Com uma viagem cósmica virtual Carter Emmart mostra um atlas 3D do universo
Carter Emmart usa a astronomia e a modelação computacional para criar viagens pelo universo, tridimensionais, cientificamente exactas.
Veja mais viagens pelo universo em:
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Atlas Digital do Universo
terça-feira, 29 de junho de 2010
Organización Internacional para el Avance del Diseño Inteligente
No último podcast do ID the Future, entrevistei Mario Lopez, fundador da Organización Internacional para el Avance del Diseño Inteligente Científico (OIACDI), um grupo dedicado a promover a consciencialização sobre o Design Inteligente (DI) nas comunidades de língua espanhola. O site do grupo, OIACDI.org, contém uma variedade de recursos online, em espanhol, incluindo artigos, novidades e uma secção de Perguntas e Respostas sobre o DI. O OIACDI também publicou recentemente um livro, "Diseño Inteligente: Hacia Un Nuevo Paradigma Científico", que contém artigos dos principais pensadores do DI como William Dembski, Jonathan Wells, Michael Behe e Stephen Meyer, traduzidos para o espanhol.
Conforme discutido no podcast da entrevista com o Sr. Lopez, parte do objectivo do OIACDI é formar uma rede com os cientistas de língua espanhola, ajudando-os a contribuir para a investigação e pensamento do DI. O OIACDI também tem projectos de mais livros e com o tempo espera vir a lançar sucursais adicionais de media ..
Como parte dos seus esforços, algumas das pessoas afiliadas no OIACDI lançaram um blog, "Darwin o Diseño Inteligente" (DarwinoDI.com), que pretende tornar-se o blog principal da comunidade de língua espanhola para os interessados num diálogo sério e civilizado sobre o Design Inteligente.
(por Casey Luskin)
Clique aqui para ouvir a entrevista.
¿Darwin o Diseño Inteligente?
"¿Darwin o Diseño Inteligente?" (DarwinoDI.com) é mais um blog em espanhol sobre o Design Inteligente:
Bienvenidos. Este es un foro abierto a toda discusión crítica sobre el paradigma Darwiniano y su alternativa el Diseño Inteligente. Su propósito es buscar la verdad a la luz de la evidencia científica actual y al avance de la investigación biológica. No se compromete, por lo tanto, con la defensa de ningún prejuicio filosófico o metafísico, como tampoco se circunscribe a los límites del naturalismo materialista.
En base a esto su política de trabajo debe desarrollarse mediante intervenciones alturadas, basadas en argumentaciones y no en juicios de valor. Este foro no será tribuna para el insulto o la descalificación hacia ninguna de las partes enfrentadas. Las intervenciones deberan basarse en el respeto y una actitud intelectualmente honesta y objetiva. Y dentro de dichos limites agradeceremos cualquier valiosa colaboración.
Tradução:
Seja bem-vindo. Este é um fórum aberto a toda a discussão crítica sobre o paradigma darwinista e sobre a sua alternativa, o Design Inteligente. A sua finalidade é buscar a verdade à luz da evidência científica actual e dos progressos na pesquisa biológica. Não se compromete, portanto, com a defesa de qualquer preconceito filosófico ou metafísico, nem está confinado aos limites do naturalismo materialista.
Com base nisto a sua política de trabalho deve desenvolver-se mediante intervenções adequadas, baseadas em argumentos ao invés de juízos de valor. Este fórum não é um fórum para o insulto ou para a desqualificação de qualquer uma das partes beligerantes. As intervenções devem ser baseadas no respeito e numa atitude intelectualmente honesta e objectiva. E dentro desses limites agradecemos qualquer colaboração valiosa.
