No Dia da Terra de 2009, somos lembrados da importância ecológica da reciclagem. Como professor do Departamento de Ecologia e Evolução da Universidade de Chicago, Jerry A. Coyne deve ser mesmo propenso à reciclagem: Ele até recicla argumentos desgastados para o darwinismo.
Se a "evolução" significa simplesmente que as espécies podem sofrer pequenas alterações ao longo do tempo, ou que muitas espécies vivas hoje não existiam no passado, então a evolução seria inegavelmente verdade. Mas "evolução" para Coyne significa Darwinismo - a teoria de que todos os seres vivos são descendentes de um ancestral comum, modificado por processos naturais não guiados, tais como mutações do DNA e selecção natural.
Coyne fala sobre o registo fóssil, embriões, estruturas vestigiais, a distribuição geográfica das espécies, selecção natural e artificial, bem como a origem das espécies. No processo, (1) ele ignora a explosão Cambriana - que Darwin considerou um "grave" problema - e reorganiza o registo fóssil para se encaixar na teoria de Darwin (2); defende Ernst Haeckel - que falsificou alguns desenhos de embriões vertebrados para defender o darwinismo - e destaca a doutrina de que a ontogenia recapitula a filogenia; (3) afirma que grande parte do DNA humano é lixo inútil - apesar das abundantes evidências recentes de que isso não é verdade - e ele invoca argumentos teológicos que não têm lugar legitimo nas ciências naturais; (4) ele invoca "o bem conhecido processo chamado evolução convergente" para explicar muitos casos da distribuição geográfica das espécies - ainda que o "bem conhecido processo" seja mera especulação - e novamente ele cai na teologia para justificar uma suposta teoria científica, e (5) ele descreve exemplos de selecção natural e artificial - nenhum dos quais mostra algo mais do que pequenas mudanças dentro das espécies existentes - e ele distorce a evidência experimental para que pareça que a origem das espécies por selecção natural tenha sido observada directamente.
Why Evolution Is True (Porque a Evolução é Verdade) lê-se como um velho livro-texto de biologia reciclado que vergonhosamente exagera as escassas evidências a favor do darwinismo, descaradamente ignora a montanha de evidências contra, e recai em argumentos teológicos para defender o seu ponto de vista. Os estudantes com acesso à evidência e à liberdade de pensamento crítico, no entanto, podem encontrar utilidade no livro de Coyne - como um exemplo de como não fazer ciência.
(por Jonathan Wells)
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Reciclagem de Argumentos, Porque o Darwinismo é Falso
sábado, 25 de abril de 2009
Aniversário de Darwin e o Darwinismo na Galiza
Por altura do aniversário de Darwin, em Fevereiro, recebi uma mensagem de um leitor deste blog, que indicou um artigo de opinião em galego:
Leio frequentemente o seu blog desde Santiago de Compostela, na Galiza, e precisamente hoje deparei com um artigo de opinião no jornal electrónico «Vieiros». Acho que será de interesse para você, pois reflecte da maneira mais evidente (a começar pelo próprio título) a vontade cripto-religiosa que impregna este aniversário para muitos.
E aqui fica um pouco desse artigo de opinião darwinista, diria até darwinista fundamentalista, que mostra como o darwinismo é pregado como uma espécie de evangelho libertador da humanidade, e o livro Origem das Espécies é defendido como um livro sagrado:
O Darwinismo forma parte da luz científica que, intermitente e brillantemente, alumea á conciencia e a intelixencia da Humanidade. Ao fulgor da súa razón fura a densa escuridade do absurdo e a irracionalidade.
Os inimigos declarados da Humanidade e da Ciencia atacan A orixe das especies coma o fan coas Leis da Relatividade. Estes axentes da máis casposa reacción son os mesmos que lles negan o máis mínimo dereito aos animais, que destrúen os hábitats de todos polo diñeiro para eles, ou que avogan pola reprodución humana descontrolada e irresponsábel.
