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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Os Fósseis Não Mentem: Porque o Darwinismo é Falso, Parte III

Coyne continua para falar sobre várias formas "transicionais". "Um dos nossos melhores exemplos de uma transição evolutiva", escreve ele, é o registo fóssil das baleias, "pois temos uma série de fósseis ordenados cronologicamente, talvez uma linhagem de antepassados e descendentes, mostrando o seu movimentos da terra para a água". 9

Indohyus"A sequência começa", escreve Coyne, "com o recém descoberto fóssil de um parente próximo das baleias, um animal de tamanho de um texugo, chamado Indohyus. Vivendo há 48 milhões de anos atrás, o Indohyus era... provavelmente muito próximo do aspecto que o ancestral de baleia teria tido. "No parágrafo seguinte, Coyne escreve,"o Indohyus não era o ancestral de baleias, mas foi quase de certeza o seu primo. Mas se voltarmos mais 4 milhões de anos, para os 52 milhões de anos atrás, vemos o que poderia muito bem ser esse antepassado. É um fóssil do crânio de uma criatura do tamanho de um lobo chamado Pakicetus, que é um pouco mais parecido com as baleias do que o Indohyus". Na página que separa estes dois parágrafos está uma figura legendada" Formas de transição na evolução das baleias modernas", que mostra o Indohyus em primeiro lugar na série e o Pakicetus em segundo.10

Mas o Pakicetus - tal como Coyne nos disse - é 4 milhões de anos mais velho que o Indohyus. Para uma darwinista, isto não importa: Pakicetus é "mais parecido com as baleias" do que o Indohyus, pelo que deve situar-se entre o Indohyus e as baleias modernas, independentemente da evidência fóssil.

(Coyne faz o mesmo truque com fósseis que são supostamente ancestrais das aves modernas. O ícone dos livros didácticos, o Archaeopteryx, com asas de penas como um pássaro moderno, mas com dentes e uma cauda como um réptil, é datado em 145 milhões de anos. Mas o que Coyne chama de "fósseis de dinossauro de penas não voadores" - que deveriam ter surgido antes do Archaeopteryx - surgiram dezenas de milhões de anos mais tarde. Tal como fizeram os darwinistas Kevin Padian e Luis Chiappe onze anos antes, Coyne simplesmente reorganiza as evidências para se encaixarem na teoria darwinista.) 11

Lá se vai a previsão de Coyne que "espécies mais recentes devem ter características que as tornam parecidas com as descendentes das mais antigas." E que "se evolução não fosse verdadeira, os fósseis não ocorreriam numa ordem que faz sentido do ponto de vista evolutivo". Ignorando os factos que ele próprio acabou de apresentar, Coyne conclui: "Quando encontramos formas de transição, elas ocorrem no registo fóssil precisamente onde elas deveriam estar". Se o livro de Coyne fosse transformado num filme, esta cena poderia ser representada por Chico Marx, que dizia: "Quem é você vai acreditar, em mim ou nos seus próprios olhos?" 12

Há outro problema com a série da baleia (e com todas as outras séries de fósseis) que Coyne não abordou: Nenhuma espécie da série poderia ser o antepassado de qualquer uma das outras, porque todas elas possuem características que primeiro teriam que perder antes de evoluírem para uma forma subsequente. É por isso que tipicamente a literatura científica mostra cada espécie ramificando-se de uma suposta linhagem.

Na figura abaixo, todas as linhas são hipotéticas. O diagrama à esquerda é uma representação da teoria evolutiva: A espécie A é ancestral da B, que é ancestral da C, que é ancestral da D, que é ancestral da E. Mas o diagrama à direita é uma melhor representação da evidência: As espécies A, B, C e D não estão na verdadeira linhagem que leva a E, a qual permanece desconhecida.
Lihagens evolução - evolution lineages

Acontece que nenhuma série de fósseis pode fornecer evidência para a descendência com modificação darwinista. Mesmo no caso das espécies vivas, restos enterrados geralmente não podem ser utilizados para estabelecer relações ancestral-descendente. Imagine encontrar dois esqueletos humanos na mesma sepultura, um cerca de trinta anos mais velho que o outro. Era a pessoa mais velha pai/mãe do mais jovem? Sem registos genealógicos e marcas de identificação (ou, em alguns casos, DNA), é impossível responder a essa pergunta. E, neste caso estaríamos a lidar com dois esqueletos da mesma espécie que estão apenas separados por uma geração e que são do mesmo local. Com fósseis de diferentes espécies que já estão extintas, e amplamente separados no tempo e no espaço, não existe maneira de provar que uma é o antepassado da outra, não importa quantos fósseis transitórios encontramos.

