Home Favoritos Donativos RSS
counter

 
sábado, 3 de outubro de 2009

Ardi, Novos Fósseis da Evolução Humana, Estilhaçados

Ardipithecus ramidus - ArdiMais um novo alegado elo perdido foi encontrado, se é que podemos considerar novo algo que foi descoberto no início dos anos de 1990. Este fóssil parece ter passado quase tanto tempo sob o microscópio, em Berkeley, como passou no solo, na Etiópia, desde que ficou enterrado há cerca de 4,4 milhões de anos atrás.

Por que demorou mais de 15 anos para os relatórios sobre este fóssil serem finalmente publicados, além do facto de ter dado mais tempo para o planeamento e arranjo da campanha de anúncio do fóssil? Um artigo de 2002 na Science, explica exactamente o porquê: os ossos eram tão frágeis, "esmagados", "farelentos" e "erodidos" quando eram limpos, de tal forma que muitos dos fragmentos ósseos tiveram que ser "reconstruidos" - e isso levou muito tempo. Aqui está a história de há mais de sete anos atrás:

Em 1992, a Middle Awash Research Team, co-liderada por Tim White, fez uma descoberta que pôs fim ao reinado de Lucy. Cerca de 75 quilómetros a sul do lugar de descanso de Lucy, em Aramis na depressão de Afar na Etiópia, a equipe encontrou fósseis de um símio do tamanho de um chimpanzé datado de há cerca de 4,4 milhões de anos atrás. ... A equipa nomeou esta espécie de Ardipithecus ramidus, com base em duas palavras da língua Afar, sugerindo que a humanidade era uma espécie da raiz da humanidade. Mas os cépticos argumentam que os fósseis publicados têm tantas semelhanças com o chimpanzé, que eles podem representar a linhagem há muito tempo perdida do ancestral dos chimpanzés, e não dos humanos.

Na temporada de campo seguinte, o membro da equipa Yohannes Haile-Selassie descobriu os primeiros de mais de 100 fragmentos que compõem cerca de metade de um único esqueleto desta espécie, incluindo fragmentos da pélvis, de uma perna, do tornozelo e dos pés, dos ossos do punho e da mão, uma mandíbula inferior com dentes e um crânio. Mas, nos últimos 8 anos não foram publicados detalhes sobre este esqueleto. Porquê a demora? Em parte porque os ossos são tão macios e estão tão esmagados que prepará-los requer um esforço hercúleo, diz White. O crânio está "esmagado", diz ele, "e o osso é tão farelento que quando eu limpo uma aresta ele desfaz-se, por isso tenho de moldar cada um dos pedaços para o reconstruir". A equipa espera publicar mais ou menos daqui a um ano, e White alega que o esqueleto vale a pena a espera, chamando-o de um "indivíduo fenomenal" que será a "pedra de Roseta para a compreensão do bipedismo".

(Ann Gibbons, "In Search of the First Hominids", Science, 295:1214-1219 (15 de Fevereiro de 2002)).

Claro que um elemento-chave na demonstração de que um organismo era bípede é a forma exacta da sua pélvis. Mas veja o que uma das histórias actuais dos meios de comunicação sobre o A. ramidus está a relatar sobre a condição original da pélvis que foi descoberta:
Um problema é que algumas partes do esqueleto de Ardi foram encontrados quase esmagados em pedacinhos e precisava de reconstrução digital extensa. "Tim White mostrou-me fotos da pélvis no solo, e parecia um guisado Irlandês", diz Walker. Com efeito, olhando para as evidências, paleoantropólogos diferentes podem ter diferentes interpretações de como a Ardi se movia ou o que ela revela sobre o último ancestral comum de humanos e chimpanzés.

(Michael D. Lemonick e Andrea Dorfman, "Excavating Ardi: A New Piece for the Puzzle of Human Evolution", Time Magazine (1 de Outubro de 2009)).

As recentes notícias relatadas na Science dão conta dos mesmos problemas com os fósseis:
Mas a empolgação da equipa foi temperada pela terrível condição em que se encontrava o esqueleto. Os ossos literalmente se desintegravam ao toque. White chamou-lhe o caminho da matança. Partes do esqueleto foram calcados, pisados e espalhados em mais de 100 fragmentos, o crânio foi esmagado até ficar com 4 centímetros de altura.

(Ann Gibbons, "A New Kind of Ancestor: Ardipithecus Unveiled", Science, vol. 326:36-40 (2 de outubro de 2009)).

A National Geographic coloca a questão da seguinte forma:
Após Ardi ter morrido, os seus restos foram aparentemente pisados na lama por hipopótamos e outros herbívoros que por ali passavam. Milhões de anos mais tarde, a erosão trouxe os ossos completamente esmagados e distorcidos de volta à superfície. Eles eram tão frágeis que viravam pó ao mínimo toque.

"Farelentos"? "Estilhaçados"? "Completamente esmagados e distorcidos"? "Necessária reconstrução digital extensa"? Depois de todo o sensacionalismo e das alegações exageradas sobre a importância do Ida, perdoem-me por ter uma reacção inicial de cepticismo. Até que ponto você iria confiar numa "pedra de Roseta", que começou por ser "esmagada em pedaços" e "virava pó ao mínimo toque"?

Alegações de bipedismo, muitas vezes dependem de medidas precisas de ângulos de ossos chave, tais como a pélvis, o fémur e os ossos do joelho. Mas se estes ossos foram descobertos num estado tão esmagado, estilhaçado etc, determinar os contornos precisos de estes ossos poderá tornar-se um exercício altamente subjectivo. Tenho certeza que eles passaram muito tempo em suas reconstruções (e realmente dão a entender que o fizeram), mas no fim de contas, é difícil fazer afirmações sólidas sobre ossos tão pouco sólidos.

Alguém alinha num guisado Irlandês?

(por Casey Luskin)

0 comentários:

Postar um comentário





Related Posts with Thumbnails
A origem da vida não é consensual. A evolução dos seres vivos não é consensual. A teoria de Lamarck, a teoria de Darwin, e outras, propuseram a transformação dos seres vivos ao longo do tempo.

Mas o evolucionismo e o darwinismo não explicam de forma satisfatória a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.


Este blog trata de Design Inteligente, Darwinismo e Teoria da Evolução