sábado, 5 de junho de 2010
Informação e Entropia nos Sistemas Vivos
Artigo com peer-review favorável ao Design Inteligente
Mais um artigo com peer-review (revisão por pares) favorável ao DI. É sobre os obstáculos termodinâmicos à evolução darwiniana. Da autoria do Professor Andy McIntosh, que lecciona Termodinâmica, e é um proponente do Design Inteligente no Reino Unido. Reparem na nota do editor:
A.C. McIntosh, "Informação e Entropia - Ladeira-a-baixo ou Ladeira-a-cima no Desenvolvimento dos Sistemas Vivos?" International Journal of Design & Nature and Ecodynamics 4(4) (2009): 351-385
Nota do Editor: Este artigo apresenta um paradigma diferente da visão tradicional. É, na visão desta revista, um artigo exploratório que não dá uma justificação completa para o ponto de vista alternativo. O leitor não deve assumir que a revista ou que os revisores concordam com as conclusões do artigo. É uma contribuição valiosa que desafia a visão convencional de que os sistemas podem-se projectar e organizar a si próprios. A revista espera que o artigo vá promover o intercâmbio de ideias neste tópico importante. Comentários são bem-vindos, sob a forma de "Cartas ao Editor".
Resumo: Este artigo trata da questão fundamental e que é um desafio à origem última da informação genética a partir de uma perspectiva termodinâmica. A teoria da evolução postula que as mutações aleatórias e a selecção natural podem aumentar a informação genética ao longo de gerações sucessivas. Argumenta-se frequentemente a partir de uma perspectiva evolutiva que isto não viola a segunda lei da termodinâmica, pois a entropia de um sistema não isolado poderia ser reduzida pela entrada de energia de uma fonte externa, especialmente do sol quando se considera a terra como um sistema biótico. Desta forma, propõe-se que um determinado sistema pode tornar-se organizado à custa de um aumento da entropia noutro lugar. No entanto, embora esse argumento funcione para estruturas tais como os flocos de neve que são formados por forças naturais, ele não funciona para a informação genética, porque o sistema de informação é composto de maquinaria que exige aumento dos níveis de energia livre precisos e não-espontâneos - e a energia livre em cristais como os flocos de neve é zero, quando a transição de fase ocorre. A maquinaria funcional dos sistemas biológicos como o DNA, RNA e proteínas exige que esse aumento nos níveis de energia livre preciso e não-espontâneo, seja formado nas ligações moleculares que são mantidas num estado longe do equilíbrio. Para além disso, as estruturas biológicas contêm instruções codificadas que, como é mostrado neste artigo, não são definidas pela matéria e pela energia das moléculas que carregam esta informação. Assim, a complexidade especificada não pode ser criada por forças naturais, mesmo em condições que estão longe do equilíbrio. A informação genética necessária para codificar estruturas complexas como as proteínas na realidade necessita de informação que organiza as forças naturais que a rodeiam e não o contrário - é crucial que a informação não é definida pelo material em que se encontra. O sistema de informação a nível local requer que a energia livre da máquina molecular seja aumentada para que a informação seja armazenada. Por conseguinte, as leis fundamentais da termodinâmica mostram que a redução da entropia que pode ocorrer naturalmente em sistemas não-isolados, não é um argumento suficiente para explicar quer a origem da maquinaria biológica quer a informação genética que está entrelaçado de forma inextricável com ela. Este artigo destaca a natureza distinta e não material da informação e sua relação com a matéria, com a energia e com as forças naturais. Propõe-se concluir que é a informação não-material (transcendente à matéria e à energia) que está na realidade a restringir a termodinâmica local para que esteja em desequilíbrio ordenado e com o especificado aumento dos níveis de energia livre necessários para as máquinas moleculares e celulares operarem.
Artigo original em inglês:
A. C. McIntosh, “Information and Entropy—Top-Down or Bottom-Up Development in Living Systems?” International Journal of Design & Nature and Ecodynamics 4(4) (2009): 351-385
Editor’s Note: This paper presents a different paradigm than the traditional view. It is, in the view of the Journal, an exploratory paper that does not give a complete justification for the alternative view. The reader should not assume that the Journal or the reviewers agree with the conclusions of the paper. It is a valuable contribution that challenges the conventional vision that systems can design and organise themselves. The Journal hopes that the paper will promote the exchange of ideas in this important topic. Comments are invited in the form of ‘Letters to the Editor’.
