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segunda-feira, 9 de março de 2009

Peixe com cabeça transparente

Macropinna microstoma

Macropinna microstomaEstes dias encontrei um artigo com fotografias de um ser marinho muito estranho. Inicialmente pensei até que se tratava de alguma brincadeira, uma imagem produzida com o photoshop.

Cabeça transparente

Trata-se de um peixe das profundezas que tem uma cabeça transparente. E o mais curioso é que os olhos ficam no interior dessa parte transparente da cabeça.

Macropinna microstoma - Olhos - eyesNão se deixem enganar. Pois inicialmente também eu pensei que os dois pontos sobre a boca fossem os olhos. Mas não são os olhos, ali são as narinas. Os olhos ficam bem no interior daquela massa transparente. Reparem nas duas esferas verdes. Pois é! Aí sim estão os olhos.

O nome cientifico do peixe é Macropinna microstoma, também conhecido por "Barreleyes".

Olhos tubulares

Deram-lhe o nome "barreleyes" porque os olhos em vez de serem esféricos, são cilíndricos. Esta forma permite uma melhor captação de luz nas profundidades onde vive. As lentes são bastante grandes. Tão grandes que se os olhos fossem esféricos seriam necessárias umas esferas gigantes. O design tubular dos olhos permite uma economia de espaço/forma. É mais como um telescópio do que como uma grande angular. Aqui fica um esquema lateral de um daqueles olhos:

L- O mesmo que brilha com uma cor verde nas fotos
Chapman's (1942) mesial view of the left eye of Macropinna microstoma. Abbreviations: RS = rectus superior, L =lens, OS = obliquus superior, OI = obliquus inferior, RIN = rectus internus, RI = rectus inferior, RE = rectus externus, OP = optic nerve.

Olhos rotativos

Como se não bastasse o animal tem uma cobertura do crânio completamente transparente, e os olhos giram no interior daquela massa transparente para olhar para o exterior.

Macropinna microstoma - Orientação Olhos - eyes orientationNa imagem A o peixe está a olhar para cima, na vertical, através da sua cabeça. Na imagem B o peixe rodou os seus olhos binoculares para olhar em frente

Vejam o video:


"O Macropinna é um peixe pequeno e escuro, com grandes barbatanas, uma boca pequena e um par de olhos notável.
As duas esferas verdes nestas imagens são as lentes dos olhos tubulares. Por trás dos olhos há um conjunto de grandes escamas. Os olhos estão dentro de um escudo transparente, que lembra a cobertura de um cockpit de um avião de combate. Em frente aos olhos h+a duas cápsulas escuras que contêm os orgãos olfactivos.
Normalmente, o Macropinna fica parado na água, silencioso, e usa as barbatanas grandes para permanecer estável e ao mesmo tempo sonda a água acima da cabeça à procura de comida. Quando a encontra, consegue rodar os olhos de maneira a olhar para a frente e assim incluir a boca no campo de visão.
Especulamos que o Macropinna rouba comida aos sifonóforos, animais alongados, com tentáculos que capturam as presas que nadam ao seu encontro.
Pensamos que o Macropinna nada até aos tentáculos e rouba a comida aos sifonóforos. O escudo por cima dos olhos protege estas estruturas sensiveis das células que há nos tentáculos dos sifonóforos que são como ferrões.
Também consegue rodar os olhos para evitar predadores... ou para evitar ser capturado por cientistas."
Bruce Robison, do Monterey Bay Aquarium Research Institute

Localização do Macropinna

A variedade da vida é extraordinária. Quando pensamos que já não nos surpreendemos facilmente, aparece-nos um bicho destes que parece que saiu de outro planeta, e deixa-nos com os olhos em bico e a cabeça a andar à roda.
Mas este animal também é deste planeta. Segundo a Fishbase a distribuição do Macropinna é a seguinte:
Macropinna microstoma - mapa de distribuição - map distribution

Caros amigos darwinistas podem começar as vossas especulações evolutivas para a cabeça transparente, para a forma tubular dos olhos e para a capacidade rotativa dos mesmos. Depois é só juntar uns pozinhos darwinistico-selectivos e puff, aparecem logo várias historinhas fantásticas "muito fundamentadas" para o Macropinna. Rsrs

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sábado, 7 de março de 2009

Catequese darwinista

Para coincidir com o aniversário dos 200 anos de Charles Darwin, a Royal Botanic Garden, na Inglaterra, lançou um projecto que se destina a fazer com que as crianças da escola primária se interessem pela natureza e a procurem.