Com um pouco de esforço consegue-se ler pois o galego é muito parecido com o português. Se quiser ler o artigo todo leia AQUI.
Infelizmente, este artigo escrito numa língua irmã do português, não trouxe nada de novo, apenas o habitual fundamentalismo darwinista. Nem a acusação de que os inimigos do darwinismo são inimigos do ambiente e dos animais, é nova, nem sequer inteligente.
O darwinismo ainda está em todo o lado mas este tipo de artigos mostra bem como o darwinismo está cada vez mais defensivo refugiando-se num baluarte que chamam de "verdade" e de "ciência". Já não lhes valem as evidências, já não conseguem perceber que é a verdadeira ciência que ameaça o baluarte darwinista.
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quinta-feira, 23 de abril de 2009
Assinar a Lista de Cientistas que Duvidam do Darwinismo
Os cientistas do universo da língua portuguesa têm agora acesso a uma página traduzida para o português sobre a dissidência em relação ao Darwinismo.
Os cientistas interessados podem assim juntar-se à lista mundial de centenas (mais de 700) de cientistas dissidentes de Darwin que já declararam publicamente o seu cepticismo em relação ao Darwinismo, assinando-a.
Na página em português pode ler-se:
Uma Dissensão Científica do Darwinismo
"Nós somos céticos das afirmações da capacidade da mutação aleatória e da seleção natural explicarem a complexidade da vida. Um exame cuidadoso da evidência a favor da teoria darwinista deve ser encorajado."
Durante décadas recentes, novas evidências científicas de muitas disciplinas científicas como a cosmologia, física, biologia, da pesquisa de "inteligência artificial", e de outras áreas fez com que os cientistas começassem a questionar o dogma central darwinista da seleção natural e a estudar com mais detalhes a evidência que a apóia.
Mesmo assim, os programas das TVs públicas, os documentos das políticas educacionais, e os livros-texto de ciência têm afirmado que a teoria da evolução de Darwin explica completamente a complexidade das coisas vivas. Ao público tem sido assegurado que toda a evidência conhecida apoia o darwinismo e que virtualmente todo cientista no mundo acredita que a teoria é verdadeira.
Os cientistas nesta lista contestam a primeira afirmação e se levantam como testemunho vivo contradizendo a segunda. Desde quando o Discovery Institute lançou esta lista em 2001, centenas de cientistas têm se manifestado corajosamente para assinarem seus nomes.
A lista está crescendo e inclui cientistas da Academia de Ciências dos Estados Unidos, das Academias de Ciências Nacionais da Rússia, da Hungria, da República Checa, do Brasil, e de universidades como Yale, Princeton, Stanford, MIT, UC Berkeley, UCLA, e outras (UNICAMP, USP).
Uma Dissensão Científica do Darwinismo
"Nós somos céticos das afirmações da capacidade da mutação aleatória e da seleção natural explicarem a complexidade da vida. Um exame cuidadoso da evidência a favor da teoria darwinista deve ser encorajado."
Clique aqui para o download do PDF da cópia da lista da Dissensão Científica do Darwinismo
Clique aqui para saber como você adicionar o seu nome à lista da Dissensão Científica do Darwinismo
Quem pode assinar a declaração?
Os signatários da lista da Dissensão Científica do Darwinismo devem ter o grau de Ph. D. numa área científica como a biologia, química, matemática, engenharia, ciência da computação, ou uma das outras ciências naturais; ou devem ser médicos e atuarem como professor de medicina. Os signatários também devem concordar com a seguinte declaração: "Nós somos céticos das afirmações da capacidade da mutação aleatória e da seleção natural explicarem a complexidade da vida. Um exame cuidadoso da evidência a favor da teoria darwinista deve ser encorajado." Se você preenche estes requisitos, favor considerar a assinatura da declaração enviando por e-mail a seguinte informação para contact@Dissentfromdarwin.com
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Dia Mundial da Terra
Hoje é o Dia Mundial da Terra. E vale a pena reflectir mais uma vez como a Terra é realmente maravilhosa.
