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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

O Dia de Darwin e a Nova Campanha para Injectar Religião nas Escolas Públicas

Jesus Darwin Religião religionEnquanto escolas e museus comemoram o 199º aniversário de Charles Darwin, hoje [ontem], um novo esforço está sendo feito para injectar religião nas salas de aulas de ciências desta nação.

Mas esse esforço não vem daqueles que você possa pensar.

Depois de anos a acusar os críticos de Darwin de tentarem introduzir clandestinamente a religião nas aulas de biologia, os líderes da defesa da evolução estão agora a fazer campanha para ser incorporada explicitamente a religião nas aulas sobre evolução.

Eugenie Scott, chefe da organização pró-evolução National Center for Science Education, recomenda que os alunos de biologia leiam as declarações de teólogos que aprovam a evolução. Ela sugere ainda levar os alunos a entrevistar líderes religiosos sobre os seus pontos de vista sobre a evolução, mas a não o fazerem se a comunidade religiosa for "conservadora cristã", porque nesse caso a lição que se pretendia de que a "Evolução é OK!" poderia ser prejudicada.

Segundo o biólogo Kenneth Miller, os professores da ciência por toda a nação já estão a usar o seu livro Encontrando o Deus de Darwin: Uma Procura Cientifica de Terreno Comum Entre Deus e a Evolução para convencer os estudantes de que a evolução e a fé religiosa são compatíveis.

Ironicamente, Miller serviu como testemunha especializada no julgamento do design inteligente em Dover, Pensilvânia, depondo em nome de todos aqueles que queriam o design inteligente banido das escolas porque pensavam que era religião disfarçada. Mas parece que Miller não tem problemas com o manifestado uso explícito da religião nas salas de aula para apoiar a evolução.
Entretanto, um site educativo denominado "Entendendo a Evolução", incentiva os professores a desfazerem o "equívoco" que existe entre os estudantes de que a evolução é incompatível com a religião. Financiado pela National Science Foundation com mais de meio milhão de dólares de impostos dos contribuintes, o site orienta os professores para dezenas de declarações aprovando a evolução de vários grupos religiosos, incluindo a declaração de que "a teoria da evolução moderna… não está de forma alguma em contradição com as nossas convicções num Deus Criador, ou na revelação e na presença desse Deus em Jesus Cristo e no Espírito Santo. "

Embora hajam boas razões laicas para ensinar os estudantes sobre a ciência da evolução, os contribuintes poderão perguntar-se que negócio é esse do governo persuadir os seus jovens de que a evolução é compatível com "a revelação e presença de... Deus em Jesus Cristo e no Espírito Santo."

Os novos esforços de se utilizar a religião para promover a evolução nas escolas nem sequer chegaram perto de cumprir as directivas do Supremo Tribunal sobre a Primeira Emenda. Imaginem o alvoroço que seria se os críticos da teoria de Darwin propusessem usar a religião para denunciar evolução nas aulas de biologia? Quanto tempo demoraria para a ACLU entrar em cena?

No entanto, o apoio para se usar a religião para promover a evolução nas escolas parece estar a propagar-se.

No outono passado, em conjugação com um "docudrama" de grande-exibição de ataque ao design inteligente, a PBS distribuiu um pacote instrutivo para os educadores de todo o país que fez questão de incluir declarações apoiando a evolução de grupos judeus e cristãos.

Em Janeiro, a Academia Nacional de Ciências publicou um relatório sobre a evolução para professores, para membros dos quadros das escolas, e para outros, que similarmente gastou várias páginas a tentar convencer os leitores de que a boa religião apoia a evolução.

Escolas públicas são certamente autorizadas a realizar discussões objectivas de explicações religiosas concorrentes em cursos pertinentes. Mas isso não é o que os defensores da evolução estão advogando. Eles estão empurrando propaganda religiosa unilateral com a clara intenção de alterar as crenças espirituais dos estudantes.

Notavelmente, grupos como a ACLU que tipicamente se batem aguerridamente pela separação entre Igreja e o Estado, têm DESERTADO quanto à promoção de religião nas salas de aula pelos evolucionistas. Parece que não há problema de termos doutrinação religiosa nas classes de ciência, desde que a religião seja usada para apoiar a teoria de Darwin.

A hipocrisia da situação é flagrante, mas por outro lado, também o é o cinismo.

Muitos dos defensores de se utilizar a religião nas salas de aula para promover a evolução revelam-se ateus ou agnósticos. Eugenie Scott, por exemplo, é signatária de um documento denominado "Manifesto Humanista III", que proclama a "finalidade da morte", e apela a uma "progressiva filosofia de vida… sem supernaturalismos." Os biólogos da Academia Nacional de Ciências defendem opiniões semelhantes-quase 95% deles se classificam como ateus ou agnósticos, de acordo com uma sondagem de 1998.

Mesmo os teístas entre os proponentes da evolução têm tendência para serem menos amigáveis para a com a religião tradicional do que o que se poderia pensar. O biólogo Kenneth Miller, que é normalmente citado pelos mídia como um católico romano tradicional, insiste em que a evolução é um processo "indirecto" e que o desenvolvimento dos seres humanos, foi "um aditamento, um pequeno detalhe, um evento não planeado numa história que poderia muito bem ter-nos deixado de fora. "

Independentemente de qual a visão religiosa da evolução que é correta, a questão é porque razão afinal as classes de ciência têm que lidar com este problema. Será que queremos realmente transformar as salas de aulas das escolas públicas numa versão Darwinista da Escola Dominical?

Os defensores da evolução frequentemente se queixam de que a teoria de Darwin está sob ataque de pessoas de fé, e talvez eles achem que a instrução religiosa é uma maneira de aliviar esta ameaça. Se assim for, eles são incapazes de distinguir os tons das músicas.

Se eles agora pensam que algumas pessoas religiosas estão ofendidas pela evolução, basta esperar até mais professores iniciarem o proselitismo pela teologia Darwinista nas salas de aula.

Temos a liberdade religiosa por uma razão. Esperemos que os proponentes da evolução reconheçam esse fato antes que inspiram mais uma ronda de polarização desnecessária nas escolas públicas. Para obter mais informações sobre o empurrão dos Darwinistas para injectarem religião nas salas de aula, confiram o capítulo 10 do meu novo livro Darwin Day in América (Dia de Darwin na América).

(por John West)

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A origem da vida não é consensual. A evolução dos seres vivos não é consensual. A teoria de Lamarck, a teoria de Darwin, e outras, propuseram a transformação dos seres vivos ao longo do tempo.

Mas o evolucionismo e o darwinismo não explicam de forma satisfatória a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.


Este blog trata de Design Inteligente, Darwinismo e Teoria da Evolução