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sexta-feira, 20 de junho de 2008

Professor de Cambridge escreve História do Design Inteligente

Filosofos Antigos ancient philosophers classicalO "Laurence Professor of Ancient Philosophy" na Universidade de Cambridge, David Sedley, publicou um relato académico acerca do debate sobre o design inteligente entre os filósofos clássicos.

"O estudo de David Sedley dos antigos pontos de vista sobre o design inteligente irá transformar o nosso pensamento actual", escreve o Dr. Thomas Johansen da Universidade de Oxford na capa do livro.

O livro, publicado pela University of California Press, é intitulado "O criacionismo e os seus críticos na antiguidade". No prefácio o Professor Sedley deixa claro que ele tem em mente uma definição específica do "criacionismo":

O que pretendo ao usar o termo criacionismo não é a [criação a partir do nada nem a criação em algum tempo passado], mas sim a tese de que a estrutura e conteúdo do mundo só podem ser devidamente explicados postulando pelo menos um designer inteligente, um deus criador. Esta é, efectivamente, a principal questão que divide os "criacionistas" modernos dos seus críticos darwinistas. Ela também dividiu os maiores pensadores da antiguidade.

Como história do período de 500 a 300 aC, este livro é uma poderosa refutação do argumento de que o design inteligente foi inventado nos Estados Unidos no final da década de 1980.

As discussões entre os antigos filósofos têm uma correspondência moderna surpreendente, tal como salienta o Dr. Armand Leroi (biólogo evolutivo no Imperial College London) na sua análise na Nature [Nature 452, 153 (13 de Março de 2008)]:

Ouça Empédocles a descrever uma época em que o mundo estava repleto com uma diversidade de criaturas com combinações de características improváveis, a maior parte das quais foram depois eliminadas, e você vai ouvir o falecido Stephen Jay Gould a realçar os planos corporais dos fósseis de Baleia Burgess. Ouça Aristóteles despejando criticas a Democrito por supor que as coisas vivas se auto-montaram por combinações de átomos acidentais, e você vai ouvir a frase de Fred Hoyle de que "um tornado passando por uma sucata poderia montar um Boeing 747 a partir dos materiais ali existentes". Realmente tem sido, como disse Darwin, apenas "um longo debate".


Como é que os antigos argumentavam a favor do design inteligente? Aqui estão dois exemplos.

Xenofonte, de Sócrates, tomaria uma estátua ou pintura, que todo mundo atribuiria a um artista ou artesão, e alegaria que o corpo humano, com sua maior complexidade e funcionalidade, devia ter sido formado por um maior artista ou artesão.

Os Estóicos tomariam o modelo mecânico de Arquimedes das rotações do mundo no espaço. Até mesmo um bárbaro ignorante não teria dúvidas que isto era obra de inteligência. No entanto, as rotações celestes do mundo são muito mais complexas e uma máquina superior e, por isso, podemos inferir que elas são obra de uma inteligência maior do que a de Arquimedes.

Estes argumentos são semelhantes ao recente argumento de que a informação complexa específica contida em programas de computador e a contida no DNA dos organismos vivos, ambas nos permitem inferir design inteligente.

Os argumentos contra o design inteligente no mundo antigo também têm estreitas semelhanças com os argumentos utilizados hoje em dia. Os Atomistas do 3º ao 1º Século AC utilizaram a idéia de uma quantidade infinita de mundos como uma forma de explicarem estruturas altamente improváveis, da mesma forma que a ideia de vários universos é usada actualmente. Lucrécio também utilizou a ideia de selecção natural: "que o acidente em uma escala suficientemente vasta acompanhada pela sistemática sobrevivência do mais forte/apto poderia explicar a presença de estruturas da natureza aparentemente intencionais" (p. 151). Sedley argumenta que esta ideia não era original até mesmo para Lucrécio, mas que ele a foi buscar a um poeta anterior, a Empédocles.

É evidente que, o debate moderno sobre o design inteligente não é novo. O Professor Sedley argumenta que ele se desenvolveu quando os pensadores começaram a pôr em causa algo que antes se tinha como um dado adquirido: que existe presente no mundo um poder supremo que governa.

Truth in Science

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A origem da vida não é consensual. A evolução dos seres vivos não é consensual. A teoria de Lamarck, a teoria de Darwin, e outras, propuseram a transformação dos seres vivos ao longo do tempo.

Mas o evolucionismo e o darwinismo não explicam de forma satisfatória a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.


Este blog trata de Design Inteligente, Darwinismo e Teoria da Evolução