Em 1978, Gareth Nelson do Museu Americano de História Natural, escreveu: "A ideia de que podemos ir ao registro fóssil e esperar recuperar empiricamente uma seqüência ancestral-descendente, quer se trate de espécies, géneros, famílias, ou seja o que for, tem sido, e continua a ser, uma ilusão perniciosa".13 O escritor de ciência da Nature, Henry Gee, escreveu em 1999 que" nenhum fóssil é enterrado com a sua certidão de nascimento". Quando nós chamamos às novas descobertas fósseis de "elos perdidos", é "como se a cadeia da ascendência e descendência fosse um verdadeiro objeto para a nossa contemplação, e não o que ela realmente é: uma invenção completamente humana criada após o facto, moldado de acordo com preconceitos humanos". Gee concluiu: "Tomar uma linha de fósseis e afirmar que eles representam uma linhagem não é uma hipótese científica que possa ser testada, mas uma afirmação que carrega a mesma validade que uma divertida história de deitar, talvez até instrutiva, mas não científica. "14

Da próxima vez, vou abordar os erros de Coyne sobre os embriões.

Notas:
9 Coyne, Why Evolution Is True, p. 48.
10 Coyne, Why Evolution Is True, pp. 49-51.
11 Kevin Padian & Luis M. Chiappe, “The origin and early evolution of birds,” Biological Reviews 73 (1998): 1-42. Disponivel online (2009) aqui.
Wells, Icons of Evolution, pp. 119-122.
12 Coyne, Why Evolution Is True, pp. 25, 53.
Chico Marx in Duck Soup (Paramount Pictures, 1933). Esta e outras citações de Marx Brothers estão disponiveis online (2009) aqui.
13 Gareth Nelson, “Presentation to the American Museum of Natural History (1969),” in David M. Williams & Malte C. Ebach, “The reform of palaeontology and the rise of biogeography—25 years after 'ontogeny, phylogeny, palaeontology and the biogenetic law' (Nelson, 1978),” Journal of Biogeography 31 (2004): 685-712.
14 Henry Gee, In Search of Deep Time. New York: Free Press, 1999, pp. 5, 32, 113-117.
Jonathan Wells, The Politically Incorrect Guide to Darwinism and Intelligent Design (Washington, DC: Regnery Publishing, 2006). Mais informação disponivel online (2009) aqui.

(por Jonathan Wells)

Leia a Parte I e a Parte II:



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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Mais fotos dos tecidos moles de dinossauro preservados

Na sequência do post "Tecidos Moles preservados num fóssil de dinossauro bico de pato ", aqui ficam mais algumas fotos daquilo que foi encontrado em fragmentos de osso de um Hadrossauro (dinossauro bico de pato). Lembramos que por incrível que pareça foram encontrados tecidos moles preservados alegadamente por 80 mihões de anos: vasos sanguíneos, células, proteínas (colágeno e osteocalcina).

Clique na imagem para AMPLIAR
Tecidos Moles de dinossauro - ImagemFonte: ScienceDaily

E você? Você acredita nisso?


