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sábado, 12 de março de 2011

Craig Venter diz que não existe árvore da vida

Craig Venter afirma que não há uma árvore da vida, e Richard Dawkins nem quer acreditar no que está a ouvir!

Interessante troca de palavras entre Craig Venter (cuja fama advém do genoma humano) e Richard Dawkins (famoso como neo-ateu). Venter nega a descendência comum, Dawkins não pode acreditar que ele sequer a questionasse. Para ver o "debate" entre Craig Venter e Dawkins, avance o vídeo até aos 9 minutos.


Investigadores da origem da vida como Ford Doolittle e Carl Woese questionaram há algum tempo se existe mesmo uma árvore da vida. Venter segue-lhes as pisadas.

O que é interessante nem é tanto se Venter está certo (eu acho que ele está), mas aquilo que o seu desacordo com a ortodoxia darwiniana sugere quanto ao desnorte no estudo das origens biológicas. Se a descendência comum não está bem, o que é que está? Imagine os físicos no século após Newton questionando se há mesmo uma tal força da gravidade ou sugerindo que esta se decompõe em vários tipos de forças gravitacionais.

O desacordo de Venter em relação à ortodoxia é algo ainda mais drástico. A origem comum é o sanctum sanctorum da biologia evolutiva. Se cientistas da estatura de Venter a profanam, o que vem a seguir?

(por William Dembski)

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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Animações do interior da célula

Depois do vídeo de biologia celular do último post as animações seguintes vêm mesmo a calhar.

A Maquinaria da Vida

Recentemente, encontrei duas animações do interior da célula impressionantes, que servem para realçar a pura beleza, magnificência, e o poder do design inteligente.

Aqueles entre nós que têm andado nos meios do DI por algum tempo, sem dúvida, reconhecerão muito da primeira animação:

(Infelizmente este vídeo já não está disponível)

Esta animação é uma compilação de clipes que foram utilizados no material multimídia do DI, agregados de forma incrivelmente elegante, com uma trilha sonora de fundo nova, inspiradora.

Há alguns meses atrás, Pigliucci e Boundry expressaram seu forte desagrado em relação a metáforas de máquinas na ciência. Se se lembrarem, Pigliucci e Boundry disseram que,
...se queremos manter o Design Inteligente fora da sala de aula, não só temos de excluir a "teoria" do currículo de biologia, mas também temos que estar atentos ao uso de metáforas científicas que sustentam enganos como o do design relacionado com os sistemas vivos. Nós argumentamos que a metáfora das informações-máquinas em Biologia, não só engana os estudantes e o público em geral, mas não pode deixar de dirigir até o pensamento dos cientistas envolvidos e, por conseguinte o tipo de perguntas que eles procuram responder e a abordagem que usam para fazê-lo.
Só podemos imaginar qual seria a reacção deles à seguinte animação. Nem quero pensar. Veja você mesmo:



(por Jonathan M)

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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Vídeo de Biologia Celular

Este vídeo, legendado em português, apresenta-nos o incrível mundo do interior da célula. Impressiona pelo realismo das imagens que traduzem um pouco aquilo que é a extraordinária complexidade/organização que existe no interior de uma célula eucariótica.


Quem tiver noções de biologia celular certamente vai reconhecer alguns dos processos e mecanismos retratados nesta animação de grande qualidade.

Mas não se acanhe, mesmo que não tenha qualquer formação em biologia, dê uma espreitadela e maravilhe-se.

Chamo a atenção por exemplo para a proteína motora que caminha sobre um microtúbulo transportando "às costas" uma vesícula que é necessária noutra zona da célula (ver min 3:47).


A Vida Interior de Uma Célula

Enquanto os glóbulos vermelhos são transportados a altas velocidades por um fluxo sanguíneo forte, os leucócitos rolam lentamente nas células do endotélio (endotélio = camada interna dos vasos sanguíneos). A P-selectina encontra-se nas células do endotélio e nas plaquetas sanguíneas activadas. A P-selectina das células do endotélio interage com o PSGL-1, uma glicoproteína das microvilosidades dos leucócitos. Os leucócitos, empurrados pela corrente sanguínea, têm que rolar sobre as células do endotélio, uma vez que quando se quebram determinadas interacções formam-se outras novas. Estas interacções são possíveis porque o domínio extracelular de ambas as proteínas emerge da matiz extracelular, que cobre a superfície de ambos os tipos de células.


