“Concordamos que muito poucos descendentes sobrevivem para se reproduzir e que as populações mudam ao longo do tempo, e que portanto a selecção natural é de extrema importância para o processo evolucionário. Mas esta reivindicação Darwinista para explicar toda a evolução é uma meia-verdade popular cuja falta de poder explicativo é compensada somente pela ferocidade religiosa da sua retórica. Embora as mutações aleatórias tenham influenciado o curso da evolução, a sua influência foi principalmente por perda, alteração, e refinamento. Uma mutação confere resistência à malária mas também transforma as felizes células sanguíneas em células falciformes deficientes portadoras de oxigênio dos anémicos. Outra mutação converte um lindo recém-nascido num paciente de fibrose cística ou numa vítima precoce de diabetes. Uma mutação faz com que uma mosca da fruta de olhos vermelhos, voadora, não desenvolva asas. Nunca, porém, aquela mutação fez uma asa, um fruto, um caule lenhoso, ou uma garra, aparecer. Em resumo, as mutações tendem a induzir doenças, morte, ou deficiências. Nenhuma evidência na vasta literatura das mudanças hereditárias mostra uma evidência inequívoca de que uma mutação aleatória, mesmo com isolamento geográfico de populações, leve a especiação. Então, como é que surgem novas espécies? Como é que os repolhos descendem de pequeníssimas plantas selvagens do Mediterrâneo, ou os porcos de javalis selvagens?"
(Lynn Margulis & Dorion Sagan, Acquiring Genomes: A Theory of the Origins of the Species, p. 29 (Basic Books, 2003).)
“Mas muitos biólogos afirmam têm a certeza que as mutações aleatórias (acaso sem propósito) é a fonte das variações herdadas que gera novas espécies de vida e que a vida evoluiu num único tronco comum, numa árvore filogenética ramificada de padrão dicotômico! "Não!" eu digo. Então como uma espécie evoluiu para uma outra espécie? Esta questão profunda de pesquisa é constantemente minada pela hegemonia que se vangloria de sua solução “correcta”. Especialmente dogmáticos são aqueles modeladores moleculares da "árvore da vida" que, ignorantes de topologias alternativas (tais como redes), não estudam os ancestrais. Vítimas da “falácia da concretização indevida” whiteheadiana, eles correlacionam o código de computador com nomes dados por “autoridades” a organismos que nunca viram! A nossa investigação zelosa, sempre fiel ao deus que mora nos detalhes, desafia abertamente tal certeza dogmática. Isto é ciência”.
(Lynn Margulis, "The Phylogenetic Tree Topples," American Scientist, Vol 94 (3) (May-June, 2006).)
"Este é o problema que tenho com os neo-darwinistas: Eles ensinam que o que gera a novidade é a acumulação de mutações aleatórias no DNA, numa direcção definida pela selecção natural. Se você quiser ovos maiores, você selecciona as galinhas que estão pondo os ovos maiores, e você consegue ovos cada vez maiores. Mas você também consegue galinhas com penas defeituosas e pernas arqueadas. A selecção natural elimina e talvez mantenha, mas ela não cria... Os neo-darwinistas dizem que novas espécies surgem quando as mutações ocorrem e modificam o organismo. Ensinaram-me uma e outra vez que a acumulação de mutações aleatórias levou à mudança evolucionaria - conduziu a novas espécies. Eu acreditei nisso até que eu olhei para as evidências."
“O que você gostaria de ver era um bom caso de mudança gradual de uma espécie em outra, no campo, no laboratório, ou no registo fóssil – e de preferência nos três. O grande mistério para Darwin era porque não existia nenhum registo antes de um ponto específico [datado em 542 milhões de anos por investigadores modernos], e depois, subitamente, no registo fóssil você tem quase todos os principais tipos de animais. Os paleontólogos Niles Eldredge e Stephen Jay Gould estudaram lagos na África Oriental e nas ilhas das Caraibas procurando a mudança gradual de Darwin de uma espécie de trilobite, ou de caramujo, para outra espécie. O que eles encontraram foram bastantes variações para a frente e para trás, e depois –- puff –- uma nova espécie funcional. Não existe gradualismo no registo fóssil”.
(por Casey Luskin)
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