Mais posts sobre tecidos moles de dinossauros:


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sábado, 9 de maio de 2009

O Conceito da Evolução: Porque o Darwinismo é Falso, Parte II

why-darwinism-is-true-cambrian-evolutionJerry A. Coyne é professor no Departamento de Ecologia e Evolução da Universidade de Chicago. Em Why Evolution Is True (Porque a Evolução é verdade), ele resume o Darwinismo - a moderna teoria da evolução - como se segue: "A vida na terra evoluiu gradualmente começando com uma espécie primitiva, talvez com uma molécula auto-replicante que viveu há mais de 3,5 biliões de anos atrás; ramificado-se ao longo do tempo, produzindo muitas novas e diversas espécies; e o mecanismo para a maior parte (mas não para todas) da mudança evolutiva é a selecção natural ". 1

Coyne explica ainda que a evolução "significa simplesmente que uma espécie sofre mudança genética ao longo do tempo. Isto é, durante muitas gerações uma espécie pode evoluir para algo completamente diferente, e essas diferenças são baseadas em alterações no DNA, que se originam como mutações. As espécies de animais e plantas que vivem hoje não estavam cá no passado, mas são descendentes dos que viviam cá anteriormente. "2

De acordo com Coyne, no entanto, "se a evolução significasse apenas mudança genética gradual numa espécie, teríamos hoje apenas uma espécie - um único descendente altamente evoluído da primeira espécie. No entanto, temos muitos ... Como é que essa diversidade surgiu a partir de uma forma ancestral? "Ela surge por causa de" separação, ou, mais precisamente, por causa da especiação, "o que" significa simplesmente a evolução de diferentes grupos que não podem gerar híbridos. "3

Se a teoria Darwinista fosse verdade, "devíamos ser capazes de encontrar alguns casos de especiação no registo fóssil, com uma linha de ascendência dividindo-se em duas ou mais. E devíamos ser capazes de encontrar novas espécies formando-se no mundo selvagem". Além disso,"devíamos ser capazes de encontrar exemplos de espécies que ligam grupos principais suspeitos de ter ascendência comum, como aves com os répteis e peixes com os anfíbios". Finalmente, há factos que "só fazem sentido à luz da teoria da evolução", mas não fazem sentido à luz da criação ou do design. Estes incluem "os padrões de distribuição das espécies na superfície da terra, as peculiaridades do modo como os organismos se desenvolvem dos embriões, bem como a existência de características vestigiais que não parecem ter qualquer função". Coyne conclui a sua introdução com a ousada afirmação de que "todas as provas - tanto antiga como recente - inelutavelmente leva à conclusão de que a evolução é verdade. "4

Claro que a "evolução" é inegavelmente verdade, se isso significa simplesmente que as espécies podem mudar em pequena escala ao longo do tempo, ou que muitas espécies que vivem hoje não existiam no passado. Mas a alegação de Darwin de que todas as espécies são descendentes modificados de um ancestral comum, e a alegação da Coyne de que as mutações do DNA e selecção natural teriam produzido essas modificações, já não são tão inegavelmente verdade. Coyne dedica o resto do seu livro para apresentar evidências a favor delas.

Fósseis
Coyne vira-se primeiro para o registo fóssil. "Deveríamos ser capazes", escreve ele, "de encontrar alguma evidência de mudança evolutiva no registo fóssil. As camadas de rocha mais profundas (e mais antigas) conteriam os fósseis das espécies mais primitivas, e alguns fósseis deviam tornar-se mais complexos à medida que as camadas de rocha se tornam mais jovens, com organismos semelhantes às espécies dos dias de hoje nas camadas mais recentes. E devíamos ser capazes de ver algumas espécies mudando ao longo do tempo, formando linhagens mostrando 'descendência com modificação' (adaptação)". Em particular,"espécies mais novas deviam ter características que as tornariam parecidas com os descendentes das mais antigas".5