A superficie exterior da bicamada de lípidos está enriquecida por esfingolípidos e tem um revestimento de fosfatos. Os esfingolípidos que ficam acima do resto dos lípidos, "jangada de lípidos", mobilizam proteínas específicas. A sua rigidez deve-se ao empacotamento apertado das moléculas de colesterol com a cadeia de hidrocarbonetos dos esfingolípidos. Fora destas "jangadas de lípidos", as cadeias de hidrocarbonetos inssaturadas e concentrações de colesterol mais baixas resultam em maior fluidez. Nos locais de inflamação, a quimocina segregada aos proteoglicanos das células do endotélio, liga-se aos sete domínios transmembranares, receptores da superfície dos leucócitos. Esta ligação estimula os leucócitos e faz disparar uma cascata de reacções de sinalização intracelular.

A superficie interior da bicamada tem uma composição diferente da camada exterior. Enquanto algumas proteínas atravessam a membrana, outras, ou estão ancoradas à camada interior por ligações covalentes estabelecidas por cadeias de ácidos gordos, ou estão ligadas não covalentemente a proteínas da membrana. Os complexos de proteínas resultantes destas ligações são cruciais para a transmissão dos sinais através da membrana plasmática.

Abaixo da bicamada lipídica os tetrâmeros espectrina dispostos num arranjo hexagonal são fixados por proteínas da membrana. Esta rede forma o esqueleto da membrana que contribui para a estabilidade da membrana e para a distribuição de proteínas nesta. O citoesqueleto é formado por redes de proteínas filamentosas que são responsáveis pela organização espacial dos componentes citoesqueléticos. Dentro das microvilosidades os filamentos de actina formam ligações apertadas entre partes paralelas. Estas ligações são estabilizadas por proteínas de ligação cruzada. Esta rede de actina adopta uma estrutura tipo gel estabilizada por uma variedade de proteínas que se ligam à actina. Os filamentos, adquirem uma carga negativa, através de um complexo de proteínas que cresce longe da membrana plasmática, através da adição de monómeros de actina à sua extremidade positiva. A rede de actina é uma estrutura muito dinâmica, ocorrendo uma contínua polimerização direccional e desmontagem. A proteína de Severing induz clivagens nos filamentos e conduz à formação de fragmentos mais curtos que despolimerizam rapidamente, ou dão origem a novos filamentos. O citoesqueleto inclui uma rede de microtúbulos criados pela associação lateral de protofilamentos formados pela polimerização de dois milhões de dímeros. Enquanto a extremidade positiva de alguns microtúbulos se estende na direcção da membrana plasmática, as proteínas estabilizam a conformação curva de alguns protofilamentos de outros microtúbulos, causando a rápida despolimerização da sua extremidade positiva.

Os microtúbulos proporcionam um caminho através do qual diferentes vesículas podem viajar através da membrana plasmática, para dentro ou para fora da célula. O movimento direccional destas vesículas de carga deve-se a uma familia de proteínas motoras que ligam estas vesículas aos microtúbulos. Organelas como as mitocôndrias estão fracamente ligadas ao citoesqueleto. A mitocôndria muda de forma continuamente e a sua orientação é parcialmente guiada pela sua interacção com os microtúbulos. Todos os microtúbulos são originados a partir do centrossoma: uma estrutura discreta fibrosa contendo dois centríolos ortogonais localizada perto do núcleo celular.

Poros no envoltório nuclear permitem a importação de partículas contendo mRNA e proteínas do núcleo para o citosol (citoplasma). Aqui ribossomas livres traduzem as moléculas de mRNA em proteínas. Algumas destas proteínas ficam no citosol.Outras irão associar-se com proteínas específicas e serão importadas para as mitocôndrias ou outros organitos. A síntese das proteínas na célula é iniciada pelos ribossomas livres que depois ancoram em translocalizadores na superficie do retículo endoplasmático. Certas proteínas passam através de um por "aquoso" no translocalizador. As proteínas segregadas acumulam-se no lúmen do retículo endoplasmático. Enquanto outras proteínas ficam embutidas no citoplasma. As proteínas são transportadas do retículo endoplasmático para o aparelho de Golgi por vesículas que se deslocam através dos microtúbulos.

A glicosilação das proteínas iniciada no retículo endoplasmático é completada no interior do lúmen do aparelho de Golgi. As proteínas completamente glicosiladas são transportadas do aparelho de Golgi para a membrana plasmática. Quando uma vesícula se funde com a membrana plasmática, as proteínas contidas no interior da vesícula são segregadas e as proteínas que penetram na membrana celular difundem-se através desta. Nos locais de inflamação, a quimocina segregada pelas células do endotélio liga-se aos domínios GPCR (receptores transmembranares). Esta ligação origina uma mudança conformacional na zona do receptor que se ligou à quimocina. E a consequente activação de uma subunidade da proteína G. A activação desta subunidade da proteína G gera uma cascata de activações de proteínas. Esta acção conjunta leva à activação e aglomeração de moléculas de integrina no interior das "jangadas de lípidos". Ocorre uma mudança conformacional dramática no domínio extracelular da integrina activada. Estas mudanças permitem a interacção com as proteínas ICAM (moléculas de adesão intercelular) dispostas à superficie do endotélio. Estas interacções fortes imobilizam o leucócito no local da inflamação. Acontecimentos posteriores originam uma reorganização prfunda do citoesqueleto, o que resulta no espalhamento de uma das superfícies do leucócito. Uma das extremidades do leucócito introduz-se entre as células do endotélio. E o leucócito migra através das paredes do vaso sanguíneo até ao tecido inflamado.