Mas dou comigo a perguntar-me por que alguém se deveria importar com a Terra. Pela perspectiva materialista, não era "suposto" estarmos aqui. E, somos os que mais tarde chegaram à festa! Por isso, sempre me espanta que muitos materialistas sejam tão ávidos ambientalistas. Mas talvez isso não seja assim tão surpreendente; afinal, para quem é materialista, a terra é tudo o que existe, por isso é melhor mantê-la a funcionar!
Esta resposta, embora pragmática, não me satisfaz, apesar de tudo. Para quê mantermos alguma coisa a funcionar? Pois se o materialista diz que a Terra é de valor intrínseco, poderemos (na verdade, devemos!) perguntar, de onde esse valor vem? Além disso, por que é que o próprio pragmatismo tem algum valor?
Se você se coloca questões similares, pegue uma cópia do The Privileged Planet (O Planeta Privilegiado). Pois neste livro você vai encontrar um argumento: que a própria estrutura do universo, e o nosso próprio planeta, estão repletos de propósito, de valor.
Se este argumento for sólido, ele dá uma resposta à pergunta "Por que nos devemos preocupar com a Terra?"
(por Logan Gage)
terça-feira, 21 de abril de 2009
AlloSphere - uma nova forma de vermos os dados científicos
Vejam este vídeo da TED. Reparem na frase "encontrando novos padrões na informação". É disso que trata o DI. Poderá o AlloSphere ser usado como um mecanismo para detectar design?
(por William Dembski)
"Joann Kuchera-Morin faz uma demonstração do AlloSphere, uma nova maneira de ver, ouvir e interpretar os dados científicos. Mergulhe no cérebro, sinta os electrões a girar, ouça a música dos elementos ... e detecte padrões que antes não eram visíveis e que poderiam levar a novas descobertas."
Fonte: TED
Posts que tratam também de formas de representar o extraordinário mundo microscópico:
- A vida no interior da célula - fruto do acaso?
- Colecção de animações dos processos celulares e moleculares
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sexta-feira, 17 de abril de 2009
Sociedade Civil participa no culto a Darwin
Mais um programa da televisão portuguesa que se junta a outros já comentados neste blog e que confirma também a forma parcial e subserviente com que o jornalismo em Portugal lida com a questão do Darwinismo. Foi esta Sexta-Feira às 14:00, no programa Sociedade Civil da RTP2.
O programa do Sociedade Civil, chamado "Como evoluiu a espécie humana?", apresentado pela Fernanda Freitas, pode ser visto clicando AQUI (ou aqui).
Só darwinistas presentes
Para não variar só foram convidados darwinistas:
- José Feijó, Comissário da Exposição “A Evolução de Darwin” da Fundação Calouste Gulbenkian
- Élio Sucena, Professor de Evolução e Desenvolvimento da Faculdade Ciências Universidade de Lisboa e Investigador no Instituto Gulbenkian de Ciência
- Pe. Peter Stilwell, Diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica de Lisboa
- José Jorge Letria, Escritor
Para não variar, mais uma vez o Design Inteligente foi ignorado. Falou-se apenas do criacionismo como oposição à Teoria da Evolução. À pergunta que é apresentada no inicio do programa, "Como evoluiu a espécie humana?", pouco ou nada é respondido. Falou-se bastante da exposição “A Evolução de Darwin” da Fundação Calouste Gulbenkian e é apresentada uma visita guiada à exposição com João Caraça como cicerone.
Não há Einsteinismo, não há Newtonismo, mas há Darwinismo
Interessante foi ver José Feijó a dizer que "não há Einsteinismo, não há Newtonismo mas há Darwinismo". Parece que o Sr. José Feijó andou a ler este blog pois isso foi o que já foi dito aqui. Agora, a explicação dele para não haver Einsteinismo, ou Newtonismo, e haver Darwinismo revela a capacidade de adaptação do seu pensamento darwinista. Segundo ele há Darwinismo devido ao desconforto de algumas franjas da população em relação às ideias de Darwin. Como se não fossem os próprios darwinistas a adoptarem o termo Darwinismo.