No A Origem das Espécies, Charles Darwin reconheceu que o registo fóssil coloca dificuldades à sua teoria. "Pela teoria da selecção natural", escreveu ele, "todas as espécies vivas estão relacionados com a espécie-mãe de cada gênero, por diferenças não maiores do que a que vemos hoje entre as variedades domésticas e naturais da mesma espécie". Assim, no passado, "o número de elos intermediários e de transição, entre todos os seres vivos e as espécies extintas, deve ter sido inconcebivelmente grande". Mas Darwin sabia que os grandes grupos de animais - que os biólogos modernos chamam de "filos", apareceram totalmente formados no que eram na altura os fósseis mais "primitivos" conhecidos depositados num período geológico conhecido como o Cambriano. Ele considerou este uma "grave" dificuldade para a sua teoria, uma vez que "se a teoria é verdadeira, é indiscutível que, antes do estrato Câmbrico mais profundo ter sido depositado longos períodos teriam decorrido... e que durante esses vastos períodos, o mundo pululava com seres vivos". E "à pergunta por que razão não encontrarmos ricos depósitos fósseis pertencentes a estes períodos primordiais anteriores ao sistema Câmbrico, não posso dar qualquer resposta satisfatória". Então, "o caso apresentado deve permanecer inexplicável; e pode verdadeiramente ser instado como um válido argumento contra as opiniões aqui defendidas. "6

Darwin defendeu a sua teoria, citando a imperfeição do registo geológico. Em particular, ele alegou que os fósseis Precambrianos tinham sido destruídos pelo calor, pressão, e pela erosão. Alguns dos modernos seguidores de Darwin têm igualmente argumentado que os fosseis Precambrianos existiram, mas foram posteriormente destruídos, ou que os organismos Precambrianos eram muito pequenos ou muito macios/moles para se terem fossilizado. Desde 1859, porém, os paleontólogos descobriram muitos fósseis Precambrianos, muitos deles microscópicos ou de corpos moles. Tal como o paleobiologo americano William Schopf escreveu em 1994, "A noção defendida há muito de que os organismos Precambrianos deviam ter sido demasiado pequenos ou demasiado delicados para serem conservados em materiais geológicos ... [é] agora reconhecido como incorrecta". O aparecimento abrupto dos grandes filos animais de há cerca de 540 milhões de anos atrás - que os biólogos modernos chamam de "a explosão Cambriana" ou o "Big Bang da biologia", está hoje melhor documentada do que nos tempos de Darwin. De acordo com o paleontólogo de Berkeley, James Valentine, e seus colegas, a "explosão é real, é demasiado grande para ser mascarada por falhas no registo fóssil". Na verdade, quanto mais fósseis são descobertos, torna-se evidente que a explosão do Câmbrico foi "ainda mais abrupta e extensa do que o anteriormente previsto". 7

O que o livro de Coyne tem a dizer sobre isto? "Há cerca de 600 milhões de anos atrás", escreve Coyne, "toda uma gama de organismos relativamente simples, mas multicelulares surgiram, incluindo vermes, medusas e esponjas. Estes grupos diversificaram-se ao longo dos próximos vários milhões de anos, com as plantas terrestres e tetrápodes (animais de quatro patas, os primeiros dos quais foram peixes com barbatanas desenvolvidas para caminhar) a aparecerem há cerca de 400 milhões de anos atrás". 8

Por outras palavras, o relato da história evolutiva de Coyne salta de 600 para 400 milhões de anos atrás, sem mencionar a explosão Cambriana de há 540 milhões de anos. A este respeito, o livro de Coyne lê-se como um livro escolar de biologia moderna que foi escrito para doutrinar os estudantes com a evolução darwinista, em vez de lhes fornecer os factos.

Notas
1 Jerry A. Coyne, Why Evolution Is True (New York: Viking, 2009), p. 3.
2 Coyne, Why Evolution Is True, pp. 3-4.
3 Coyne, Why Evolution Is True, pp. 5-6.
4 Coyne, Why Evolution Is True, pp. 18-19.
5 Coyne, Why Evolution Is True, pp. 17-18, 25.
6 Charles Darwin, The Origin of Species, Sixth Edition (London: John Murray, 1872), Capitulo X, pp. 266, 285-288. Disponivel online (2009) aqui.
7 J. William Schopf, “The early evolution of life: solution to Darwin’s dilemma,” Trends in Ecology and Evolution 9 (1994): 375-377.
James W. Valentine, Stanley M. Awramik, Philip W. Signor & M. Sadler, “The Biological Explosion at the Precambrian-Cambrian Boundary,” Evolutionary Biology 25 (1991): 279-356.
James W. Valentine & Douglas H. Erwin, “Interpreting Great Developmental Experiments: The Fossil Record,” pp. 71-107 in Rudolf A. Raff & Elizabeth C. Raff, (editors), Development as an Evolutionary Process (New York: Alan R. Liss, 1987).
Jeffrey S. Levinton, “The Big Bang of Animal Evolution,” Scientific American 267 (November, 1992): 84-91.
“The Scientific Controversy Over the Cambrian Explosion,” Discovery Institute. Disponivel online (2009) aqui.
Jonathan Wells, Icons of Evolution (Washington, DC: Regnery Publishing, 2002), Chapter 3. Mais informação disponivel online (2009) aqui.
Stephen C. Meyer, “The Cambrian Explosion: Biology’s Big Bang,” pp. 323-402 in John Angus Campbell & Stephen C. Meyer (editors), Darwinism, Design, and Public Education (East Lansing, MI: Michigan State University Press, 2003). Mais informação disponivel online (2009) aqui.
8 Coyne, Why Evolution Is True, p. 28.