A seguinte música/animação vai ser inserida num pacote a distribuir pelas escolas primárias do Reino Unido. "Mr. Darwin, versão botânica":


Se o objectivo é levar a natureza às crianças, ou estas àquela, porque levam o culto da figura de Darwin aos meninos??? Doutrinação começa cedo...

Vejam o coro da música "Mr.Darwin", em que a única coisa que devemos louvar é esta música fazer alguma justiça a outros pioneiros das ideias da evolução. Porque de resto, como é habitual, o louvor vai para Darwin. E as crianças são usadas na sua inocência nestas cerimónias de culto e celebrações darwinistas...



Fonte: Singstatic

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quarta-feira, 4 de março de 2009

Apoiantes do design Inteligente têm formação superior

DiplomaFoi agora publicado o relatório financiado Theos sobre o posicionamento face à evolução e à criação na sociedade. Ele dá uma imagem confusa, o que não impediu o Guardian de tirar um valor fora de contexto para dar a imagem de que precisava para o seu artigo.
Artigo da Guardian
Artigo da Theos

O relatório,
Fé e Darwin escrito pela Comres, e não pela Theos para evitar equívocos, comentou na página 102:

"Apesar da diminuição da prática religiosa no Reino Unido e da recente cobertura mediática de questões da ciência e da fé, há ainda um núcleo de pessoas que defendem o Criacionismo da Terra Jovem. No entanto, curiosamente, as gerações mais jovens e as pessoas com formação universitária mostram-se inclinados a acreditar no Design Inteligente. Poderia ser este um indicador para a tendência dominante do futuro? "

Nas páginas 18-19, dá um perfil do típico adepto do design inteligente:


"[Tem tipicamente] 25 anos, acabou de concluir um mestrado, acredita que a complexidade da vida na terra só pode ser explicada pelo Design Inteligente. Acredita que há um Deus ou poder superior de algum tipo, ainda que não esteja disposto(a) a discutir se esse é o mesmo Deus no qual a sua avó acredita ou se é outra força. A Evolução, diz, é ainda apenas uma teoria que está à espera de ser comprovada ou refutada pelas evidências. Ela não oferece um sério desafio à questão do propósito na vida, e não contradiz a sua opinião de que os seres humanos têm um valor e significado únicos. Pensa que a ciência desafia a fé religiosa, mas está satisfeito por viver com esta tensão e mantém a mente aberta sobre o modo como a teoria evolutiva e cristianismo se relacionam entre si. Ao contrário do seu pai, ele acha que na escola deviam apresentar às crianças o Design Inteligente, mas enquanto a sua avó gostaria de ver o Design Inteligente ensinado nas aulas de ciência como uma alternativa à evolução, concorda com a sua mãe de que é um tema mais apropriado para a discussão em temas tais como RE. "

No entanto, Paul Wolley da Theos continua a promover a sua crença na evolução teista, convidando as pessoas a pesar cuidadosamente as evidências a favor da evolução. Porém muitos do detentores das melhores formações académicas concluíram que as explicações darwinistas não podem explicar toda a vida.

Além disso, a Theos continua a afirmar que as ideias de Darwin têm poucas implicações para a crença teísta apesar dos escritos, da correspondência, e dos conhecidos de Darwin complicarem aquela crença. Darwin, por exemplo parecia dar uma aprovação tácita à actividade de TH Huxley, que estava a desenvolver a noção de conflito entre ciência e fé, promovendo simultaneamente o trabalho de Darwin; pelo menos, há poucos indícios de que Darwin fez alguma coisa para questionar Huxley.

Fonte: Science and Values

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terça-feira, 3 de março de 2009

Público não compra Darwin

No Ano da Grande Celebração a mensagem não está a passar

Peixe de DarwinUma recente sondagem na Inglaterra, feita na véspera das celebrações dos 200 anos de Darwin, mostra que quase metade dos britânicos têm sérias dúvidas sobre a evolução. E isto apesar de este ser o grande Ano de Darwin e toda publicidade em torno das celebrações que faz da Grã-Bretanha o lar de Darwin,de Dawkins e de tudo isso. De alguma forma a mensagem simplesmente não está a passar.