Abstract: This paper deals with the fundamental and challenging question of the ultimate origin of genetic information from a thermodynamic perspective. The theory of evolution postulates that random mutations and natural selection can increase genetic information over successive generations. It is often argued from an evolutionary perspective that this does not violate the second law of thermodynamics because it is proposed that the entropy of a non-isolated system could reduce due to energy input from an outside source, especially the sun when considering the earth as a biotic system. By this it is proposed that a particular system can become organised at the expense of an increase in entropy elsewhere. However, whilst this argument works for structures such as snowflakes that are formed by natural forces, it does not work for genetic information because the information system is composed of machinery which requires precise and non-spontaneous raised free energy levels – and crystals like snowflakes have zero free energy as the phase transition occurs. The functional machinery of biological systems such as DNA, RNA and proteins requires that precise, non-spontaneous raised free energies be formed in the molecular bonds which are maintained in a far from equilibrium state. Furthermore, biological structures contain coded instructions which, as is shown in this paper, are not defined by the matter and energy of the molecules carrying this information. Thus, the specified complexity cannot be created by natural forces even in conditions far from equilibrium. The genetic information needed to code for complex structures like proteins actually requires information which organises the natural forces surrounding it and not the other way around – the information is crucially not defined by the material on which it sits. The information system locally requires the free energies of the molecular machinery to be raised in order for the information to be stored. Consequently, the fundamental laws of thermodynamics show that entropy reduction which can occur naturally in non-isolated systems is not a sufficient argument to explain the origin of either biological machinery or genetic information that is inextricably intertwined with it. This paper highlights the distinctive and non-material nature of information and its relationship with matter, energy and natural forces. It is proposed in conclusion that it is the non-material information (transcendent to the matter and energy) that is actually itself constraining the local thermodynamics to be in ordered disequilibrium and with specified raised free energy levels necessary for the molecular and cellular machinery to operate.
Veja também:
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Um Novo Modelo para a Evolução: o Rizoma
Os evolucionistas têm um problema. A teoria deles não se encaixa com os factos, mas apesar disso tem que ser verdade. Eles têm que mudar constantemente a história deles, enquanto que ao mesmo tempo insistem que ela é um facto. Como um fluxo Heracliteano, ela está a mudar constantemente, e mesmo assim chamam-lhe sempre a mesma coisa. Os evolucionistas são constantemente surpreendidos pela ciência, mas, eufemisticamente, eles chamam a isso de “progresso". Um artigo recente publicado na The Lancet, sugerindo que a evolução é como um rizoma, é um bom exemplo da loucura da evolução, é tão óbvio.
“Em 2009, com o aniversário dos 200 anos do nascimento de Darwin, o conceito de Darwinismo tornou-se tão popular que foi celebrado na maioria das revistas de biologia. No entanto, a teoria darwinista da evolução está associada com o conhecimento científico ultrapassado e crenças ultrapassadas do século 19. A teoria caracteriza-se por uma descrição da vida com a forma de uma árvore na qual se pensa que todos os organismos vivos têm um único ancestral e em que cada nódulo representa um ancestral comum (a árvore de Darwin) … A estrutura de base do nosso conhecimento actual mudou substancialmente. …”
Darwin tinha a certeza de que Deus não teria criado o padrão de hierarquia que se pensava que as espécies formavam. Hoje sabemos que aquele padrão é um modelo grosseiro e inadequado.
