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sábado, 19 de janeiro de 2008

Relatando o lançamento do livro da NAS

Hoje eu assisti ao lançamento da terceira edição do livro da NAS (National Academy of Sciences) chamado "Ciência, Evolução, e Criacionismo". Com este último termo eles referem-se a qualquer modo de pensar que duvide do materialismo mecanicista da selecção natural para explicar toda a complexidade da vida .

Toda a cerimónia foi uma tentativa clara para rotular qualquer cético de "criacionista".

O mais irónico foi que,

a sala toda respirava animosidade para com as pessoas religiosas e, logo que se aperceberam do "direito religioso", os representantes da NAS logo procuraram promover o ponto de vista da nova brochura, de que ciência e a religião não estão em conflito, porque as duas formas de conhecimento não se sobrepôem.

Como Richard Dawkins fez notar, esta é uma flagrante estratégia retórica e política, na qual acreditavam muito poucos dos que avançaram com esta proposição. Por exemplo, enquanto Gilbert Omenn defendia esta tese de "nenhum conflito", ele também afirmava que ninguém teria concebido certas características da anatomia humana da forma como elas são. Hmmm, então a ciência pode legitimamente fazer alegações sobre se as caracteristicas biológicas foram projectadas? Parece que eles estão a pedir um armistício de apenas uma das partes.

Claro que o que eles queriam dizer era que a religião "razoável" não tem qualquer problema com a evolução materialista Darwinista. Assim, o livro da NAS cita uma série de líderes religiosos liberais para provar seu ponto.

Banana SlipNum momento igualmente contraditório, Francisco Ayala alegou que "não existe qualquer contradição entre evolução e fé religiosa". Então mais tarde, quando mencionavam os líderes religiosos liberais citados na brochura da NAS, ele escorregou numa casca de banana freudiana, dizendo: "Eu usei as autoridades religiosas..."… ha ham ... e lá continuou ele alegando que o que ele pretendia dizer era "citei" aquelas autoridades religiosas.

Não vou prolongar muito mais o meu relatório, mas o painel - que incluiu também o ex-presidente da NABT, Toby Horn, e o ex Presidente da NAS, Bruce Alberts - levou a credulidade mais longe ao alegar que a medicina e agricultura dependiam da teoria evolutiva. Se eles se referiam à micro-evolução, isso é, obviamente, verdade; mas é claro que ninguém duvida da micro-evolução.

Na verdade, o lançamento do livro foi um evento de trivialidades umas atrás das outras. Talvez os repórteres que escrevam sobre este evento tenham a coragem de perguntar ao NAS que proponentes do design inteligente eles entrevistaram ou consultaram para garantir a precisão das suas declarações sobre o design inteligente. A avaliar pelo que se vê na brochura, parece que eles consultaram apenas os seus próprios preconceitos.

No fundo, a NAS deve saber que os seus esforços irão falhar. Para além das muitas preocupações religiosas com a teoria darwinista no público, há um grande número de acadêmicos que abrigam dúvidas científicas sérias quanto à adequação do mecanismo darwinista para explicar a complexidade da vida.

(por Logan Gage)

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A origem da vida não é consensual. A evolução dos seres vivos não é consensual. A teoria de Lamarck, a teoria de Darwin, e outras, propuseram a transformação dos seres vivos ao longo do tempo.

Mas o evolucionismo e o darwinismo não explicam de forma satisfatória a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.


Este blog trata de Design Inteligente, Darwinismo e Teoria da Evolução