Aqui nos Estados Unidos, uma recente sondagem Zogby indica um aumento significativo no número de pessoas que pensam que as evidências contra a evolução devem ser ensinadas. Isso é estranho se considerarmos que tantas vezes nos disseram que não há provas contra a evolução e que ela está tão bem confirmada como a teoria da gravidade. Pois é, a mensagem também não passou.

E depois temos a Sociedade para a Biologia Integrativa e Comparativa (SICB) a boicotar o estado da Lousiana e a partir para New Orleans, para a sua conferência 2011, por causa do Lousiana Science Education Act, que permite que os professores apresentem evidências contra a evolução, sem medo de retaliação, algo que simplesmente não se coaduna com a SIBC e outros Darwinistas. O Dr. Micahel Egnor escreveu uma carta aberta ao SICB em relação ao seu boicote.

Durante anos os Darwinistas têm dito aos cépticos que eles não entenderam. Neste ano de comemorações do 200º aniversário do Fundador, parece que é ao contrário: os Darwinistas são quem não está a entender. Apesar de anos de hegemonia total sobre a forma como a ciência é ensinada nas escolas públicas, tanto aqui como na Grã-Bretanha e apesar do excesso de cobertura da imprensa, programas especiais e de inúmeros livros populares e sites, parece que o público não está a comprar o que eles estão a vender!

(por DonalM)

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segunda-feira, 2 de março de 2009

Os gatos são uma obra extraordinária de design

É o que diz a National Geographic...

No último post mostrei um documentário da National Geographic sobre a origem dos gatos, em que a National Geographic assume uma posição evolucionista, dizendo que os gatos domésticos evoluíram a partir de gatos que viveram há milhares de anos atrás, apesar de os estudos indicarem que estes ancestrais teriam uma variabilidade genética superior (tal como a National Geographic reconhece nesse mesmo documentário).

É curioso que sobre este assunto dos gatos calhou deparar-me com uma página da National Geographic que diz que os gatos são uma história de design:

Vejam:
cats-designPodem consultar a página no link: http://www.nationalgeographic.com/features/97/cats/

Ali se diz:

GATOS - Projectos para a perfeição
Os gatos são animais em que a natureza acertou à primeira... a história dos gatos é em última análise uma história de design. National Geographic, Junho de 1997
E se clicarmos no "Enter", passamos para outra página que nos deixa a pensar outra vez na variabilidade genética dos gatos. Ali lemos:
"Um gato é um gato," escreveu E.E. Cummings.
A biologia confirma-o, as 36 espécies de gatos modernos são surpreendentemente similares, o esqueleto que vemos aqui, com ligeiras adaptações, daria suporte a um leão na savana, a um ocelote nas florestas tropicais, ou a gatinhos amorosos que espreitam pela janela de um apartamento.

É nestas alturas que os evolucionistas têm que repetir o mantra de Francis CricK:

"Os biólogos não se devem esquecer que o que vêem não foi projectado, mas que em vez disso evoluiu:"


Acho que o posicionamento da National Geographic é darwinista, mas agora lembrei-me de um post antigo:

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domingo, 1 de março de 2009

A Origem dos Gatos

cats Esta semana na RTP2 deu um documentário da National Geographic sobre a origem dos gatos domésticos.

O documentário, chamado "A Ciência do Gato", falava das diferentes raças de gatos. Que todas elas, todos os gatos do mundo, teriam descendido de alguns poucos grupos de gatos de há alguns milhares de anos atrás. Pelo meio mostrou o trabalho que uma equipa de cientistas da Universidade do Porto estava a levar a cabo em Portugal investigando os gatos selvagens do nosso país, de como eles se aproximam do homem e de como terá ocorrido e provavelmente continua a ocorrer, no presente, o entrecruzamento do gato doméstico com o gato selvagem.

Não vi tudo pois tive que sair a meio do programa, mas achei interessante algumas coisas que foram ditas acerca da origem dos gatos.

A procura da origem dos gatos levou a investigação ao Egipto, aonde existem gatos mumificados. As ossadas revelam que aqueles gatos domesticados eram grandes.