“No século 21, a revolução genómica trouxe uma mudança importante no modo como nós pensamos sobre a vida, que nos tem forçado a reconsiderar a maneira como descrevemos a evolução. Os dados genómicos têm-se acumulado gradualmente e mostram que houve fontes múltiplas da origem de informação genética dos organismos vivos, com herança a ocorrer não só verticalmente mas também lateralmente. Tal transferência lateral de genes, observada inicialmente somente em bactérias, foi rapidamente identificada em todos os organismos vivos. Por exemplo, o genoma humano é um mosaico de genes com origens eucarióticas, bacterianas (na mitocôndria e no núcleo), e virais. …”
Múltiplas origens, vertical, lateral, gradual, puntuada, para trás, para a frente. Entenderam?
“Portanto, actualmente nós não podemos identificar um único ancestral comum para o repertório de genes de qualquer organismo. A análise comparativa de genomas mostra não apenas um nível substancial de plasticidade no repertório de genes, mas também fornece evidência de que praticamente todos os genes, incluindo os genes ribossomais, foram trocados ou recombinados em algum episódio no passado. Acima de tudo, agora pensa-se que não existem dois genes que tenham uma história similar ao longo da árvore filogenética.”
Então, por que precisamos de um dogma do século 19?
“Além disso, existem alguns genes que não têm uma só história, devido à ocorrência de recombinações intragênicas. Portanto, a representação de um via evolucionária em forma de árvore que leva a um único ancestral comum na base da análise de um ou mais genes fornece uma representação incorrecta da estabilidade e da hierarquia da evolução. Finalmente, a analise de genomas tem revelado que uma proporção muito alta de genes provavelmente são recém-criados através da fusão de genes, degradação, ou de outros eventos, e que alguns genes só são encontrados num organismo (chamados de ORFans). Estes genes não pertencem a nenhuma árvore filogenética e representam novas criações genéticas.”
Quando o evolucionista afirma que os genes que aparecem vindos do nada “provavelmente são recém-criados através da fusão de genes, degradação, ou de outros eventos", ele quer dizer que não evoluiu pela narrativa convencional de descendência comum, ou pela via da transferência horizontal de genes. Aquelas vias são descartadas, de maneira que o evolucionista deve aceitar esquemas improváveis. Ele então rotula-os de “prováveis” não porque a ciência e a matemática revelem que seja assim, mas porque a evolução tem que ser verdade.
“Um conceito pós-darwinista de espécies vivas pode ser proposto, para integrar as teorias da multiplicidade e criação de novidade… Eu acredito que a evolução das espécies se parece muito mais com um rizoma (ou com um micélio). Consequentemente, esta visão da evolução parece-se com um conjunto de raízes que considera a ocorrência de multiplicidades. As espécies que surgem crescem a partir do rizoma com um repertório de genes de várias origens que irá permitir, sob condições ambientais favoráveis, a multiplicação e a perpetuação desta espécie. Como tal, novas potenciais espécies e novos genes estão continuamente a aparecer.”Este foi um bom exemplo de como o pensamento evolucionário faz chacota da ciência.
“Eu sugiro que nós respeitemos a mente revolucionária de Darwin e permitamos que a própria teoria da evolução evolua de uma árvore para um rizoma.”
Não existe muito para respeitar. Darwin não foi um intelectual revolucionário. O levantamento de peso teológico e filosófico foi feito muito antes de Darwin embarcar num navio e ir a algum lugar. Darwin tinha um bom domínio da ciência, mas virou-a de cabeça para baixo para que se encaixasse com a metafísica daquele tempo.