(por Jonathan Wells)


Leia a Parte I:



Ver posts relacionados com a Explosão Cambriana:



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terça-feira, 5 de maio de 2009

A Origem da Vida e os Novos Ateus

Conferência 1 - 13/04/2009 (Segunda-feira)
Dr. John Lennox
“A Origem da Vida e os Novos Ateus”

Uma vez que a ciência é limitada que fontes de evidência podemos chamar em nosso auxilio? Há 3 Fontes Principais de Evidência.

Fontes de evidência:

  1. A História da Ciência
  2. A Natureza e Filosofia da Ciência
  3. Os Resultados da Ciência

1 - A História da Ciência

A ciência teve um boom na Europa ocidental no século XVI e XVII. E as pessoas têm-se perguntado porque aconteceu ali e porque aconteceu naquela altura. Porque não aconteceu na China por exemplo, aonde havia alguma tecnologia mas não havia a ciência como a conhecemos? O O cientista brilhante e especialista sobre a China, Joseph N. de Oxford, tentou dar uma explicação em termos do seu Marxismo, para o crescimento da ciência na Europa Ocidental. Mas ele não consegui dar uma explicação materialista. E ele decidiu que o grande crescimento da ciência foi causado pela crença unificadora num Criador. C.S. Lewis colocou isto de uma forma brilhante:

"Os homens se tornaram 'científicos' porque eles esperavam ver leis na natureza e eles esperavam ver tais leis porque eles criam num legislador."

E isto é muito importante porque significa que a crença em Deus em vez de bloquear a ciência, foi uma força que a impulsionou. A ideia de que há um Designer Inteligente por trás deste universo não é uma ideia nova, é uma ideia muito antiga. Foi o que impeliu pessoas como Galileu ou Kepler. E isso é muito fácil esquecermos.


Este video faz parte do conjunto de Vídeos do II Simpósio Internacional "Darwinismo Hoje" na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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domingo, 3 de maio de 2009

A Gripe Suína, os Vírus, e os Limites da Evolução

Gripe Suína A ImagemHá alguns anos atrás, os media estavam ao rubro com o susto do vírus da gripe das aves, o que me levou a escrever um post intitulado Gripe das Aves: Um Exemplo de Evolução?. Na época, não era claro se a gripe aviária poderia evoluir e "saltar" para uma forma altamente virulenta que facilmente infectasse os humanos. Tivesse o vírus da gripe aviária feito o "salto" e, em seguida, teríamos assistido a uma espécie de evolução em que os vírus trocam de material genético num processo conhecido como "reassortment" e podem, assim, mais facilmente infectar novos hospedeiros, tais como os seres humanos. Como já expliquei, naquela altura:

Então a nossa luta para combater a gripe das Aves é, sem dúvida, uma luta contra a evolução. A questão é, houve um aumento líquido de informação genética resultante através desta "evolução"? A gripe Aviária é essencialmente a troca de genes - mas os genes provavelmente vieram de outros vírus pré-existentes.