Rolamento, activação, adesão e migração transendotelial são as quatro etapas de um processo designado como extravasação de leucócitos (diapedese).

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Alfred Russel Wallace: A Rediscovered Life

O novo livro de Michael Flannery, Alfred Russel Wallace: Uma Vida Redescoberta, faz justiça a Alfred Russel Wallace.



No vídeo acima, o Professor Flannery compara Wallace a um Indiana Jones Victoriano e explica como ele foi o pai da biogeografia moderna e o arquitecto da evolução inteligente, que defendia que a descendência comum foi dirigida, projectada de forma inteligente, e com propósito.

(por Anika Smith)

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O darwinismo é falseável ?

Michael Behe, bioquímico norte-americano, professor de bioquímica da universidade de Lehigh, fala sobre a questão do Design Inteligente ser ou não falseável e do Evolucionismo ser ou não falseável.


Tradução do que diz Behe no vídeo:

"A Academia Nacional de Ciências objectou que o design inteligente não é falseável, e eu penso que o que é verdade é precisamente o oposto. O design inteligente está bem aberto à falseabilidade. Eu alego, por exemplo, que o flagelo bacteriano não pode ser produzido pela selecção natural; ele precisava de ter sido deliberadamente projectado. Bem, tudo o que um cientista tem que fazer para provar que estou errado é pegar numa bactéria sem flagelo, ou eliminar os genes do flagelo numa bactéria, ir para o seu laboratório e desenvolver a bactéria por um longo período e ver se ele produz alguma coisa que se assemelhe a um flagelo. Se isso tiver acontecido, o design inteligente, como eu o entendo, terá sido 'apanhado'. Eu certamente não espero que isso aconteça, mas é facilmente falseável por uma série dessas experiências.

Agora vamos colocar a questão ao contrário, Como é que nós falseamos a afirmação de que foi a selecção natural que produziu o flagelo bacteriano? Se esse mesmo cientista fosse para o laboratório e eliminasse os genes do flagelo, desenvolvesse a bactéria por um longo período, e nada acontecesse, bem, ele diria que talvez não tivéssemos começado com a bactéria certa, talvez não tenhamos esperado tempo suficiente, talvez precisemos uma população maior, e seria muito mais difícil de falsear a hipótese Darwiniana.

Eu penso que o oposto é que é verdade. Eu penso que o design inteligente é facilmente testável, facilmente falseável, embora nunca tenha sido falseado."

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sábado, 11 de dezembro de 2010

Behe e os limites da evolução

Michael Behe, o autor muito odiado do The Edge of Evolution esteve recentemente em digressão, na Grã-Bretanha.

Ultimamente a maior heresia de Behe foi detalhar o que o darwinismo pode e o que não pode fazer, tal como mostram as experiências e as evidências. Por alguma razão, este homem tem problemas em reabilitar a mágica e chamar-lhe evolução darwiniana - mas é mesmo assim que são os hereges.

Parece que ele não ficou sem resposta, e não apenas das "taças de arroz" de Darwin. Aqui está um programa de rádio com um darwinista cristão britânico, Keith Fox. Clique aqui para ter acesso ao mp3 do podcast e aqui para Itunes.

Algumas palavras:
Foi um choque para as pessoas do século XIX, quando descobriram, a partir de observações que a ciência tinha feito, que muitas características do mundo biológico poderiam ser atribuídas ao elegante princípio da selecção natural. - Michael Behe

É um choque para nós no século XX, descobrir, a partir de observações que a ciência tem feito, que os mecanismos fundamentais da vida não podem ser atribuídas à selecção natural e, portanto, foram projectados. Mas temos de lidar com o nosso choque da melhor maneira possível e seguir em frente. - Michael Behe
Leia mais aqui.

(por O'Leary)

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A origem da vida não é consensual. A evolução dos seres vivos não é consensual. A teoria de Lamarck, a teoria de Darwin, e outras, propuseram a transformação dos seres vivos ao longo do tempo.

Mas o evolucionismo e o darwinismo não explicam de forma satisfatória a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.


Este blog trata da Teoria do Design Inteligente, Darwinismo e Teoria da Evolução