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sábado, 10 de outubro de 2009

Ardipithecus ramidus, "Elo Perdido" bípede?

"Ardi" Artificialmente Reconstruida Anula Hipótese Evolucionária Prevalecente Sobre A Evolução Humana
ardi Ardipithecus ramidus bonesO elo perdido que foi há pouco tempo anunciado pelos media, o Ardipithecus ramidus, teve mais cirurgia reconstrutiva do que o Michael Jackson. Supondo que a "extensa reconstrução digital" dos seus "ossos completamente esmagados e distorcidos" é rigorosa e precisa, o que é que o A. ramidus (ou "Ardi" como a mídia servil carinhosamente lhe chama) realmente nos mostra que já não soubéssemos? Nós já sabíamos de hominídeos de cérebro pequeno que andariam erectos/escalavam árvores - que é o que a Lucy, uma australopithecine, foi. Nós já sabíamos que havia fósseis australopitecinos que datam de antes de 4 milhões de anos, e este fóssil é apenas um pouco mais velho. Então o que é que este fóssil nos ensina? Assumindo que todas as reconstruções de ossos esmagados da Ardi são objectivas e precisas, este fóssil ensina-nos, pelo menos, uma coisa muito importante: explicações evolutivas prevalecentes sobre como o caminhar erecto supostamente evoluiu em humanos, ensinadas com muita confiança em inúmeras aulas de antropologia ao nível da faculdade, estavam basicamente erradas.

Em particular, o A. ramidus lança dúvidas sobre a hipótese desde há muito repetida de que os seres humanos evoluíram o caminhar erecto na Savana Africana onde criaturas mais altas tinham uma vantagem de ver sobre a erva alta, caminhando erectos. O A. ramidus caminhava erecto, numa terra de "erva com pedaços de floresta densa". O artigo da revista Time sobre o A. ramidus explica as implicações:

Este quadro deita por baixo um aspecto daquilo que era a sabedoria convencional evolutiva. Os paleoantropólogos pensavam que o que levou os nossos ancestrais a andarem em duas pernas em primeiro lugar foi uma mudança no clima que transformou a floresta africana em savana. Em tal ambiente, segue o raciocínio, primatas erectos teriam tido vantagem sobre os que se apoiam nos braços porque eles poderiam ver sobre a erva alta para encontrar comida e evitar predadores. O facto de que a espécie de Lucy, ter vivido num ambiente mais arborizado começou a enfraquecer essa teoria. O facto de Ardi caminhar erecto num ambiente similar muitas centenas de milhares de anos antes, deixa claro que deve ter havido uma outra razão.

(Michael D. Lemonick e Andrea Dorfman, "Escavação Ardi: uma nova peça para o enigma da evolução humana," Time Magazine (1 de Outubro de 2009)).
Na verdade, este é um velho argumento. É raramente discutido, mas há uma série de caminhantes erectos, de espécies simiescas arborícolas conhecidas de antes de 10 milhões de anos atrás que se pensa serem muito distantes dos ancestrais dos seres humanos. Isto implica que o bipedismo num hominídeo, não qualifica necessariamente um indivíduo como um ancestral humano, e também põe em dúvida a explicação clássica para a evolução do bipedismo.

Existe uma outra opção: o A. ramidus não era bípede. Na verdade, um artigo da Science apresenta algum cepticismo científico sério sobre o A. ramidus ser bípede:
No entanto, vários pesquisadores não têm tanta certeza sobre estas inferências. Alguns são cépticos de que a bacia esmagada realmente mostre os detalhes anatómicos necessários para demonstrar bipedismo. A bacia é "sugestiva" de bipedismo, mas não conclusiva, diz o paleontólogo Carol Ward, da Universidade de Missouri, Columbia. Além disso, o Ar. ramidus "não parece ter tido o seu joelho colocado sobre o tornozelo, o que significa que ao andar de forma bípede, ele teria sido obrigado a transferir o seu peso para o lado", diz ela. O paleontólogo William Jungers da Stony Brook University, no estado de Nova York também não tem a certeza de que o esqueleto era bípede. "Acredite em mim, é uma forma única de bipedismo", diz ele. "Na minha opinião o postcranium por si só não seria indicador inequívoco de estatuto de hominídeo". O paleoantropologo Bernard Wood, da Universidade George Washington, em Washington DC, concorda. Olhando o esqueleto como um todo, diz ele, "Acho que a cabeça é compatível com um hominídeo, ... mas o resto do corpo é muito mais questionável."

(Ann Gibbons, "A New Kind of Ancestor: Ardipithecus Unveiled," Science, Vol. 326:36-40 (Oct. 2, 2009).)
Da mesma forma, A Chronicle of Higher Education relata:
O Sr. Johanson, director fundador do Instituto das Origens Humanas da Universidade ... disse que espera que as interpretações iniciais da equipa "sem dúvida, gerem um amplo debate", talvez mesmo, incluindo a questão de saber se Ardi é realmente um ancestral humano. O Sr. Johanson disse que ele não estava entre aqueles que levantam essa questão. Mas, disse ele, "deve ter sido muito uma mudança evolutiva rápida" para a forma humana se transformar tão rapidamente de Ardi para a Lucy.
Claro que, praticamente nenhum deste cepticismo científico sério sobre o bipedismo ou sobre estatuto de ancestral do A. ramidus está sendo noticiado na mídia popular, onde a espécie está essencialmente a ser universalmente relatada como um hominídeo bípede ancestral do homem moderno. Ardi, assim, deixa-nos com 2 opções: ou ele não era um hominídeo que caminhava erecto e não é nada que se aproxime de um ancestral humano, ou as nossas teorias anteriores ensinadas com confiança sobre como o bipedismo evoluiu em humanos estavam erradas. Faça a sua escolha.

Então o que é que temos com a "Ardi"? Temos um "guisado irlandês" fóssil, extremamente esmagado, que sofreu extensa reconstrução para se tornar parte de uma campanha de relações públicas que faz afirmações ousadas de estatuto de ancestral para a linha humana, mesmo que na base as suas qualidades sejam muito semelhantes aos fósseis já conhecidos, e haja um monte de cepticismo sobre as afirmações que estão a ser feitas. Por outras palavras, temos o circo dos meios de comunicação típico que encontramos de cada vez que um novo "elo perdido" é encontrado.


(por Casey Luskin)

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A origem da vida não é consensual. A evolução dos seres vivos não é consensual. A teoria de Lamarck, a teoria de Darwin, e outras, propuseram a transformação dos seres vivos ao longo do tempo.

Mas o evolucionismo e o darwinismo não explicam de forma satisfatória a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.


Este blog trata de Design Inteligente, Darwinismo e Teoria da Evolução