Se você tem lido as notícias ultimamente, você está ciente de que muitos estão hoje preocupados com a ameaça do vírus da gripe suína. Neste caso, nós estamos a olhar precisamente para o mesmo tipo de evolução: Tal como um artigo na Physorg.com explica, este novo vírus tem componentes de aves, suínos e humanos:
Os porcos são cadinhos bem conhecidos para a mistura de vírus, capazes de abrigarem estirpes de gripe que, normalmente, são específicos para suínos, para aves e para seres humanos. Quando presentes no mesmo animal, estes vírus são capazes de trocar genes, à medida que estes são replicados, o que pode resultar numa nova estirpe e em saltar a barreira das espécies para os humanos.

Na melhor das hipóteses, a origem desse novo vírus da gripe suína representa um vírus que é composto de genes pré-existentes que foram trocados para compor uma nova "mistura" no vírus da gripe suína. Isto é, naturalmente, "evolução", quando entendemos evolução como "mudança ao longo do tempo", mas que não envolve a origem dos novos genes.

Depois de toda esta "Evolução", continua a ser um vírus
Em 2007 no seu livro The Edge do Evolution, Michael Behe observou que, após as nossas tentativas para matar bactérias e vírus causadores de doenças, alguns podem evoluir através da selecção darwinista com a finalidade de sonegar o nosso estratégias de combate a doença. No entanto, apesar desta evolução, que se mantêm as bactérias e vírus - com muito pouco líquido mudança. Como Behe escreve:
Na verdade, o trabalho com a a malária e com a SIDA demonstra que, após todos os possíveis processos não inteligentes na célula - tanto aqueles que até agora já descobrimos como os que nós ainda não descobrimos - na melhor das hipóteses, limitaram extremamente o beneficio, uma vez que tais processos não foram capazes de fazer muito de alguma coisa. É importante notar que não foram colocadas limitações artificiais no tipo de mutações ou de processos que os microorganismos podem experimentar na natureza. Nada - nem mutação pontual, delecção, inserção, duplicação génica, transposição, duplicação genómica, auto-organização, nem qualquer outro processo ainda desconhecido - foi de muita utilidade. (Behe, The Edge of Evolution, pg. 162)

Da mesma forma, escreveu em resposta a David Hillis que a evolução de certos vírus influenza implica um grau de evolução trivial:
Para melhor demonstrar a alegada utilidade da evolução, Hillis falou de como mutações numa determinada proteína do vírus influenza lhe permite escapar à detecção pelo nosso sistema imunológico, declarando que "a análise filogenética... é uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento de vacinas contra a gripe todos os anos", e afirmou que "o conhecimento da evolução ajuda a que milhões de vidas humanas sejam salvas todos os anos." Embora não haja dúvida de que a "evolução" da gripe é um verdadeiro fenómeno, temos de colocar as questões cruciais: Qual o grau de evolução disto? E pode este tipo de "evolução" legitimamente ser extrapolada para explicar mudanças evolucionárias em larga escala? Por outras palavras, se formos ensinar alunos sobre este tipo de "evolução", devemos ensinar-lhes que isso implica mudanças macroevolucionárias de grande escala que poderiam explicar a origem de funções biológicas complexas, tais como novos projectos corporais?

A resposta é claramente negativa. A verdade é que as mutações no na molécula hemaglutinina testemunhada pelo Dr. Hills representam mudanças de pequena escala num número limitado de aminoácidos num domínio da proteína que não muda a função do vírus da função para esta proteína (que reside na superfície do vírus e a sua função é a de vincular o vírus da gripe às células infectadas) .3 Nada nos comentários do Dr. Hillis altera o facto de o vírus da gripe continuar a ser um vírus praticamente idêntico após as mudanças microevolucionárias que ele descreve. Vidas podem ser salvas por se estudarem alterações em aminoácidos funcionalmente triviais nesta proteína, mas não é devido ao conhecimento de qualquer tipo de evolução que possa explicar a origem de novas espécies ou de novos projectos corporais.