(por Cornelius Hunter)
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parte do artigo supracitado, em inglês:
In 2009, with the 200th anniversary of Darwin's birthday, the concept of Darwinism became so popular that it was celebrated in most biological journals. However, the Darwinist theory of evolution is associated with the scientific knowledge and outdated beliefs of the 19th century. The theory is characterised by a description of life as a tree in which all living organisms are thought to have a single ancestor and where each node represents a common ancestor (Darwin's tree) … The structure of our current knowledge base has changed substantially. …
In the 21st century, the genomic revolution has brought about an important change in the way we think about life, which has forced us to reconsider the way we describe evolution. Genomic data have gradually accumulated and show that there were multiple original sources of the genetic information of living organisms, with inheritance occurring not only vertically but also laterally. Such lateral gene transfer, initially observed only in bacteria, was quickly identified in all living organisms. For example, the human genome is a mosaic of genes with eukaryotic, bacterial (in the mitochondria and the nucleus), and viral origins. …
Thus we cannot currently identify a single common ancestor for the gene repertoire of any organism. Comparative genome analysis shows not only a substantial level of plasticity in the gene repertoire, but also provides evidence that nearly all genes, including ribosomal genes, have been exchanged or recombined at some point in time. Overall, it is now thought that there are no two genes that have a similar history along the phylogenic tree.
Moreover, there are some genes that do not have a single history, due to the occurrence of intragenic recombinations. Therefore the representation of the evolutionary pathway as a tree leading to a single common ancestor on the basis of the analysis of one or more genes provides an incorrect representation of the stability and hierarchy of evolution. Finally, genome analyses have revealed that a very high proportion of genes are likely to be newly created through gene fusion, degradation, or other events, and that some genes are only found in one organism (named ORFans). These genes do not belong to any phylogenic tree and represent new genetic creations.
A post-Darwinist concept of the living species can be proposed, to integrate the theories of multiplicity and de-novo creation … I believe that the evolution of species looks much more like a rhizome (or a mycelium). Consequently, this view of evolution resembles a clump of roots that considers the occurrence of multiplicities. Emerging species grow from the rhizome with gene repertoires of various origins that will allow, under favourable environmental conditions, the multiplication and perpetuation of this species. As such, potential new species and new genes are continuously appearing.
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sexta-feira, 28 de maio de 2010
Ardi não é ancestral do homem
O fóssil Ardipithecus ramidus tinha sido promovido a descoberta do ano, em 2009.
Eu avisei que provavelmente não iria demorar muito para que a Ardi perdesse toda a importância que foi anunciada em tantos artigos científicos em 2009, com tantos evolucionistas eufóricos a celebrar a avozinha de todos, juntamente com os grandes meios de comunicação.
Parece que, como eu tinha previsto, à prateleira das vergonhas evolucionistas, ao Ida, e ao Tiktaalik, que tinham também sido amplamente celebrados como grandes e extraordinárias descobertas fósseis pelos evolucionistas (apoiados sempre pelos meios de comunicação servis a Darwin), e que depois afinal perderam toda essa importância, vai-se juntar agora a "reles macaca" Ardi.
Quem diria que apenas alguns meses depois já temos o desmentido de mais uma balela evolucionista:
Estudo diz que Ardi, de 4,4 milhões de anos, não é ancestral do homem
Querem destronar Ardi. A fêmea primata de 4,4 milhões de anos virou ícone da espécie Ardipithecus ramidus, um dos mais antigos ancestrais do homem. Mas não passaria de uma reles macaca, acusa um novo estudo.
Ironicamente, o "rebaixamento" da espécie de Ardi está sendo proposto nas páginas da prestigiosa revista especializada "Science", a mesma que alçou a suposta fêmea de hominídeo (ancestral humano) à categoria de descoberta do ano em 2009.
O esqueleto quase completo da criatura, bem como hipóteses detalhadas sobre sua locomoção e até sua vida sexual, foram descritos em 11 artigos científicos no dia 2 de outubro do ano passado.
Ardi e seus companheiros de espécie estariam entre os primeiros primatas a comprovadamente caminhar com duas pernas, tal como o homem. É o que argumentava a equipe liderada por Tim White, da Universidade da Califórnia em Berkeley (Costa Oeste dos EUA).
