Home Favoritos Donativos RSS
counter

 
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

"Foi Deus que fez"?

einstein, Deua nao joga dadosO Design inteligente quer dizer que "Foi Deus que fez"?

Recentemente, o editor de um Website cristão contactou-me com uma questão familiar: Será que a teoria do design inteligente quer dizer que "Foi Deus que fez"?


Não, não necessariamente.

Outros querem saber, será que quer dizer que a evolução não aconteceu, ou que não acontece?

Não, também não quer dizer isso, não necessariamente.

Tenho desenvolvido algumas respostas tipo, grande parte delas desenvolvi no ensino de um curso sobre o assunto a idosos, e eu posto-as aqui caso alguém as ache úteis:

O que é o design inteligente?

O Design Inteligente assume que o design, tal como o acaso e como a necessidade, faz parte da estrutura da natureza. O Design explica certas caracteristicas como a afinação de precisão do universo e o elevado nível de informação que se encontra nas formas de vida. (O nível de informação presente nas formas de vida não pode ser explicado dentro da escala de tempo do Big Bang a não ser que processos como a evolução neo-darwinista seja tratados como uma forma de mágica.)

O Design é, como o ex-ateu Antony Flew observou, coerente com o pressuposto de que a mente (Mente, se assim preferirem) vem em primeiro lugar e cria a matéria, em vez de ser ao contrário. (Na verdade, foi por isso que Flew deixou de ser ateu.)

Será que evolução Darwinista acontece?

Evolução é certamente parte de um processo que inclui o design. É por isso que os teóricos do DI, William A. Dembski e Jonathan Wells, chamaram ao seu novo livro sobre a evolução
O Design da Vida .

No entanto - e isto é crucial - a evolução darwinista, como defendida actualmente, é uma tentativa de explicar a história das formas de vida, ignorando o design ou tratando-o como uma
ilusão. Isso é o que os teóricos do DI combatem.

O teórico do DI, Mike Behe, aponta no
"The Edge of Evolution" que o real progresso da evolução darwinista, como foi observado no laboratório,

1) é demasiado lento para fazer o que afirmam os Darwinistas, E
2) na medida em que ele desempenha um papel importante na evolução, que normalmente ele trabalha no sentido da simplificação ou debilitação das formas de vida, não no sentido de complexidade e melhor função.

A sua função habitual, não tem nada a ver com a evolução em direção a mais e maiores funções, mas sim com a manutenção da saúde de populações existentes excluindo variações mal adaptadas.

As "poderosas evidências" da evolução observadas que são atiradas para o público são quase sempre casos menores de adaptações. Alegadas grandes transições (de hipopótamo à baleia, etc), através de darwinismo e processos relacionados ignoram o enorme trabalho de reengenharia simultânea que seria necessário - e provavelmente não poderia ter acontecido sem design. Mas ao público só são mostradas as mudanças na forma do "hipaleia", e não na estrutura interna.

Será que o design inteligente exige uma crença em Deus?

A questão de saber se o design requere um Deus é um pouco mais complexa. O Design no universo pode ser reconhecido para além do teísmo (crença num Deus *pessoal*). Antony Flew é, por exemplo, um deísta, não um teísta. Ou seja, o design no universo convence-o que existe uma mente/Mente por trás do universo, mas ele não descreveria tal mente como um Deus pessoal. Parece que Albert Einstein teve opiniões semelhantes.

Será que o ateísmo exige uma crença de que não há design?

É importante distinguir entre ateísmo em geral e o ateísmo materialista. O ateísmo materialista é, de longe, o tipo mais popular no mundo ocidental actualmente. O ateu materialista exclui o design, não porque hajam fortes indícios contra ele, mas porque o materialismo não o pode admitir. Em outras palavras, o ateu materialista nega o design, porque ele é materialista (não necessariamente por ele ser ateu), e afirma que a evolução darwinista (e alguns processos relacionados) pode explicar integralmente os elevados níveis de informação que se encontram nas formas de vida - fazendo do design uma ilusão.

Mas historicamente a maior parte dos ateus não foram materialistas. Algumas religiões orientais são essencialmente atéias, mas elas reconhecem o design. Elas reconhecem-no como design sem invocarem a existência de um Deus monoteísta e sem alegarem que o design é apenas uma ilusão.

Como têm diferentes tradições reconhecido o design no universo?

A questão do design depende de se reconhecer que o design nas formas de vida é real, ou que é uma ilusão. Se é real, o deísmo (um Deus impessoal) ou teísmo (um Deus pessoal), é a explicação que a maior parte dos ocidentais adoptam. Os orientais podem assumir que todos nós somos parte da Mente cósmica, que o próprio universo funciona como um inteligência, que o universo é um véu dessa inteligência da qual todos nós fazemos parte, ou que a Lei ou o Caminho que descreve o funcionamento do universo é uma força impessoal que age de uma forma que nós humanos consideramos ser inteligência.

O teórico do DI vê evolução como um dos factores no design da vida, que é uma função do design do universo, que é melhor entendida como uma função de uma inteligência que está por trás do universo. Como essa inteligência é interpretada depende dos pressupostos que o intérprete traz para a evidência.


(por O'Leary)

Um comentário:

  1. OLá, gostaria de saber que mé este O'Leary que assina o post. É algum acadêmico?

    Abraços.

    ResponderExcluir





Related Posts with Thumbnails
A origem da vida não é consensual. A evolução dos seres vivos não é consensual. A teoria de Lamarck, a teoria de Darwin, e outras, propuseram a transformação dos seres vivos ao longo do tempo.

Mas o evolucionismo e o darwinismo não explicam de forma satisfatória a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.


Este blog trata de Design Inteligente, Darwinismo e Teoria da Evolução