Seguem-se algumas evidências que indicam que o Comissário da Exposição “A Evolução de Darwin” andou a ler este blog. Sr. comissário leia de novo e veja se estas explicações não fazem mais sentido do que essa desculpa esfarrapada para haver um "ismo" em relação a Darwin:
Quando a artista francesa disse que tiveram várias dificuldades porque não tinham o crânio de Darwin para fazerem a reconstituição, não pude deixar de me lembrar que o cérebro de Einstein foi removido para preservar 7 horas depois de sua morte. Einstein é um bom exemplo de um génio cientista cujas teorias mudaram efectivamente a ciência, que trouxe algo realmente novo à ciência, mas de quem não se faz comparações com Jesus, não há um einsteinismo, nem um dia de Einstein para celebração mundial. Isto mostra bem que o tratamento diferenciado a Darwin, em detrimento de tantos grandes cientistas, ultrapassa a ciência, esconde motivações filosófico-ideológicas que nada têm a ver com ciência.
[Texto que eu próprio escrevi em 13/2/09 no post Fundamentalismo Darwinista na SIC]
A ciência avançou. Mas a evolução parece ter estagnado no seu fundador. Não chamamos à astronomia 'Copernicismo', e nem chamamos à gravidade 'Newtonismo'. "Darwinismo" implica uma ideologia que adere aos ditames de um único homem, como o marxismo. E "ismos" (capitalismo, catolicismo, racismo) não são ciência. O "Darwinismo" implica que os cientistas da biologia "acreditem" na teoria de Darwin. É como se, desde 1860, os cientistas tivessem apenas acenado com a cabeça em concordância com as teorias de Darwin, em vez de desafiarem e testarem as suas idéias ou de acrescentar imensos conhecimentos ao seu trabalho.
[Texto que escreveu um cientista que propõe o fim do culto a Darwin, postado aqui em 14/2/09 no post "Darwinismo deve Morrer para que a Evolução possa Viver"]
Transformismo
Querem mais uma evidência de que o José Feijó andou a ler este blog e as criticas que aqui foram feitas a outros programas de televisão em que ele participou?
O José Feijó por volta dos 60 minutos usou a palavra "transformismo":
"...evolução é um termo também às vezes perigoso. Aliás, repare, Darwin no Origem das espécies diz a evolução uma única vez no último parágrafo. E na altura o termo que ele usava era o transformismo."
Mais à frente (minuto 79) o mau uso da palavra "transformismo" é detectada e Feijó justifica-se dizendo entre outras coisas:
"Pois é o cansaço. Não era transformismo , era transmutação.
... tenho estado a tomar nota de tudo para precisamente não dizer nada mal."
Impressão minha ou o Sr. Comissário já andou a ler algumas das criticas que foram feitas aqui a algumas outras ideias sem sentido que ele já apresentou noutros programas?
Leitura do feedback dos telespectadores através do blog do Sociedade Civil
Parece que é habitual neste programa a apresentadora ler algumas opiniões dos telespectadores, que são deixadas por estes no blog do Sociedade Civil. O que é curioso é que desta vez nenhuma opinião, das várias que foram escritas, foi lida no programa.
Confira no blog do Sociedade Civil algumas opiniões que foram lá deixadas, muitas delas questionando a validade da Teoria Darwinista.
Mais uma evidência da cumplicidade dos meios de comunicação com o Darwinismo. ;)
Outros posts sobre as comemorações de Darwin, sobre a GRANDE exposição e sobre a subserviência jornalística:
- Visita Virtual à exposição "A Evolução de Darwin" na Gulbenkian
- Biosfera - jornalistas servis perante Darwin
- DARWIN, 200 ANOS DEPOIS
- Fundamentalismo Darwinista na SIC
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Mas o evolucionismo e o darwinismo não explicam de forma satisfatória a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.
Este blog trata da Teoria do Design Inteligente, Darwinismo e Teoria da Evolução