Mas, dizem, a melhor forma para procurarem a origem dos gatos, estava no seu DNA. Portanto segundo o que é dito naquele programa deveria ser procurado o local do mundo onde os gatos tivessem maior variabilidade genética, pois a partir desse local teriam, provavelmente, surgido os primeiros gatos que partiram à conquista do mundo.

Interessante essa questão da variabilidade genética. Faz lembrar a questão da variabilidade genética nos cães e de como ela é diminuída nos "cães de raça pura".

Ou seja os animais têm uma capacidade de variação extraordinária, mas as variações têm como resultado um empobrecimento do património genético. Esta questão parece apontar no sentido contrário ao que a evolução requer. Isto é evidência de perda de informação.

Afinal quando é que os evolucionistas aparecem com evidências de acumulação de informação ao longo do tempo? Quando é que eles aparecem com evidências de que a evolução gera variabilidade genética?

Esta questão da variabilidade genética, e também o facto de ossadas de gatos antigos (como as múmias do Egipto) mostrarem animais grandes, faz pensar no Ligre. Para quem não sabe o Ligre é um híbrido, resultante do cruzamento entre um leão macho e uma fêmea tigre. É um animal enorme, maior do que qualquer leão ou tigre. Será o ligre também um vislumbre de uma criatura com uma grande variabilidade genética, que terá existido num passado distante e que veio a dar origem aos tigres, leões e talvez a outros grandes felinos? Será que os tigres e leões descendem de um "ligre", de um animal com mais variabilidade genética, assim como o boxer e o caniche descendem de um lobo (com maior variabilidade genética do que qualquer raça de cão), assim como os gatos domésticos do mundo descendem de gatos com maior variabilidade?

Podem ver uma parte daquele documentário sobre a origem dos gatos AQUI.
Está em inglês. Para ter uma ideia do que ali se diz, leia:


De onde veio o gato?

Em Portugal uma equipa da Universidade do Porto pode estar a testemunhar em tempo real como o gato se domesticou.

Eles seguem o gato selvagem. Pode parecer um gato doméstico comum, mas este gato selvagem tem a sua própria espécie, Felis silvestris. Esta é a espécie a partir da qual o gato doméstico descendeu há milhares de anos atrás.

Por vezes estes animais são avistados surpreendentemente próximos das aldeias.

A equipa percorre o campo em busca de pistas que os ajudem a entender, a taxa de variação dos gatos.

A equipa coloca armadilhas e põe coleiras nos gatos selvagens para perceber os seus hábitos e recolher dados.

Descobriram que um gato selvagem abandonou a floresta e aproximou-se de uma casa ficando lá cerca de 2 horas.

Para uma criatura extremamente esquiva e tímida este é um comportamento estranho.

Uma teoria diz que os gatos procuram a abundância de roedores que existe na proximidade do homem. Ou talvez o homem esteja a ocupar os espaços/territórios destes animais levando a que ocorram estes "encontros".

Os gatos no passado teriam sido recompensados pelo homem por apanhar roedores, habituando-se à presença humana, e acabando por evoluir para uma nova espécie, o Felis catus, o gato doméstico.

É um dos poucos animais que se domesticou a si próprio.
Até hoje o gato permanece parcialmente domesticado.


Repararam na frase "acabando por evoluir para uma nova espécie, o Felis catus, o gato doméstico"? É engraçado como os evolucionistas vêm evolução em todo o lado. O gato doméstico até continua a cruzar-se com o gato selvagem... e para além disso, não está em causa aumento de variabilidade genética, mas ao que parece até se perdeu variabilidade genética... e eles chamam a isso evolução??!!!...
ok... daqui a pouco estamos a defender que o homem do campo evolui para Homo citadinus quando passa a viver em cidades e adquire novos hábitos, e porque vê mais noticiários e jornais até aumentou a informação, etc... Rsrs


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A origem da vida não é consensual. A evolução dos seres vivos não é consensual. A teoria de Lamarck, a teoria de Darwin, e outras, propuseram a transformação dos seres vivos ao longo do tempo.

Mas o evolucionismo e o darwinismo não explicam de forma satisfatória a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.


Este blog trata da Teoria do Design Inteligente, Darwinismo e Teoria da Evolução