutivos da mesma(Ref. 5). Recentemente o advogado e geólogo Casey Luskin resumiu duas áreas da tese de Darwin que permanece em contenda acesa (Ref. 6). No que diz respeito ao registo fóssil, Luskin escreveu:
"Muitos evolucionistas admitiram que o registo fóssil não continha as formas transitórias que Darwin previu. David S. Woodruff, um biólogo evolucionista, que estudou com Gould, implorou aos seus colegas,"Os biólogos evolucionários não podem mais ignorar o registo fóssil com o argumento de que ele é imperfeito". Outro artigo explica,"A capacidade do registo fóssil dar um relato claro da história evolutiva tem sido questionada por causa de sua incompletude"... Ao invés de encontrar um registo que indique a lenta evolução dos organismos, o registro fóssil mostra um padrão consistente em que as novas formas fósseis vêm à existência abruptamente, o que muitos já apelidaram de "explosões" na história de vida." (Ref. 6, p.96)
Em matéria de filogenia molecular e morfológica, o ataque de Luskin foi igualmente enfático:
""Apesar da crescente sofisticação metodológica, filogenias derivadas da morfologia e aquelas inferidas a partir de moléculas, nem sempre são convergentes em consenso". Conforme o consenso se torna cada vez mais difícil de alcançar, a sistemática darwinista tem tentado construir filogenias baseadas em dados de muitos genes que são relacionados por forma a produzirem uma única árvore. Nesta abordagem os evolucionistas constroem filogenias somente após assumirem uma ascendência comum. Eles não seguem o método científico rigoroso , não tentam falsear a hipótese determinando se árvores baseadas em características distintas combinam umas com as outras. Se eles estivessem dispostos a testar a hipótese deles, o seu método seria muito diferente. Com o advento da revolução biotecnológica e o sequenciamento do DNA, é hoje claro que os conflitos existem não só nas árvores baseadas na morfologia, mas também entre diferentes tipos de árvores baseadas em genes." (Ref. 6, p.92)
É evidente que há muito a ser debatido. Parece um tanto irónico, portanto, que os nascimentos de Darwin
e de Conan Doyle, sejam ambas reunidas numa co-celebração da conquista científica e literária (Ref. 2). Afinal ao contrário do Challenger de Conan Doyle, Darwin continua claramente a caminhar por entre seus próprios juízes.
Referências
1. The Lost World, A BBC/A&E Home Video Co-production, distributed by New Video, c2002, Producer, Christopher Hall, Adapted by Tony Mulholland & Adrian Hodges
2. See The Lost World Read 2009 at http://www.lostworldread.com/
3. Arthur Conan Doyle (1959), The Lost World, Published by Looking Glass Publishers, Distributed by Random House
4. See Darwin 200 at http://www.lostworldread.com/darwin_200.htm
5. See Darwin Skeptics at http://www.rae.org/darwinskeptics.html
6. Michael Behe, Eddie N. Colanter, Logan Paul Gage, Phillip Johnson
(por Robert Deyes)
segunda-feira, 9 de março de 2009
Peixe com cabeça transparente
Macropinna microstoma
Estes dias encontrei um artigo com fotografias de um ser marinho muito estranho. Inicialmente pensei até que se tratava de alguma brincadeira, uma imagem produzida com o photoshop.Cabeça transparente
Trata-se de um peixe das profundezas que tem uma cabeça transparente. E o mais curioso é que os olhos ficam no interior dessa parte transparente da cabeça.
Não se deixem enganar. Pois inicialmente também eu pensei que os dois pontos sobre a boca fossem os olhos. Mas não são os olhos, ali são as narinas. Os olhos ficam bem no interior daquela massa transparente. Reparem nas duas esferas verdes. Pois é! Aí sim estão os olhos.O nome cientifico do peixe é Macropinna microstoma, também conhecido por "Barreleyes".
Olhos tubulares
Deram-lhe o nome "barreleyes" porque os olhos em vez de serem esféricos, são cilíndricos. Esta forma permite uma melhor captação de luz nas profundidades onde vive. As lentes são bastante grandes. Tão grandes que se os olhos fossem esféricos seriam necessárias umas esferas gigantes. O design tubular dos olhos permite uma economia de espaço/forma. É mais como um telescópio do que como uma grande angular. Aqui fica um esquema lateral de um daqueles olhos:
L- O mesmo que brilha com uma cor verde nas fotosChapman's (1942) mesial view of the left eye of Macropinna microstoma. Abbreviations: RS = rectus superior, L =lens, OS = obliquus superior, OI = obliquus inferior, RIN = rectus internus, RI = rectus inferior, RE = rectus externus, OP = optic nerve.
Olhos rotativos
Como se não bastasse o animal tem uma cobertura do crânio completamente transparente, e os olhos giram no interior daquela massa transparente para olhar para o exterior.
Na imagem A o peixe está a olhar para cima, na vertical, através da sua cabeça. Na imagem B o peixe rodou os seus olhos binoculares para olhar em frenteVejam o video:
"O Macropinna é um peixe pequeno e escuro, com grandes barbatanas, uma boca pequena e um par de olhos notável.
As duas esferas verdes nestas imagens são as lentes dos olhos tubulares. Por trás dos olhos há um conjunto de grandes escamas. Os olhos estão dentro de um escudo transparente, que lembra a cobertura de um cockpit de um avião de combate. Em frente aos olhos h+a duas cápsulas escuras que contêm os orgãos olfactivos.
Normalmente, o Macropinna fica parado na água, silencioso, e usa as barbatanas grandes para permanecer estável e ao mesmo tempo sonda a água acima da cabeça à procura de comida. Quando a encontra, consegue rodar os olhos de maneira a olhar para a frente e assim incluir a boca no campo de visão.
Especulamos que o Macropinna rouba comida aos sifonóforos, animais alongados, com tentáculos que capturam as presas que nadam ao seu encontro.
Pensamos que o Macropinna nada até aos tentáculos e rouba a comida aos sifonóforos. O escudo por cima dos olhos protege estas estruturas sensiveis das células que há nos tentáculos dos sifonóforos que são como ferrões.
Também consegue rodar os olhos para evitar predadores... ou para evitar ser capturado por cientistas."
Bruce Robison, do Monterey Bay Aquarium Research Institute
Localização do Macropinna
A variedade da vida é extraordinária. Quando pensamos que já não nos surpreendemos facilmente, aparece-nos um bicho destes que parece que saiu de outro planeta, e deixa-nos com os olhos em bico e a cabeça a andar à roda.Mas este animal também é deste planeta. Segundo a Fishbase a distribuição do Macropinna é a seguinte:

Caros amigos darwinistas podem começar as vossas especulações evolutivas para a cabeça transparente, para a forma tubular dos olhos e para a capacidade rotativa dos mesmos. Depois é só juntar uns pozinhos darwinistico-selectivos e puff, aparecem logo várias historinhas fantásticas "muito fundamentadas" para o Macropinna. Rsrs
Continuar a Ler >>
Mas o evolucionismo e o darwinismo não explicam de forma satisfatória a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.
Este blog trata da Teoria do Design Inteligente, Darwinismo e Teoria da Evolução