Uma análise do Testemunho de Especialista do Prof David Hillis Texas antes do Conselho de Estado da Educação em 21 de Janeiro de 2009

Com efeito, assim que o sistema imunológico produz um anticorpo que possa identificar a molécula hemaglutinina num vírus da gripe, esse vírus pode ser efectivamente identificado pelo seu portador. Porque ela é facilmente reconhecida pelo nosso sistema imunológico, há uma tremenda quantidade de pressão de selecção sobre a proteína hemaglutinina que a torna uma enorme fragilidade para o vírus. O jogo do gato e do rato entre os sistemas imunitários adaptativos dos vertebrados principais e as proteínas hemaglutinina virais está em curso há incontáveis gerações. Se os vírus pudessem funcionar sem a proteína hemaglutinina, a evolução já a teria excluído há muito tempo. Há muito, muito tempo. Mas isso não aconteceu. Existem limites para a evolução, e vemos isso nos constrangimentos da evolução viral.

E é bom que hajam limites para a evolução, porque as nossas estratégias de combate à gripe dependem que ela se mantenha um vírus da gripe. Isto permite a aplicação de medidas preventivas que funcionam para serem implementadas, vacinas para serem desenvolvidas utilizando técnicas padrão de cultura do vírus da gripe em ovos e o tratamento de pacientes que sofrem de infecção com drogas como o Tamiflu. Por outras palavras, as mudanças triviais incríveis que o Dr. Hillis estava comentando têm alguma importância, mas é evidente que não são apoiam o argumento que ele estava a construir: Contamos com os limites dos processos evolutivos para combater a gripe, e não na alegada capacidade da evolução biológica para gerar novas funções e características.

A Origem Evolutiva dos Vírus? "Para Sempre Obscura"
A Evolução parece estar fortemente condicionada, no entanto vemos um complexo conjunto de micro-assassinos como os vírus. Antes de mais nada, como é que vírus surgiram? Depois de analisar algumas das ideias especulativas, vagas, e livres de detalhes sobre como os vírus podem ter surgido, um artigo na Scientific American admitiu no ano passado, "No final do dia, contudo, apesar de todos os seus elementos comuns e habilidades únicas para copiarem e espalharem os seus genomas, as origens da maior parte dos vírus podem permanecer para sempre obscura. "

Vamos só esperar que a cura para o vírus da gripe suína seja menos obscura do que a sua derradeira.

(por Casely Luskin)



Nota: A designação gripe suína foi substituída pela designação Gripe A. A influenza A subtipo H1N1, também foi chamada anteriormente de gripe suína, gripe porcina, gripe mexicana, gripe norte-americana, influenza norte-americana ou simplesmente de nova gripe, é uma doença infectocontagiosa causada por uma variante do vírus Influenza A H1N1.


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sexta-feira, 1 de maio de 2009

Tecidos Moles preservados num fóssil de dinossauro bico de pato

Em Setembro de 2007 foi anunciada a descoberta de um osso de um dinossauro T-Rex com "filamentos flexíveis e transparentes que se assemelham a vasos sanguíneos. Também havia vestígios do que parecia ser células do sangue vermelhas; e outras que pareciam osteócitos, células que constroem e mantêm o osso." - Ver post dos tecidos moles do T-REX

Em Abril de 2008 foi confirmado que aqueles tecidos encontrados no interior do osso do T-Rex eram mesmo matéria orgânica preservada. No entanto, muito ao jeito que os evolucionistas já nos habituaram, foi dado um grande destaque à alegação de que as proteínas preservadas confirmavam o parentesco entre as aves e os dinossauros. - Ver post das Conclusões da matéria orgânica preservada do T-Rex.

Brachylophosaurus canadensisAgora, sucedeu a mesma coisa com um dinossauro bico de pato. O Brachylophosaurus canadensis. Encontraram no interior de um fémur fossilizado deste animal, que teria vivido na Terra há 80 milhões de anos, nada mais nada menos, que o mesmo, ou seja, tecidos moles preservados, vasos sanguíneos, células, proteínas (colágeno e osteocalcina).

