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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Artigo cientifico de Michael Behe que desafia o Ganho de Funções na evolução molecular

Michael Behe publicou um artigo científico revisto por pares na revista Quarterly Review of Biology intitulado "Evolução Experimental, Mutações de Perda de Função e 'A Primeira Regra da Evolução Adaptativa'", argumentando que "as alterações mais comuns de adaptações que se observam... são devido à perda ou modificação de uma função molecular pré-existente."

A observação de que um determinado tipo de mudança molecular envolve a perda de função tem sido utilizada por biólogos evolutivos de renome como argumento contra esse mecanismo específico ser uma força importante para a mudança evolutiva adaptativa. Num artigo de 2007 na revista Evolution, Hopi E. Hoekstra e Jerry Coyne autores de um artigo de revisão em que criticam as mutações de regulação cis como sendo um mecanismo de evolução, no qual afirmam: "Para apoiar a reivindicação "evo devo" de que as mutações de regulação cis são responsáveis por inovações morfológicas é preciso mostrar que os promotores são importantes na evolução de novas características, e não apenas nas perdas das antigas." Este é um argumento sólido: a certa altura, deve-se mostrar que algum mecanismo genético importante da evolução tem a capacidade de gerar uma nova função ao invés de eliminar a função.

O argumento de Behe vai num sentido semelhante, com a excepção de que o seu argumento não se aplica apenas a um círculo restrito de mutações nos elementos de regulação cis, mas que as mutações numa categoria extremamente vasta de elementos genéticos, que ele chama de Functional Coded Elements (FCTs). Segundo Behe, um FCT defini-se como "uma região discreta, mas não necessariamente contígua de um gene que, por meio de sua sequência de nucleotídeos, influencia a produção, processamento ou actividade biológica de um determinado ácido nucleico ou proteína, ou a sua ligação específica a outra molécula." Os FCTs são uma categoria muito ampla de DNA, e incluem:
• Os promotores;
• potenciadores;
• Os isoladores;
• seqüências Shine-Dalgarno;
• genes tRNA;
• genes miRNA;
• seqüências codificadoras de proteínas;
• segmentação de organelos ou sinalização localizada;
• intrão - locais de divisão;
• codões que especificam um local de ligação de uma proteína a outra molécula (tais como seu substrato, uma outra proteína, ou um pequeno regulador alostérico);
• codões que especificam um local de processamento de uma proteína (por exemplo, uma clivagem, ou local de fosforilação);
• sinais de poliadenilação; e
• transcrição e sinais de finalização da tradução
(Michael J. Behe, "Experimental Evolution, Loss-of-Function Mutations and 'The First Rule of Adaptive Evolution'," Quarterly Review of Biology, Vol. 85(4) (December, 2010).)

Behe argumenta que geralmente não observamos a evolução de novos FCTs adaptativos em laboratório. Ao contrário, quando observamos mudanças evolutivas adaptativas em laboratório, elas normalmente envolvem a perda de função ou alteração de FCTs. Isso leva à pergunta: Como é que novos FCTs adaptativos surgem?

(por Casey Luskin)

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A origem da vida não é consensual. A evolução dos seres vivos não é consensual. A teoria de Lamarck, a teoria de Darwin, e outras, propuseram a transformação dos seres vivos ao longo do tempo.

Mas o evolucionismo e o darwinismo não explicam de forma satisfatória a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.


Este blog trata de Design Inteligente, Darwinismo e Teoria da Evolução