Besteira, declarou à Folha Esteban Sarmiento, primatologista da Fundação Evolução Humana, em Nova Jersey. "O Ardipithecus é um quadrúpede palmígrado [ou seja, apoiava-se nas plantas das quatro patas], e não um bípede. Aliás, é muito difícil dizer se o fóssil [Ardi] era um macho ou uma fêmea."
Mais importante ainda: o animal seria, na verdade, um grande macaco africano primitivo, talvez anterior à separação entre as linhagens de humanos e chimpanzés.
INTERPRETAÇÃO:
Até certo ponto, problemas de interpretação são naturais quando se trata de um fóssil como esse. Embora fragmentos de outros indivíduos da espécie já tenham sido achados, Ardi é, de longe, a mais importante fonte para entender o A. ramidus, por causa de seu esqueleto relativamente completo.
Ocorre, porém, que os milhões de anos de preservação distorceram vários dos ossos do bicho, em especial os da pelve (quadril), importantes justamente no debate "dois pés versus quatro patas".
Além disso, a idade remota, próxima do momento estimado para a separação evolutiva entre as linhagens do homem e do chimpanzé, também é fonte de confusão. Isso porque, em tese, quanto mais perto dessa divergência, mais difícil fica dizer quem é pré-humano e quem é apenas macaco.
Sarmiento aponta que White e companhia teriam errado feio na interpretação dos detalhes mais significativos do esqueleto. Em resumo, ele diz que traços dos dentes, da pelve e dos membros da espécie lembram mais os dos grandes macacos mais antigos, com uns 10 milhões de anos.
O problema é que esses bichos mais primitivos só foram encontrados até agora na Europa e na Ásia. Há uma lacuna no registro deixado pelos fósseis na África, tanto que até agora ninguém reconheceu oficialmente a descoberta de um protochimpanzé ou protogorila.
Sarmiento aposta que a "mania" de achar apenas hominídeos na África, com idade de 7 milhões de anos para cima, pode ser explicada por um viés dos cientistas: ninguém quer afirmar que achou "apenas" um ancestral dos chimpanzés ou dos gorilas, critica ele.
CONTRA OU A FAVOR
Paleoantropólogos ouvidos pela Folha disseram que a crítica tem fundamento.
"Embora o Dr. White e seus colegas tenham descoberto um fóssil fabuloso de grande macaco, tentaram forçar a mão e transformá-lo num hominídeo, coisa para a qual não há base nenhuma", diz o americano Lee Berger, da Universidade do Witwatersrand (África do Sul).
"Creio que esse é só o primeiro de uma avalanche de artigos. Apesar da força considerável de personalidade do Dr. White, nem ele é capaz de forçar a área a aceitar o A. ramidus como hominídeo."
John Hawks, da Universidade de Wisconsin em Madison, também diz esperar mais publicações criticando a descrição de Ardi.
"Sarmiento argumentou corretamente em vários pontos. Por exemplo, várias comparações recentes do genoma do homem e de primatas mostraram que o ancestral comum de chimpanzés e humanos viveu em torno de 4 milhões de anos atrás", diz.
"Ardi e outros supostos hominídeos, portanto, seriam velhos demais para serem ancestrais do homem. Muitos paleontólogos preferem ignorar os dados genéticos, mas não acho que seja tão simples assim."
Em resposta na própria "Science", White e colegas se defendem. Afirmam ter feito a lição de casa exigida por Sarmiento, ao "comparar detalhadamente" a espécie de Ardi com os grandes macacos mais antigos.
Também lembram que, apesar da descrição recente de Ardi, outros exemplares da espécie tinham sido revelados ao público desde os anos 1990. "Nesses 15 anos, o status do Ardipithecus como hominídeo foi amplamente aceito" pela comunidade científica, afirmam eles.
Fonte: Folha.com - ciência
Posts relacionados com o Ardipithecus ramidus:
Mas o evolucionismo e o darwinismo não explicam de forma satisfatória a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.
Este blog trata da Teoria do Design Inteligente, Darwinismo e Teoria da Evolução