Célula óssea do Brachylophosaurus canadensisCélulas ósseas de dinossauro em meio a uma matriz fibrosa (Foto: Mary Higby Schweitzer)

As conclusões dos evolucionistas são duas.
A primeira, que as moléculas orgânicas conseguem-se preservar ao longo de 80 milhões de anos. Não sabem como, mas já acreditam nisso...
A segunda, tal como aconteceu com o T-Rex, que "as proteínas obtidas mostram que a espécie, assim como os demais dinos, é geneticamente mais próxima das aves do que de qualquer outro vertebrado ainda vivo".

Parece que os evolucionistas continuam a deixar que conceitos geralmente aceites orientem as suas investigações e conduzam a conclusões pré-definidas.

Leiam o artigo que saiu hoje na Globo:

Cientistas encontram 'carne' em fóssil de dinossauro da América do Norte

Grupo obteve colágeno, proteína importante para músculos e ossos.
Pesquisa busca acabar com dúvidas sobre conservação de moléculas.

Agora não restam mais dúvidas: moléculas orgânicas que compunham o corpo de um dinossauro há dezenas de milhões de anos podem, sim, sobreviver ao ataque do tempo. Num trabalho que chega a ser obsessivo, de tão cuidadoso, pesquisadores dos EUA e do Reino Unido comprovaram a presença de colágeno e osteocalcina, duas proteínas comuns no tecido ósseo e muscular de bichos atuais, num dino herbívoro de quase 80 milhões de anos, o Brachylophosaurus canadensis.




É provavelmente o mais próximo que vamos chegar de um "bife" dinossauriano -- ou melhor, de uma coxinha, já que o tecido foi obtido a partir do fêmur do animal (ou seja, do osso da coxa). E as proteínas obtidas mostram que a espécie, assim como os demais dinos, é geneticamente mais próxima das aves do que de qualquer outro vertebrado ainda vivo.

A análise, coordenada por Mary Higby Schweitzer, da Universidade Estadual da Carolina do Norte (EUA), e publicada na edição desta semana da revista especializada americana "Science", trouxe à luz uma série de elementos do organismo do finado dinossauro, incluindo vasos sanguíneos, células (possivelmente com núcleos) e a matriz extracelular dos ossos (a "cola" orgânica que mantém as células unidas).

Schweitzer e companhia se dispuseram a vencer uma contravérsia que os atormenta desde 2007, quando eles realizaram o mesmo feito com fósseis de tiranossauro, o supercarnívoro de 12 m da Era dos Dinossauros. Críticos da pesquisa apostavam que as supostas proteínas dinossaurianas na verdade teriam sido produzidas por bactérias que "comeram" o osso original e ficaram alojadas no fóssil.

Para derrubar essa contra-hipótese, os pesquisadores realizaram uma escavação controlada, com sistemas de isolamento impedindo qualquer tipo de contaminação do osso. Depois, usaram todo tipo de teste, incluindo o uso de anticorpos específicos para colágeno de aves no material extraído do osso. Os anticorpos foram capazes de "grudar" nas moléculas obtidas do fóssil de dino, o que só pode indicar, segundo eles, que as proteínas não são de bactérias, mas de dinossauros.

Ao analisar a sequência de aminoácidos ("tijolos" moleculares que compõem as proteínas) do colágeno dinossauriano, os pesquisadores também mostraram que ela indica parentesco com tiranossauros e aves modernas, como seria de esperar.

Agora, resta saber se será possível extrair outras proteínas dos ossos de dinos, além de entender como essa preservação impressionante se deu ao longo de quase 80 milhões de anos.

Fonte: Globo

O que para os evolucionistas passou a ser uma certeza, para muitas outras pessoas, nas quais me incluo, continua a ser uma questão a colocar: Podem moléculas orgânicas que compunham o corpo de um dinossauro sobreviver ao ataque do tempo por dezenas de milhões de anos?



Vejam os posts anteriores sobre tecidos moles de dinossauros:


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A origem da vida não é consensual. A evolução dos seres vivos não é consensual. A teoria de Lamarck, a teoria de Darwin, e outras, propuseram a transformação dos seres vivos ao longo do tempo.

Mas o evolucionismo e o darwinismo não explicam de forma satisfatória a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.


Este blog trata da Teoria do Design Inteligente, Darwinismo e Teoria da Evolução