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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Um ponto de luz

A teoria da evolução de Charles Darwin é uma teoria religiosa no sentido em que é baseada em poderosas alegações teológicas. Ao longo dos últimos quatro séculos estas crenças influenciaram e dominaram mesmo a ciência, na verdade cresceram tornando-se ainda mais fortes desde Darwin. Elas formam a base e a justificação final para a teoria da evolução de hoje. Tal como o evolucionista Ken Miller perguntou de forma retórica, será que Deus "realmente quer reivindicar a autoria do mosquito?" A evolução, de uma forma ou de outra, deve ser verdadeira.

Mas os teístas não são os únicos que utilizam a religião para defender esta forma rígida do naturalismo. Ironicamente, os céticos da religião são também capazes de usar o mesmo argumento do tipo Deus-não-iria-criar-as-espécies. David Hume é um conhecido exemplo histórico, embora muitas das suas idéias remontem aos céticos inglêses do inicio do seu século. Hoje, Richard Dawkins e seus semelhantes continuam a tradição dos ateus de proclamarem verdades teológicas em nome da ciência.

Dawkins and Darwin

Dawkins, o pregadorÉ interessante notar que estes pregadores céticos não estão extraindo inocentemente as necessárias consequências dos princípios universais teológicos. Pelo contrário, estes ateus aplicam noções metafísicas ingênuas e simplistas a profundas questões teológicas. Eles pensam que o seu ateísmo esclarece aquelas águas profundas, mas eles são tão apegados ao deus dos filósofos como o resto do evolucionistas, de Darwin a Miller. Uma das grandes tragédias na história do pensamento é que a grande inteligência de David Hume nunca subiu acima das teologias insensatas do seu tempo para chegar a uma crítica duradoura com significado.

Estas nuances do debate das origens de hoje raramente são discutidas. Por isso é que foi um prazer ver o escritor de ciência Jeremy Manier lançar uma luz nesta direcção na sua recente peça do Chicago Tribune, "The New Theology". Acerca de ateus e criacionistas, ele escreve:

De forma curiosa, Dawkins e seus companheiros científicos ateus defendem a mesma concepção de Deus que impulsiona os seus inimigos, os criacionistas que se opõem ao ensino da evolução nas escolas públicas. Para ambas as partes, o único Deus que faz sentido é o que projectou toda a vida com requintada atenção aos detalhes. Os ateus ciêntificos não querem ter nada a ver com tal religião; os criacionistas adotam-na.

O que é que significa para os ateus abraçar uma determinada crença religiosa, em vez de desapaixonadamente sondarem a área? Aparentemente, apesar de eles serem ateus, eles podem ainda assim descrever os atributos de Deus. E essa descrição, por sua vez, em última análise ajuda-os a provar o ateísmo. Será este o gêmeo maligno do argumento ontológico de Anselm?

A peça de Manier passou a ir noutra direção e, para ser exacto, é por vezes problemática. Num dos últimos parágrafos ele escreveu que "[a] união da teoria darwista com a genética tem demonstrado que os processos naturais por sí próprios têm produzido organismos e máquinas moleculares de extraordinária complexidade." Isto é falso e enganador, mas não surpreende. Isto é o que os evolucionistas estão dizendo, e por isso os escritores de ciência repetem o mantra. Por um momento, no entanto, a peça de Manier foi um ponto de luz num debate onde normalmente existe demasiado calor.

(por Cornelius Hunter)

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A origem da vida não é consensual. A evolução dos seres vivos não é consensual. A teoria de Lamarck, a teoria de Darwin, e outras, propuseram a transformação dos seres vivos ao longo do tempo.

Mas o evolucionismo e o darwinismo não explicam de forma satisfatória a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.


Este blog trata de Design Inteligente, Darwinismo e Teoria da Evolução